Fome de Viver (1983)

1983 / Reino Unido / 97 min / Direção: Tony Scott / Roteiro: Ivan Davis, Michael Thomas (baseado no livro de Whitley Strieber) / Produção: Richard Shepherd / Elenco: Catherine Deneuve, David Bowie, Susan Sarandon, Cliff De Young, Beth Ehlers, Dan Hedaya

Fome de Viver” é aquele típico filme cult que você mais viu pessoas comentando sobre ele do que realmente alguém assistiu ele. Primeiro porque é um filme com David Bowie e depois porque ele tem duas grandes atrizes como Catherine Deneuve e Susan Sarandon. Ele também mostra os vampiros de uma forma diferente e traz também um olhar mais gótico e depressivo sobre esses monstros, principalmente pelo papel de Bowie no filme.

Esse horror gótico dos anos 80 era uma coisa totalmente diferente do que estávamos acostumados, principalmente ao lidar o mito do vampiro de uma forma mais diferente do que o habitual, primeiro porque vemos uma mulher como o “mestre” principal, não é a primeira vez que vemos isso no cinema, mas mesmo assim é legal ver essa mudança de papel. E depois temos um filme com um teor erótico totalmente diferente.

A direção fica por conta de Tony Scott que fez um excelente trabalho com atores, anglos de câmera e etc. Vale lembrar que esse é o primeiro filme grande do Tony Scott e já mostrou para que veio. Outro destaque é a fotografia Stephen Goldblatt que deixa tudo num tom que lembra bastante o expressionismo alemão.

Gosto muito de “Fome de Viver“, acho um dos principais filmes dos anos 80 que mostra uma pegada nova e também mais sensual do que é ser vampiro. Principalmente pelas cenas picantes entre Deneuve e Sarandon que por muito tempo foi bem conturbado. Mas para mim a melhor coisa do filme é o David Bowie apesar de ser vampiro e ter a imortalidade, ele fica refém do tempo. Numa cena onde ele está no hospital esperando para ser atendido vamos vendo a ação do tempo e Bowie vai envelhecendo décadas em apenas algumas horas.

A trama se passa em Nova York. E lá conhecemos Miriam Blaylock (Deneuve) é uma vampira que consegue se manter “viva” através dos séculos com o sangue dos seus amantes. Em retribuição, os jovens e as moças que se envolvem com ela não envelhecem, até Miriam ter tirado bastante sangue deles. Infelizmente seu atual parceiro, John (Bowie), está tendo um envelhecimento extremamente rápido e a expectativa de vida é de apenas 24 horas. Desesperado, ele procura a ajuda da médica Sarah Roberts (Sarandon), que é especialista em envelhecimento prematuro. Lá ela fica espantada com o caso de John e começa a investigar sua vida até se deparar com Mirian. E assim começa tanto uma história de amor, como também uma tragédia.

Fome de Viver” quase ganhou um “remake”, mas ainda bem que não aconteceu. Infelizmente em 1983 ele ficou fora de Cannes. A crítica do filme também ficou mista em relação a obra, acho que era quase uma novidade ver o terror e obra de arte se misturando e saindo uma coisa tão bela quanto esse filme. A produção ganhou alguns prêmios em 1984 no “Saturn Awards“, mas para mim esse filme vai além de apenas uma premiação, mostra todo o potencial de um filme bem feito e também da muita saudades do David Bowie.

Nota: 5 Caveiras

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Livide (2011)

2011 / FRA / 93 min / Direção: Alexandre Bustillo, Julien Maury/ Roteiro: Alexandre Bustillo, Julien Maury/ Produção: Vérane Frédiani, Franck Ribière / Elenco: Chloé Coulloud, Félix Moati, Jérémy Kapone, Catherine Jacob, Béatrice Dalle, Chloé Marcq, Marie-Claude Pietragalla, Loïc Berthezene, Joël Cudennec, Sabine Londault, Serge Cabon

 Acho que uma das grandes maravilhas da tecnologia é descobrir as coisas, um filme que você nunca ia conseguir assistir porque nunca chegou no Brasil ou alguma produção que saiu nos anos 40 e se perdeu no VHS e por ai vai. Mas graças a tecnologia temos acesso a várias coisas que séria impossível a 15 anos atrás se for parar para pensar. Uma coisa que agradeço e muito pela internet são os “podcast’s” e eu ouço bastante essa mídia e um dos meus favoritos é claro é o terror.

