A Maldição dos Mortos-Vivos (1988)

1988 / EUA / 98 min / Direção: Wes Craven / Roteiro: Richard Maxwell, Adam Rodman (baseado no livro de Wade Davis) / Produção: Doug Claybourne, David Ladd; Robert Engelman (Coprodutor); Victoria Kluge, David B. Parker (Produtores Associados); Keith Barish, Rob Cohen (Produtores Executivos) / Elenco: Bill Pullman, Cathy Tyson, Zakes Mokae, Paul Winfield, Brent Jennings, Conrad Roberts

Acho que um dos filmes de terror mais cabeça que eu já assisti é “A Maldição dos Mortos-Vivos“. O único problema é que eu vi muito cedo na minha vida, quando eu tinha 15 anos. Esse titulo também não ajuda, qualquer adolescente ia pensar que se trata de um puta filme de horror e tal. Principalmente porque ele é dirigido pelo Wes Craven que é o diretor de um monte de filmes de terror foda.

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Despertar dos Mortos (1978)

1978 / EUA, Itália / 127 min / Direção: George A. Romero / Roteiro: George A. Romero / Produção: Richard P. Rubinstein, Donna Siegel (Produtora Associada), Claudio Argento, Alfred Cuomo (Produtores Associados) / Elenco: David Emge, Ken Foree, Scott H. Reiniger, Gaylen Ross

Como eu tinha dito antes na crítica de “A Noite dos Mortos-Vivos“, esse é outro filme onde eu prefiro mais o “remake” que o original. Eu lembro quando assisti ao “Despertar dos Mortos” achei ele bem chato na verdade e bem parado. Anos mais tarde quando estava cursando cinema, a faculdade começou a fazer “sessões a meia-noite” com diversos filmes e tal. Um desses temas era de terror, eu sugeri “Holocausto Canibal“, mas colocaram “Despertar dos Mortos“.

Eu sei da importância do Romero no cinema e tipo amo muito os filmes dele, mas o que mais me chateia é como alguns filmes dele conseguem ficar datados.  Mas quando eu assisti ao filme na faculdade, fiquei de boca aberta pela qualidade do filme e também como a história consegue ser atual. Apesar dos pesares, ele consegue ser um filme excelente com a sua “sub-história“, porque o “plot” principal é muito chato.

Uma curiosidade é que esse filme foi produzido pelo Claudio Argento, irmão do Dario Argento. E realmente foi uma boa produção tanto pelo aspecto da locação que é muito interessante como também o orçamento para esse filme que foi grande. Como eu tinha dito o “plot” secundário do filme é muito interessante porque entra naquelas críticas sociais que o Romero adora colocar em seus filmes. Aqui ele fala da sociedade de consumo e também a idolatração das pessoas por bens matérias. É também aqui que temos aquela famosa frase dita por Ken Foree: “Quando o inferno estiver cheio, os mortos caminharam sobre a terra“.

Outro ponto legal dos filmes do Romero é como eles se preparam para uma coisa global, porque “O Despertar dos Mortos” é o segundo filme que ele iniciou com essa temática de zumbis. Porque a primeira foi “A Noite dos Mortos-Vivos” de 1968 em seguida “O Dia dos Mortos” de 1985, “Terra dos Mortos” de  2005, “Diário dos Mortos” de 2007 e finalmente “A Ilha dos Mortos” de 2009. Assim vemos aos poucos o mundo se despedaçando, mas em si o legal é ver a reação humana no meio do caos e também como eles vão sobreviver a tudo aquilo.

A história começa quando os Estados Unidos está sendo devastado por uma epidemia que transforma pessoas em zumbis canibais. As causas são desconhecidas, mas todos os cadáveres que são afetados pelo vírus se tornam mortos-vivos, famintos por carne humana. Diante deste cenário de caos e desolação, o governo recruta uma equipe para acabar com a ameaça. Dois membros dessa equipe, Peter (Foree) e Roger (Scott Reiniger) foram incumbidos de exterminar os zumbis de um conjunto habitacional. Porém, a missão fica complicada e os agentes pedem ajuda a Stephen (David Emge), um piloto de helicóptero e sua namorada Frances (Gaylen Ross). Os quatro se refugiam em um shopping local, mas como eu disse Romero faz uma crítica a esse tipo de consumismo desenfreado e também como a reação humana fica nesse meio de caos, é interessante ver como eles se viram no meio de tudo isso.

