Cabana do Inferno (2002)

2002 / EUA / 93 min / Direção: Eli Roth / Roteiro: Eli Roth, Randy Pearlstein / Produção: Evan Astrowsky, Sam Froelich, Lauren Moews, Eli Roth; Jeffrey D. Hoffman (Coprodutores Executivos); Susan Jackson (Produtora Executiva) / Roteiro: Rider Strong, Jordan Ladd, James DeBello, Carine Vincent, Joey Kern, Arie Verveen, Robert Harris

Sabe o que é “guilty pleasure“? Quer dizer prazer culposo ou seja vergonha de gostar de algo. E acho que a minha maior vergonha é o Eli Roth, todos metem pau nele e nos seus filmes que ninguém gosta  e o acham o picareta e tal. Eu os acho simplesmente sensacional, claro que tem várias “tosqueiras” e também várias coisas que dão muita vergonha. Mas mesmo assim ele fez coisas muito boas como o próprio “Cabana do Inferno” ou até “O Albergue” e “Canibais” que foi um filme que trouxe de volta aquele clima do “Holocausto Canibal“.

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Atividade Paranormal (2007)

2007 / EUA / 86 min / Direção: Oren Peli / Roteiro: Oren Peli / Produção: Jason Blum e Oren Peli, Amir Zbeda (Produtor Associado), Produtor Executivo (Steven Schneider) / Elenco: Katie Featherston, Micah Sloat, Mark Fredrichs

Assim como “Velozes e Furiosos“, “Piratas do Caribe” e “Transformes“, “Atividade Paranormal” nasceu como um filme original e com ideias boas e tal. Apesar de ser um grande “blockbuster“, estou dizendo dos filmes que citei, os filmes conseguiram arrastar várias pessoas para o cinema. Mas então porque estamos enjoados desse tipo de filme?

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O Hospedeiro (2006)

2006 / Coréia do Sul / 120 min / Direção: Joon-Ho Bong / Roteiro Joon-Ho Bong, Ha Won-jun, Baek Chul-hyun / Produção: Choi Yong-bae, Joh Neung-yeon; Jang Junyoung; Kim Lewis Taewn (Coprodutores); Jeong Tae-sung, Kim Woo-Taek (Produtores Executivos) / Elenco: Song Kang-ho, Byeon Hie-bong, Park Hae-il, Bae Doona, Ko Ah-sung

De um bom tempo para cá, eu acho o cinema coreano o melhor do mundo. Desde filmes de ação, até suspense e principalmente o horror. Os coreanos estão mostrando para que veio. Quando eu escrevi a crítica de “Eu Vi o Diabo“, citei os filmes do Kim Jee-woon e principalmente do Park Chan-wook que é um dos meus diretores favoritos.

Mas outro diretor vem chamando atenção que é o Joon-Ho Bong que fez “Memórias de um Assassino”, “Expresso do Amanha” e agora vai fazer para a Netflix que é o drama “Okja“. Eu lembro que por muito tempo ignorei esse filme e não pelo preconceito de sua origem e sim por ser um filme de monstros. Mas que tamanha besteira eu fiz. E “O Hospedeiro” é um dos melhores filmes de monstros dos últimos tempos.

Graças ao sucesso de “Memórias de um Assassino”, o diretor Joon-Ho Bong conseguiu uma façanha recorde para o cinema coreano, ele conseguiu lançar em quase todas as salas de cinema da Coréia. O filme teve um orçamento gordo chegando a 10 bilhões de Won sul-coreano, que convertendo para o dólar da 10 milhões mas mesmo assim foi um alto investimento para o cinema coreano.

A produção do filme foi o mais real possível, chegando a ser filmado dentro do esgoto mesmo, então os atores foram vacinados contra várias doenças e mais ainda eles tiveram que enfrentar temperaturas horríveis, dentro do esgoto as águas congelavam por conta da baixa temperatura, mas mesmo assim tiveram que continuar filmando. A produção em si tem uma for crítica política e também tem a inspiração do próprio “Godzilla” já que o monstro foi criado por erro humano e também ele libera sua fúria contra a humanidade.

O filme começa abordando a vida de Hie-bong (Byeon Hie-bong) e sua família, que são donos de uma barraca de comida. Seu filho mais velho, Kang-du (Song Kang-ho), tem 40 anos, mas é um tanto imaturo. A filha do meio é uma arqueira do time olímpico coreano e o filho mais novo está desempregado. Todos cuidam da menina Hyun-seo (Ko Ah-sung), filha de Kang-du, cuja mãe saiu de casa há muito tempo. Um dia surge um monstro no rio, causando terror nas margens e levando com ele a neta de Hie-bong. É quando, em busca da menina, os membros da família decidem enfrentar o monstro.