Ouvindo o “Toca o Terror” que infelizmente entrou num hiato, eles falaram sobre vampiros e nisso encontro esse filme que é o “Livide“, um baita filme de terror e ainda mais um baita filme de vampiros, bem diferente que estamos acostumados e ainda é francês! Gostei muito dessa produção de como eles conseguiram misturar o terror sobrenatural com uma explicação um pouco racional para as coisas.

O filme foi dirigido pela dupla Alexandre Bustillo e  Julien Maury que também escreveu e dirigiu “A Invasora” que foi uma febre em festivais e tal. Como também vão fazer para esse ano ainda uma novo filme da franquia do “Massacre da Serra Elétrica” que é o “Leatherface” uma espécie de “Boyhood” do nosso canibal favorito.

Como eu tinha dito o “Livid” tem uma pegada diferente de filmes de terror, lembrando mais um conto de fadas e se comprova com todos os elementos. Temos uma Cinderela, uma “mãe” má, o resgate da princesa da torre e por ai vai. Mas como eu disse, ele apresenta tudo de uma forma bem diferente. Percebemos também que muito de “O Homem nas Trevas” foi copiado desse filme. Mas outro ponto positivo é como o filme não enrola a chegar onde quer levar o publico ele é rápido e direto.

A história como eu disse é bem direta. Lucie (Chloé Coulloud) está fazendo seu estágio em enfermagem e no primeiro dia, ela conhece uma senhora em coma e que vive numa antiga e gigantesca mansão. E assim ela descobre que a senhora esconde um tesouro dentro da mansão, assim Lucie diz isso a seu namorado William (Félix Moati) e o  amigo Ben (Jérémy Kapone) para acharem o tesouro. Porém, quando eles chegam ao local, eles descobrem que aquela caça aos tesouros é um  verdadeiro pesadelo.

Quem assistiu “A Invasora” e depois assistiu a esse filme pensa que são de pessoas totalmente diferente, mas na verdade é que Alexandre Bustillo e Julien Maury, conseguem fazer boas produções que mudam de uma para outra e isso que é legal dentro das suas obras. “Livid” escorrega e muito em vários pontos mas também tem coisas bem interessantes dentro da obra como o mito do vampiro que é bem diferente do que estamos acostumados e como eles usam os efeitos especiais de um jeito único e bem interessante na verdade. Não é o melhor filme de vampiros que você vai ver na vida, mas em comparação do que saiu ultimamente é uma obra prima.


Nota: 

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A Dança dos Vampiros (1967)

1967 / EUA, Reino Unido / 108 min / Direção: Roman Polanski / Roteiro: Gérard Brach, Roman Polanski / Produção: Gene Gutowski, Martin Ransohoff (Produtor Executivo) / Elenco: Roman Polanski, Jack McGowran, Alfie Bass, Sharon Tate, Ferdy Mayne

A Dança dos Vampiros” acho que foi o filme que mais demorei para ver do Roman Polanski. Mas claro que foi uma burrada, já que esse filme é um dos mais divertidos da história do cinema e também da filmografia do diretor. Foi nesse filme que ele conheceu a Sharon Tate que mais tarde viraria sua esposa e também seria assassinada pelo culto do Charles Manson, sendo que ela tinha 26 anos na época e estava grávida do diretor.

É meio estranho Polanski ter dirigido esse filme já que ele já tinha feito a primeira parte da “trilogia do apartamento” que foi o “Repulsa ao Sexo” e um ano depois em 1968, ele iria dirigir um dos filmes mais macabros de todos os tempos que é “O Bebê de Rosemary“. Mas no meio dessas duas obras primas, ele teve tempo de fazer essa comédia que brinca com a mitologia do vampiro de uma forma bem nova para os padrões da época.

