Atividade Paranormal (2007)

2007 / EUA / 86 min / Direção: Oren Peli / Roteiro: Oren Peli / Produção: Jason Blum e Oren Peli, Amir Zbeda (Produtor Associado), Produtor Executivo (Steven Schneider) / Elenco: Katie Featherston, Micah Sloat, Mark Fredrichs

Assim como “Velozes e Furiosos“, “Piratas do Caribe” e “Transformes“, “Atividade Paranormal” nasceu como um filme original e com ideias boas e tal. Apesar de ser um grande “blockbuster“, estou dizendo dos filmes que citei, os filmes conseguiram arrastar várias pessoas para o cinema. Mas então porque estamos enjoados desse tipo de filme?

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O Iluminado (1997)

1997 / EUA / 270 min / Direção: Mick Garris / Roteiro: Stephen King (baseado em seu livro) / Produção: Mick Carliner; Laura Gibson (Produtor Associado); Laura Gibson (Supervisora de Produção); Stephen King (Produtor Executivo) / Elenco: Rebecca De Mornay, Steven Webber, Will Horneff, Courtland Mead, Melvin Van Peebles, John Durbin, Pat Hingle, Elliott Gould

Quem conhece essa versão de “O Iluminado“? Particularmente eu só conheci por conta da Internet e claro aquela versão grossa em VHS que tinha em locadoras. Mas tirando isso nunca iria deduzir que esse filme é uma versão “melhorada” da obra de Stanley Kubrick. Mas né? Claro que não! A história do filme é incrível. King nunca ficou satisfeito com que Kubrick produziu e então ele puxou a responsabilidade para si e falou: “Vou fazer melhor“.

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Os Espíritos (1996)

1996 / EUA, Nova Zelândia / 110 min / Direção: Peter Jackson / Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh / Produção: Peter Jackson, Jamie Selkirk; Tim Sanders (Coprodutor); Fran Walsh (Produtora Associada); Robert Zemeckis (Produtor Executivo) / Elenco: Michael J. Fox, Trini Alvarado, Peter Dobson, John Astin, Jeffrey Combs, Dee Wallace, Jake Busey, Chi McBride, R. Lee Ermey

Que filme legal é “Os Espíritos” dirigido por Peter Jackson bem no começo de sua carreira. A primeira vez que eu assisti, demorou para cair a ficha de que se tratava de uma obra de terror. Achei tudo uma comédia fantástica e com tons bem agradáveis entre a comédia e o humor negro e ainda ter colocado o Michael J. Fox no elenco, foi um acerto e tanto.

Acho que esse também foi o primeiro filme que assisti do Peter Jackson, mas claro que eu não sabia quem era ele e também que tinha feito dois clássicos “fodidos” que foi o espetacular “Náusea Total” e o fenomenal “Braindead“. Mas depois que acabou “O Retorno do Rei“, você vê que o diretor entrou numa tranquilidade em fazer tudo com efeitos no computador que ficou horrível seus filmes.

Apesar de “Os Espíritos” ser o trabalho menos conhecido de Jackson. Vemos que ele conseguiu trabalhar e muito bem com um orçamento até que pequeno. O filme teve produção do Robert Zemeckis que dirigiu filmes fodas como “De Volta para o Futuro” e “Naufrago“. Claro que o elenco contava com Fox, Jeffrey Combs que fez vários filmes com o Stuart Gordon e também R. Lee Ermey que está num papel incrível.

O filme foi rodado na Nova Zelândia, terra de Jackson e também combina muito com a produção onde ela foi rodada, já que o clima da cidade tem um ar melancólico e combina com a proposta de um cara que perdeu tudo num acidente de transito e vive num ar bem desconstruído com ele mesmo.

A história se concentra em Frank Bannister (Fox) que é um médium charlatão que consegue “limpar” casas pelo fato de estar associado aos fantasmas que as assustam. Ele se vê de repente envolvido em combater o fantasma de um “serial killer“, que voltou para continuar matando e quebrar todos os recordes de assassinatos existentes. Gostei muito de como a trama da uma reviravolta e consegue não só um misto de comédia e também suspense e um drama muito legal. Acho “Os Espíritos” um filme bem completo dentro da sua proposta.

Esse é com certeza meu quarto filme favorito da filmografia de Jackson. Apesar dele ser conhecido por fazer coisas bem “trash’s” que foi o caso dos citados, o seu terceiro filme “Almas Gêmeas” é muito, mas muito bom mesmo. Que apesar de não ser tão conhecido, entrou num circuito “cult” e mostra a versatilidade do diretor de poder construir uma bom história com vários gêneros. Simplesmente sensacional.