Vale lembrar que temos o “remake” do diretor Zack Snyder que no Brasil saiu com o nome de “Madrugada dos Mortos“. Eu pessoalmente prefiro o “remake”, mas como eu disse esse clássico do Romero é muito bom, apesar de ser bem datado, mas o “plot” secundário que é o mais interessante e vale ser lembrado por conta disso também, por toda essa crítica social que mais e mais já faz parte da nossa realidade.

Nota: 

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A Noite dos Mortos-Vivos (1968)

1968 / EUA / P&B / 96 min / Direção: George A. Romero / Roteiro: George A. Romero, John Russo / Produção: Karl Hardman, Russell W. Streiner / Elenco: Duane Jones, Judith O’Dea, Karl Hardman, Marilyn Eastman

Acho que já falei em algum lugar que não gosto tanto do original do George Romero da “Noite dos Mortos-Vivos” por achar o filme muito chato. Não sei porque tenho essa opinião, mas simplesmente não gosto tanto. Pode ser que daqui a 10 anos eu veja e fale: “Caralho! Quer filme foda!“, mas nesse momento não. Prefiro mil vezes a versão do Tom Savini que foi gravado em 1990. Ela é bem mais dinâmica e também bem mais explorada, mas claro que não da para comparar uma obra dos anos 60 que é uma produção “B” com um filme dos anos 90 e com um orçamento bem maior.

George Romero é um dos meus diretores favoritos no cinema, amo todas as suas obras e claro que tem suas exceções, mas ele é sempre uma pessoa bem engajada e também sabe trabalhar muito bem com o roteiro e direção. Um dos pontos alto de Romero é como ele usa seus filmes para fazer várias críticas a sociedade, seja a sociedade do consumo, militarização, globalização, racismo ou até o preconceito com doenças que é o caso de um outro excelente filme do diretor que é “Martin“.

Mas Romero começou a fazer filmes logo quando entrou na faculdade, produzindo e dirigindo comerciais, ele conseguiu levantar uma grana para realizar aquele que séria a revolução no cinema de terror e também a revolução dos filmes de zumbis. Tudo começou quando ele e John Russo fundaram uma pequena produtora, assim eles começaram com 114.000 mil dólares para realizar um filme. A história fica por conta de Russo e Romero, assim George Romero iria dirigir o filme e outro amigo Russell Streiner iria produzi-lo.

Muitos dizem que o filme tem várias críticas tanto a guerra do Vietnã como a guerra fria, então muito o que vemos na produção brinca com essas duas teorias. Tudo começa quando Barbara (Judith O’Dea) e seu irmão estão indo para o enterro da mãe deles e são atacados por um morto. O seu irmão morre e assim ela foge, indo parar numa casa, mas ela percebe que aquele não é o único ser que está atacando as pessoas. Então aparece Ben ( Duane Jones) que vem para resolver as coisas, é engraçado ver como as coisas não mudam na verdade. Se no original dos anos 60 Jones que foi um dos primeiros protagonistas negros a trabalhar num filme não tem voz, no “remake” dos anos 90 a coisa muda de forma e quem não tem voz é a mulher no caso Barbara. Assim quando eles entram dentro da casa para se proteger, eles são atacados por outras criaturas, até que se percebe na verdade vendo um telejornal é que os mortos começaram a andar sobre a terra. E eles precisam sobreviver aos comedores de carne, ou melhor, aos zumbis.

O quem vem depois é só sucesso, dizem que Romero conseguiu faturar só de VHS e também mercado interno um valor de 12 milhões de dólares só com um único filme o que deu treta entre ele e John Russo então ele foi escrever outras coisas e fez um dos meus filmes favoritos que é “A Volta dos Mortos-Vivos” que é um clássico oitentista absoluto.