Bom Polanski odiou trabalhar com esse filme, mas por conta da produção que alterou bastante coisa como o próprio titulo que mudou para “The Fearless Vampire Killers, or Pardon Me, But Your Teeth Are in My Neck“. Isso foi culpa da MGM que quis suavizar um pouco mais a produção, então eles editaram também 16 minutos do filme. Lembrando que nessa época a “Hammer Productions” estava no auge fazendo várias coisas relacionados ao terror e ao sexo já que a censura na Inglaterra afrouxou um poucos as coisas, eles aproveitaram para usar esses dois elementos para vender seus filmes. E é claro que Polanski pulou nessa onda.

A trama toda é ambientada na Transilvânia onde um  Professor universitário e caçador de vampiros Abronsius (Jack MacGowran) e seu aprendiz Alfred (Polański) estão procurando vampiros para caçá-los. Os dois hospedam-se em uma pequena estalagem e Alfred se apaixona por Sarah (Tate), filha do dono da estalagem Yoineh Shagal (Alfie Bass). Após assistir ao rapto de Sarah pelo Conde von Krolock (Ferdy Mayne), o professor e Alfred vai ao seu resgate. O legal é como o  filme brinca com esse  estereotipo dos vampiros, como Herbert von Krolock (Iain Quarrier), vampiro homossexual filho do conde, e Yoineh Shagal, vampiro judeu sobre quem a cruz, católica não faz efeito.

Em 1971 o filme virou um música e recebeu o titulo “A Dança dos Vampiros” e por isso o titulo nacional tem essa nome. Apesar de Polanski ter odiado a experiência de trabalhar com a MGM, ele dirigiu o espetáculo na Áustria e também contratou só nego foda para ensaiar os atores como o coreografo Tutte Lemkow que fez “O Violinista no Telhado“. Resumindo “A Dança dos Vampiros” é a prova de como Roman Polaski é  um cara super talentoso e consegue trabalhar com vários gêneros.

 

Nota: 

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Blacula, o Vampiro Negro (1972)

EUA / 93 min / Direção: William Crain / Roteiro: Joan Torres, Raymond Koenig / Produção: Joseph T. Naar; Samuel Z. Arkoff (Produtor Executivo) / Elenco: William Marshall, Vonetta McGee, Denise Nicholas, Thalmus Rasulala, Gordon Pinset, Charles Macaulay

Se tem uma coisa maravilhosa que o cinema trouxe, foi a onda dos “blaxploitation“, que vai desde filmes de ação, erótico na sua grande maioria e também o terror. Que nessa onda foi produzido esse filme que é excelente na minha opinião e nessa hora falo sem ironia nenhuma que é “Blacula, o Vampiro Negro

Para alguns o “blaxploitation” pode ser uma piada, mas na verdade é um cinema de resistência, onde na sua maioria era um “cinema de negros, feitos por negros para ser consumido por negros“, mas cinema é universal! Então vários diretores beberam da fonte desse movimento e um desses é Quentin Tarantino. Mas uma coisa interessante é como o movimento ganhou força e também mostrou um fenômeno que já estava crescendo a décadas nos E.U.A. Uma grande parcela do publico consumidor americano é negro, então o que vamos fazer?

Os estúdios deixaram livre para vários atores, diretores e roteiristas criassem o que quisessem para o cinema, já que era voltado para um publico só. Então nasceu lendas como Pam Grier (a deusa do movimento), Cleópatra Jones, Richard Roundtree, Fred Williamson, Kareem Abdul-Jabbar ( Sim! O jogador) entre vários. Uma outra coisa boa que o movimento ganhou é a parte musical com músicos como  Curtis Mayfield, Isaac Hayes (Que também atuava), James Brown, Quincy Jones, Barry White, Marvin Gaye e Willie Hutch.

O filme foi dirigido por William Crain que fez mais séries para a TV do que com o cinema. Ele foi escrito também por Joan Torres e Raymond Koenig que escreveu a continuação do filme em 1973 que é “Os Gritos de Drácula“. O filme é estrelado por William Marshall que fez depois outros filmes B na década de 70. “Blacula” teve uma grande recepção pelo público e também  faturou uma grana boa sendo um filme “B” e de quebra foi o primeiro filme de terror a ganhar um “Saturn Award” já que a premiação é voltada para produções de ficção e horror.

