O Massacre da Serra Elétrica 3 (1990)

1990 / EUA / 85 min / Direção: Jeff Burr / Roteiro: David J. Schow / Produção: Robert Engelman; Michael De Luca (Produtor Executivo) / Elenco: Kate Hodge, Ken Foree, R.A. Mihailoff, William Butler, Viggo Mortensen, Joe Unger, Tom Everett, Miriam Byrd-Nethery, Jennifer Banko

 É incrível como um filme bom como “O Massacre da Serra Elétrica” conseguiu se estragar em níveis catastróficos e ainda por cima, conseguiu novamente e está enterrando tudo com uma pá de merda enorme a franquia. E isso é uma coisa muito triste na verdade quem mostra que tudo que é bom consegue piorar e muito ainda.

Nem preciso falar de como é maravilhoso o primeiro filme e jogamos louvores para essa obra máxima de Tobe Hoper e para todo o cinema em geral. A segunda parte no qual ele foi “forçado” a fazer por conta de um contratado e ele produziu até que um filme engraçado dentro da sua proposta louca e tem um misto de comédia e horror que consegue se integrar dentro daquele universo.  Mas a terceira parte é ruim! Nossa e é aquele ruim que te da uma raiva enorme. A terceira e quarta parte consegue te deixar nesse animo de raiva.

A terceira parte foi dirigida por Jeff Burr que já dirigiu um monte de filmes B e bem “trash’s” na verdade como “Pumpkinhead – O Retorno“, A série do “Mestre dos Brinquedos” e também um monte de outras obras bem descartáveis na verdade. Lembrando que esse filme conta com o Viggo Mortensen antes da sua fama com “O Senhor dos Anéis” e sua colaboração nas obras do David Cronemberg.

Os estúdios da Cannon que tinha os direitos sobre “O Massacre da Serra Elétrica” queriam porque queriam fazer uma nova produção sobre o “Leatherface” e assim, chegaram a conclusão que iriam fazer independente se Tobe Hopper iria participar ou não. E para isso eles colocaram uma nova família, um novo assassino e tudo novo. E ficou claro uma bosta!

Na história temos um casal de universitários da Califórnia que segue viagem de costa a costa pelos Estados Unidos. E assim eles se perdem da rodovia principal e desembocam numa estrada deserta do Texas, servindo perfeitamente à armadilha montada pela família maluca de Leatherface. E as atuações claro são horríveis como as mortes, a trama. Tudo mesmo.

Nem preciso dizer que o filme foi massacrado pela crítica e também pelos estúdios e demorou para sair depois uma outra sequencia da série “Massacre da Serra Elétrica” que também é outra montanha de bosta que é o filme “O Massacre Da Serra Elétrica: A Nova Geração“. Um verdadeiro desperdício de tempo e dinheiro.

Nota: 

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A Hora do Pesadelo 3 – Os Guerreiros dos Sonhos (1987)

1987 / EUA / 96 min / Direção: Chuck Russell / Roteiro: Wes Craven, Bruce Wagner, Frank Darabont, Chuck Russell / Produção: Robert Shaye; Sara Risher (Coprodutor); Niki Marvin, Steve Thompson (Produtores Associados); Wes Craven, Stephen Diener (Produtores Executivos) / Elenco: Heather Langenkamp, Craig Wasson, Patricia Arquette, Robert Englund, Ken Sagoes, Rodney Eastman

Acho que depois do primeiro filme, essa sequencia de “A Hora do Pesadelo” é uma das minhas favoritas. Ele consegue pegar muita coisa do primeiro filme e também  renovar várias coisas e deixar ao mesmo tempo um filme sério como também bem engraçadinho e também temos a volta de Heather Langenkamp a nossa querida Nancy, a “final girl” do primeiro filme.

Wes Craven não quis participar da segunda parte do filme por achar que séria  uma coisa bem ruim para a sua carreira e etc. Mas com o sucesso da segunda parte, ele mudou de ideia e se envolveu na terceira parte e também contribuiu para o roteiro e trouxe Patricia Arquette para a produção que da uma nova cara para a “final girl“. Principalmente porque aqui vemos que os sonhos podem ser mortais para o Freddy também.

Apesar de Craven participar dessa obra, vemos várias coisas que primeiro ele queria que acontecesse mas logo a “New Line” rejeitou várias ideias do diretor. Primeiro o roteiro iria mostrar Krueger matando as pessoas no mundo real, mas foi rejeitada e depois Nancy (Langenkamp) iria ter um final feliz mas novamente a produtora mudou isso e vemos ela morrendo na meia hora final do filme. Mas isso foi porque Frank Darabont e Chuck Russell que também trabalharam no roteiro, quis mudar isso.

