Lobo (1994)

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1994 / EUA / 125 min / Direção: Mike Nichols / Roteiro: Jim Harrison, Wesley Strick / Produção: Douglas Wick; Jim Harrison, Michele Imperato (Produtor Associado); Robert Greenhurt, Neil A. Machlis (Produtores Executivos) / Elenco: Jack Nicholson, Michelle Pfeiffer, James Spader, Kate Nelligan, Richard Jenkins, Christopher Plummer

Sabe aqueles filmes que você fala: “Porque caralhas demorei tanto para assistir?” foi essa a reação quando acabei de assistir “Lobo” do diretor Mike Nichols que conta com o Jack Nicholson no elenco, simplesmente espetacular. Simplesmente ignorei esse filme a vida toda praticamente e graça a “Netflix” que colocou no catálogo pude acabar com essa vergonha minha.

O filme é dirigido pelo Mike Nichols, uma lenda no cinema e também que formou a cara da “nova Hollywood“, é só conferir a filmografia dele para você ver que baita diretor ele é! Dirigindo um dos meus filmes favoritos de todos os tempos o genial “A Primeira Noite de um Homem” e fazendo seu filme de estréia com uma das pessoas mais grandiosas do cinema que é a Elizabeth Taylor ele adaptou o romance teatral “Quem tem Medo de Virgínia Wolf“. Simplesmente espetacular, um diretor muito ativo, que infelizmente faleceu em 2014.

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Gostei muito desse filme que conta com um elenco simplesmente “foda” como o próprio Jack Nicholson que é uma lenda viva do cinema, fez dezenas de produções espetaculares e trabalhou com diretores fenomenais como Stanley Kubrick e Michelangelo Antonioni. Ele da o verdadeiro “tom” no filme, a produção e roteiro lembra bem o filme “Lobisomem” de 1941 como a própria maquiagem que lembrando que o responsável por isso é o Rick Baker que trabalhou em filmes de terror como “O Lobisomem Americano em Londres“, “Gritos de Horror” e o próprio “Videodrome” de 1983, onde a maquiagem e efeitos são os principais destaques na obra.

Fora também que o filme conta com a participação da Michelle Pfeiffer e do James Spader e incrível participação do Christopher Plummer, que nossa é um ator para se louvar de pé. Mas tirando os atores, gostei muito do filme. Principalmente essas histórias que usam elementos do terror para contar sobre um determinado gênero. Esse drama que o filme aborda, não foi muito aceito pelos críticos, principalmente que seu lançamento demorou oito meses, já que o final do filme não foi de grande agrado do público. Acho isso uma besteira, gostei do seu final, apesar de né? Dar aquela forçada de barra. Lembrando também que o Ennio Morricone fez a trilha sonora do filme, o que valeu uma indicação no Grammy de melhor trilha sonora.

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A história começa com Will Randall (Nicholson) que vindo de Vermont tarde da noite, atropela um lobo. Quando ele sai do carro para ver se o animal morreu, acaba sendo mordido. Assim ele começa a se transformar em um lobo. Paralelamente sua vida particular e profissional é afetada, pois é traído por sua mulher e está prestes a ser despedido. Além disto Laura Alden (Pfeiffer), filha de Raymond Alden (Plummer), futuro comprador da editora; se apaixona por Randall, sem imaginar que o homem que ela ama está se transformando em uma fera capaz de atos animalescos. Essa sinopse não traz todo o glamour do filme como as cenas de ação com Nicholson virando lobisomem e mostrando os atos que isso carrega, o que acho mais legal quando falamos dessas feras.

Tenho muito que agradecer a “Netflix” por ter colocado o filme em catalogo e também por eu ter corrigido esse erro de não ter visto essa produção com tantos atores que eu gosto e um diretor que admiro muito. Um excelente filme de terror, ou melhor, usa os elementos do terror para embalar o enredo e tem uma maquiagem perfeita. Simplesmente genial o que vale assistir sempre que puder.

