Scanners – Sua Mente Pode Destruir (1981)

1981 / Canadá / 103 min / Direção: David Cronenberg / Roteiro: David Cronenberg / Produção: Claude Héroux, Pierre David e Victor Solnicki (Produtores Executivos) / Elenco: Jennifer O’Neill, Stephe Lack, Patrick McGoohan, Lawrence Dane, Michael Ironside

Acho que um dos maiores fenômenos dos anos 80 que conquistou o cinema, principalmente de terror e também nos efeitos especiais é David Cronenberg. Ele é um dos expoentes da produção de horror canadense, muitos dizem que é um dos primeiros diretores a criar um verdadeiro filme de horror naquelas terras geladas. Uma das suas principais características dentro desse cinema é o famoso “body horror“, onde vemos o corpo humano como principal inimigo em seus filmes.

O legal é como suas produções flertam muito com a ficção cientifica e diz muito com a ciência como uma coisa que vai matar o ser humano. Exemplo vemos em filmes como “A Mosca“, “Gêmeos – Mórbida Semelhança“, “Videodrome” ou “EXistenZ“. É legal como ele faz esse paralelo principalmente agora nos anos 2010 ao vermos filmes mais cabeças como “Mapa para as Estrelas” ou  até “Um Método Perigoso” onde a psicologia entra como uma arma no formato de horror.

Mas dentro desse formato de filmes do Cronenberg, acho que “A Mosca” e o próprio “Scanners” é um dos meus favoritos. Adoro como ele consegue trabalhar com o roteiro e mesclar com algo que ele está acostumado e manda muito bem que é os efeitos especiais. E de longe esses dois filmes são os melhores.  A cena do começo desse filme, onde a cabeça de um homem explode é simplesmente genial e entrou de vez para a história do cinema.

O diretor diz que um dos piores filmes que ele já fez com certeza foi esse. Principalmente que fazer filmes no Canadá naquela época era para quem estava a fim mesmo. Então ele fez tudo na cara e na coragem. Como eles não tinham um orçamento grande e tempos de filmagem gasta que é um horror. A equipe de filmagem teve que começar a rodar a pré-produção, antes mesmo do roteiro estar terminado. Então de manha e a noite eles faziam a produção e filmagens e de madrugada David Cronenberg teve que fazer o roteiro.

A história conta sobre uma série de crianças que nasceram como uma experiência em laboratório, onde são conhecidas como  “Scanners”. Elas são pessoas com grandes poderes telecinéticos, capazes de matar com a força de suas mentes. Darryl Revok (Michael Ironside) é o mais poderoso de todos os Scanners, e está à frente do movimento deles de dominar o mundo. O doutor Paul Ruth (Patrick McGoohan) consegue encontrar um Scanner que Revok ainda não encontrou. Ele converte ele para a sua causa, para destruir o movimento dos Scanners. Gosto muito desse filme porque mostra também habilidade do diretor de mesclar histórias tanto da ficção cientifica como também do horror.

O maquiador Dick Smith que foi o responsável pela maquiagem de “O Exorcista” forneceu para Cronenberg os moldes e efeitos para ele fazer a maquiagem. Fora que também “Scanners” entrou para a cultura POP e influenciou vários filmes e séries como também “Stranger Things“. Com certeza  um dos meus preferidos do gênero de terror como também do cinema em geral. Um verdadeiro clássico e mostra toda a competência desse grande diretor que é David Cronenberg.

Nota: 

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Eles Vivem (1988)

1988 / EUA / 94 min / Direção: John Carpenter/ Roteiro: John Carpenter, Ray Nelson/ Produção: Larry J. Franco / Elenco: Roddy Piper, Keith David, Meg Foster, George ‘Buck’ Flower, Peter Jason, Raymond St. Jacques, Jason Robards III, Sy Richardson, Norman Alden, Dana Bratton

Acho que não tem um filme mais político do que “Eles Vivem” de John Carpenter. Essa é aquela produção que é pouca conhecida do diretor, mas quem assiste se apaixona na hora! Quando fui assistir a esse filme, sabia da existência dele por sua tamanha influencia na “Cultura POP” por conta daqueles alienígenas vinculados a propaganda.

Mas quando você assiste a essa produção, sua cabeça explode de tantas informações e também de tantas coisas que não pegamos por conta da produção frenética do filme. Apesar do seu começo ter um ritmo bem lento e aos poucos vai acelerando, para um final até que forçado, mas mesmo assim “homérico“. O filme da jus aquelas produções dos anos 50 que fala da invasão alienígena e claro fazendo uma clara referencia aos “comunistas“. Mas parece que aqui Carpenter inverteu os papeis e fala sim da invasão do “capitalismo” dentro da sociedade americana.

