O Vingador Tóxico (1984)

1984 / EUA / 87 min / Direção: Michael Herz, Lloyd Kaufman / Roteiro: Joe Ritter, Lloyd Kaufman (história) / Produção: Michael Herz e Lloyd Kaufman, Stuart Strutin (Produtor Associado) / Elenco: Andree Maranda, Mitch Cohen, Jennifer Babtist, Cindy Manion, Robert Prichard, Gary Schneider, Mark Torgl

Se tem um filme da “Troma” que eu amo, com certeza é “O Vingador Tóxico“, adoro porque foi o primeiro filme que vi da produtora do Lloyd Kaufman e também porque adorei a forma bizarra que ele conta suas histórias e também a forma despreocupada que é o filme ao ponto de simplesmente introduzir personagens aleatórios, pessoas vomitando, carros explodindo e por ai vai.

E outras resenhas já dissequei falando do estúdio e também das suas produções maravilhosas. Kaufman tem um sócio que é Michael Herz que o ajuda na maioria das produções, seja co-dirigindo, roteirizando ou produzindo. Eles sempre unem sua patota essa galera da “Troma”. Esse filme é o garoto propaganda do estúdio, foi graças ao “Vingador” que o mundo olhou os filmes B como uma coisa que pode gerar certo lucro. Lembrando que a merchandising de uma “trasheira” igual essa rendeu uma seriado animado para a televisão e um quadrinho produzido pela Marvel.

 

Outra verdade é que Lloyd Kaufman sugou o que podia de “O Vingador Tóxico”. Fez sequencias do filme, dizem que vai rolar um “remake” e também “pasme” o transformou num musical. Kaufman começou a carreira trabalhando na produção de “Rocky – Um Lutador”, ele teve a ideia quando estava fazendo o cenário do filme. Mas só depois em 1984 ele conseguiu realizar essa façanha que é esse filme e também deslanchar outros filmes de sua produtora.

A história começa quando o jovem Melvin Junko (Mark Torgl),  que é um faxineiro e constantemente desprezado e humilhado pelos frequentadores da academia de Tromaville. Então um  dia ele cai num tanque de lixo químico e torna-se o Vingador Tóxico. A partir daí começa a perseguir gangues e bandidos da cidade. Se tornando um herói.

 

O filme é uma trasheira total, deixando qualquer espectador que é fã do gênero, simplesmente maravilhado com as atuações e a situações do elenco em geral. Se eu pudesse recomendar, iria dizer para todos assistirem aos filmes da Troma, porque é um divertimento só.

Nota: 5 Caveiras

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O Corvo (1963)

1963 / EUA / 86 min / Direção: Roger Corman / Roteiro: Richard Matheson (baseado no poema de Edgar Allan Poe) / Produção: Roger Corman, Samuel Z. Arkoff e James H. Nicholson (Produtores Executivos) / Elenco: Vincent Price, Peter Lorre, Boris Karloff, Hazel Court, Jack Nicholson

Acho que “O Corvo” é um dos meus filmes favoritos desse “Ciclo do Pavor” que Roger Corman fez usando as obras de Edgar Allan Poe.  A nossa querida “Versátil” lançou o filme no box “Edgar Allan Poe no Cinema – Volume 2” e digo que é um prato cheio para o fã do horror, principalmente por que conta com obras como “Dois Olhos Satânicos” que tem a direção do Dario Argento e do George Romero, “Histórias Extraordinárias” que tem um monte de diretor e ator foda e no segundo DVD temos “O Gato Negro” de Lucio Fulci.

Até pouco tempo atrás esse filme estava no catalogo da Netflix. Vale dizer que muita das produções de Roger Corman tem uma pegada mais de humor que propriamente dita de terror. Vale ver que temos Vincent Price fazendo um mago e Peter Lorre como um outro mago só que virou um corvo! Então deu para ver qual é do filme.

Uma curiosidade é que temos um jovem Jack Nicholson no elenco, isso foi antes dele tomar todas e entrar numa “bad trip” no final dos anos 60. Acho que esse foi o filme mais rápido de toda a carreira de Corman, durando apenas 15 dias para ser feito.

A história começa quando  poderoso feiticeiro Dr. Erasmus Craven (Price) vive recluso em seu castelo, de luto pela morte de sua esposa Lenore (Hazel Court) há dois anos, para tristeza da filha dele Estelle (Olive Sturgess). Numa noite, entra pela janela um corvo que se revela como o feiticeiro Dr. Bedlo (Lore), transformado na ave após um duelo de magia com o maligno Dr. Scarabus (Karloff). Craven o ajuda a voltar ao normal e Bedlo quer retornar ao castelo de Scarabus para a revanche. O doutor Craven vai junto pois Bedlo lhe contara que vira o fantasma de Lenore no lugar. Acompanha a dupla de feiticeiros Estelle e Rexford (Nicholson), filho de Bedlo. No castelo de Scarabus ocorre o novo duelo de magia dele com Bedlo e depois, a luta final com Craven.