A história começa quando um príncipe africano é amaldiçoado com o sangue de Drácula, tornando-se um vampiro chamado Blacula (Marshall). Ele desperta de seu sono profundo, sedento por sangue, se alimentando de pessoas em plena Nova Iorque dos anos 70! Então o filme vai tratar de racismo de uma forma bem diferente e também o horror é presente em cada passo. Fazendo claro menções clássicas ao Drácula de Bela Lugosi.

Blacula, o Vampiro Negro é um excelente filme e uma prova que o cinema não conhece preconceitos e nem limitações e  que claro os filmes de terror unem as pessoas! Vale muito a pena não só assistir a esse filme como também conhecer e muito o movimento “blaxploitation”.

Nota: 5 Caveiras

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Vôo Noturno (1997)

1997 / EUA, Itália / 94 min / Direção: Mark Pavia / Roteiro: Mark Pavia, Jack O’Donnell (baseado no conto de Stephen King) / Produção: Mitchell Galin, Richard P. Rubinstein; Alfredo Cuomo, Jack O`Donnell (Coprodutores); Neal Marshall Stevens (Produtor Associado); David R. Kappes (Produtor Executivo) / Elenco: Miguel Ferrer, Julie Entwise, Dan Monahan, Michael H. Moss, John Bennes, Beverly Skinner, Rob Wilds

Acho que “Vôo Noturno” se encaixa naqueles filmes do tipo porque demorei tanto para assistir. O filme é baseado no conto de Stephen King que faz parte daquela coleção “Pesadelos e Paisagens Noturnas” que aliás virou uma série que é muito boa por sinal. Mas além disso ele faz parte também daqueles filmes que são do King mas não tem tanta fama como outros.

Eu lembro de ver muito esse filme nas locadoras no tempo do VHS ainda e não alugar, achava muito “paia” a capa do filme e aquele monstro/vampiro na contra-capa, mas depois de velho assisti e nossa que filme foda! E tipo agradeço também por assistir agora mais velho porque percebemos certas coisas que com certa idade era impossível.

O filme foi lançado pela HBO e conta com a direção que na verdade fez pouca coisa no cinema, depois de “Vôo Noturno” de 1997 ele foi escrever um “slasher” que sai ano passado. Mas o que ele fez nesse filme, pode ter certeza que esse mais novo deve ser bom também. Stephen King as vezes precisa de um bom acerto em seus filmes para dar certo, se não cai por terra. E sai verdadeiros fiascos.

O interessante é que esse filme consegue ser contido e muito bem trabalhado, mas mesmo assim a crítica conseguiu rasgar o filme e isso prejudicou a bilheteria do filme. Fiquei surpreendido quando li isso porque o filme é muito bom e consegue usar o mito do vampiro de uma forma nova e sem cair nos clichês comuns de um filme assim. As cenas de gore são maravilhosas apesar de datadas e também o personagem principal vivido por Miguel Ferrer consegue ser mais malvado que o próprio vilão do filme e achei esses detalhes que o diretor coloca no filme, simplesmente espetacular.

A história começa quando um misterioso assassino em série faz vítimas em pequenos aeroportos no interior dos Estados Unidos. A única pista sobre o homicida é que ele tem uma aeronave preta de pequeno porte que só pousa em pequenos aeroportos sempre durante a noite. Então o repórter Richard Dees (Miguel Ferrer) de um tabloide de noticias sensacionalistas, começa a cobrir a misteriosa onda de mortes brutais e sangrentas. Assim começa uma verdadeira caçada pela verdade e mais ainda mostra a verdade sobre o repórter e um pouco sobre esse “vampiro” que consegue fugir do comum.

Acho “Vôo Noturno” um dos melhores filmes de vampiros dos últimos tempos, apesar de ser bem pouco conhecido e os que conhecem acharem ele fraco. Mas para mim coloco esse filme junto com os grandes que se baseiam na obra de King como “Carrie – A Estranha“, “Cristinie“, “It – A Obra Prima do Terror“,”Conta Comigo” e por ai vai. É simplesmente sensacional e vale a pena ser assistido.