Em 1999 “A Noite dos Mortos Vivos” foi colocado no congresso nacional dos E.U.A então ele é considerado uma importantíssima obra cultural de todos os tempos. Assim vale também lembrar que nasceu uma sequencia de filmes relacionados a mortos em sua carreira como “O Despertar dos Mortos“, “Diário dos Mortos” entre outros. Apesar de eu não gostar tanto dessa obra, ele é um excelente filme que vale ser visto e revisto e também ver como Romero é um diretor sensacional.

Nota: 

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Re-Animator – A Hora dos Mortos Vivos (1985)

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1985 / EUA / 95 min / Direção: Stuart Gordon / Roteiro: Dennis Paoli, William J. Norris, Stuart Gordon (baseado na obra de H.P. Lovecraft) / Produção: Brian Yuzna, Michael Avery, Charles Brand e Bruce William Curtis (Produtores Executivos), Bob Greenberg e Charles Donald Storey (Produtores Associados) / Elenco: Jeffrey Combs, Bruce Abbott, Barbara Crampton, David Gale

Stuart Gordon e Brian Yuzna são campeões em adaptação do lendário escritor H.P. Lovecraft, eles fizeram uma centenas de filmes juntos adaptados dessas obras. Indo de séries que é o caso de “Sonhos na casa da Bruxa” para a série de TV “Masters of Horror”, até filmes mesmo como “Dragon”, “Do Além” e “Herança Maldita”.  Mas é muito difícil adaptar as obras de Lovecraft, quem já leu os livros dele sabe como é. Um exemplo é o Guillermo del Toro que anos e anos tenta adaptar “Nas Montanhas da Loucura”, mas sempre surge um problema nem que seja pelo roteiro como pela produção também.

Uma das melhores adaptações na minha opinião é “Re-Animator – A Hora dos Mortos Vivos”, esse subtítulo aqui no Brasil é péssimo além de entregar o filme todo, já que um dos segredos do filme é saber o que é o tal soro e o que ele faz. O conto original chama “Herber West – O Reanimador”, confesso que ainda não li o livro, mas tenho muito interesse e olha que já li bastante coisa do escritor, adoro o formato de contos de Lovecraft, ele é um verdadeiro gênio.

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O gozado na história de produção do filme é que na verdade Stuart Gordon tinha a ideia de transforma-lo numa peça de teatro, mas depois ele queria adaptar para a televisão até que finalmente ele conseguir transformar em um filme.  Lembrando que o filme virou uma franquia como “A Noiva do Re-Animator” e o “Beyond Re-Animator”. Mas tudo isso é possível também a Brian Yuzna que convenceu Gordon a fazer isso, eles tiveram um orçamento de 900.000 mil dólares e um lucro de 2 milhões, coisa muito rentável para a época e também por ser um filme de terror.

Um dos pontos positivos do filme são os efeitos e a maquiagem que é muito boa. Para isso Gordon chamou o maquiador John Naulin, que trabalhou em filmes como “Maniac Cop”, “Do Além”, outro parceria entre ele e o diretor e também um filme que preciso ver que chama “Night Train to Terror”. Os efeitos especiais ficaram incríveis nas mão de Tony Doublin que arrasa com aquele gore todo.

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O filme começa quando o Dr. Herbert West (Jeffrey Combs) que ainda é um estudante de medicina desenvolve um reagente capaz de reanimar criaturas mortas. Ao lado de seu recém colega Dan Cain (Bruce Abbott), West precisa de corpos frescos para continuar suas experiências mórbida. Porém, seu professor, doutor Carl Hill (David Gale), tem planos de conseguir os créditos da descoberta só para ele. A partir disso uma situação de erros ocorre fazendo com que tudo se transforme num pesadelo para todos.

“Re-Animator” teve uma reação boa com a crítica e também virou um filme cult e consagrado dentro do cinema de horror. Sem falar que passava em êxito no extinto “Cine Trash”. Também a várias coincidências entre esse filme e “Cemitério Maldito” se você parar para analisar. Mas adoro os filmes do Stuart Gordon, independentemente de serem ou não obras de Lovecraft. Mas claro que quando ele adapta, tudo fica bem melhor.