A história do filme vem de uma revista que chama ” The Magazine of Fantasy and Science Fiction” onde o autor Ray Nelson fez uma história no “hype” de “Invasores de Corpos” onde a raça humana é controlada por aliens e assim Carpenter reeditou a história e colocou uns elementos mais contemporâneos a história. Mesmo o filme sendo dos anos 80, ele continua atual e conversa e muito com um monte de geração, principalmente essa mais nova o tal de “milleniuns“.

Como a produção foi de muito baixo orçamento John Carpenter não tinha dinheiro para bons atores, então ele chamou o lutador da “WWERoddy Piper, que com certeza conseguiu um resultado bem interessante, independente da sua limitação artística. Outro ator que contracenou com Roddy foi Keith David que já tinha trabalho com o diretor em “O Enigma do Outro Mundo” e alias foi um par perfeito entre os dois.

A história aborda a vida de John Nada (Piper) que é um trabalhador braçal que chega a Los Angeles e encontra trabalho numa fábrica. Durante uma inusitada operação repressiva, a polícia destrói um quarteirão inteiro do bairro miserável em que vive. Na confusão Nada encontra óculos, porém ao usá-los consegue enxergar horrendas criaturas alienígenas disfarçadas de seres humanos, bem como as mensagens subliminares que elas transmitem através da mídia em geral. Nada percebe que os invasores já estão controlando o planeta e, juntamente com seu companheiro de trabalho Frank (David), decide se engajar no movimento de resistência, que é perseguido como subversivo pela polícia.

“Eles Vivem” é como falei no começo da resenha você começa não sabendo se ele é bom ou não, mas depois vai amando ao ponto de simplesmente adorá-lo por toda a sua existência. Principalmente pelo seu alto grau político e também pelas atuações que são boas e os efeitos especiais que são muito bem realizados. E também uma outra grande obra de Carpenter. Que com certeza é o mestre do macabro.

Nota: 

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A Mosca da Cabeça Branca (1958)

1958 / EUA / 94 min / Direção: Kurt Neumann / Roteiro: James Clavell, George Lagelaan (história) / Produção: Kurt Neumann, Robert L. Lippert (não creditado) / Elenco: Vincent Price, Al Hedison, Patricia Owens, Herbert Marshall

Eu lembro pelo ano de 2008 tinha um canal que pegava aqui no interior de São Paulo que tinha um monte de programação da hora e uma delas era o “DarkSide” que era uma espécie de “Cine Band Trash” só que começava umas onze horas da noite e ia até as seis da manha, eu lembro que nessa época fazia faculdade, então era um prato cheio.

Muito do que gravamos no “Locadora do Trash” se deve a muito a esse espirito do canal de passar produções de vários lugares do mundo voltado ao terror. Então eu vi quase a coleção completa do “Hammer House of Horror” e além daqueles filmes B de horror dos anos 50. Uma dessas produções foi “A Mosca da Cabeça Branca“, eu sabia que “A Mosca” do David Cronemberg era um “remake”. Mas quando finalmente assisti o original, deu para perceber uma coisa. Como David Cronemberg é um puta de um diretor.

O filme original de 1958, foi um sucesso rendendo uma trilogia sobre “A Mosca”. Que com tudo fez ela não só virar um filmaço de ficção cientifica, como também um baita de um filme de horror com umas pitada de tragédia. Já que o filme é um drama sem fim e também o que enriquece e muito a sua obra. Ele foi dirigido por Kurt Neumann que nos anos 50 fez vários filmes do “Tarzan” e alguns de ficção cientifica como “Da Terra a Lua“.

A produção  do filme foi muito barata também o que rendeu um lucro muito alto para a “20th Century Fox “que no caso gastou 495 mil e rendeu 3 milhões de dólares para a distribuidora. Muito do que eles usam no filme para ilustrar o laboratório do Andre Delambre (David Hedison) veio de materiais descartáveis do exercito. Isso é um bom exemplo de como grande produções não trazem bons filmes ou bons lucros as vezes. Apesar de ser um filme categoricamente “B”, ele consegue ser uma excelente produção tanto com os atores que dão um show a parte lembrando que o Vincent Price aparece no filme e também destaque para a atriz Patricia Owens que faz a esposa do Andre e que é uma atuação a parte.

A história é baseada no livro de George Langelaan que leva o mesmo titulo dessa produção “A Mosca”. Mas o filme fala de um cientista que sofre um terrível acidente quando tenta usar uma máquina de teletransporte. Mas na hora que a invenção começa a funcionar, acidentalmente entra uma mosca. No qual o cientista funde seu DNA com a mosca e logo ele sofre uma mutação.

