O Gabinete do Dr. Caligari (1920)

1920 / Alemanha / P&B / Mudo / 78 min / Direção: Robert Wiene / Roteiro: Carl Mayer, Hans Janowitz / Produção: Rudolf Meinert, Erich Pommer / Elenco: Werner Krauss, Conrad Veidt, Friedrich Feher, Lil Dagover

O Gabinete do Dr. Caligari” foi o primeiro filme de terror que assisti na faculdade de cinema, principalmente para estudar o gênero do expressionismo alemão que é um gênero foda! E inspirou vários cineastas e também claro os quadrinhos do Batman. Mas claro que é pós os filmes do Tim Burton. Mas assim mesmo o expressionismo não é uma coisa que você pode julgar para mim ele não passa de sonhos e isso explicado pela paisagem e também pelos atores e tal. Mas é igual a um sonho mesmo e tudo que você sonha vem do subconsciente, então não a limites entre o certo e o errado no sonho.

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Cabana do Inferno (2002)

2002 / EUA / 93 min / Direção: Eli Roth / Roteiro: Eli Roth, Randy Pearlstein / Produção: Evan Astrowsky, Sam Froelich, Lauren Moews, Eli Roth; Jeffrey D. Hoffman (Coprodutores Executivos); Susan Jackson (Produtora Executiva) / Roteiro: Rider Strong, Jordan Ladd, James DeBello, Carine Vincent, Joey Kern, Arie Verveen, Robert Harris

Sabe o que é “guilty pleasure“? Quer dizer prazer culposo ou seja vergonha de gostar de algo. E acho que a minha maior vergonha é o Eli Roth, todos metem pau nele e nos seus filmes que ninguém gosta  e o acham o picareta e tal. Eu os acho simplesmente sensacional, claro que tem várias “tosqueiras” e também várias coisas que dão muita vergonha. Mas mesmo assim ele fez coisas muito boas como o próprio “Cabana do Inferno” ou até “O Albergue” e “Canibais” que foi um filme que trouxe de volta aquele clima do “Holocausto Canibal“.

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O Silêncio dos Inocentes (1991)

1991 / EUA / Direção: Jonathan Demme / Roteiro: Ted Tally (baseado no livro de Thomas Harris) / Produção: Ron Bozman, Edward Saxon, Kenneth Uth; Grace Blake (Produtora Executiva); Gary Goetzman (Produtro Executivo) / Elenco: Jodie Foster, Anthony Hopkins, Scott Glenn, Anthony Heald, Ted Levine

Acho que “O Silêncio dos Inocentes” é o filme que mais eu vi na minha época de faculdade. Eu fiz cinema por dois anos e numa determinada matéria tivemos que resenhar esse filme e analisar todos os seus efeitos desde câmera, som, atuação e etc. E vendo essa obra com olhos diferentes, você percebe o quanto grandioso e importante foi esse filme para o cinema e também para cultura POP em geral.

É simplesmente impecável a atuação do Anthony Hopkins, você fica realmente com medo dele e ainda mais quando você descobre que para ele compor o personagem, ele não piscava, então você vê a dedicação dele para esse personagem. Principalmente quando corta umas cenas e da para perceber o olho dele cheio de lagrimas de não piscar numa cena de 7 a 10 minutos. Em contraponto a tudo isso temos a detetive Clarice interpretada por Jodie Foster. É legal perceber o contraponto nas duas atuações. E como Foster também vai crescendo junto com o seu personagem.

O filme é baseado na obra de Thomas Harris que escreveu 4 livros sobre o Dr. Hannibal Lecter como “Dragão Vermelho“, “O Silêncio dos Inocentes“, “Hannibal” e “Hannibal, A Origem do Mal“. Os livros na verdade não li nenhum na verdade e sou louco para ler o “Dragão Vermelho” que na minha opinião é melhor filme da série. Já os filmes temos essa mesma sequencia só que saiu em 1986 dirigido pelo Michael Mann o filme “Manhunter” ou como ficou conhecido no Brasil por “O Caçador de Assassinos“. Ele é totalmente baseado no “Dragão Vermelho” e ainda o personagem principal se chama Will Graham e o sobrenome de Lecter muda para “Lecktor“. Uma boa adaptação livre.

A produção foi dirigida por Jonathan Demme, ele é um excelente diretor que sabe flertar com o suspense e a comédia muito bem. Visto pelos seus filmes como “Filadélfia” e “Sob o Domínio do Mal”. O gozado é que os estúdios queriam para interpretar o papel de Hannibal, o  Gene Hackman e para o papel de Claire a atriz Michelle Pfeiffer! Mas ainda bem que isso nunca aconteceu e os papeis certos foram entregues para os atores certos.