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Nota: 

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Zumbi Branco (1932)

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1932 / EUA / P&B / 69 min / Direção: Victor Halperin / Roteiro: Garnett Weston (baseado na obra de William B. Seabrook) / Produção: Edward Halperin, Phil Goldstone /Elenco: Bela Lugosi, Madge Bellamy, Jospeh Cawthorn, Robert Frazer, John Harron

Acho que “Zumbi Branco” é mais conhecido por ser o primeiro filme de zumbi, do que por sua trama mesmo. Apesar da trama, para a época ser bem legal até com uns efeitos bem realizados, a sua obra é esquecida e o que fica são os zumbis mesmo. Mas o termo clássico que estamos acostumados de “Zumbis” não combina para esse filme.

É impossível não falar zumbis e não relacionar a George Romero que reinventou tudo. Se no filme de 1932, temos aquele zumbi clássico haitiano no qual ele está vivo, mas fica fora de comando, já que ele foi hipnotizado e serve como escravo para o seu mestre. Mas nos anos 60 Romero dirigi, escreve e produz “A Noite dos Mortos – Vivos” que muda todo os elementos do zumbi e assim ele é um morto que come carne humana e tem “vida” própria, ninguém controla eles.

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O filme foi dirigido por Victor Halperin que depois fez filmes com o envolto do terror ou mistério como    “A Revolta dos Zumbis” de 1936, “Anjo e Demônio” de 1933″ e “Buried Alive” de 1939. Podemos considerar “Zumbi Branco” um desse filmes cânones da Universal, já que ele foi filmado em apenas 11 dias e foi lançado de forma independente também. O filme é baseado no livro de William B. Seabrook           “The Magic Island“, dizem que a produção teve um orçamento tão apertado que o maior salário era para Béla Lugosi que era muito popular na época, por ter feito “Drácula” em 1931.

A história começa quando o casal Madeleine Short (Madge Bellamy) e seu noivo Neil Parker (John Harron), iniciam o planejamento de seu matrimônio. A caminho de se hospedarem, o feiticeiro Murder Legendre (Béla Lugosi) os observa até conseguir pegar o cachecol de Madeleine. O casal finalmente chega na casa do rico proprietário Charles Beaumont (Robert Frazer), onde vão se hospedar.

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O amor de Charles por Madeleine faz com que ele procure pelo feiticeiro Murder, num moinho operado inteiramente por mortos-vivos. Charles quer convencer Madeleine de casar-se com ele e pede que Murder use suas técnicas voodoo para assassiná-la de forma sobrenatural. Murder afirma que a única maneira de ajudar Charles é transformando Madeleine em um zumbi com uma poção. Beaumont concorda e, disfarçadamente, dá a poção para Madeleine. Pouco depois da cerimônia de casamento de Madeleine e Neil, a poção faz efeito e Madeleine começa a morrer. Depois de seu funeral, Charles e Murder entram no túmulo de Madeleine à noite para que o feiticeiro reviva-a como um zumbi.

Bêbado e deprimido, Neil começa a imaginar aparições fantasmagóricas de Madeleine, o que o convence a ir até seu túmulo e ele acaba por encontrá-lo vazio. Neil solicita assistência do missionário local, Dr. Bruner (Joseph Cawthorn). Este conta como Murder transforma muitos dos seus rivais em zumbis, que agora protegem sua propriedade. Neil consegue convencer o comissário e os dois seguem viagem até o castelo de Murder para resgatar Madeleine.

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No castelo, Charles começa a lamentar a transformação de Madeleine e implora para Murder devolvê-la à vida, mas ele recusa. Charles descobre que também foi atingido pelo voodoo do feiticeiro e que está se transformando em um zumbi. Quando Neil entra na fortaleza, Murder sente sua presença e, silenciosamente, ordena Madeleine a matá-lo. Ela se aproxima de Neil com uma faca, mas o missionário Bruner consegue impedi-la. Neil segue Madeleine até uma escarpa, onde Murder ordena, mentalmente, seus guardiões zumbis a matar Neil. Bruner se aproxima de feiticeiro e o nocauteia, interrompendo o controle mental de Murder sobre os zumbis. Andando sem direção, os zumbis caem para fora do penhasco. Ao acordar, Murder tenta hipnotizar Neil e Bruner, mas Charles corre e o empurra para fora do penhasco, porém perde o equilíbrio e cai juntamente com o feiticeiro. A morte de Murder libera Madeleine de seu transe zumbi, e ela desperta para abraçar Neil.