Nota: 

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Às Vezes Eles Voltam (1991)

1991 / EUA / 97 min / Direção: Tom McLoughlin / Roteiro: Lawrence Konner, Mark Rosenthal (baseado no conto de Stephen Kin) / Produção: Michael S. Murphey; Milton Subotsky, David C. Thomas (Coprodutores); Dino De Laurentiis (Produtor Executivo) / Elenco: Tim Matheson, Brooke Adams, Robert Rusler, Chris Demetral, Robert Hy Gorman

 Acho que já contei em alguma resenha minha experiência com filmes de terror na puberdade, ou seja, pelo ano de 2002 ou 2003 tinha uma locadora perto de casa que fazia uma promoção que você alugava quantos filmes você quisesse por 1 mês por 50 reais.  Esse valor era muito alto naquela época. Então podia alugar só nas férias e aproveitava para assistir o que eu quisesse e terror sempre foi meu gênero favorito então alugava muito tranqueira.

Um desses filmes foi “Às Vezes Eles Voltam”, que é baseado num conto do Stephen King. Lembro que achei o VHS muito assustador, começando pela capa e também achei o filme muito legal. Mas retroassinado agora depois de burro velho, o filme na verdade é a definição da palavra “mediana”, ou melhor, não cheira e nem fede.  Ele apresenta coisas interessantes que já faz parte do universo de King como família, infância, traumas, superação e etc. Não estou dizendo que King não escreve bem e muito ao contrario, é incrível como ele consegue se reinventar com temas muito diferentes.

O filme na verdade ele foi feito para a televisão como a maioria das obras de King nos anos 90 como o “It”, “O Iluminado” entre outros. O filme foi dirigido por Tom McLoughlin que fez outros filmes dentro do gênero do horror como “Sexta-Feira 13 Parte 6: Jason Vive”, “A Outra Face da Inocência” e “Numa Noite Escura”. Alguns viraram uma trasheira e outros ficaram no status de “Cult”mas também é interessante como a obra do diretor também na se repete e para cada filme ele aborda uma óptica diferente.

Mas em “Às Vezes Eles Voltam” vemos um filme quase que clichê como coisas muito obvias que vão acontecendo ao longo da trama e também como ele tenta e tenta ser meio que um suspense com um drama que até essa primeira parte fica legal e você consegue ver a mão de Stephen King na obra, mas do meio para o final. Ele se perde muito e quer colocar um terror saltado e sem lógico com uns “jump scare” desnecessário que só deixa a trama que poderia ser uma obra boa, fica cansativo e também bobo até seu final muito mais meloso e obvio.

A trama conta sobre um professor (Jim Norman) e sua família que se muda para a sua antiga cidade.  Assim ele começa a lecionar em uma escola local. Mas aos poucos o trauma do seu passado começa a assombrá-lo. Quando criança, Norman presenciou seu irmão ser morto por uma gangue cujos membros foram em seguida atropelados por um trem dentro de um túnel. Norman conseguiu sobreviver e fugir. Quando começa a lecionar na escola, alguns de seus alunos são mortos e substituídos pelos assassinos de seu irmão no passado.

Basicamente essa é a trama ou o plot todo do filme. Como eu disse ele apresenta idéias legais no começo, mas são substituídas por uma coisa chata e melosa que só deixa tudo cada vez mais cansativo. Vale lembrar que “Às Vezes Eles Voltam” teve mais dois filmes como “Às Vezes Eles Voltam 2” de 1996 e “Às Vezes Eles Voltam… para Sempre” de 1999. Ainda não tive a chance de assistir essas perolas, mas logo quero conferir e escrever a resenha sofrida para o Terror Mania. Vida de Crítico nunca é fácil.

Nota: 

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Brinquedo Assassino 2 (1990)

1990 / EUA / 84 min / Direção: John Lafia / Roteiro: Don Mancini / Produção: David Kirschner; Laura Moskowitz (Coprodutor); Robert Latham Brown (Produtor Executivo) / Elenco: Alex Vincent, Jenny Agutter, Gerrit Graham, Christine Elise, Brad Dourif, Grace Zabriskie, Peter Haskell

Acho que toda a criança dos anos 90 tem alguma história com o Chucky que assistiu e depois se cagou de medo e tal. A primeira vez que assisti ao filme foi quando eu morava perto de uma locadora, era bem criança e fui assistir na casa de uns colegas da rua. O que mais me assustou foi a reação do pai da menina do que o próprio filme. Ele me fez eu tirar a fita do videocassete e contar para a minha mãe que estava levando filme de terror na casa dela. Nunca esqueci essa passagem da minha vida.