O filme foi dirigido por Chuck Russell que faz sua estréia na direção. E depois iria dirigir outras produções como “A Bolha Assassina“, “O Máscara“, “A Filha da Luz” e “Escorpião Rei“. A direção de Russel é muito certa e também bem concentrada em mostrar outros personagens e você sentir uma empatia com eles. Já que o filme se passa num “hospício” e vemos os jovens sofrendo pelas ações de Freddy.  E também os efeitos estão sensacionais e as mortes cada vez mais criativas de Krueger só incrementa ainda mais a produção.

O filme como eu disse, começa focando em Nancy (Langenkamp), que foi uma das sobreviventes dos ataques de Freddy Krueger (Robert Englund). Agora é  uma psicóloga especialista em sonhos. E assim ela trata de alguns adolescentes em um sanatório, que são atacados por Krueger em seus sonhos. Para combatê-lo, Nancy ensina as crianças a usarem suas habilidades especiais no mundo dos sonhos. Contra-Atacando, Krueger sequestra uma das crianças e assim Nancy lidera uma busca para resgatá-lo.

Mas “Os Guerreiros dos Sonhos” é um dos filmes que mais gosta dessa franquia e também consegue ser uma produção diferente e também com uma temática fora do comum de quem está acostumado com os outros filmes desse mundo de Freddy. Pena que as outras produções vão se perder e muito e continuar na parte três invés de tentar uma coisa nova. Mas mesmo assim esse filme vale muito a pena assistir.

Nota: 5 Caveiras

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Motel Diabólico (1980)

1980 / EUA / 101 min / Direção: Kevin Connor / Roteiro: Robert Jaffe, Steven-Charles Jaffe / Produção: Robert Jaffe, Steven-Charles Jaffe, Austen Jewell (Produtor Associado), Herb Jaffe (Produtor Executivo) / Elenco: Rory Callhoun, Paul Linke, Nancy Parsons, Nina Axelrod, Wolfman Jack

A primeira vez que eu assisti ao “Motel Diabólico” pensei meu deus que coisa genial, mas ao mesmo tempo tão “trash“. Ele simplesmente consegue ser um misto daquelas comédias pastelonas da “National Lampoon” com os clássicos “slasher’s” como “Halloween” e também “O Massacre da Serra Elétrica“.

O legal dessa produção é como ele tem várias “sub-tramas” como um cara que tenta ministrar um motel, mas ao mesmo tempo tenta conseguir  uma esposa ou até uma irmã bem psicopata com rastros de “incesto“, umas coisas bem pesadas que na mão de outro diretor séria uma coisa chata, mas esse filme consegue ser uma coisa tão legal e atrapalhada que simplesmente você ignora essa “trama” mais pesada.

Kevin Connor dirigiu esse filme e ele invoca o que trabalhou em suas obras anteriores, como filmes mais temáticos e também com gênero de fantasia. E acho que isso foi o ponto alto da obra, principalmente pelo tom de conto de fadas que vemos como na plantação de cabeças. E uma Cinderela que descobre aquela plantação achei esse tom da obra simplesmente genial.

Mas afinal o que é o “Motel Diabólico”? Ele nasceu para ser um filme sério de terror, mas claro e como eu disse isso foi para o espaço! Porque realmente não ia ter espaço para uma coisa séria nessa obra. Mas acho incrível e depois um monte de obras vai seguir por esse caminho de misturar o terror com a comédia. Acho que isso também serviu para deixar menos sério filmes mais pesados que tem a temática como o canibalismo, psicopatas, desmembramentos e etc.

Voltando, acho que a maioria dos filmes dos anos 80 vai parodiar querendo ou não querendo as obras mais sérias dos anos 70. Como “Halloween“, “O Massacre da Serra Elétrica“, “Quadrilha de Sádicos” e até “Psicose” que é a referencia mais obvia também.

O “plot” principal, fala de dois fazendeiros, que é uma dupla de canibais que tem um jardim secreto onde eles colocam suas vítimas enterradas lá com apenas a cabeça de fora, deixando um saco para cobri-las, como se fosse uma plantação de cabeças. Vincent (Rory Calhoun ) e sua irmã Ida (Nancy Parsons) donos do motel falam para seus clientes que eles estão comendo carne defumada com um tempero especial. Mas o que deixa tudo mais irônico é quando tudo vai para as “caralhas” mesmo e vemos umas das cenas mais da hora dos anos, que é quando Vincent está correndo atrás de suas vítimas com uma serra elétrica com a máscara de um porco.