Realmente um filme extraordinário e revolucionário para a sua época, apesar do roteiro hoje em dia ser bem preguiçoso na verdade e arrastado, mas vale muito a pena conferir o filme, não só por seu uma obra clássica como também pelos efeitos que são bem realizados e atuação do Lugosi que é sensacional. Uma obra obrigatório para qualquer fã do terror, ou melhor, do cinema.

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Nota: 

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Zumbis na Neve (2009)

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2009 / Noruega / 90 min / Direção: Tommy Wirkola / Roteiro: Tommy Wirkola, Stig Frode Henriksen / Produção: Tomas Evjen, Terje Strømstad; Magne Ek, Espen Horn, Kjteil Omberg, Harald Zwart (Produtores Executivos) / Elenco: Vegar Hoel, Stig Frode Henriksen, Charlotte Frogner, Lasse Valdal, Evy Kasseth Røsten

Não é surpresa para ninguém que um dos gêneros mais legais que existe são os de filmes de zumbis, apesar do mercado estar saturado hoje em dia, e a todo momento aparece um filme, quadrinho, games e etc com zumbis. Em 2009 isso era escasso, lembro que saiu “Zumbilândia” que é um filme muito divertido com zumbis e logo depois saiu o “Ilha dos Mortos” do George Romero, que muitos metem pau, mas nossa adoro esse filme e depois saiu estava vindo os europeus como “Zumbis na Neve” que é um filme muito bom.

Uma surpresa é que esse filme é norueguês! Depois disso comecei a dar mais atenção aos filmes de lá que trouxe a trilogia de “slasher” “Presos no Gelo” que é de 2006, depois o “Thale” e o “Trollhunter“. Gostei muito de assistir esses filmes com uma pegada bem diferente e totalmente nova com o gênero de terror. “Zumbis na Neve” não é exceção, logo na capa do filme você já sabe que os zumbis de fatos são nazistas, ou seja, o bicho vai pegar. O legal também é que os zumbis tem uma super-força, correm na neve e etc.

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O filme foi escrito e dirigido pelo Tommy Wirkola que é mais conhecido também por fazer o filme “João e Maria: Caçadores de Bruxos” que deu uma visão nova do conto clássico dos Irmãos  Grimm. Esse filme também não é de todo mal apesar de ser claro muito forçada em várias situações, mas o filme vale pelas cenas de gore e também por tentar ser uma coisa mais ” Steampunk ” que deixa o filme muito legal também.

A produção também foi muito bem feita, principalmente pela maquiagem e também pelas cenas de puro gore, humor negro e bizarrices sem pudor nenhum. A crítica ficou bem divida com o filme, mas foi bem rentável, gastando 800.000 dólares e faturando 1.984.662 dólares, a produção conseguiu se pagar. Fazendo que é 2014 saísse a sequencia que é mais foda ainda que chama “Dead Snow: Red vs Dead” onda agora os nazistas lutam com os russos, o ruim que tem produção americana também e meio que deixa o filme chato, mas nada que também estrague a experiência de ver o filme.

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A história se passa quando um grupo de amigos vão a uma estação de esqui isolada pela neve e encontram um velho que conta uma história de horror sobre nazistas. Então eles encontram um baú cheio de ouro e assim  eles ressuscitam um exército de zumbis nazistas que protegiam aquele lugar.

Como eu disse o filme apresenta várias cenas de humor negro e também muito gore! Vale muito a pena para quem quer sair das versões americanas de zumbis ou até explorar outras nacionalidades em relação aos filmes. E claro que a parte 2 também é muito engraçado.  É para fã nenhum botar defeito.

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Nota: 

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Noites de Terror (1981)

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1981 / Itália / 85 min / Direção: Andrea Bianchi / Roteiro: Piero Regnoli/ Produção: Gabriele Crisanti / Elenco: Karin Well, Gian Luigi Chirizzi, Simone Mattiolli, Antonietta Antinoir, Roberto Caporali

A terra tremerá… sepulturas vão se abrir… eles virão entre os vivos como mensageiros da morte e terão Noites de Terror. Profecia da Aranha Negra“. Essa é a frase com que termina o filme “Noites de Terror” um dos melhores filmes do splatter italiano. E também  um dos filmes mais tenebrosos e mal feitos possíveis, mas assim quem já assistiu a algum filme gore italiano, sabe que você ama odiá-los, ou seja, quanto mais ruim melhor é.