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Nota: 

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O Lobisomem (1941)

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1941 / EUA / P&B / 70 min / Direção: Geroge Waggner / Roteiro: Curt Siodmak / Produção: George Waggner; Jack. J. Gross (Produtor Executivo – não creditado) / Elenco:Lon Chaney Jr., Claude Rains, Warren William, Evelyn Ankers

Confesso que “O Lobisomem” é o filme que menos gosto da linha clássica da Universal.  Acho a história muito batida e pouco trabalhada, além claro da história passar numa velocidade em que você não consegue sentir uma empatia por nada. Diferente por exemplo de “Frankenstein” onde a história também é rápida, mas conseguimos ter uma empatia pelos personagens e seus sofrimentos.

O filme saiu  em 1941 e foi escrito por Curt Siodmak, que escreveu vários roteiros para o genro de horror e ficção, além de ser produzido e dirigido por George Waggner. O filme se baseia na lenda clássica do Lobisomem. E uma curiosidade é que essa foi a segunda vez que um Lobisomem é usado em filmes, seis anos antes saiu pela Universal Studios mesmo  “Werewolf of London.” Mas muita coisa que saiu nessa produção de 1941, foi a regra básica para criar a mitologia do lobisomem nos cinemas, como a bala de prata, a lua cheia, a mordida como uma forma de transformação. E claro o lance da maldição que bem trabalhado vira uma coisa muito, mais muito bem feito. Caso é um dos meus filmes favoritos que é “O Lobisomem Americano em Londres” do John Landis.

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A história é focada em Larry Talbot (Lon Chaney Jr.) que volta para casa depois da morte do irmão. Ele também tem que enfrentar certas coisas como o seu pai Sir John Talbot (Claude Rains) e agora tem que também cuidar da propriedade da família. Pouco depois da sua chegada ele se interessa por uma garota local chamada Gwen Conliffe (Evelyn Ankers).

Assim ele não perde tempo e chama a mulher para sair no mesmo dia. Larry sai com Gwen e a amiga dela, Jenny (Fay Helm), e vão para um acampamento de ciganos. Jenny pede ao cigano Béla (Béla Lugosi) que lhe leia a mão. O cigano tem uma visão de um pentagrama na mão da garota e imediatamente pede que ela saia do acampamento. Enquanto esperavam por Jenny, Larry e Gwen conversam próximo à tenda. Eles ouvem um grito de Jenny e Larry corre até ela na mata e a vê sendo atacada por um lobo. Ele mata o animal com golpes de sua bengala, e acaba sendo mordido. Mais tarde a mãe de Béla, a idosa cigana Maleva(Maria Ouspenskaya), conta à Larry que seu filho era um lobisomem, e que ele está condenado a se transformar no monstro devido à mordida que sofreu.

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Todo esse embate no começo onde Larry realmente não acredita nisso e crê que matou um homem inocente é bem trabalhado. A cena aonde ele vai ao enterro de Béla é muito boa e você vê a dor do personagem. Mas rapidamente esse drama é cortado e não desenvolvido como se deve diferente da versão de 2010 que ganhou vários pontos interessantes dentro dessa contradição de ser um monstro e você não aceitar isso, mas também de não conseguir se livrar dela. Acho que essa é um dos raros casos que o “remake” é melhor que o original, mas assistam por titulo de curiosidade.

Nota: 

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Dog Soldiers – Cães de Caça (2002)

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2002 / Reino Unido, Luxemburgo, EUA / 105 min / Direção: Neil Marshall / Roteiro: Neil Marshall / Produção: David E. Allen, Christopher Flagg, Tom Reeve; Keith Bell, Brian O’Toole (Coprodutores); Caroline Waldron (Produtora Associada); Vic Bateman, Harmon Kaslow, Romain Schroeder (Produtores Executivos) / Elenco: Sean Pertwee, Kevin McKidd, Emma Cleasby, Lian Cunningham, Thomas Lockyer, Darren Morfitt

Acho que já está acostumado a ler o Terror Mania, sabe da minha paixão por filmes de lobisomens. E se fosse para montar um “top 5” de filmes desses monstros colocaria na lista “Um Lobisomem Americano em Londres“, “Gritos de Horror“, “Bala de Prata”  e dois dessa nova geração que é “Late Phases” que é simplesmente fantástico e “Dog Soldiers – Cães de Caça“.

