A Hora do Pesadelo 3 – Os Guerreiros dos Sonhos (1987)

1987 / EUA / 96 min / Direção: Chuck Russell / Roteiro: Wes Craven, Bruce Wagner, Frank Darabont, Chuck Russell / Produção: Robert Shaye; Sara Risher (Coprodutor); Niki Marvin, Steve Thompson (Produtores Associados); Wes Craven, Stephen Diener (Produtores Executivos) / Elenco: Heather Langenkamp, Craig Wasson, Patricia Arquette, Robert Englund, Ken Sagoes, Rodney Eastman

Acho que depois do primeiro filme, essa sequencia de “A Hora do Pesadelo” é uma das minhas favoritas. Ele consegue pegar muita coisa do primeiro filme e também  renovar várias coisas e deixar ao mesmo tempo um filme sério como também bem engraçadinho e também temos a volta de Heather Langenkamp a nossa querida Nancy, a “final girl” do primeiro filme.

Wes Craven não quis participar da segunda parte do filme por achar que séria  uma coisa bem ruim para a sua carreira e etc. Mas com o sucesso da segunda parte, ele mudou de ideia e se envolveu na terceira parte e também contribuiu para o roteiro e trouxe Patricia Arquette para a produção que da uma nova cara para a “final girl“. Principalmente porque aqui vemos que os sonhos podem ser mortais para o Freddy também.

Apesar de Craven participar dessa obra, vemos várias coisas que primeiro ele queria que acontecesse mas logo a “New Line” rejeitou várias ideias do diretor. Primeiro o roteiro iria mostrar Krueger matando as pessoas no mundo real, mas foi rejeitada e depois Nancy (Langenkamp) iria ter um final feliz mas novamente a produtora mudou isso e vemos ela morrendo na meia hora final do filme. Mas isso foi porque Frank Darabont e Chuck Russell que também trabalharam no roteiro, quis mudar isso.

O filme foi dirigido por Chuck Russell que faz sua estréia na direção. E depois iria dirigir outras produções como “A Bolha Assassina“, “O Máscara“, “A Filha da Luz” e “Escorpião Rei“. A direção de Russel é muito certa e também bem concentrada em mostrar outros personagens e você sentir uma empatia com eles. Já que o filme se passa num “hospício” e vemos os jovens sofrendo pelas ações de Freddy.  E também os efeitos estão sensacionais e as mortes cada vez mais criativas de Krueger só incrementa ainda mais a produção.

O filme como eu disse, começa focando em Nancy (Langenkamp), que foi uma das sobreviventes dos ataques de Freddy Krueger (Robert Englund). Agora é  uma psicóloga especialista em sonhos. E assim ela trata de alguns adolescentes em um sanatório, que são atacados por Krueger em seus sonhos. Para combatê-lo, Nancy ensina as crianças a usarem suas habilidades especiais no mundo dos sonhos. Contra-Atacando, Krueger sequestra uma das crianças e assim Nancy lidera uma busca para resgatá-lo.

Mas “Os Guerreiros dos Sonhos” é um dos filmes que mais gosta dessa franquia e também consegue ser uma produção diferente e também com uma temática fora do comum de quem está acostumado com os outros filmes desse mundo de Freddy. Pena que as outras produções vão se perder e muito e continuar na parte três invés de tentar uma coisa nova. Mas mesmo assim esse filme vale muito a pena assistir.

Nota: 5 Caveiras

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Motel Diabólico (1980)

1980 / EUA / 101 min / Direção: Kevin Connor / Roteiro: Robert Jaffe, Steven-Charles Jaffe / Produção: Robert Jaffe, Steven-Charles Jaffe, Austen Jewell (Produtor Associado), Herb Jaffe (Produtor Executivo) / Elenco: Rory Callhoun, Paul Linke, Nancy Parsons, Nina Axelrod, Wolfman Jack

A primeira vez que eu assisti ao “Motel Diabólico” pensei meu deus que coisa genial, mas ao mesmo tempo tão “trash“. Ele simplesmente consegue ser um misto daquelas comédias pastelonas da “National Lampoon” com os clássicos “slasher’s” como “Halloween” e também “O Massacre da Serra Elétrica“.

O legal dessa produção é como ele tem várias “sub-tramas” como um cara que tenta ministrar um motel, mas ao mesmo tempo tenta conseguir  uma esposa ou até uma irmã bem psicopata com rastros de “incesto“, umas coisas bem pesadas que na mão de outro diretor séria uma coisa chata, mas esse filme consegue ser uma coisa tão legal e atrapalhada que simplesmente você ignora essa “trama” mais pesada.

Kevin Connor dirigiu esse filme e ele invoca o que trabalhou em suas obras anteriores, como filmes mais temáticos e também com gênero de fantasia. E acho que isso foi o ponto alto da obra, principalmente pelo tom de conto de fadas que vemos como na plantação de cabeças. E uma Cinderela que descobre aquela plantação achei esse tom da obra simplesmente genial.