Essa é uma produção totalmente diferente do que estamos acostumados, ou melhor, para quem viu os oitos filmes do ciclo do pavor de Corman, voltado para a comédia bem bonachona mesmo. Essa produção é bem divertida e também consegue deixar engraçado esses monstros do cinema, claro que estou falando dos atores. Mas para filme é um dos meus favoritos de Roger Corman.

Nota: 5 Caveiras

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Ilsa, a Guardiã Perversa da SS (1975)

1975 / EUA, Alemanha Ocidental / 96 min / Direção: Don Edmonds / Roteiro: Jonah Royston / Produção: David F. Friedman / Elenco: Dyanne Thorne, Gregory Knoph, Tony Mumolo, Maria Marx, Nicolle Riddell, Jo Jo Deville

A primeira vez que assisti a esse filme foi acaso! Pensei que se tratava de um filme de lobisomens por causa do titulo original em inglês. “Ilsa: She Wolf of the SS“. Por isso achei que ia se tratar de uma “trasheira” com nazista e tal. Mas eis que assisto e vejo que passa de uma “pornochanchada” das mais vagabundas por sinal.

Acho que “pornochanchada” seja o termo errado e sim o certo que é “nazixploitation” que são uma caralhada de filme que usa o sexo e nazismo como base de suas histórias. Felizmente assisti só a essa perola e nunca mais quero ver nada relacionado a esse tema.

O filme foi dirigido por Don Edmonds que é um especialista em filme com o termo “exploitation” que na verdade é uma forma barata de se filmar e colocar tudo que se quer em tela como violência, drogas, sexo e por ai vai. Eu particularmente adoro o “blaxploitation“, que apesar de ser relacionado com tudo isso, tem uma importância cultural para o cinema negro. Onde pessoas de cor eram os protagonistas e mostravam a verdade no mundo em que estavam. Acho tudo sensacional e vários clássicos surgiram a partir desse gênero.

Mas “Ilsa, a Guardiã Perversa da SS” consegue ser um filme bem “trash” na verdade mostrando a perversão de uma mulher insaciável por sexo e só consegue se satisfazer com um soldado preso. A produção conseguiu ser censurada na Austrália e na Noruega. Mas apesar de tudo isso e por incrível que pareça, o filme conseguiu virar uma trilogia! “Ilsa, Harem Keeper of the Oil Sheiks” que tem na direção novamente Edmonds e depois “Ilsa, the Tigress of Siberia“, lembrando que eles nunca foram lançados aqui no Brasil.

Na verdade não se tem uma história super elaborada e sim uma trama de sexo e perversão onde num campo de concentração nazista onde experiências bizarras com seres humanos são realizadas. À noite Ilsa convida prisioneiros para saciar seu apetite sexual, mas aqueles que não conseguem satisfazê-la são castrados. E isso é só um aperitivo da insanidade da personagem. Vale uma cena a direito a chuva de prata (google).

Então da para ver o conteúdo bizarro que é esse filme. Em 2007 naqueles famosos trailers “fakes” da “grindhouse” o diretor Rob Zombie fez uma homenagem a capita nazista, colocando sua esposa Sheri Moon como Ilsa. Mas enfim o filme é uma verdadeira “punhetagem” nos dois sentidos. Vale para dar risada e só. Como todo esse gênero do “exploitation“, tirando o “blaxploitation“, no qual esse é bom demais.

Nota: 

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A Centopeia Humana (2009)

 2009 / Holanda / 92 min / Direção: Tom Six / Roteiro: Tom Six / Produção: Ilona Six, Tom Six / Elenco: Dieter Laser, Ashley C. Williams, Ashlynn Yennie, Akihiro Kitamura

Acho que nunca um filme levantou um “hype” tão imenso como “A Centopeia Humana“, mas é mentira, outros filmes como “O Exorcista“, “A Bruxa de Blair” ou até “Serbian Film” tiveram um hype maior. Apesar desse ultimo ser muito gratuito e cair quase nas ideias dos outros “Centopeia Humana“. A verdade é que esse filme tem uma ideia boa e original como também é bem executada pelo diretor Tom Six que escreve, dirigi e produz o filme.