Nota: 

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Os Vampiros de Salem (1979)

1977 / EUA / 112 min / Direção: Tobe Hooper / Roteiro: Paul Monash (baseado no livro de Stephen King) / Produção: Richard Kobritz, Anna Cottle (Produtor Associado), Stirling Silliphant (Produtor Executivo) / Elenco: David Soul, James Mason, Lance Kerwin, Bonnie Bedelia, Lew Ayres, Julie Cobb, Elisha Cook Jr.

Acho importante nesse momento dizer como a distribuidora “Versátil” é importante para a coleção de qualquer cinéfilo. Principalmente para os fãs de terror, no qual eles capricham bastante e lançam diferentes pérolas que agrada qualquer fã. Entre um desses lançamentos e que tive a chance de comprar foi o DVD de “Os Vampiros de Salém” de 1979  que foi dirigido por Tobe Hooper. Recheado de extras e também vale lembrar que ele foi primeiro adaptado para a televisão e contava com 6 episódios, assim eles montaram para um filme de quase 3 horas de duração.

O filme é baseado também numa obra incrível de Stephen King que chama “A Hora do Vampiro” e relançado no Brasil com o mesmo nome do original que é ” Salem’s Lot” que curiosamente foi o segundo romance de King a ser adaptado, contado claro com “Carrie – A Estranha“. Assim não preciso dizer a cacetada de adaptações que os livros de King teve para o cinema. Algumas bem porcamente adaptadas e outras obras sensacionais mesmo não sendo de terror como “Conta Comigo“, “Um Sonho de Liberdade” e “A Espera de um Milagre“.

Lembrando que Tobe Hooper dirigiu o filme que foi muito bem realizado diga-se de passagem e também conta com o roteiro de Paul Monash que trabalhou no clássico noir de Orson WellesA Marca da Maldade” e também a cinebiografia de “Stalin“. Gosto muito desse filme e também como o vampiro é retratado lembrando mais o Nosferatu com seus dentinhos de rato do que o próprio Drácula.

A minissérie custou 4 milhões para a CBS e teve uma boa recepção e claro que o custo valeu a pena e assim houve a edição para transformar em filme. Uma das coisas que mais vale a pena é a sua produção que é muito bem montada e também todo a preparação com atores que é bem legal, design da produção com as casas e a própria maquiagem dos vampiros, que está sensacional.

A história se passa quando um jovem escritor chamado Ben (David Soul) retorna à sua cidade natal de “Salem’s Lot“, no estado do Maine, onde estranhos acontecimentos o deixam curioso e assustado. Em suas investigações, ele descobre suspeitas ligações entre os acontecimentos e a velha mansão Marsten onde um terrível segredo se esconde. Adoro todo esse clima de mistério que envolve o filme e também como eles conseguem deixar tudo mais dramático já que também temos assassinato de crianças, apesar do filme ser bem juvenil uma coisas mais leve, ele também consegue ser pesado em algumas cenas.

Os Vampiros de Salem” é aquele típico filme que vale muito a pena ver sendo você fã do cinema de terror ou só fã do Stephen King, é uma ótima produção com uma direção espetacular e claro um vampiro bem marcante, lembrando muito clássicos como o próprio “Nosferatu“, apesar desse vampiro ser azul na verdade. A “Versátil” está de parabéns ao produzir e distribuir uma obra igual a essa. Vale muito apena adquirir o DVD.