Mas afinal o que é o “Motel Diabólico”? Ele nasceu para ser um filme sério de terror, mas claro e como eu disse isso foi para o espaço! Porque realmente não ia ter espaço para uma coisa séria nessa obra. Mas acho incrível e depois um monte de obras vai seguir por esse caminho de misturar o terror com a comédia. Acho que isso também serviu para deixar menos sério filmes mais pesados que tem a temática como o canibalismo, psicopatas, desmembramentos e etc.

Voltando, acho que a maioria dos filmes dos anos 80 vai parodiar querendo ou não querendo as obras mais sérias dos anos 70. Como “Halloween“, “O Massacre da Serra Elétrica“, “Quadrilha de Sádicos” e até “Psicose” que é a referencia mais obvia também.

O “plot” principal, fala de dois fazendeiros, que é uma dupla de canibais que tem um jardim secreto onde eles colocam suas vítimas enterradas lá com apenas a cabeça de fora, deixando um saco para cobri-las, como se fosse uma plantação de cabeças. Vincent (Rory Calhoun ) e sua irmã Ida (Nancy Parsons) donos do motel falam para seus clientes que eles estão comendo carne defumada com um tempero especial. Mas o que deixa tudo mais irônico é quando tudo vai para as “caralhas” mesmo e vemos umas das cenas mais da hora dos anos, que é quando Vincent está correndo atrás de suas vítimas com uma serra elétrica com a máscara de um porco.

Acho “Motel Diabólico” um dos filmes mais genias e mais chatos que já assisti, amei a produção e também amei as cenas de gore. Mas toda essa influencia de vários filmes deixou a produção solta e sem nada original. Coisa diferente de outra produção de por exemplo “Armadilha para Turista” que apresenta esse mesmo contexto do pastelão com o terror, mas deixa tudo original dentro do seu contexto do terror.

Nota: 

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Scanners – Sua Mente Pode Destruir (1981)

1981 / Canadá / 103 min / Direção: David Cronenberg / Roteiro: David Cronenberg / Produção: Claude Héroux, Pierre David e Victor Solnicki (Produtores Executivos) / Elenco: Jennifer O’Neill, Stephe Lack, Patrick McGoohan, Lawrence Dane, Michael Ironside

Acho que um dos maiores fenômenos dos anos 80 que conquistou o cinema, principalmente de terror e também nos efeitos especiais é David Cronenberg. Ele é um dos expoentes da produção de horror canadense, muitos dizem que é um dos primeiros diretores a criar um verdadeiro filme de horror naquelas terras geladas. Uma das suas principais características dentro desse cinema é o famoso “body horror“, onde vemos o corpo humano como principal inimigo em seus filmes.

O legal é como suas produções flertam muito com a ficção cientifica e diz muito com a ciência como uma coisa que vai matar o ser humano. Exemplo vemos em filmes como “A Mosca“, “Gêmeos – Mórbida Semelhança“, “Videodrome” ou “EXistenZ“. É legal como ele faz esse paralelo principalmente agora nos anos 2010 ao vermos filmes mais cabeças como “Mapa para as Estrelas” ou  até “Um Método Perigoso” onde a psicologia entra como uma arma no formato de horror.

Mas dentro desse formato de filmes do Cronenberg, acho que “A Mosca” e o próprio “Scanners” é um dos meus favoritos. Adoro como ele consegue trabalhar com o roteiro e mesclar com algo que ele está acostumado e manda muito bem que é os efeitos especiais. E de longe esses dois filmes são os melhores.  A cena do começo desse filme, onde a cabeça de um homem explode é simplesmente genial e entrou de vez para a história do cinema.

O diretor diz que um dos piores filmes que ele já fez com certeza foi esse. Principalmente que fazer filmes no Canadá naquela época era para quem estava a fim mesmo. Então ele fez tudo na cara e na coragem. Como eles não tinham um orçamento grande e tempos de filmagem gasta que é um horror. A equipe de filmagem teve que começar a rodar a pré-produção, antes mesmo do roteiro estar terminado. Então de manha e a noite eles faziam a produção e filmagens e de madrugada David Cronenberg teve que fazer o roteiro.

A história conta sobre uma série de crianças que nasceram como uma experiência em laboratório, onde são conhecidas como  “Scanners”. Elas são pessoas com grandes poderes telecinéticos, capazes de matar com a força de suas mentes. Darryl Revok (Michael Ironside) é o mais poderoso de todos os Scanners, e está à frente do movimento deles de dominar o mundo. O doutor Paul Ruth (Patrick McGoohan) consegue encontrar um Scanner que Revok ainda não encontrou. Ele converte ele para a sua causa, para destruir o movimento dos Scanners. Gosto muito desse filme porque mostra também habilidade do diretor de mesclar histórias tanto da ficção cientifica como também do horror.

O maquiador Dick Smith que foi o responsável pela maquiagem de “O Exorcista” forneceu para Cronenberg os moldes e efeitos para ele fazer a maquiagem. Fora que também “Scanners” entrou para a cultura POP e influenciou vários filmes e séries como também “Stranger Things“. Com certeza  um dos meus preferidos do gênero de terror como também do cinema em geral. Um verdadeiro clássico e mostra toda a competência desse grande diretor que é David Cronenberg.