Acho “Motel Diabólico” um dos filmes mais genias e mais chatos que já assisti, amei a produção e também amei as cenas de gore. Mas toda essa influencia de vários filmes deixou a produção solta e sem nada original. Coisa diferente de outra produção de por exemplo “Armadilha para Turista” que apresenta esse mesmo contexto do pastelão com o terror, mas deixa tudo original dentro do seu contexto do terror.

Nota: 

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Dia dos Namorados Macabro (1981)

1981 / Canadá / 90 min / Direção: George Mihalka / Roteiro: Stephen A. Miller, John Beaird / Produção: John Durning, Andre Link, Stephen A. Miller, Lawrence Nesis (Produtor Executivo) / Elenco: Paul Kelman, Lori Hallier, Neil Affleck, Keith Knight, Alf Humphreys

Filmes de “slasher” estavam em alta no começo dos anos 80. Muito por causa do sucesso que foi “Sexta Feira 13” ao apresentar um assassino que mata em datas especificas, tem  um motivo qualquer e assassina em sua grande maioria jovens que estão a procura de sexo ou que foge do padrão imposto por uma sociedade conservadora. Enfim, vamos ter vários filmes desse gênero que vão tomar de assalto as produções dos anos 80.

Então muita coisa boa e também muita, mas muita coisa ruim vai sair dessa década perdida. Uma das coisas boas é o clássico “cult” “Dia dos Namorados Macabro” de 1981, que foi dirigido por George Mihalka que fez várias coisas para a televisão. A história do filme é da dupla Stephen A. Miller e John Beaird que também são responsáveis pelo péssimo “remake” de 2009 e também escreveram outro filme clássico de “slasher” dos anos 80, que na verdade saiu no mesmo ano que é o “Feliz Aniversário para Mim“.

Mas a verdade é que para chamar publico você sempre tem que mostrar mais e mais. Foi o que aconteceu com a franquia “Sexta Feira – 13” e também com outros clássicos como “A Hora do Pesadelo” por exemplo. Aqui nessa produção, vemos várias coisas nesse sentindo. Como assassinatos bem reais e com requinte de crueldade e também lembrando a cena clássica onde aparece um coração humano embrulhado numa caixão de bom-bom. Se hoje em dia assistir aquilo você fica com um certo incomodo imagina nos anos 80. Não é atoa também que esse filme tem 9 minutos de cenas cortadas por conta da censura.

A uma história de bastidores que a locação onde escolheram para gravar o filme era numa cidade do interior, ou melhor, tinha que ser numa cidade de interior. Então eles escolheram a cidade Sydney Mines no Canadá. E antes deles irem filmar, os habitantes do local ficaram tão felizes que resolveram dar uma mão para a produção e limparam a mina e também a deixaram mais clara. Então eles tiveram que mudar toda as datas da filmagem e começaram filmando debaixo da terra no caso a 2.700 metros de profundidade.

A história é bem simples na verdade e não apresenta um roteiro mais complexo se formos analisar como o “Sexta Feira – 13” por exemplo. Vinte anos após um “serial killer” aterrorizar uma pequena cidade no dia dos namorados, a delegacia de Valentine Bluff recebe um aviso: uma caixa de bombons com um coração humano. Esse é apenas o primeiro de uma série que chegarão para tirar o sono de todos da pacata localidade. E o principal “plot” é que o assassino quer que cancele o dia dos namorados na cidade. E mesmo apos o cancelamento é claro que os jovens decidem eles mesmo fazerem a festa deles. E assim o banho de sangue recomeça na cidade.

Como eu já tinha dito, o filme consegue apresentar cenas bem realista como o coração na caixa de bombons ou até o assassino que tem um ar todo nostálgico, com aquela mascara de minerador e a respiração no melhor estilo do “Darth Vader“. Que o deixa ainda mais sinistro. Mas claro que problemas na direção e até na atuação que o deixa bobo em  certas cenas e também cansativas, principalmente com o mistério chato a cerca do minerador e o motivo dos assassinatos acontecerem.

Nota: 

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Terror na Ópera (1987)

1987 / Itália / 107 min / Direção: Dario Argento / Roteiro: Dario Argento, Franco Ferrini / Produção: Dario Argento; Mario Cecchi Gori, Vittorio Cecchi Gori (Coprodutores); Ferdinando Caputo (Produtor Executivo) / Elenco: Cristina Marsillach, Ian Charleson, Urbano Barberini, Daria Nicolodi, Coralina Cataldi-Tassoni, Antonella Vitale

Foi na resenha de “Suspiria” que publiquei aqui no “Terror Mania” que falei sobre os filmes do Dario Argento e como tenho todo um carinho especial por eles e também como eles me “salvaram” de uma “bad” horrível que tive em 2011. Mas um dos filmes dele que demorei bastante para assistir foi “Terror na Ópera“. E que filme! Que filme..