A história gira em torno da agente do FBI, Clarice Starling (Foster) que é ordenada a encontrar um assassino que arranca a pele de suas vítimas. Para entender como ele pensa, ela procura o perigoso psicopata, Hannibal Lecter (Anthony Hopkins), encarcerado sob a acusação de canibalismo. O engraçado é que todos pensam que o grande vilão do filme é o doutor, só que na verdade o psicopata da vez é o “Bufallo Bill” interpretado também magistralmente pelo Ted Levine.

“O Silêncio dos Inocentes” é um filme grandioso demais que consegue facilmente ser uma produção que você bate olho e quando vê que assistir todos os filmes da série. E não é à-toa também que ele ganhou vários prêmios no Oscar e também em outras categorias. Mas a interpretação do Anthony Hopkins é uma coisa a parte, simplesmente maravilhosa e com certeza a melhor coisa do filme.

 

Nota: 5 Caveiras

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Kill List (2011)

2011/ ING / 95 min / Direção: Ben Wheatley /Roteiro: Ben Wheatley, Amy Jump / Produção: Claire Jones, Andy Starke / Elenco: Neil Maskell, MyAnna Buring, Michael Smiley

Algum tempo ouço falar de “Kill List” e como ele é um filme perturbador em vários sentidos. Lendo algumas listas, vi que também ele é inspirado em casos reais da “deep web“. Sim, aquele “google underground” onde você pode fazer o que quiser, como contratar assassinos de aluguel, comprar drogas, acessar documentos de outros países e por ai vai.

Em 2013 esses assuntos da “deep web” começou a ficar cada vez mais comentado e eis que “Kill List” entrou no meu radar. Mas quando finalmente assisti, nossa que viagem, claro que no bom sentido. O filme é brutal e visceral, ele não poupa o gore e também a paranoia por vista dos personagens. O que achei mais legal é que o filme em si poderia ser uma coisa rasa sem acrescentar nada, ou seja, só o gore pelo gore. Mas o diretor e roteirista Ben Wheatley deixou tudo mais interessante ao introduzir um culto estranho. O que gostei mais também é que ele não explica esse culto, ou seja, não sabemos informação alguma e isso deixa mais interessante e também não trata o telespectador como idiota.

Recentemente escrevi para uma crítica para o blog “Sessão do Medo” falando sobre diretores “novos” de terror  e nisso falei de alguns que tem um aspecto mais autoral e é influenciado por diretores das antigas. Mas esqueci de citar o Ben Wheatley, confesso que só assisti a três filmes dele. O “Kill List“,” Turistas“, que é um filme bem insano também e “Free Fire” que é outro filme bem original. Preciso assistir a filmografia toda dele, mas já virei fã do seu trabalho.  Parece que em cada produção ele pega algo diferente para colocar em seus filmes. Aqui no “Kill List” é legal como ele mistura uma violência fria e crua no estilo Alan Clarke com o seu curta “Elephant” com um mistério no melhor estilo Stanley Kubrick.

A história começa quando o ex- soldado britânico Jay ( Neil Maskell) retornou da guerra em Kiev para a sua casa e acabou se reunindo com um antigo amigo Gal (Michael Smiley), e assim começa a trabalhar como assassino de aluguel. Mas Jay tem alguns traumas do passado que interferem tanto no seu trabalho como na sua família. E quando eles pegam um trabalho mais recente, as coisas começam a ficar mais complicadas, já que um estranho culto faz com que ele não saiba mais o que é realidade ou não.

“Kill List” é aquele filme que você precisa ver, mas ao mesmo tempo não é um filme fácil de assistir, principalmente para quem não está acostumado com filmes com soluções fáceis. Só sabemos que acabamos mal pelo personagem, principalmente pelo seu final chocante e assustador. Mas digo que quem for assistir com certeza não vai se arrepender com a sua temática assustadora e visceral. E que diretor é o Ben Wheatley.

Nota: 

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A Menina do Outro Lado da Rua (1976)

1976/ EUA / 91 min / Direção: Nicolas Gessner/ Roteiro: Laird Koenig / Produção Zev Braun / Elenco: Jodie Foster, Martin Sheen, Alexis Smith, Mort Shuman, Scott Jacoby

A Menina do Outro Lado da Rua” é um filme que mais ouvi falar do que pessoas que assistiram a ele. Na verdade eu sou uma delas, sempre vi alguma noticia falando dessa produção, principalmente porque ele é estrelado pela Jodie Foster. E também tem um elenco muito bom como o Martin Sheen bem novo. Quando assisti, achei ele maravilhoso, claro que com algumas ressalvas mas em si a história é fantástica. Talvez seja porque adoro filmes com poucos ambientes e também com diálogos interessantes.