Lembro a primeira vez que assisti a esse filme. E acreditem se quiser foi na Record! O canal do bispo passava coisas boas. Quando assiste sem saber do que se tratava e lembrando que cheguei um pouco atrasado então não vi a cena do começo onde um casal é atacado pelas criaturas e sim um pouco depois onde um cara está fugindo numa mata e é capturado pelo exercito. Então logo pensei que era um filme de guerra e tal. Mas nossa aos poucos fui vendo e me aprofundando e caralho que filme foda! Nem preciso dizer que ele entrou na minha lista de melhores filmes de  lobisomens e também nos melhores filmes de terror.

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Mas porque e “Dog Soldiers – Cães de Caça” é tão bom assim? Muito se deve a equipe que estava envolvida e também pelo diretor  e roteirista Neil Marshall que tirando o chapéu para ele é seu primeiro filme e já arrasa. E como estávamos no auge do CGI, o diretor optou por não usá-lo então o que vemos na maquiagem dos monstros é tudo feito a mão mesmo. E foi uma escolha bem feita. A produção por trás de tudo é simplesmente fantástica e temos a premiada designer Uli Simon que desenvolve as fantasias do filme, junto com Dave Bonneywell que fez a maquiagem e efeitos de produções fodas como “ O Enigma do Horizonte“, “O Filho de Chucky“, “Extermínio 2” e “O Guia do Mochileiro das Galáxias“. A ótima edição Neil Marshall é outro ponto que deixa o filme ágil e aterrorizante.

Uma coisa que é legal é o humor negro presente, as referencias a outros filmes e claro a própria cultura britânica que fica evidente no filme todo.  A história começa quando um grupo de militares vão fazer uma missão numa ilha na Escócia. E o que parecia um simples treinamento vira um massacre, já que coisas estranhas acontecem naquele lugar. E ninguém sabe o que é porque ninguém fica vivo para contar a história. Um outro grupo é mandado numa missão também, mas eles são mortos e só uma pessoa fica viva.

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Uma das melhores coisas de  “Dog Soldiers – Cães de Caça” é o seu gore e humor negro que é muito presente em “Evil Dead” uma das claras inspirações do diretor para realizar esse filme. Uma das cenas mais divertidas e nojentas também. É quando o sargento que é atacado e tem seu estomago rasgado para fora é levado até uma casa e no meio da tensão de lobisomens atacando por todos os lados, um cachorro que estava lá começa a puxar o estomago do sargento. Essa cena é tão surreal que realmente é fantástica e você fica com um misto de tudo, vontade rir e ao mesmo tempo uma nojeira só.

O clima claustrofóbico e as ideias que não dão certo em momento nenhum lembra “A Noite dos Mortos Vivos” e outro filme que é citado é “Zulu” de 1964. Onde um grupo de britânicos dentro da África é cercado pela tribo e tentam sobreviver. Vale tudo para estar vivo, desde sacrificar amigos ou até enfrentar um lobisomem na mão que isso fica por conta de Spoon (Darren Morfitt) que apesar de não ser o cara principal é o que mais marca no filme todo.

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Aos poucos vemos várias reviravoltas na trama que apesar de ser manjadas, não ligamos por conta do ritmo do filme e também pelas atuações que são bem legais e as vezes exageradas confesso, mas mesmo assim você releva, porque o filme é simplesmente sensacional. Nell Marshall dirigiu séries e fez um filme que está na Netflix que é bem legalzinho também que é “Tales of Halloween“. Digo para assistirem esses filmes de lobisomens que indiquei e se deliciar com essas licantropos que é simplesmente demais, principalmente “Dog Soldiers – Cães de Caça“.