Nota: 

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Vampiros de John Carpenter (1998)

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1998 / EUA, Japão / 108 min / Direção: John Carpenter / Roteiro: Don Jakoby (baseado no livro de John Steakley) / Produção: Sandy King; Don Jakoby (Coprodutor); Barr B. Potter (Produtor Executivo) / Elenco: James Woods, Daniel Baldwin, Sheryl Lee, Thomas Ian Griffith, Maximilian Schell, Tim Guinee

John Carpenter é um dos diretores mais versáteis que já vi, primeiro pela vasta filmografia que ele tem e também porque ele consegue trabalhar com qualquer tema e também se sobressaindo com  suas obras. Eu lembro quando era um garoto de 13 anos vi na locadora perto de casa e aluguei sem saber que iria assistir um dos melhores filmes de vampiros feitos nos últimos tempos. Lembrando que em 1998, saiu outro filme de vampiro que também é crítica no Terror Mania, que é “Blade“, outro excelente produção com essa temática.

Acho que em toda sua filmografia, essa é a primeira e ultima vez que Carpenter trabalha com esses seres das trevas, porque ele gosta de trabalhar com várias temáticas do sobrenatural, seja com aliens em “O Enigma do Outro Mundo“, psicopatas em “Halloween” ou até bruxos como “Os Aventureiros do Bairro Proibido“. Mas gostei como ele aborda os vampiros aqui e também a dinâmica que Carpenter usa para ter seu resultado, lembrando bastante jogos de RPG como “Vampiros – A Mascara“.

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Como sempre Carpenter sofre bastante por conta da produção de seus filmes, primeiro porque aqui ele não está trabalhando com a sua parceira de longa data a Debra Hill e também  por conta que orçamento foi diminuindo e muito ao longo do filme, apesar de ser bem construído, você percebe que quando já aproxima do seu final, o filme sofre por seu final acelerado e também por conta dos efeitos que ficam um pouco duvidoso. Mas claro que ai entra a genialidade do diretor, principalmente com o roteiro e a direção. Nesse filme o mito da criação do vampiro, fica por conta da igreja católica assim ele culpa os antigos rituais de exorcismo para dizer como eles foram criados.

Outra coisa interessante que vale muito destaque é a sua temática estilo “velho oeste” que mostra aquela velha história do caubói calado e também sua vingança pela morte da sua família, no melhor estilo “western spaghetti” como no filme ” A Morte Anda a Cavalo“. Então é legal ver como tudo isso funciona de um jeito bem irreverente e também como a organização serve dentro do grupo de caça vampiros, é como se fosse um bando de fora-da-lei mesmo. Acho legal como o diretor trabalha com essa abordagem, como ele também faz com seu outro filme “Vampiros de Marte” (que não tem vampiros no filme), mas aqui ele usa a colonização de marte para abordar a “conquista do oeste”, massacre de índios e também o destino manifesto.

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O filme começa abordando o grupo de caça vampiros de Jack Crow, que é interpretado por James Woods e também é o líder do grupo de caçadores, eles são contratados pelo Vaticano para realizar esses trabalhos. Mas quando eles chegam ao Novo México para buscar o vampiro Valek (Thomas Ian Griffith), que é o vampiro principal e também o mais antigo, já que ele está vivo desde o século XIV. Assim Crow tem a ajuda para essa missão de Montoya (Daniel Baldwin), e de uma prostituta chamada Katrina (Sheryl Lee, a para sempre Laura Palmer), que já foi mordida por Valek, além do padre Guiteau (Tim Guinee), que foi enviado pelo Vaticano para ajudar na caçada. Crow consegue matar a maioria do grupo de Valek e ele se vinga matando quase toda a equipe de Crow, que sobrevive, junto com Montoya e Katrina. Agora resta a Crow utilizar Katrina, que está conectada psiquicamente com Valek, para tentar matá-lo.

Uma curiosidade é que na Alemanha quem diria o filme é cortado, por conta das cenas de violência. Mas o filme tem duas sequencias no qual a segunda é interpretada por Jon Bon Jovi e tem a direção de Tommy Lee Wallace que é o mesmo diretor de “It – A Obra Prima do Terror“, “A Hora do Espanto 2” e aquela bomba que é “Halloween 3“. Nunca assisti essa segunda parte do filme, mas por quem fez e tal, fiquei curioso. Mas acredito que nem se compare ao primeiro filme mesmo, principalmente por causa de John Carpenter que é um puta de um diretor e também merece todos os louros por sua façanhas atrás da câmera. Um excelente filme mesmo!

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Nota: 

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