Eu acho “A Mosca da Cabeça Branca” um baita de um filme e também um dos melhores dessa década de 50, onde os filmes de horror finalmente vão ser de horror. A produção é simplesmente genial, o diretor Kurt Neumann soube trabalhar bem com todos os aspectos desde os atores que sabem ser pontual sobre atuação e etc. Uma verdadeira obra prima que tanto o “remake” como original são obras fantásticas.

Nota: 

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Aliens – O Resgate (1986)

1986 / EUA, Reino Unido / 137 min / Direção: James Cameron / Roteiro: James Cameron / Produção: Gale Anne Hurd, Gordon Carrol, David Giler e Walter Hill (Produtores Executivos) / Elenco: Sigourney Weaver, Carrie Henn, Michael Biehn, Paul Reiser, Lance Henriksen, Bill Paxton, Jenette Goldstein

Acho que não existe coisa mais da hora na história do cinema do que “Alien“. Mas ao mesmo tempo que ela é amada ela também é odiada, não pelos seus primeiros filmes e sim por toda a sua a mitologia e principalmente o que fizeram depois do terceiro filme que foi uma bosta total.

Eu escrevi aqui no Terror Mania, sobre o primeiro filme de 1979 que é um clássico na história não só do cinema como da cultura POP e etc. O filme de Ridley Scott é uma coisa única e também um dos meus filmes preferidos não só porque mescla com o horror como também pela ficção cientifica que levou esse gênero para outro patamar junto com o cinema de fantasia também.

Bom, mas falar dessa sequencia é praticamente falar de uma franquia que conseguiu se renovar e bastante. E como ele conseguiu também passar para outros gêneros. Esse filme foi dirigido pelo James Cameron e vemos uma pegada bem mais de ação. Coisa que no terceiro que foi dirigido pelo David Fincher vemos um drama um pouco mais desenvolvido que nos outros filmes ao retratar a vida da Ripley (Sigourney Weaver).

James Cameron é um cara que não precisa de apresentações. Ele só fez os filmes mais fodas da história como “O Exterminador“, “True Lies” e querendo ou não “Titanic“, apesar de eu odiar esse filme. Mas enfim ele é um cara muito versátil e também um entusiasta com a tecnologia no cinema. “Avatar” que eu diga. Mas o filme foi um dos mais rentáveis também da franquia onde gastou 18,5 milhões e faturou 131 milhões.

Se no primeiro filme temos um “Alien” só aqui temos vários, na verdade uma colônia. A história se passa cinqüenta e sete anos, apos a tenente Ellen Ripley (Weaver), que foi a única sobrevivente da tragédia espacial, descobre que o local onde tudo ocorreu com sua nave foi colonizado por humanos. Inicialmente relutante, ela aceita retornar para enfrentar seu pior pesadelo e tentar salvar as setenta famílias que lá habitam.

Simplesmente adoro o filme e também como ele consegue envolver um monte de gêneros e também a ação que o filme envolve é simplesmente foda! A Sigourney Weaver está simplesmente incrível numa atuação única. Não é atoa também que ela foi indicada ao “Oscar” a esse filme e também ao “Globo de Ouro“. Um baita filme que merece ser assistido e revisto um monte de vezes e definitivamente esquecer os outros filmes da franquia Alien. Porque sinceramente ninguém merece.

Nota: 

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A Fúria das Feras Atômicas (1976)

1976 / EUA / 88 min / Direção: Bert I. Gordon / Roteiro: Bert I. Gordon (baseado na obra de H.G. Wells) / Produção: Bert I. Gordon, Samuel Z. Arkoff (Produtor Executivo) / Elenco: Marjoe Gortner, Pamela Franklin, Ralph Meeker, Jon Cypher, Ida Lupino, John McLiam

Se tem um coisa que gosto na Netflix são seus tesouros perdidos, ou melhor, adicionados. Tem muito coisa que entra em catalogo mas é simplesmente ignorado. E isso poderia render também um bom tema no “Night of Living Trettel“. Mas um desses filmes foi um daqueles filmes de ficção cientifica misturado com horror que é cheio nos anos 70 como “O Império das Formigas“, “Westworld” ou até “Fuga do Século 23“.

Adoro quando a ficção cientifica mescla com o horror e lança essas perolas do cinema.  Ainda mais que “A Fúria das Feras Atômicas” é baseado na obra de H.G. Wells que escreveu “O Homem Invisível” , “A Ilha do Dr. Moreau” e sua principal obra que é “Guerra dos Mundos“. No livro se fala não só de animais como também de homens que ficam gigantesco e como o livro foi escrito em 1904, era uma crítica ou melhor uma sátira ao medo da tecnologia que estava começando a tomar forma na Europa principalmente.