Mas além disso ele trabalha um tema interessante que é a vida adulta quando se é ainda uma criança, é o que acontece com Ryyn (Foster) que faz uma adolescente de 13 anos, cujo o pai foi embora e abandonou numa casa. Sendo capaz de se sustentar sozinha, ela diz que seu pai ainda está morando com ela. Mas além disso ela guarda um grande mistério, no qual aos poucos vamos descobrindo. Outra coisa interessante é analisar as crianças nesses filmes de terror com um conteúdo bem mais adulto. Caso é a “A Profecia“, “Os Inocentes“, “A Inocente Face do Terror” ou até “Taxi Driver” do mesmo ano desse, onde Jodie Foster vive uma prostituta. Chega a ser bizarro como ela vira um objeto sexual nesses dois filmes.

 O filme é baseado num livro do mesmo roteirista que é o escritor Laird Koenig, ele escreveu bastante coisa para a televisão e filmes adaptados para a TV. Originalmente o roteiro iria para a o teatro. Mas claro que essa ideia já foi descartada rapidamente porque séria difícil encontrar alguém para viver o peso dramático da personagem por muito tempo. Lendo algumas coisas para escrever essa crítica. Percebi que o livro é muito mais pesado que o filme. Apesar de claro ainda conter rastros de psicopatia na jovem e as mortes serem bem sádicas também.

Martin Scorsese descobriu Jodie Foster graças a esse filme e assim a convidou para estrelar “Taxi Driver“. Uma das cenas mais polemicas é quando Ryyn fica nua. Foster não quis fazer essa cena então sua irmã que tinha 21 anos na época foi duble de corpo da atriz. Mas mesmo assim, várias cenas foram cortadas no qual o sexo foi retirado e até a violência amenizada.

A história começa contando sobre Rynn Jacobs (Foster), que vive sozinha na casa de seu pai. Quando chega algum visitante ela explica que o pai viajou a negócios, está dormindo ou está trabalhando e não pode ser incomodado. Ela está determinada em não perder a sua independência e fará qualquer coisa para proteger o seu segredo, principalmente da Sra. Hallet (Alexis Smith), que alugou a casa para o pai dela. A Sra. Hallet sente que algo está errado e o filho dela, Frank Hallet (Sheen), que apesar de ser casado e ter filhos, tem na cidade a “fama” de ser um pedófilo.

 Gostei muito da produção como eu disse, roteiro, atores e direção. Achei tudo bem feito e também como já vemos os passos que Jodie Foster iria dar rumo ao estrelato. Uma excelente atriz que só engrandece esse filme e mostra como se faz. Vale muito a pena assistir ” A Menina do Outro Lado da Rua” um filme de mistério e também com um segredo bem legal no seu final.

 

Nota: 5 Caveiras

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O Homem Leopardo (1943)

1943 / EUA / P&B / 66 min / Direção: Jacques Tourneur / Roteiro: Ardel Wray (baseado na obra de Cornell Woolrich) / Produção: Val Lewton / Elenco: Dennis O’Keefe, Margo, Jean Brooks, Isabel Jewell, James Bell

Jacques Tourneur se tornou um dos meus diretores favoritos e muito foi por conta da Versátil que lançou alguns dos seus filmes e também pelo documentário que o Martin Scorsese fez que chama “Uma Viagem com Martin Scorsese pelo Cinema Americano”  no qual ele fala do diretor e suas obras pelo cinema noir como “Sangue de Pantera” que beira ao terror e também “Fuga do Passado“. Mas um dos meu filmes favoritos de Tourneur é “A Noite do Demônio” que já virou resenha no Terror Mania.

Quando “aluguei” pela internet esse filme deixei estocado no meu HD e pensei que depois assistiria e tal. Mas grata surpresa que esse dia finalmente chegou. E quando assisti meu irmão! Que baita suspense com uma pitada de “slasher” apesar de não ter elementos para deixá-lo nessa categoria, mas mesmo assim é um baita filme. O filme é baseado na obra de Cornell Woolrich que tentou fazer um primeiro retrato do “serial-killer”, você percebe que muitos filmes famosos hoje repetem a mesma estética de “O Homem Leopardo“.