O filme é bem simples na verdade, um médico louco tem uma excelente ideia de costurar várias pessoas e todas conectadas pelo anus e criar sua própria centopeia. Dizem que a ideia do roteiro veio quando o diretor estava na fila do banco e demorou muito para ser atendido, então ele pensou que só tinha um castigo pior do que a morte, ser costurado com a boca no anus de outra pessoa. Bem suave esse Tom Six!

A produção teve um custo baixo como podemos perceber e também foi filmado num lugar só para economizar na grana. O filme se ambienta na Alemanha, mas na verdade foi filmado na Holanda. A ideia de ser na Alemanha é por causa do nazismo e suas experiências malucas com seres humanos.

Mas por incrível que pareça “A Centopeia Humana” conseguiu atrair um bom publico e teve um retorno considerável que fez sair mais duas sequencias e uma pior que a outra. Esse “torture porn” é uma herança recente de “Jogos Mortais“, mas confesso que odeio esse tipo de filme. Sou mais clássico nos gêneros de horror, adoro os “slasher’s“, vampiros, lobisomens, zumbis e etc. Mas como tenho esse blog tenho que escrever sobre esse filme.

A ideia do filme é bem simples como eu disse. Ele conta a história de um médico alemão, o dr. Josef Heiter (Dieter Laser)  que sequestra três turistas Lindsay (Ashley C. Williams ), Jenny (Ashlynn Yennie ) e Katsuro (Akihiro Kitamura) e os une cirurgicamente, boca ligada ao ânus, formando uma centopeia humana. Com o sucesso da operação, o médico começa a treinar a centopeia, enquanto tenta escondê-la do resto do mundo.

Como eu disse o filme consegue ser um sucesso para um publico novo e também para os velhos do terror, claro que ele apresenta uma ideia nova e excitante na sua proposta, mas ele não chega a ser um bom filme, mas comparado as sequencias é uma obra de arte, eu acho que ele foi feito para a sua época mesmo. Algo fácil, rápido e fácil de ser digerido para um publico cada vez mais fraco.

Nota: 

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Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965)

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1965 / EUA / P&B / 83 min / Direção: Russ Meyer / Roteiro: Jack Moran, Russ Meyer (história original) / Produção: Eve Meyer, Russ Meyer, George Costello e Fred Owens (Produtor Associado) / Elenco: Tura Santana, Haji, Lori Williams, Sue Bernard, Dennis Busch, Stuart Lancaster, Paul Trinka

É curioso como o cinema “B” influenciou muito essa nova Hollywood, para quem já leu o livro “Como a Geração Sexo, Drogas e Rock and Roll salvou Hollywood“, sabe o que estou falando. Não é surpresa para ninguém dizer que os filmes tem a cara da época em que foi produzido, quando vemos um filme dos anos 80 onde as pessoas usavam aqueles rádios enormes na rua, andavam de patins ou usavam “walkman“, dizemos que é muito datado. Mas a filmes dessa nova geração dos anos 60 que ultrapassam a época em que foram feitos.

A um filme do Roger Corman que ele fez junto com o Denis Hopper e o Peter Fonda que chama “Viagem ao Mundo da Alucinação” que é uma viagem só, mas esse filme foi importante para marcar um que até hoje de certa forma é atual que é “Sem Destino“, com Hopper e Fonda fazendo dois motoqueiros viajando e curtindo seu país. O diretor Russ Meyer que fez vários filmes “exploitation” e com muita conotação sexual, como exemplo “De Volta ao Vale das Bonecas“, “Garotas Nuas do Oeste Selvagem” ou “O Imoral Sr. Teas” eram filmes que misturavam comédia com o erotismo, como as nossas “pornochanchadas” aqui no Brasil.

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Mas em 1965 ele escreveu, produziu e dirigiu ” Faster, Pussycat! Kill! Kill!” que foi uma verdadeira revolução, no sentido de mostrar mulheres bandidas, ou melhor, “badass” onde elas saem no braço com os homens, matam, assaltam e invertem o papel de deixar o homem em situação de perigo. A produção foi uma bagunça! Já que o diretor era aqueles caras que tinham um rei na barriga e uma mão de ferro, a histórias de brigas intermináveis entre ele a dançarina Tura Satana que faz “Varla” a líder do bando. Ela que também tinha um gênio forte não deixava barato ser mandada pelo diretor.

O filme não foi bem recebido nos cinemas e pela crítica. Ainda ficaram no prejuízo já que o filme custou 45.000 dólares para ser feito, foi filmado em preto e branco e gravado no deserto para baratear a produção e infelizmente o filme lucrou só 36.000 dólares.