Mas depois de adulto eu voltei a assistir e nossa que filmes bem meia boca na verdade é bem descartável, tem seus momentos, mas claro que não supera o original de 1980 que tem a direção do Tom Holland. Aqui temos a ainda o roteiro de Don Manici que criou todo o conceito do boneco e também o ator original do primeiro que é o Alex Vicent e a voz inigualável de Brad Dourif que praticamente da  a vida ao Chucky.

Don Mancini é o criador, diretor e produtor das séries de filmes. Ele é o que podemos definir daquela pessoa que não largou o osso mesmo, ou seja, o que tiver que aproveitar do filme ele vai fazer.  E é isso que acontece aqui nos vários filmes da série. Um dos pontos altos é como ele consegue ser criativo em criar uma sinopse em algo tão manjado! E digo isso nas produções como “A Noiva de Chucky” e também “O Filho de Chucky” onde fica uma ideia ao mesmo tempo tosca de um boneco constituir família, mas consegue ser original dentro do seu conceito.

Curiosamente a segunda parte do “Brinquedo Assassino” é o mais rentável de toda a franquia, chegando a ser líder de bilheteria nos E.U.A no seu final de semana de estréia. Isso foi um grande marco para a produção do filme, mas claro que a produção foi caindo ao longo do tempo. Sem contar a parte três que é uma coisa horrorosa. E esse ano que vai sair também um novo filme, vai sair direto para DVD, ou seja, tem cheiro de ser uma verdadeira bomba já anunciada.

O filme conta os efeitos de Chucky na vida de Andy (Vincent), que sobreviveu aos ataques do serial killer, assim ele começa a refazer sua vida com o auxílio de uma família adotiva. Tudo vai bem até que os fabricantes do boneco “Cara Legal”, tentam refazer os bonecos e assim Chucky é reconstruído, para provar que não há nada errado com o famoso boneco. Mas claro que essa ideia vai para água a baixo quando a matança recomeça.

Apesar desse filme ter me marcado muito na infância, é o que menos gosto e também o começo do que séria uma onda de filmes galhofas. Mas admito que Mancini teve coragem de mudar completamente a formula do filme e deixar com um humor mais negro, mas mesmo assim pouca coisa se salva dessa produção. Mas agora é esperar estrear “O Culto de Chucky” para ver se eu mordo ou não minha língua com essa nova produção.

Nota: 

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Terror nas Trevas (1981)

 

1981 / Itália / 87 min / Direção: Lucio Fulci / Roteiro: Dardano Sacchetti, Giorgio Mariuzzo, Lucio Fulci / Produção: Fabrizio de Angelis / Elenco: Katherine MacColl, David Warbeck, Sarah Keller, Antoine Sanit-John

Acho que depois de Mario Bava e Dario Argento, Lucio Fulci é um dos melhores diretores italianos de terror de todos os tempos. Ele dirigiu obras primas como “The New York Ripper“, ” O Estranho Segredo do Bosque dos Sonhos” que é um “giallo”, “Uma Lagartixa num Corpo de Mulher”  e o clássico “Zombie“. E claro a trilogia da “Porta do Inferno” como “Pavor na Cidade dos Zumbis“, “A Casa do Cemitério” e esse que vamos falar hoje que é “Terror nas Trevas“.

Fulci apresenta algumas coisas bem regulares em todos os seus filmes, tirando claro o gore, a violência explicita e claro as clássicas cenas dos olhos! Em quase todos os seus filmes vemos alguma cena relacionado a olhos sendo arrancadas e etc. Mas ele é simplesmente um gênio, não temo como não amar suas obras, suas histórias e claro seus efeitos especiais.

Mas “Terror nas Trevas” é um dos filmes mais massacrados por distribuidoras  que lançaram em outros países como a Inglaterra ou os Estados Unidos. Chegando a fazer cortes bem grosseiros que tirou toda a qualidade da obra. Só anos depois e graças a Quentin Tarantino que esse filmes chegou na America numa versão “full” , ou seja, sem cortes e sem edições e tal.

Apesar dessa polemica toda envolta do filme, ele foi mais criado para chocar do que contar uma história em si. Vemos muita picaretagem em quase o tempo todo e também um esforço de Fulci para deixar o filme mais “trash“. Mas mesmo assim, não conseguimos ficar bravo com essa picaretagem de Lucio Fulci e sim dar risadas ou ficar aterrorizados com certas situações que são várias na verdade. A atriz Catriona MacColl que trabalhou com o diretor em toda a trilogia faz um excelente trabalho e convence muito bem como uma mulher em perigo, que se meteu naquela confusão que é muito maior que ela. Uma curiosidade é que Tisa Farrow que já tinha trabalhado com Fulci em “Zombie” era para fazer o papel principal. Só que infelizmente ela já tinha se aposentado.