Nota: 

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Grito de Horror (1981)

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1981 / EUA / 91 min / Direção: Joe Dante / Roteiro: John Sayles, Terence H. Wikness (baseado no livro de Gary Brandner) / Produção: Jack Conrad e Michael Finnel, Rob Bottin (Produtor Associado), Daniel H. Blatt e Steven A. Lane (Produtores Executivos) / Elenco:Dee Wallace, Patrick Macnee, Dennis Dugan, Christopher Stone, Elisabeth Brooks, Dick Miller

Rapaz, se tem uma coisa dentro dos filmes de terror que eu goste são filmes de lobisomens. Simplesmente adoro essa mitologia do homem de dia e besta a noite. Não é só por ser do interior e tentar procurar lobisomem a noite quando criança ou também crescer ouvindo essas histórias. Mas adoro ver ou rever os filmes e ver a maquiagem ou até o CGI como ficou. Enfim sou um grande fã desses monstros.

Mas um que gosto bastante é “Grito de Horror” do Joe Dante e também suas continuações que é simplesmente genial. Uma coisa melhor que a outra. O filme foi escrito por John Sayles que foi também roteirista de “Piranhas“, “Mercenários das Galáxias” e “O Jacaré Assassino” e também conta com a mão no roteiro de Terence H. Winkless que dirigiu vários episódios de “Power Rangers” nos anos 90.

O começo do filme é bem pesado até, na trama acompanhamos a repórter Karen White (Dee Wallace) onde ela está participando de uma armadilha da policia para capturar um assassino. Assim ela marca de se encontrar o maníaco numa loja pornográfica, daquelas bem “underground” mesmo. Mas quando ela encontra o sujeito ela é atacada por ele.  Assim ela fica traumatizada pelo ocorrido e começa a ter uns sonhos bem loucos com tudo aquilo.

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Quando ela começa a fazer terapia para lidar com esse problema seu terapeuta indica para ela ir a um lugar onde ele coordenar e assim ela vai saber falar com as pessoas que passaram por algum tipo de trauma. Assim ela decide ir junto com o marido Bill (Christopher Stone), o lugar é um bosque numa ilha (lugar bem estranho na verdade). E logo ela conhece a população daquele lugar e seu marido Bill conhece Marsha Quist (Elisabeth Brooks) uma espécie de bruxa do local, onde seduz o marido de Karen.

O legal do filme é como ele desconstrói o mito do lobisomem, principalmente quando os amigos de Karen começa a investigar a fundo o maníaco e os leva ao assunto de lobisomens e também a uma loja onde eles descobrem esse mito dos lobisomens e assim eles descobrem também que os monstros podem se transformar na hora que quiser e tem consciência dos seus atos. Como eu disse que gosto de observar as maquiagens dos monstros e tal. Nesse eles chamaram Rob Bottin que foi responsável pela maquiagem e efeitos de “Enigma de Outro Mundo” e aqui ele simplesmente extrapola os limites da realidade ao construir um monstro medonho e realmente assustador. A ideia de deixar eles mais “Humanos” no quesito de serem bípedes com a aparecia de lobos e aquelas garras e presas. Realmente assustou e foi base para ideias de outros filmes de lobisomens como “Lua Negra, “Bala de Prata” ou até o mais recente “Lates Phases” que lembra muito esse filme do Joe Dante.

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Aos poucos Bill fica mais envolvido em Marsha que cai nas suas tentações e ele se vê transformando numa fera também. Assim Karen já descobrindo a verdade sobre aqueles local tentar fugir mas é capturada e é colocada numa espécie de tribunal onde ela percebe que vai morrer a qualquer momento. Mas quando ela consegue fugir e coloco isso entre aspas. Ela se transforma num monstro e afim de revela a verdade em rede nacional ela se transformar num lobisomem também. O jeito que fizeram a maquiagem dela ficou ótimo porque lembra um “Poodle” meio bombado é muito engraçado. Mas claro que ninguém acredita nela e todos da cidade pensam que aquilo não passa de produção do jornal.

