Student Bodies (1981)

 

FICHA TÉCNICA:

Direção: Mickey Rose, Michael Ritchie
Roteiro: Mickey Rose
Edição: Kathryn Ruth Hope
Elenco: Kristen Riter, Cullen Chambers, Kevin Mannis, Sara Eckhardt, Matthew Goldsby, Richard Belzer
Trilha sonora: Gene Hobson

SINOPSE: Um assassino aterroriza jovens estudantes no colégio, toda vez que estas buscam fazer sexo com alguém…

O início da década de 80 foi o auge do cinema slasher, subgênero que consiste em tramas que envolvem muitas mortes provocadas por um serial-killer, geralmente mascarado ou oculto. Esse tipo de filme na maioria das vezes tinha baixo orçamento e grande faturamento na época. Antes do lançamento de Student Bodies, em 1981, filmes como O Massacre da Serra Elétrica (1974), Natal Negro (1974), Halloween (1978) e Sexta-feira 13 (1980) já tinham feito muito sucesso. Enquanto isso, produções que misturavam horror e comédia ainda estavam começando a se popularizar. Filmes paródia como O ataque dos tomates assassinos (1978) e Motel Hell (1980) estavam ganhando espaço e nesse estilo se enquadra Student Bodies. Uma paródia que assumidamente embarcou no sucesso dos filmes slasher para atrair o público oitentista.

Continuar lendo

Anúncios

A Coisa (1985)

1985 / EUA / 93 min / Direção: Larry Cohen / Roteiro: Larry Cohen / Produção: Paul Kurta, Barry Shils (Produtor Associado), Larry Cohen (Produtor Executivo) / Elenco: Michael Moriarty, Andrea Marcovicci, Garrett Morris, Paul Sorvino, Scott Bloom, Danny Aiello

Acho que “A Coisa” foi o filme que menos dei bola em toda a minha vida. Eu tenho 29 anos então sempre via passar na televisão a chamada para assistir e tal. Mas nunca dei bola, odeio filmes que colocam alimentos como a parada “evil“. Por isso nunca entrei no “hype” de “Tomates Assassinos” e por ai vai. Talvez isso seja uma síndrome de gordo, mas quem sabe.

Continuar lendo

O Vingador Tóxico (1984)

1984 / EUA / 87 min / Direção: Michael Herz, Lloyd Kaufman / Roteiro: Joe Ritter, Lloyd Kaufman (história) / Produção: Michael Herz e Lloyd Kaufman, Stuart Strutin (Produtor Associado) / Elenco: Andree Maranda, Mitch Cohen, Jennifer Babtist, Cindy Manion, Robert Prichard, Gary Schneider, Mark Torgl

Se tem um filme da “Troma” que eu amo, com certeza é “O Vingador Tóxico“, adoro porque foi o primeiro filme que vi da produtora do Lloyd Kaufman e também porque adorei a forma bizarra que ele conta suas histórias e também a forma despreocupada que é o filme ao ponto de simplesmente introduzir personagens aleatórios, pessoas vomitando, carros explodindo e por ai vai.

Continuar lendo

O Corvo (1963)

1963 / EUA / 86 min / Direção: Roger Corman / Roteiro: Richard Matheson (baseado no poema de Edgar Allan Poe) / Produção: Roger Corman, Samuel Z. Arkoff e James H. Nicholson (Produtores Executivos) / Elenco: Vincent Price, Peter Lorre, Boris Karloff, Hazel Court, Jack Nicholson

Acho que “O Corvo” é um dos meus filmes favoritos desse “Ciclo do Pavor” que Roger Corman fez usando as obras de Edgar Allan Poe.  A nossa querida “Versátil” lançou o filme no box “Edgar Allan Poe no Cinema – Volume 2” e digo que é um prato cheio para o fã do horror, principalmente por que conta com obras como “Dois Olhos Satânicos” que tem a direção do Dario Argento e do George Romero, “Histórias Extraordinárias” que tem um monte de diretor e ator foda e no segundo DVD temos “O Gato Negro” de Lucio Fulci.

Continuar lendo

Ilsa, a Guardiã Perversa da SS (1975)

1975 / EUA, Alemanha Ocidental / 96 min / Direção: Don Edmonds / Roteiro: Jonah Royston / Produção: David F. Friedman / Elenco: Dyanne Thorne, Gregory Knoph, Tony Mumolo, Maria Marx, Nicolle Riddell, Jo Jo Deville

A primeira vez que assisti a esse filme foi acaso! Pensei que se tratava de um filme de lobisomens por causa do titulo original em inglês. “Ilsa: She Wolf of the SS“. Por isso achei que ia se tratar de uma “trasheira” com nazista e tal. Mas eis que assisto e vejo que passa de uma “pornochanchada” das mais vagabundas por sinal.

Continuar lendo

A Centopeia Humana (2009)

 2009 / Holanda / 92 min / Direção: Tom Six / Roteiro: Tom Six / Produção: Ilona Six, Tom Six / Elenco: Dieter Laser, Ashley C. Williams, Ashlynn Yennie, Akihiro Kitamura

Acho que nunca um filme levantou um “hype” tão imenso como “A Centopeia Humana“, mas é mentira, outros filmes como “O Exorcista“, “A Bruxa de Blair” ou até “Serbian Film” tiveram um hype maior. Apesar desse ultimo ser muito gratuito e cair quase nas ideias dos outros “Centopeia Humana“. A verdade é que esse filme tem uma ideia boa e original como também é bem executada pelo diretor Tom Six que escreve, dirigi e produz o filme.