Uma coisa que sempre falo sobre os filmes italianos dessa época, é que se faz sucesso nos E.U.A, os italianos logo fazem a sua própria versão. Se em 1978 “Despertar dos Mortos” fez um baita sucesso, no ano seguinte a terra do macarrão estava produzindo o seu, com “Zombie 2” de Lucio Fulci. E o gozado de “Noites de Terror” que ele usa várias cenas referencias em seu filme e também um “que” de “A Profecia“. Fora lembrar que os zumbi dessa produção são cópias mal feitas do próprio filme do Fulci e também “A Noite do Terror Cego”  do Amando de Ossorio, ou seja, uma mistura louca.

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O filme apresenta várias curiosidades, mas uma que vale muito destaque e por si só já é muito bizarro é a presença de Peter Bark ou Pietro Barzocchini, que na época do filme tinha 25 anos e o diretor Andrea Bianchi achou tudo bem colocar um adulto para interpretar uma criança de 12 anos. Então é aquela coisa super bizarra e para melhorar tudo, vale lembrar que o filme apresenta cenas de incesto, ou seja, Michael (Bark) pega sua própria mãe! Quando assisti a esse filme pela primeira vez, fiquei simplesmente de boca aberta não acreditando o que estava assistindo e até hoje quando revejo, simplesmente não acredito no que estou vendo.

Outro ponto que vale lembrar é a presença de Gino De Rossi e Rosario Prestopino, que já tinham trabalhado antes com outros filmes desse ciclo de horror italiano como o próprio “Zombi 2“, “Pavor na Cidade dos Zumbis“, “O Estripador de Nova York“. O Gino De Rossi foi mais além e também trabalhou em filmes americanos como o “Piranhas 2“, “O Ultimo Imperador” (que apesar de não ser americano, tem produção nos states), “Hudson Hawk – O Falcão Está à Solta” e até o primeiro filme do 007 com o Daniel Craig que é “Cassino Royale“. Mas pena que em “Noites de Terror” eles não conseguiram acertar muito bem na hora de fazer a maquiagem e efeitos do filme.

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A história começa numas cavações onde um desencadeia acidentalmente uma maldição. Então ele reanima os mortos e esses zumbis devoram o cientista. Assim três casais chegam à mansão do cientista. E  rapidamente eles são atacados por esses zumbis etruscos.  O grupo se tranca na mansão e, à medida que a noite cai, começa o cerco de zumbis. A primeira vítima é Kathryn ( Anna Valente ), que está presa a uma janela e decapitada com uma foice (essa cena é épica) . Os zumbis começam então a usar machados para cortar as portas e outras ferramentas para matar o povo dentro da casa.

Dentro da  mansão o bicho pega também, principalmente entre Michael ( Bark) e sua mãe Evelyn ( Mariangela Giordano ) que  tenta confortá-lo mas Michael, no entanto, começa a beijar sua mãe e acaricia seus seios. Mas Evelyn bate nele, e ele foge, gritando  e fala a melhor e mais perturbadora fala que é: “O que há de errado ?! Eu sou seu filho!“. O que sobrou do pessoal dentro da mansão, consegue fugir e entrar num mosteiro, mas descobrem que todos os monges se tornaram zumbis. Os monges zumbis perseguem o resto dos sobreviventes. Os últimos dois últimos sobreviventes, Mark ( Gianluigi Chirizzi ) e Janet ( Karin Well ) são atacados por zumbis dentro da mansão novamente, e numa cena digna dos filmes do George Romero, os zumbis colocar as mãos sobre a cabeça de Janet, enquanto ela grita de terror.

Noites de Terror” é um filme simplesmente genial que consegue transformar qualquer porcaria italiana em algo genial. Adoro muito esse filme, as cenas bizarras valem muito a pena, no mínimo você vai rir muito tanto pelos zumbis como pelo Michael e sua mãe.

Nota: 

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