Lembrando que os anos 80 foi palco para um monte de filmes de lobisomens. Seja pelo próprio “Um Lobisomem Americano em Londres“, “A Hora do Espanto 2“, “Bala de Prata“, “A Companhia dos Lobos” e depois claro as continuações de “Grito de Horror” que como disse é uma coisa maravilhosa. Mas a partir dos anos 2000 pouca coisa boa foi feita com o tema de lobisomens. O ultimo que vale a pena mesmo como eu tinha dito antes é “Late Phases” que vale a pena ver e agora é esperar para ver se é lançado algo bom com esses monstros que tanto gosto.

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Nota: 

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A Hora do Lobisomem ( 1985)

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1985 / EUA / 95 min / Direção: Daniel Attias / Roteiro: Stephen King (baseado em sua obra) / Produção: Dino de Laurentiis e Martha de Laurentiis, John M. Eckert (Produtor Associado) / Elenco: Gary Busey, Everett McGill, Corey Haim, Megan Follows, Robin Groves, Leon Russom

Acho que um dos filmes que mais assisti na minha infância na televisão foi “A Hora do Lobisomem“. O SBT passava incansavelmente esse filme, que na verdade é um puta de um filme. Um dos meu “monstros” favoritos dentro do terror é o Lobisomem, sempre adorei essa mitologia do homem que se transforma numa fera. Como já dizia Thomas Hobbes “O Homem é o Lobo do Próprio Homem“.

O livro é baseado na obra de Stephen King que deixa tudo ainda melhor. Na minha opinião esse também é umas das grandes adaptações do mundo literário de King. Adoro muito o livro e o filme, Não é atoa também já que o próprio Stephen escreveu o roteiro. A direção de Daniel Attias é precisa, divertida e também faz crescer o suspense  na hora certa e também o terror ainda mais. A escolha do elenco foi sensacional. A cara de “normalidade” que fica dentro dos personagens e sente o terror quando descobre a verdadeira face da criatura é simplesmente genial.

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A produção não é grande é singela e deixa a desejar em alguns aspectos como explorar mais o terror com a criatura e não os efeitos que ela traz. Mas claro que isso não complica o filme em grandes coisas. Lembrando que nos anos 80 foi o ano dos “licantropos” na telona. Tivemos em 1981 dois grandes filmes como “Grito de Horror” de Joe Dante e também o clássico cult “Um Lobisomem Americano em Londres” de John Landis. E fora outros filmes legais como “Deu a Louca nos Monstros” que traz aquele lobisomem clássico dos filmes da Universal e a segunda parte da “A Hora do Espanto” com aquele lobisomem desnutrido e bizarro.

Uma das coisas legais que podemos tirar de “A Hora do Lobisomem” são os efeitos que ela traz para a própria vitima. Agora vem o SPOILER! Na verdade o padre é a fera! Então ele não curte ser amaldiçoado, mas ao mesmo tempo ele não quer ser pego por conta disso. E numa excelente cena onde vemos esse reflexo do medo dele, é quando ele está em uma missa e ele começa a sonhar que a população toda está se transformando. Essa cena é simplesmente foda e confesso que me dava um cagaço quando era criança.

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A história começa quando temos um garoto de 11 anos e paraplégico que se diverte por ai com a sua cadeira de rodas motorizada que ganhou do seu tio Red (Gary Busey), que sofre por beber muito e também por não ser muito estável. Marty (Corey Haim) é poupado de várias coisas por conta da sua deficiência. Mas vemos que esse quadro muda quando ele descobre quem é o lobisomem, assim temos um jogo de gato e rato. Seus pais não acreditam nele. Então ele conta com a ajuda de seu tio para que ele acabe com essa ameaça.