Depois de Mario Bava, Argento é o que mais soube lidar com o “giallo” de uma forma espetacular e também artística, seus roteiros são muito bem elaborados e também ele consegue ter uma imaginação tanto com atores como com o cenário que deve ser espetacular ver o seu processo de criação. “Terror na Ópera” é um bom exemplo disso, primeiro porque ele consegue transformar todo cenário num suspense só. Então como ele é usa espaços fechados, tudo vira um esconderijo para o assassino e as cenas de suspense são maravilhosas.

Apesar de ser um dos melhores trabalhos de Dario Argento, sua produção foi bem difícil. Primeiro porque ele não conseguia chegar num consenso com a atriz Cristina Marsillach que faz a atriz principal. Depois a produção do filme teve problemas legais com os animais no filme. Então em uma cena onde corvos ataca uma pessoa, foram usados corvos selvagens e gerou um problema já que teve 140 corvos e apenas 60 foram recuperados. Depois disso na Alemanha o “Terror na Ópera” foi censurado e lançado direto para VHS.

Mas como eu disse Dario Argento é um excelente diretor e conseguiu trabalhar muito bem com todo os problemas com a sua produção. Ele é um dos filmes mais bem vistos do diretor e também um dos mais elogiados. Fora a bilheteria que foi muito bem.

O filme fala de uma maldição que paira sobre a montagem da ópera ‘Macbeth‘, em Milão. Assim coisas estranhas acontecem como corvos que aparecem degolados, operários que são assassinados e holofotes caem na platéia. Isso tudo serve para reforçar a crença de que a peça estaria sendo mal assombrada. Então a soprana da peça Betty (Marsillach) recebe a oportunidade de substituir a atriz principal, mas isso tem um preço já que ela começa a ser o principal alvo das maldições.

Como eu disse esse é um dos melhores filmes de Dario Argento. Apesar de claro ter outros muito melhores como “Tenebre“, “Suspiria“, “Phenonema” e “Prelúdio para Matar“. Mas ainda assim é um excelente filme e um show de direção de Dario Argento que quando você assiste um filme dele, você não consegue parar até assistir a sua filmografia toda. É uma verdadeira aula de direção e roteiro. Fora a produção que é um espetáculo. A “Versátil” lançou o filme no bom “A Arte de Dario Argento“. É uma obra que vale muito a pena ter e guardar para sempre.

Nota: 5 Caveiras

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Psicose (1960)

1960 / EUA / P&B / 109 min / Direção: Alfred Hitchcock / Roteiro: Joseph Stefano (baseado na obra de Robert Bloch) / Produção: Alfred Hitchcock (não creditado) / Elenco: Anthony Perkins, Janet Leigh, Vera Miles, John Gavin, Martin Balsam, John McIntire

Bom finalmente chegamos na parte das resenhas do Terror Mania em que os clássicos imperam. A minha ideia de criar esse blog para escrever sobre filme de terror e etc. Foi de resenhar a maioria dos filmes possíveis de cada década, países, subgêneros e por ai vai. Assim eu vi muitos filmes de terror ao longo desse 1 ano e meio de blog. Mas confesso que nenhum supera esse marco do cinema mundial que é “Psicose“.

Acho que já escrevi em alguma resenha que cursei cinema por um tempo e é incrível como esse filme é usado em aulas teóricas. Desde discussão de roteiro, som, edição até história do cinema mesmo por que psicose é um filme muito transcendente para a sua época. Uma curiosidade é que Hitchcock colocava um aviso para as pessoas não entrarem no cinema depois de começar a sessão para não perderem o impacto da obra.

Lembro quando vi “Psicose” quando estava no primeiro ano do ensino médio e fiquei maluco com o filme, simplesmente fantástico e depois de 57 anos do seu lançamento ele ainda continua uma obra atual e consegue surpreender seu publico. Principalmente pela estrutura do roteiro que é simplesmente incrível. Lá vem o “spoiler“! A protagonista é morta no meio do filme. Por essa forma de pensar, a produção teve que ser quase independente por conta que nenhuma estúdio que produzir um filme assim, achando que ia ser um fracasso. Mas temos um gênio por trás desse filme.