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A história do filme como eu disse, se passa no  deserto, onde  três “strippers” Varla (Santana), Rosie (Haiji) e Billie (Lori Williams) roubam um carro e apostam um racha com um casalzinho, elas acabam matando o rapaz e sequestrando a garota, Linda (Susan Bernard). Em um posto de gasolina uma das garotas toma conhecimento de uma bolada em dinheiro guardada por um velho deficiente físico que mora com dois filhos, um deles demente. Usando a garota sequestrada como isca para se aproximar do rancho do velho e colocar a mão na bolada, a stripper “chefona“, juntamente com as outras controladas por ela, tentam seduzir o velho e os filhos com o intuito de encontrar o dinheiro.

O interessante é como o filme influenciou bastante a cultura POP e influenciou ainda mais diretores como John Waters, Quentin Tarantino fora também músicas, quadrinhos, televisão e etc. Para você ver o tamanho do impacto desse filme. Nem preciso dizer que ele virou cult e até hoje as pessoas assistem e amam esse filme. Como eu disse foi graças aos filmes B que temos o cinema independente que traz essas ideias loucas e maravilhosas para qualquer pessoa.

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Nota: 

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Arcade – A Realidade Mortal (1993)

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1993 / EUA / 85 min / Direção: Albert Pyun/ Roteiro: Charles Band (história), David S. Goyer (roteiro) / Produção: Cathy Gesualdo / Elenco: Megan Ward, Peter Billingsley, John de Lancie, Sharon Farrell, Seth Green, AJ Langer, Bryan Dattilo

Que saudade estava de resenhar sobre os filmes da “Full Moon Pictures“, simplesmente é falar da melhor produtora de todos os tempos, as vezes eu falo que o canal “Syfy” é uma verdadeira fábrica de sonhos, mas a verdade é que Charles Band (o dono da porra toda) que é o verdadeiro Willy Wonka, produzindo coisas que fogem da nossa imaginação. Já resenhei aqui vários filmes que o amigo já produziu ou escreveu. Os melhores sempre foram com o Ted Nicolau, mas agora estou em duvidas já que descobri o seu novo parceiro nessas trambicagem, que é o Albert Pyun que dirigiu aquele excelente filme ” Dollman – 33cm de Altura…E Atira!

Mas em “Arcade – A Realidade Mortal” esse excelente filme que passava direto no extinto “cine record especial” na Rede Record no começo dos anos 90, foi uma inovação nos termos de CGI, acho que se para época já era considerado ruim, hoje em dia é péssimo. Mas é sempre bom lembrar como a tecnologia e o cinema sempre andaram de mãos dadas, desde filmes como “Tron: Uma odisseia eletrônica” de 1982 dos estúdios Disney até “Toy Story” da Pixar que vai ser lançado em 1995, os filmes sempre andaram junto com a computação, jogos e etc.

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Nesse filme a coisa não é diferente, aqui o CGI come solto, só exemplos de boa produção como seu roteiro que é ótimo também para completar a parada. Lembrando que o filme foi escrito por David S. Goyer o mesmo roteirista da trilogia “Batman”, “O Homem de Aço” e “Batman vs Superman“. Então acho que não foi à-toa que esse filme foi considerado o pior do ano passado, não é mesmo?  Uma curiosidade sobre esse filme foi que os estúdios disney ajudaram a “full moon pictures” a remontar o CGI para o filme, mas se alguém comprou o DVD do filme (se existe um guerreiro para isso) encontrou o filme com o CGI original da produtora! Desgraça pouco é bobagem.

A história começa quando alguns garotos são apresentados a  um videogame de última geração que acaba de chegar aos fliperamas de todo o país, lembrando que antes de jogos on-line, existia um lugar chamado “fliperama“, onde você ia e jogava em várias maquinas. Assim o famoso “Arcade” ganha vida própria e suga os jovens para um mortal jogo de realidade virtual. Assim Alex ( Megan Ward) tenta entrar dentro do jogo para resgatar seus amigos e também derrotar de vez o “Arcade”, mas não vai ser tão fácil assim já que ela tem que enfrentar seus próprios medos, como o suicídio da mãe. São coisas muito leves para se assistir com a família. O interessante do filme é que se vários famosinhos participaram dele como Peter Billingsley, Seth Green e John de Lancie.

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Realmente não se tem muito o que dizer de um filme assim, é assistir para ver essa metralhadora de atuações horríveis, como seu péssimo roteiro e também a direção que é uma bosta. A filmes que são ruins, mas que de tão horríveis, chega a ser bom. Mas em outros casos filmes como esse só serve para dar raiva e desperdiçar tempo da sua vida. Mas é aquilo se quiser assistir assista! Se não, já economizou 85 minutos da sua vida, e com certeza você foi mais esperto que eu.