Gostei muito dessa temática família tanto contra um monstro, como também contra o governo que está mais preocupado com eles mesmo do que com seu povo. O diretor conseguiu fazer um excelente filme de monstro usando mais o drama do que o próprio horror e isso o torna uma produção o tanto quanto excelente e realmente “O Hospedeiro” é um dos melhores filmes coreanos dos últimos tempos.

 

Nota: 5 Caveiras

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O Orfanato (2007)

2007 / Espanha, México / 105 min / Direção: Juan Antonio Bayona / Roteiro: Sergio G. Sánchez / Produção: Álvaro Augustín, Joaquim Padró, Mar Targarona, Belén Atienza e Elena Manrique (Linha de Produção), Guillermo Del Toro (Produtor Executivo) / Elenco: Belén Rueda, Fernando Cayo, Roger Príncep, Mabel Rivera

Acho que um dos países que mais gosto de assistir filmes, independente de ser de terror ou não são os espanhóis ou de língua espanhola. Colocando a Argentina no meio que faz filmes excelentes. Mas voltando para o terror, adoro os filmes do Álex de la Iglesia, Alejandro Amenábar e do Jaume Balagueró e Paco Plaza, esses dois que gravaram a trilogia do “Rec“.

Mas um cara que sempre se superou nas sua filmografia é o Guillermo Del Toro, que conseguiu entrar no cinema fantástico e misturar com o terror e isso sempre foi um traço na sua filmografia. Vendo por filmes como “O Labirinto do Fauno“, ” A Espinha do Diabo” e até “HellBoy“.

Em 2007 Del Toro produziu um dos melhores filmes de terror/Suspense/Fantasia de todos os tempos que é “O Orfanato“. A direção ficou por conta de Juan Antonio Bayona que também recentemente dirigiu outro filmes de fantasia que é “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” que é um filme excelente e soube misturar essa história de mistério com drama muito bem.

Uma das coisas que mais se destacam na direção e na produção desse filme é como eles conseguem envolver essa história de horror no melhor estilo “Hammer” com casa mal-assombrada, um fantasma e alucinações do personagem principal. Então em alguns momentos, não sabemos se aquilo tudo está realmente acontecendo ou é ilusão do personagem.

O filme foi muito bem nas bilheterias que custou apenas 4 milhões para ser feito e faturou 76 milhões. Ele foi representar da Espanha no Oscar de 2008 de melhor filme estrangeiro. Uma curiosidade é que a “New Line” tinha comprado os direitos do filme para fazer uma versão americana e tinha chamado no caso Del Toro para dirigir mas graças a deus o filme nunca saiu do papel.

A história começa com Laura (Belén Rueda) que passou os anos mais felizes de sua vida em um orfanato, onde recebeu os cuidados de uma equipe e de outros companheiros órfãos. Agora, 30 anos depois, ela retornou ao local com seu marido Carlos (Fernando Cayo) e seu filho Simón (Roger Príncep), de 7 anos. Ela deseja restaurar e reabrir o orfanato, que está abandonado há vários anos. O local logo desperta a imaginação de Simón. Um dia o garoto some e Laura é a única que percebe que o filho está dentro da casa e assim ela começa uma busca para achar o filho e também descobrir outros mistérios que aos vai se revelando.

“O Orfanato” é um dos melhores filmes de terror de todos os tempos e aparece na lista de várias pessoas também. Apesar de ter um misto mais de fantasia, ele consegue ser assustador a partir de que os mistérios vão se revelando.  A direção de Bayona é espetacular como os atores que dão um show a parte. Vale a pena assistir a esse filme e de todos os diretores que eu recomendei.

Nota: 

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A Órfã (2009)

2009 / EUA, Canadá, Alemanha / 123 min / Direção: Jaume Collet-Serra / Roteiro: David Leslie Johnson, Alex Mace (história) / Produção: Leonardo DiCaprio, Susan Downey, Jennifer Davisson Killoran, Joel Silver; David Barrett, Christopher Fisser, Richard Mirisch, Henning Molfenter, Erik Olsen, Charlie Woebcken (Coprodutores); Aaron Auch, Ethan Erwin, Stacey Fields, Sarah Meyer (Produtor Associado); Don Carmody, Michael Ireland, Steve Richards (Produtores Executivos) / Elenco: Vera Farmiga, Peter Sarsgaard, Isabelle Fuhrman, CCH Pounder, Jimmy Bennet, Aryana Engineer

Eu lembro quando “Órfã” saiu nos cinemas, ou melhor, aquele borbulho de internet por conta de um filme. Fui assistir com um pé atrás na verdade por conta de achar esses borbulhos de  internet um verdadeiro “muito barulho, por nada” e dito e feito! O filme é legal e tal.Tem um final interessante e bem perturbador mas não apresenta nada de novo.