Hitchcock comprou a história de Robert Bloch por uma bagatela de 11 mil dólares e entregou para Joseph Stefano roteirizá-lo, ele já tinha experiência em roteiros com uma pegada mais macabra. Principalmente porque a história do assassino é levemente baseada em Ed Gein. Então você vê também mais um motivo do medo das distribuidoras. Mas só a Paramount foi a única que se interessou depois de um tempo em apenas distribuir o filme e assim a produção custou 800 mil dólares e faturou 60 milhões na sua bilheteria total.

Tudo começa quando Marion Crane (Janet Leigh) rouba 40 mil dólares da imobiliária onde trabalha para se casar e começar uma nova vida. Durante a fuga, ela enfrenta uma forte tempestade, erra o caminho e chega em um velho hotel. O estabelecimento é administrado por um sujeito atencioso chamado Norman Bates (Anthony Perkins), assim coisas estranhas começam acontecer, principalmente pelo comportamento de Bates. Sabemos que ele ama sua mãe e o tempo todo vemos a mãe sem saber se é ela ou o que ela faz.

O filme foi um sucesso que no ano seguinte do Oscar em 1961 o filme foi indicado para melhor direção, melhor atriz coadjuvante, fotografia e direção de arte. Até hoje “Psicose” é um sucesso, por mais que você não tenha assistido ao filme, a trilha sonora do Bernard Herrmann já compõe um cenário excelente de suspense e a cena da banheira vem a tona na sua cabeça. Acho que é assim que se forma clássicos, quando tem um forte apelo cultural e extrapola a tela do cinema e entra de vez na cultura POP e assim é Alfred Hitchcock.

Nota: 5 Caveiras

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A Hora do Pesadelo Parte 2: A Vingança de Freddy (1985)

1987 / EUA / 87 min / Direção: Jack Sholder / Roteiro: David Chaskin / Produção: Robert Shaye, Sara Risher (Coprodutora), Stephen Diener e Stanley Dudelson (Produtores Executivos) / Elenco: Mark Patton, Kim Myers, Robert Rusler, Clu Gulager, Hope Langer, Marshall Bell, Robert Englund

O primeiro filme de “A Hora do Pesadelo” foi um estouro, tanto de crítica como também de bilheteria. Fora que lançou uma das maiores figuras icônicas do cinema que é o Freddy Krueguer. Toda a história de um assassino que mata através dos sonhos é simplesmente incrível! Wes Craven foi simplesmente genial em criar um personagem igual ao Freddy.

Mas uma coisa que acontece principalmente no cinema de terror é que tudo que é bom tem que ter mais e mais continuações. E assim como “Sexta Feira 13“, suas continuações foram cada vez mais e mais se distanciando do original e simplesmente o Freddy Krueguer virou uma figura cômica e seus filmes ficou uma palhaçada sem tamanho.

A parte 2 do filme é aquele típico filme que sai depois de um grande sucesso, ou no caso foi que a primeira parte foi um grande sucesso e as pessoas não sabiam como reagir com esse filme. Então ocorreu que Wes Craven o organizador da porra toda, ficou bravo ao ver que mudaram toda história do Freddy e ver que ele manipula as pessoas além da realidade dos sonhos.  A segunda parte tem toda uma história relacionado com homossexualismo e também umas taras estranhas como o “bondage“.

O primeiro filme tem um lance mais underground por ser uma produção barata e feita com o que dava. Mas a segunda parte rendeu um bom dinheiro aos estúdios, um lucro de aproximadamente 29,9 milhões. Nessa segunda parte, temos um Freedy mais sombrio na verdade. Ele mal aparece nas filmagens, vemos ele mais pelas sombras e também o filme é mais gore na verdade.

A história começa quando a família Walsh se muda para Elm Street. Logo Jesse (Mark Patton) passa a ter horríveis pesadelos com o assassino. Lisa (Kim Myers), sua namorada, investiga e descobre o passado da casa. Entretanto, Freddy já está de posse do corpo de Jesse e o obriga a cometer assassinatos contra sua família e amigos. Apesar de tentar ter essa virada na história e no roteiro, ela é bem fraca e não consegue se sustentar. Principalmente porque depois tudo muda nos outros filmes.

Mas tirando eu acho que a terceira parte que é “A Hora do Pesadelo 3 – Os Guerreiros dos Sonhos” que muda novamente a história no sentido de você poder combater o Freddy já que você está sonhando. Vemos que não tem uma ligação entre os filmes. Coisa que é diferente por exemplo em “Sexta Feira 13” onde sempre vemos que Jason acordou e faz referencias as produções passadas. Mas mesmo assim é divertido assistir um filme como esse e ver a importância de Freddy Krueguer no cinema de horror e também na cultura POP.

Nota: 

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