A Hora do Lobisomem” toca em vários pontos interessantes como minorias e também se for analisar mais afundo os problemas da sociedade. Se de um lado temos um monstro vivido pelo padre Lowe (Everett McGill), pelo outro temos os desajustados, os que não encaixam como o próprio tio que é visto com desdém pela própria família, um menino deficiente e a irmã que por ser mulher não tem uma relevância na história. Mas são eles que acabam com o monstro. Essa parte do conflito final é realmente genial e um dos pontos alto do filme.

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A direção de Daniel Attias é bem executada e o roteiro de Stephen King é muito precisa e não enrola ao trazer o extremo do terror em várias cenas e também realçar a mitologia do lobisomem. Realmente um filme obrigatório para os fãs do gênero de horror e também para quem ama os livros de King.

Nota: 

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Um Lobisomem Americano em Londres (1981)

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1981 / Reino Unido, EUA / 97 min / Direção: John Landis / Roteiro: John Landis / Produção: George Folsey Jr., Peter Guber e Jon Peters (Produtores Executivos) / Elenco: David Naughton, Jenny Agutter, Griffin Dune, John Woodvine

Antes de escrever essa crítica, tenho um outro blog pessoal que se chama “Vida Cinéfila” e em algumas críticas de filmes de terror comento que esse gênero perdeu sua essência. Os filmes de hoje em dia não tem mais aquele ar místico, cheio de mistérios e atos que desafiam nossa sanidade.

Hoje em dia o terror está morto, tirando alguns filmes, mas a maioria se concentra em psicopatas e justiceiros com senso de justiça distorcido como visto na franquia “Jogos Mortais”. Mas o terror perdeu aquele senso de brincar com a mente. Por exemplo, há poucos filmes de exorcismo que invocam aquela tensão vista em “O Exorcista” (do diretor William Friedkin). O filme pode ser datado em algumas coisas, mas ainda continua assustador como se tivesse sido lançado ontem. Outros exemplos de filmes que mexem com a nossa imaginação é: Chucky, Sexta Feira 13, A Hora do Pesadelo e o clássico das sessões da tarde “Poltergeist” e esse último ainda mais pelas bizarras lendas que cercam o filme, como a “casa aonde foi filmado pegou fogo” “a irmã mais velha da família, foi assassinada pelo namorado” e o mais bizarro é que a atriz principal “Heather O’Rourke” morreu logo após as filmagens da terceira parte do filme.

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Mas esse tom místico se perdeu hoje em dia. Pensando nisso revi “Um Lobisomem Americano em Londres”, um excelente filme de John Landis, que anos depois gravaria outro clássico, e revolucionaria o mundo da musica para sempre, que foi a gravação de “Thriller” de Michael Jackson.

O filme também contou com a presença de Frank Oz, que é ninguém menos, a pessoa por trás dos Muppets, Vila Sésamo e manusear “o mestre Yoda” em Star Wars nos Capítulos V e VI da saga.

Apesar do elenco soberbo a historia também não fica para trás. O filme foi escrito e dirigido por Landis. Ele conta a historia de dois amigos americanos que vão fazer um mochilão pela Europa, começando pelo interior da Inglaterra. David Kessler (David Naughton) e Jack Goodman (Griffin Dunne) estão passando por uma cidade interiorana, quando eles entram em um bar. Os moradores os recebem com hostilidade e um ar de mistério cerca o local. Logo a hostilidade se quebra, quando eles dizem que são americanos e só estão de passagem. Mas a curiosidade dos rapazes com um pentagrama na parede faz essa tensão voltar à tona, eles são expulsos do bar e quando eles saem, um morador fala para eles “fiquem na estrada, não vão pelo pântano e cuidado é noite de lua cheia”. O legal nessa parte é como os personagens não são idiotas ao se perguntarem o que ele quer dizer com aquilo! “Logo eles juntam as peças e falam: – Eles acreditam nessa baboseira de lobisomem”. Eles caminham pela estrada, mas logo se perdem e numa cena digna de tubarão, onde você não vê o monstro, mas sente que ele está perto e a tensão aumenta é genial. Até que Jack é atacado por um lobo e a natureza de David o faz correr de medo. Logo ele recobra os sentidos, voltando para ajudar o amigo, mas é tarde demais. Jack está morto e o lobisomem ataca David. Os habitantes da cidade tentam encontra-los e acabam matando o lobisomem.