A produção é clássica de um filme B como personagens não tão famosos ou começo de carreira, um só ambiente e também o orçamento que é muito baixo no caso “O Homem Leopardo” teve um orçamento modesto de 150 mil dólares. Eu acredito que o diretor Jacques Tourneur brincou muito com o roteiro e com a imaginação das pessoas ao simular que um homem meio leopardo é quem assassinava as pessoas. E é legal ver esse sentimento rolando ainda hoje, porque mesmo a produção ser de 1943, você ainda acha quem está matando as pessoas é um homem meio leopardo.

A história se passar numa boate no Novo México e a cantora principal Kiki Taylor (Jean Brooks), é encorajada pelo seu gerente Jerry Manning (Dennis O’Keefe),a incluir na sua atuação um leopardo como estratégia publicitária. Mas o animal foge devido ao barulho e às luzes do clube e passado alguns dias surgem cadáveres mutilados na vila. Tudo indica que se trata de ataques do leopardo, mas Kiki não se convence disso. Essa é a sinopse básica. Mas aos poucos vamos vendo que a história foge e bastante desse clichê e ainda bem.

Gostei muito de assistir ao “O Homem Leopardo“, ele foge dos clichês básicos e coloca  um assassino para lá de perturbador que entra em cena só para tocar o terror mesmo. E assim vemos que eles conseguem e bastante inovar em certas coisas e deixar um roteiro bacana e para lá de inteligente em certas cenas. Apesar de claro escorregar em alguns pontos que é normal para um filme B e tal. Ele consegue ser divertido e macabro em algumas cenas.

Nota: 

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Se7en – Os Sete Crimes Capitais (1995)

1995 / EUA / 127 min / Direção: David Fincher/ Roteiro: Andrew Kevin Walker/ Produção: Arnold Kopelson, Phyllis Carlyle/ Elenco: Brad Pitt, Morgan Freeman, Gwyneth Paltrow, Kevin Spacey, John C. McGinley

Já contei em algumas resenhas minhas aqui no “Terror Mania” de uma locadora que tinha perto de casa lá por 2000 ou 2001 que a promoção era 50 reais por mês e você alugava quantos filmes você quisesse por 1 mês. Isso me ajudou muito a ter esse gosto por cinema trash e tal. Então aluguei desde pornochanchada, terror, aventura e uns VHS bem desconhecido como os de “Kung Fu“.

Mas também assisti muito clássicos do cinema como “O Exorcista“, “Django“, “Matrix” e “Seven“. Lembro quando assisti o filme de David Fincher pela primeira vez, achei simplesmente maravilhoso, explodiu minha cabeça aquela narrativa, aqueles personagens, os crimes e claro o próprio “Serial Killer” interpretado por Kevin Spacey que só aparece nos momentos finais do filme, mas mesmo assim você acha que ele está ao longo da produção toda.

“Seven” é baseado no roteiro de Andrew Kevin Walker que escreveu também o roteiro de “O Lobisomem“, “8MM” e a “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça“. Uma curiosidade é que o final do filme era para ser outro com um final mais otimista, mas por um descuido da produção do filme, foi parar nas mãos de David Fincher o final que conhecemos hoje. E como ele foi oferecendo o papel para gente importante como Brad Pitt, Morgan Freeman, Gwyneth Paltrow e Kevin Spacey. Eles só aceitavam fazer o filme se o final do filme fosse o mesmo do roteiro que Fincher possuía

Mas falar de “Seven” é falar de como o “acaso” transforma uma ideia num clássico do cinema. A “New Line” que a produtora e distribuidora do filme gostou do roteiro apresentado por Walker, mas claro que não achou aquilo a maior maravilha do mundo. Então chamaram um diretor de aluguel que na época era David Fincher que só tinha feito um filme que era o “Alien 3” no qual teve uma puta decepção e depois só fez vídeo-clipes. Isso é a prova também de quando a pessoa tem talento tudo muda. Por que esse filme foi o responsável pela virada na vida do diretor.

A história é sobre dois policiais o novato na cidade David Mills (Pitt) e o veterano William Somerset (Freeman), eles  são encarregados de uma investigação, sobre alguns crimes que aparentemente não são ligados. Mas aos poucos Somerset percebe que eles tem uma ligação com os pecados capitais e também percebe que eles na verdade estão atrás de um “Serial Killer”.

Acho “Seven” uma das melhores obras da década de 90 e mostra como uma produção que começou tímida, virou um marco do cinema tanto policial como o de terror. Adoro essa obra de David Fincher como também todas as sua filmografia. Um verdadeiro diretor que mostra como ninguém todo o seu potencial e também criatividade. E claro as cenas de gore e toda a motivação do psicopata é uma coisa única no cinema em geral.

Nota: 5 Caveiras

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