O filme foi dirigido por  Bert I. Gordon que fez vários filmes B com essa temática de ataque de monstros e etc. Acho legal o trabalho dele que evoca esse terror mais “inocente” dos anos 50, já que nos anos 70 vamos ter filmes como “Halloween“, “O Exorcista“, “O Massacre da Serra Elétrica“, filmes com uma temática mais pesada, aqui temos um terror que é bem mais inocente que brinca e muito com a ciência.

American International Pictures” produziu e distribuiu  o filme. Ela é a mesma produtora que fez quase todos os filmes do Roger Corman e também produziu uma centena de filmes com essa mesma pegada. Apesar de ser um filme independente ele conseguiu um bom resultado na bilheteria nos anos 70, chegando a casa de 1 milhão. Em 2015 ele ganhou uma versão restaurada e junto com ele veio outro filme também bem “trash” e com uma pegada bem “eco-horror” que é “A Invasão das Rãs“, que por acaso também estava no catalogo da Netflix.

A história na verdade é bem simples. Numa ilha da costa do Canadá, o integrante de um grupo é encontrado com o rosto deformado. Uma nova forma de vida está surgindo, horrível e gigantesca. É bem isso mesmo, mas o que destaco nesse filme é a luta com as feras. No caso os ratos que são organizados e atacam os humanos que ficam escondidos numa cabana e a luta com uma galinha que também é sensacional.

A Fúria das Feras Atômicas é aquele típico filme que você assiste uma vez e logo deleta da cabeça porque apesar de ser legal, os atores não colaboram e também o roteiro é para lá de estranho. Mas é legal para ver como uma curiosidade e também como uma obra adaptada de H.G. Wells.

Nota: 

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Prova Final (1998)

1998 / EUA / 104 min / Direção: Robert Rodriguez / Roteiro: Kevin Williamson; David Wetcher, Bruce Kimmel (história) / Produção: Elizabeth Avellan, Robert Rodriguez (não creditado); Tamara Smith-Zimmerman (Produtora Associada); Bob Weinstein, Harvey Weinstein (Produtores Executivos) / Elenco: Jordana Brewster, Clea DuVall, Laura Harris, Josh Hartnet, Shawn Hatosy, Salma Hayek, Famke Janssen, Piper Laurie, Elijah Wood, Robert Patrick

Se tem um filme que tem a cara dos anos 90 são os terrorteen” como “Pânico“, “Eu Sei Que Vocês Fizeram no Verão Passado” e claro esse que vou abordar que é “Prova Final” do diretor Robert Rodriguez. Eu lembro quando aluguei o VHS do nada e foi uma surpresa muito boa em assistir a esse filme.

Mas se tem uma coisa que adoro nesse filme é como esse clima adolescente se mistura com a ficção cientifica e também como todo o clima é construído, o filme lembra muito também “Invasores de Corpos” então temos aquela aura de tensão de teoria da conspiração e não saber bem quem é amigo ou alienígena. O diretor Robert Rodriguez que dirigiu produções como “El Mariachi“, “Um Drink no Inferno” e agora esse filme soube conduzir uma história divertida.

O filme foi escrito por Kevin Williamson que escreveu os principais filmes de terror dos anos 90 como os já citados “Pânico” e “Eu Sei Que Vocês Fizeram no Verão Passado“. Então ele traz esse espírito para esse filme o que deu certo já que o filme custou 15 milhões e faturou 40 milhões ao todo. A crítica também gostou do filme, acho que muito se deve ao “hype” de filmes de ficção como “Independence Day” que tinha estreado um ano antes e claro “Arquivo X” que deixava tudo mais “cool” com esse clima mais temperado de invasão e etc.

Recentemente eu assisti o filme para escrever  a resenha e digo que ele ainda continua bom com algumas ressalvas é claro e também pela forma como o próprio anos 90 era “feito“.  Mas acho que a presença de atores como Elijah Wood conseguiu deixar o filme mais suave e também mais interessante e menos chato. Gosto muito desse clima “Clube dos Cinco“, acho que isso foi um grande diferencial para o filme.

A história começa num escola na cidade de Ohio, onde os professores começam a agir estranhamente. Assim dois estudantes testemunham dois professores matando a enfermeira do colégio, mas logo a vítima aparece viva e eles logo concluem que algum alienígena está se apossando do corpos. Assim, o medo toma conta deles e de seus amigos, pois qualquer um pode ser dominado por este ser que ninguém sabe de onde veio, mas parece ter um objetivo definido: possuir todos os terrestres que surjam na sua frente. Então tem essa influencia de filmes B de ficção dos anos 50.