O filme é bem simples na verdade, um médico louco tem uma excelente ideia de costurar várias pessoas e todas conectadas pelo anus e criar sua própria centopeia. Dizem que a ideia do roteiro veio quando o diretor estava na fila do banco e demorou muito para ser atendido, então ele pensou que só tinha um castigo pior do que a morte, ser costurado com a boca no anus de outra pessoa. Bem suave esse Tom Six!

A produção teve um custo baixo como podemos perceber e também foi filmado num lugar só para economizar na grana. O filme se ambienta na Alemanha, mas na verdade foi filmado na Holanda. A ideia de ser na Alemanha é por causa do nazismo e suas experiências malucas com seres humanos.

Mas por incrível que pareça “A Centopeia Humana” conseguiu atrair um bom publico e teve um retorno considerável que fez sair mais duas sequencias e uma pior que a outra. Esse “torture porn” é uma herança recente de “Jogos Mortais“, mas confesso que odeio esse tipo de filme. Sou mais clássico nos gêneros de horror, adoro os “slasher’s“, vampiros, lobisomens, zumbis e etc. Mas como tenho esse blog tenho que escrever sobre esse filme.

A ideia do filme é bem simples como eu disse. Ele conta a história de um médico alemão, o dr. Josef Heiter (Dieter Laser)  que sequestra três turistas Lindsay (Ashley C. Williams ), Jenny (Ashlynn Yennie ) e Katsuro (Akihiro Kitamura) e os une cirurgicamente, boca ligada ao ânus, formando uma centopeia humana. Com o sucesso da operação, o médico começa a treinar a centopeia, enquanto tenta escondê-la do resto do mundo.

Como eu disse o filme consegue ser um sucesso para um publico novo e também para os velhos do terror, claro que ele apresenta uma ideia nova e excitante na sua proposta, mas ele não chega a ser um bom filme, mas comparado as sequencias é uma obra de arte, eu acho que ele foi feito para a sua época mesmo. Algo fácil, rápido e fácil de ser digerido para um publico cada vez mais fraco.

Nota: 

Baixe o filme com legenda Aqui

Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965)

poster_04

1965 / EUA / P&B / 83 min / Direção: Russ Meyer / Roteiro: Jack Moran, Russ Meyer (história original) / Produção: Eve Meyer, Russ Meyer, George Costello e Fred Owens (Produtor Associado) / Elenco: Tura Santana, Haji, Lori Williams, Sue Bernard, Dennis Busch, Stuart Lancaster, Paul Trinka

É curioso como o cinema “B” influenciou muito essa nova Hollywood, para quem já leu o livro “Como a Geração Sexo, Drogas e Rock and Roll salvou Hollywood“, sabe o que estou falando. Não é surpresa para ninguém dizer que os filmes tem a cara da época em que foi produzido, quando vemos um filme dos anos 80 onde as pessoas usavam aqueles rádios enormes na rua, andavam de patins ou usavam “walkman“, dizemos que é muito datado. Mas a filmes dessa nova geração dos anos 60 que ultrapassam a época em que foram feitos.

A um filme do Roger Corman que ele fez junto com o Denis Hopper e o Peter Fonda que chama “Viagem ao Mundo da Alucinação” que é uma viagem só, mas esse filme foi importante para marcar um que até hoje de certa forma é atual que é “Sem Destino“, com Hopper e Fonda fazendo dois motoqueiros viajando e curtindo seu país. O diretor Russ Meyer que fez vários filmes “exploitation” e com muita conotação sexual, como exemplo “De Volta ao Vale das Bonecas“, “Garotas Nuas do Oeste Selvagem” ou “O Imoral Sr. Teas” eram filmes que misturavam comédia com o erotismo, como as nossas “pornochanchadas” aqui no Brasil.

photo_11

Mas em 1965 ele escreveu, produziu e dirigiu ” Faster, Pussycat! Kill! Kill!” que foi uma verdadeira revolução, no sentido de mostrar mulheres bandidas, ou melhor, “badass” onde elas saem no braço com os homens, matam, assaltam e invertem o papel de deixar o homem em situação de perigo. A produção foi uma bagunça! Já que o diretor era aqueles caras que tinham um rei na barriga e uma mão de ferro, a histórias de brigas intermináveis entre ele a dançarina Tura Satana que faz “Varla” a líder do bando. Ela que também tinha um gênio forte não deixava barato ser mandada pelo diretor.

O filme não foi bem recebido nos cinemas e pela crítica. Ainda ficaram no prejuízo já que o filme custou 45.000 dólares para ser feito, foi filmado em preto e branco e gravado no deserto para baratear a produção e infelizmente o filme lucrou só 36.000 dólares.

faster-pussycat-02

A história do filme como eu disse, se passa no  deserto, onde  três “strippers” Varla (Santana), Rosie (Haiji) e Billie (Lori Williams) roubam um carro e apostam um racha com um casalzinho, elas acabam matando o rapaz e sequestrando a garota, Linda (Susan Bernard). Em um posto de gasolina uma das garotas toma conhecimento de uma bolada em dinheiro guardada por um velho deficiente físico que mora com dois filhos, um deles demente. Usando a garota sequestrada como isca para se aproximar do rancho do velho e colocar a mão na bolada, a stripper “chefona“, juntamente com as outras controladas por ela, tentam seduzir o velho e os filhos com o intuito de encontrar o dinheiro.

O interessante é como o filme influenciou bastante a cultura POP e influenciou ainda mais diretores como John Waters, Quentin Tarantino fora também músicas, quadrinhos, televisão e etc. Para você ver o tamanho do impacto desse filme. Nem preciso dizer que ele virou cult e até hoje as pessoas assistem e amam esse filme. Como eu disse foi graças aos filmes B que temos o cinema independente que traz essas ideias loucas e maravilhosas para qualquer pessoa.

faster-pussy-cat-kill-kill

Nota: 

Baixe o filme com legenda Aqui