A história começa quando Liza (MacColl) herda como herança um antigo hotel na Luisiana chamado “Schweik’s Seven Doors Hotel“. Porém, a um detalhe importante, ele foi construído em cima de uma das portas que levam ao inferno. Sem saber disso, ela decide reformar o local, mas é atrapalhada por uma série de eventos sobrenaturais que a levam a confrontar zumbis, aranhas, cachorros assassinos e também um bruxo.

Por mais bizarro que a história seja assim de supetão, ele consegue ser bem montado e dirigido com várias sequencias de dar medo e sustos garantidos e claro aquele gore exagerado que só os filmes de Lucio Fulci podem proporcionar.  Acho que assistir a essa produção, ou melhor, assistir a trilogia da porta do inferno toda é um deleite para qualquer fã do gênero e também uma maravilha para ver como os filmes com efeitos práticos as vezes é pior que o CGI.

Nota: 

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O Iluminado (1980)

1980 / EUA, Reino Unido / 144 min / Direção: Stanley Kubrick / Roteiro: Stanley Kubrick, Diane Johnson (baseado na obra de Stephen King) / Produção: Stanely Kubrick, Robert Fryer, Mary Lea Johnson e Martin Richards (Produtores Associados), Jan Harlan (Produtor Executivo) / Elenco: Jack Nicholson, Shelley Duvall, Danny Lloyd, Scatman Crothers

Acho que “O Iluminado” é aquele típico filme que nem precisa de introdução, a fama dele já diz tudo. Mesmo que você nunca o tenha visto, com certeza você já assistiu alguma cena ou também conhece dialogo do filme. Eu lembro quando assisti pela primeira vez a essa obra-prima. Foi no SBT num sábado a noite em 2005. E foi aquela típica obra do Kubrick que você tem que parar um pouco para respirar antes de continuar.

Falar de Kubrick é como falar da genialidade em pessoa. Seus filmes falam por ele mesmo. Só assistir a obras como “Laranja Mecânica“, “2001 – Uma Odisseia no Espaço“, “Spartacus” ou “Dr. Fantástico“. Mas Kubrick também é conhecido por seu uma “Persona non grata” por onde andava. Seu ego era maior que seu sucesso, chegando até afastar a própria família do seu trabalho e se isolando por várias vezes de todos. Outra pessoa que estava por trás dessa obra genial era o Stephen King já que o filme é baseado em seu livro. O filme também é conhecido por ser a obra cinematográfica que King mais odiou, já que Stanley remontou o filme todo praticamente.

A história por trás do projeto é muito legal. Tudo começa em 1975 quando Kubrick tinha acabado de filmar “Barry Lyndon” que foi um verdadeiro fracasso nas bilheterias. Então ele precisava dirigir algo mais comercial, se isso é possível se tratando de Kubrick. Então ele começou a ler vários livros de terror para ser o seu próximo projeto. Stephen King diz que ele lia várias páginas de vários livros por dia, mas que odiava a maioria chegando a arremessar eles na parede. Um dia a secretária de Kubrick achou estranho não ouvir mais nenhuma batida e quando ela entrou na sala, encontrou Stanley lendo “O Iluminado”.

Mas como eu disse o que poderia ser uma linda história de amor entre os dois virou um conto de ódio. Stephen King chegou a mandar um roteiro para Kubrick, mas ele simplesmente ignorou o achando muito fraco, então ele começou a trabalhar com Diane Johnson que era uma escritora também. Outra questão é que Jack Nicholson quase não foi chamado para o filme. Stanley Kubrick estava interessado em Robert DeNiro ou Robin Willans para o papel de Jack Torrance. Mas graças a deus Nicholson ficou com o papel.

A história em si tem um contexto simples, quando o inverno chega Jack Torrance (Nicholson) é contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado e vai para lá com Wendy, sua mulher (Shelley Duvall) e seu filho Danny (Danny Lloyd). Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo.

O Iluminado” é um dos meus filmes favoritos não só do terror como também da filmografia do Kubrick, amo muito esse filme. O gozado é que 1997 Stephen King fez uma produção, ou melhor, fez sua versão pessoal do “O Iluminado” que apresenta até algumas coisas interessantes,mas nada que vale além disso. Um curiosidade é que esse filme também apresenta o recorde de mais cenas repetidas, que foram “127 takes” que Kubrick filmou com Duvall até ela acertar o que Kubrick queria. “O Iluminado” é uma produção magnífica que vale muito a pena não só ser assistida como também prestigiada por todo o sempre, um filme que com certeza você vai se lembrar para o resto da vida.

Nota: 5 Caveiras

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