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David ainda está vivo e se encontra em um hospital em Londres, sobre os cuidados da enfermeira Alex Price(Jenny Agutter) e do médico J.S. Hisch(John Woodvine). Ele acorda ainda em choque pelo ataque e pergunta de Jack e logo descobre que o seu amigo não sobreviveu. A policia acha que eles foram atacados por algum maluco, mas David sabe a verdade e em outra cena digna do ótimo roteiro e direção de Landis é o suspense. Você sabe que David vai se transformar, mas Landis coloca alguns elementos antes: como a cena em que se passa na casa de David na América, e isso mostra outra sacada genial, por que nessa parte não explica em momento nenhum como você chegou nessa cena, ela simplesmente aparece e está lá. A cena basicamente mostra a família de David em casa e quando batem na porta “Lobisomens Nazistas” aparecem em cena,mas lobisomens nazistas? Por que isso no filme? Simples! Landis juntou o medo de David em um lugar só. Quando os nazistas estão de Lobisomens já é um pressagio dizendo que David não vai voltar para casa porque algo ruim vai acontecer com a família dele. E como não juntar essas duas partes, o medo com o inconsciente, e aproveitando que David é judeu, Landis usa esse medo a favor dele na cena e constrói uma das cenas mais aterrorizantes. Por que mesmo quando já estão em cena os “lobisomens nazistas” você ainda fica com medo. Eles matam toda a família de David e deixam-no olhando e depois o matam. Isso é um pressagio claro da morte já anunciada para o protagonista do filme.

Quando David sai do hospital, ele fica na casa de Alex com quem ele tem um romance. No começo as coisas quase não se alteram na vida de David, mas ele começa a receber a visita do seu falecido amigo Jack que o avisa que o avisa de sua transformação em lobisomem e vai matar pessoas. A única solução para David quebrar a maldição do lobisomem seria ele se matar, assim todas as almas que ele matou seriam libertadas e seguiriam seu caminho. Claro que David não acredita nisso e na noite de lua cheia ele se transforma. A cena da transformação é uma das coisas mais bem feitas que já vi na vida! É incrível que mesmo num filme que é datado, pois se passa em 1981, sobreviveu ao tempo e até hoje 32 anos depois ainda assusta e emociona o publico. Isso mostra o alto grau de profissionalismo das pessoas envolvidas na produção do filme.

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O filme segue um caminho interessante a partir daí. Ele mostra a reação das pessoas ao redor de David. Nunca falo da minha vida pessoal nas criticas, porque isso não é a função de um bom crítico colocar elementos da sua vida em um artigo, mas vou abrir uma exceção para esse filme.
Um lobisomem americano em Londres, passa para nossa geração anos 80, como um filme adolescente de terror. Mas vou um pouco além, o filme não deixa a desejar em momento algum. Trata-se de um dos melhores filmes de terror já feito. As cenas, cada detalhe da maquiagem, o roteiro, atores, locação, câmera e luz foram pensados com carinho e é simplesmente magnífico. Isso mostra como devemos voltar ainda mais ao começo das coisas seja nos filmes, musica ou na vida.

Às vezes é bom ver que nem tudo que está na nossa frente é o melhor. E a prova disso é como um filme de 32 anos supera o preconceito de filme B e vira um filme A+. Se a indústria do cinema voltasse um pouco e abaixasse o nariz e perdesse o medo de tentar fazer algo novo e não mais do mesmo, você iria ver que existem mais coisas legais e bacanas para assistir. E quem diria que o gênero de terror dos anos 80, seria hoje em dia a coisa mais original que existe no mercado bilionário dos filmes.

Nota:          

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