O filme foi dirigido por Jaume Collet-Serra que é um bom diretor na verdade, ele dirigiu “A Casa de Cera” que não é o melhor filme na verdade, mas é bem interessante o que apresenta. Depois ele trabalhou com Liam Neeson em alguns filmes de ação e ano passado dirigiu um filme que gosto muito que é o “Água Rasas“. Mas “A Órfã” apresenta uma boa direção tanto de atores como de fotografia que é muito bem realizada nesse ponto.

A crítica também ficou bem dividida em relação ao filme, mas mesmo assim teve um bom faturamento chegando a casa dos 78 milhões. A atriz mirim Isabelle Fuhrman da um show de atuação ao fazer uma criança psicopata sem ficar muito forçada. É engraçado ver como ela se divide em dois papeis na verdade. O primeiro de uma criança e depois de uma assassina, mas depois que você assiste ao filme e descobre o final e assiste novamente. Você percebe como ela consegue se dividir em vários pontos para enriquecer ainda mais a história.

Eu particularmente não gosto de filme que colocam crianças como assassinas. Acho meio estranho e bem arriscado na verdade. Apesar de gostar bastante de filmes como “O Anjo Malvado“, “Os Inocentes“, “A Inocente Face do Terror” e o terror espanhol “¿Quién puede matar a un niño?” que são filmes excelentes e verdadeiros clássicos do terror e do suspense. Mas é difícil dizer que “A Órfã” é um filme ruim na verdade.

A história aborda a vida de um casal. Kate (Vera Farmiga) e John Coleman (Peter Sarsgaard) que ficam arrasados devido a um trágico aborto. Apesar de já ter dois filhos, Daniel (Jimmy Bennett) e a surda muda Maxime (Aryana Engineer), o casal decide adotar uma criança. Durante uma visita a um orfanato, os dois se encantam pela pequena Esther (Isabelle Fuhrman) de nove anos e optam rapidamente por sua adoção. O que eles não sabiam é que estranhos acontecimentos fazem parte do histórico da menina que passa a se tornar, dia após dia, mais misteriosa. Intrigada, Kate desconfia que Esther não é quem aparenta ser, mas devido ao seu passado de alcoolismo tem dificuldades de provar sua teoria.

Acho interessante como o filme aborda esses pontos mais “comuns” como a perda, dificuldade de confiança tanto por parte da Vera Farmiga que faz um excelente trabalho como também do Peter Sarsgaard que está incrível no filme. Mas o que acho ruim em “A Órfã” é como ele fica forçado em criar situação e também como ele é chato em resolver seus conflitos, principalmente na parte final. Mas assista para tirar essas dúvidas! Pelo menos perder tempo você não vai.

Nota: 

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A Centopeia Humana (2009)

 2009 / Holanda / 92 min / Direção: Tom Six / Roteiro: Tom Six / Produção: Ilona Six, Tom Six / Elenco: Dieter Laser, Ashley C. Williams, Ashlynn Yennie, Akihiro Kitamura

Acho que nunca um filme levantou um “hype” tão imenso como “A Centopeia Humana“, mas é mentira, outros filmes como “O Exorcista“, “A Bruxa de Blair” ou até “Serbian Film” tiveram um hype maior. Apesar desse ultimo ser muito gratuito e cair quase nas ideias dos outros “Centopeia Humana“. A verdade é que esse filme tem uma ideia boa e original como também é bem executada pelo diretor Tom Six que escreve, dirigi e produz o filme.

O filme é bem simples na verdade, um médico louco tem uma excelente ideia de costurar várias pessoas e todas conectadas pelo anus e criar sua própria centopeia. Dizem que a ideia do roteiro veio quando o diretor estava na fila do banco e demorou muito para ser atendido, então ele pensou que só tinha um castigo pior do que a morte, ser costurado com a boca no anus de outra pessoa. Bem suave esse Tom Six!

A produção teve um custo baixo como podemos perceber e também foi filmado num lugar só para economizar na grana. O filme se ambienta na Alemanha, mas na verdade foi filmado na Holanda. A ideia de ser na Alemanha é por causa do nazismo e suas experiências malucas com seres humanos.