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Nota: 

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Dollman – 33cm de Altura…E Atira! (1991)

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1991 / EUA / 79 min / Direção: Albert Pyun / Roteiro: Charles Band, David Pabian, Chris Roghair / Produção: Cathy Gesualdo, Charles Band / Elenco: Tim Thomerson, Jackie Earle Haley, Kamala Lopez, Humberto Ortiz, Nicholas Guest, Judd Omen

A os filmes da “Fullmoon pictures” só coisa boa! E Charles Band que cara incrível! Só que não. O dono da maior fabrica de picaretagem ataca novamente, pelo menos aqui no Terror Mania. No filme “O Monstro Canibal” eu resenhei e falei um pouco dessa produtora que nasceu para o trash, ou melhor, um trash levado a sério e particularmente isso não da certo. Filmes trash particularmente não é para se levar a sério.

Diferente da “Troma” por exemplo, a produtora do Lyod Kaufman que fez filmes grandiosos como “O Vingador Tóxico“, “Redneck Zombies” e o incrível ”Poultrygeist, A Noite das Galinhas Zumbis”. A produtora consegue unir o tosco, o gore, comédia, trasheira de primeira e tudo num filme só. Mas Charles Band parece que nasceu com um rei na barriga e não abaixando seu ego, principalmente com seus filmes da década de 80 e 90, coisa que mudou agora quando ele finalmente se entregou seus filmes a esse gênero descarado mesmo. Uma prova são seus filmes recentes ou até produções como “Evil Bong“, “Puppet Master vs Demonic Toys” , a própria franquia “Puppet Master” que antes era um coisa mais séria e hoje está entregue ao ridículo.

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Mas em 1991 Charles Band produziu, escreveu e distribuiu esse filme de um policial alienígena que depois de umas tretas vêem para a terra, mas diferente do “Superman” por exemplo que quando cai na terra fica com super poderes por causa do sol, aqui  Brick Bardo interpretado por Tim Thomerson fica minúsculo. Uma coisa interessante é seu titulo aqui no Brasil, se lá fora ele é apensa conhecido como “Dollman“. Aqui nas terras tupiniquins ele é conhecido com o excelente titulo “Dollman – 33cm de Altura…E Atira!” e vale lembrar também que em 1993 ouve um “crossover” entre Dollman e os Demonic Toys, eu ainda infelizmente não prestigiei essa obra, mas com certeza é o próximo na minha lista.

Vale comentar também que o filme é estrelado pelo Tim Thomerson que fez vários filmes legais nos anos 80 e 90 como “Quando Chega a Escuridão“, “Medo e Delírio em Las Vegas” e “A Volta do Incrível Hulk“, só filmaço. E também ressaltando que Jackie Earle Haley que depois viria a fazer filmes como o remake do “A Hora do Pesadelo” onde ele vive o Freedy e também “Watchmen” que alguns amam e outros odeiam, na verdade eu gosto até do filme, não acho uma má adaptação de quadrinhos e tal. E Haley mandou muito bem como o Rorschach. Mas é muito legal ver esses atores atuando, porque realmente eles são excelente atores fazendo um filme trash para caramba!

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A história lembra muito “Stallone: Cobra“, porque o começo é igual, um maluco invade um lugar e um policial vai tomar conta de toda essa situação, então  temos Brick Bardo(Thomerson), que faz o típico policial durão de um planeta alienígena chamado “Arturus” vem para a Terra, depois de perseguir seu inimigo Sprug (Frank Collison), foge com um bomba. Mas quando ele chega na terra, ele cai nos E.U.A, no Bronx e justo quando uma mulher vai ser assassinada. Puta sorte da moça em? Mas como eu tinha dito, o azar é que Bardo sofre com a atmosfera da terra e então ele tem só 33 centímetros, mas para o azar dos traficantes locais, ele porta sua arma letal e enfrenta todos os traficantes do Bronx.

Vale a pena citar também que o filme ganhou uma versão em quadrinhos que foi lançada pela própria Fullmoon, literalmente é sugar até o osso. Um dos grandes problemas do filme, é se levar muito a sério e também querer tirar leite de pedra, não se pode fazer algo sério de um policial alienígena de 33 cm. Mas é aquilo, você consegue se divertir e assistir com os seus amigos, porque o que o filme tem de coisas ruins, vale pelas cenas de bagaceira pura. Principalmente quando Bardo pula da janela para salvar uma mulher, grande filme mesmo.

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Nota: 

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