Apesar de tudo, digo que “Prova Final” está longe de ser um dos meus filmes favoritos dos anos 90, mas mesmo assim ele é muito legal e também bem construído. De muitas formas, gosto muito de cada detalhe que vai dos atores, roteiro, direção e etc. Ele comete alguns pecados principalmente na parte final. Mas mesmo assim é um excelente filme que vale ou ela curiosidade ou para ver como tudo era nos anos 90.

Nota: 

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Corrida da Morte – Ano 2000 (1975)

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1975 / EUA / 80 min / Direção: Paul Bartel / Roteiro: Robert Thom, Charles Griffith/ Produção: Roger Corman, Jim Weatherill/ Elenco: David Carradine, Simone Griffeth, Sylvester Stallone, Sandy McCallum, Louisa Moritz, Don Steele

Adoro filmes de ficção cientifica com futuros diatópicos e gosto principalmente quando envolve uma trama “ Panis et circencis“, no qual o povo se ferra, mas é iludido com entretenimento barato. É assim em filmes como “O Sobrevivente” com Arnold Schwarzenegger, até “ Rollerball – Os Gladiadores do Futuro” que saiu no mesmo ano que “Corrida da Morte“.

Mas “Corrida da Morte – Ano 2000“, é aquele típico filme que você ouve falar em referencias, mas você pensa: “um dia eu assisto!“. Esse dia chegou e nossa que filme mediano, mas ao mesmo tempo divertido. Ele não levanta nenhuma crítica séria na verdade como os problemas sociais e etc. E sim uma crítica a televisão e a violência gratuita, esses pontos é legal do jeito que é abordado, principalmente na trama quando para você vencer, não basta só ser o mais rápido, você tem que matar pessoas durante o seu percurso.  Então vale de tudo, até matar crianças, idosos, padres e pessoas da própria corrida. Uma verdadeira barbárie, mas isso não é abordado de forma séria e sim de um forma até boçal. Talvez seja essa a proposta do filme, banalizar a violência.

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Não é atoa que esse filme influenciou um dos jogos mais polêmicos e violentos de todos os tempo que é “Carmageddon“, onde a proposta do jogo é a mesma do filme, não basta você só vencer a corrida, você tem que matar mais pessoas. Roger Corman queria fazer um filme de ficção futurista para aproveitar a publicidade de “Rollerball“, então ele viu um livro do escritor Ib Melchior que é roteirista de vários filmes de ficção dos anos 50 como “Viagem ao Planeta Proibido“, “Monstro do Planeta Perdido” e “O Planeta dos Vampiros“. Corman contratou então Robert Thorn para adaptar o livro e chamou Paul Bartel para dirigi-lo, conta que o roteiro estava horrível então Charles B. Griffith o reescreveu. Na verdade isso é uma coisa muito comum no cinema em geral, esse troca- troca de atores, diretores, roteiristas e etc. Mas enfim outra curiosidade é que Corman queria Peter Fonda para fazer o papel principal, mas como o ator estava ocupado chamaram David Carradine que na época fazia o sucesso da TV, a série “Kung Fu“.

A história se passa nos Estados Unidos do futuro, regidos por um governo totalitário e fascista, o esporte nacional é uma corrida de carros no qual um dos quesitos mais importantes para apontar o vencedor é o número de pessoas que cada piloto conseguiu atropelar pelo caminho. O grande herói desse esporte é Frankenstein (Carradine), um piloto supostamente reconstruído ciberneticamente após sucessivos desastres automobilísticos. Enquanto pilota velozmente numa nova edição da corrida, Frankenstein precisa ficar de olho não apenas nos seus violentos rivais, mas também nos frequentes atentados provocados por um grupo rebelde que quer derrubar o governo sabotando seu esporte oficial.

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o filme ainda conta com Simone Griffeth, Sylvester Stallone, Mary Woronov, Roberta Collins, Martin Kove, Louisa Moritz e Don Steele. É legal ver esse tipo de filme e analisar com a nossa sociedade atual, principalmente com a banalização da violência, onde tudo gira em torno da televisão e também da audiência e esquecemos os problemas do dia-a-dia, por exemplo. Apesar de não ser um grande filme de ficção, tem seu mérito por ser divertido pelos absurdos e também pela produção de Roger Corman, um filme legalzinho que vale a pena assistir se não estiver fazendo nada.

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Nota: 

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