Mas por incrível que pareça “A Centopeia Humana” conseguiu atrair um bom publico e teve um retorno considerável que fez sair mais duas sequencias e uma pior que a outra. Esse “torture porn” é uma herança recente de “Jogos Mortais“, mas confesso que odeio esse tipo de filme. Sou mais clássico nos gêneros de horror, adoro os “slasher’s“, vampiros, lobisomens, zumbis e etc. Mas como tenho esse blog tenho que escrever sobre esse filme.

A ideia do filme é bem simples como eu disse. Ele conta a história de um médico alemão, o dr. Josef Heiter (Dieter Laser)  que sequestra três turistas Lindsay (Ashley C. Williams ), Jenny (Ashlynn Yennie ) e Katsuro (Akihiro Kitamura) e os une cirurgicamente, boca ligada ao ânus, formando uma centopeia humana. Com o sucesso da operação, o médico começa a treinar a centopeia, enquanto tenta escondê-la do resto do mundo.

Como eu disse o filme consegue ser um sucesso para um publico novo e também para os velhos do terror, claro que ele apresenta uma ideia nova e excitante na sua proposta, mas ele não chega a ser um bom filme, mas comparado as sequencias é uma obra de arte, eu acho que ele foi feito para a sua época mesmo. Algo fácil, rápido e fácil de ser digerido para um publico cada vez mais fraco.

Nota: 

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Zumbis na Neve (2009)

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2009 / Noruega / 90 min / Direção: Tommy Wirkola / Roteiro: Tommy Wirkola, Stig Frode Henriksen / Produção: Tomas Evjen, Terje Strømstad; Magne Ek, Espen Horn, Kjteil Omberg, Harald Zwart (Produtores Executivos) / Elenco: Vegar Hoel, Stig Frode Henriksen, Charlotte Frogner, Lasse Valdal, Evy Kasseth Røsten

Não é surpresa para ninguém que um dos gêneros mais legais que existe são os de filmes de zumbis, apesar do mercado estar saturado hoje em dia, e a todo momento aparece um filme, quadrinho, games e etc com zumbis. Em 2009 isso era escasso, lembro que saiu “Zumbilândia” que é um filme muito divertido com zumbis e logo depois saiu o “Ilha dos Mortos” do George Romero, que muitos metem pau, mas nossa adoro esse filme e depois saiu estava vindo os europeus como “Zumbis na Neve” que é um filme muito bom.

Uma surpresa é que esse filme é norueguês! Depois disso comecei a dar mais atenção aos filmes de lá que trouxe a trilogia de “slasher” “Presos no Gelo” que é de 2006, depois o “Thale” e o “Trollhunter“. Gostei muito de assistir esses filmes com uma pegada bem diferente e totalmente nova com o gênero de terror. “Zumbis na Neve” não é exceção, logo na capa do filme você já sabe que os zumbis de fatos são nazistas, ou seja, o bicho vai pegar. O legal também é que os zumbis tem uma super-força, correm na neve e etc.

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O filme foi escrito e dirigido pelo Tommy Wirkola que é mais conhecido também por fazer o filme “João e Maria: Caçadores de Bruxos” que deu uma visão nova do conto clássico dos Irmãos  Grimm. Esse filme também não é de todo mal apesar de ser claro muito forçada em várias situações, mas o filme vale pelas cenas de gore e também por tentar ser uma coisa mais ” Steampunk ” que deixa o filme muito legal também.

A produção também foi muito bem feita, principalmente pela maquiagem e também pelas cenas de puro gore, humor negro e bizarrices sem pudor nenhum. A crítica ficou bem divida com o filme, mas foi bem rentável, gastando 800.000 dólares e faturando 1.984.662 dólares, a produção conseguiu se pagar. Fazendo que é 2014 saísse a sequencia que é mais foda ainda que chama “Dead Snow: Red vs Dead” onda agora os nazistas lutam com os russos, o ruim que tem produção americana também e meio que deixa o filme chato, mas nada que também estrague a experiência de ver o filme.

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A história se passa quando um grupo de amigos vão a uma estação de esqui isolada pela neve e encontram um velho que conta uma história de horror sobre nazistas. Então eles encontram um baú cheio de ouro e assim  eles ressuscitam um exército de zumbis nazistas que protegiam aquele lugar.

Como eu disse o filme apresenta várias cenas de humor negro e também muito gore! Vale muito a pena para quem quer sair das versões americanas de zumbis ou até explorar outras nacionalidades em relação aos filmes. E claro que a parte 2 também é muito engraçado.  É para fã nenhum botar defeito.

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Nota: 

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