Nota: 

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Dia dos Namorados Macabro (1981)

1981 / Canadá / 90 min / Direção: George Mihalka / Roteiro: Stephen A. Miller, John Beaird / Produção: John Durning, Andre Link, Stephen A. Miller, Lawrence Nesis (Produtor Executivo) / Elenco: Paul Kelman, Lori Hallier, Neil Affleck, Keith Knight, Alf Humphreys

Filmes de “slasher” estavam em alta no começo dos anos 80. Muito por causa do sucesso que foi “Sexta Feira 13” ao apresentar um assassino que mata em datas especificas, tem  um motivo qualquer e assassina em sua grande maioria jovens que estão a procura de sexo ou que foge do padrão imposto por uma sociedade conservadora. Enfim, vamos ter vários filmes desse gênero que vão tomar de assalto as produções dos anos 80.

Então muita coisa boa e também muita, mas muita coisa ruim vai sair dessa década perdida. Uma das coisas boas é o clássico “cult” “Dia dos Namorados Macabro” de 1981, que foi dirigido por George Mihalka que fez várias coisas para a televisão. A história do filme é da dupla Stephen A. Miller e John Beaird que também são responsáveis pelo péssimo “remake” de 2009 e também escreveram outro filme clássico de “slasher” dos anos 80, que na verdade saiu no mesmo ano que é o “Feliz Aniversário para Mim“.

Mas a verdade é que para chamar publico você sempre tem que mostrar mais e mais. Foi o que aconteceu com a franquia “Sexta Feira – 13” e também com outros clássicos como “A Hora do Pesadelo” por exemplo. Aqui nessa produção, vemos várias coisas nesse sentindo. Como assassinatos bem reais e com requinte de crueldade e também lembrando a cena clássica onde aparece um coração humano embrulhado numa caixão de bom-bom. Se hoje em dia assistir aquilo você fica com um certo incomodo imagina nos anos 80. Não é atoa também que esse filme tem 9 minutos de cenas cortadas por conta da censura.

A uma história de bastidores que a locação onde escolheram para gravar o filme era numa cidade do interior, ou melhor, tinha que ser numa cidade de interior. Então eles escolheram a cidade Sydney Mines no Canadá. E antes deles irem filmar, os habitantes do local ficaram tão felizes que resolveram dar uma mão para a produção e limparam a mina e também a deixaram mais clara. Então eles tiveram que mudar toda as datas da filmagem e começaram filmando debaixo da terra no caso a 2.700 metros de profundidade.

A história é bem simples na verdade e não apresenta um roteiro mais complexo se formos analisar como o “Sexta Feira – 13” por exemplo. Vinte anos após um “serial killer” aterrorizar uma pequena cidade no dia dos namorados, a delegacia de Valentine Bluff recebe um aviso: uma caixa de bombons com um coração humano. Esse é apenas o primeiro de uma série que chegarão para tirar o sono de todos da pacata localidade. E o principal “plot” é que o assassino quer que cancele o dia dos namorados na cidade. E mesmo apos o cancelamento é claro que os jovens decidem eles mesmo fazerem a festa deles. E assim o banho de sangue recomeça na cidade.

Como eu já tinha dito, o filme consegue apresentar cenas bem realista como o coração na caixa de bombons ou até o assassino que tem um ar todo nostálgico, com aquela mascara de minerador e a respiração no melhor estilo do “Darth Vader“. Que o deixa ainda mais sinistro. Mas claro que problemas na direção e até na atuação que o deixa bobo em  certas cenas e também cansativas, principalmente com o mistério chato a cerca do minerador e o motivo dos assassinatos acontecerem.

Nota: 

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O Vingador Tóxico (1984)

1984 / EUA / 87 min / Direção: Michael Herz, Lloyd Kaufman / Roteiro: Joe Ritter, Lloyd Kaufman (história) / Produção: Michael Herz e Lloyd Kaufman, Stuart Strutin (Produtor Associado) / Elenco: Andree Maranda, Mitch Cohen, Jennifer Babtist, Cindy Manion, Robert Prichard, Gary Schneider, Mark Torgl

Se tem um filme da “Troma” que eu amo, com certeza é “O Vingador Tóxico“, adoro porque foi o primeiro filme que vi da produtora do Lloyd Kaufman e também porque adorei a forma bizarra que ele conta suas histórias e também a forma despreocupada que é o filme ao ponto de simplesmente introduzir personagens aleatórios, pessoas vomitando, carros explodindo e por ai vai.

E outras resenhas já dissequei falando do estúdio e também das suas produções maravilhosas. Kaufman tem um sócio que é Michael Herz que o ajuda na maioria das produções, seja co-dirigindo, roteirizando ou produzindo. Eles sempre unem sua patota essa galera da “Troma”. Esse filme é o garoto propaganda do estúdio, foi graças ao “Vingador” que o mundo olhou os filmes B como uma coisa que pode gerar certo lucro. Lembrando que a merchandising de uma “trasheira” igual essa rendeu uma seriado animado para a televisão e um quadrinho produzido pela Marvel.

 

Outra verdade é que Lloyd Kaufman sugou o que podia de “O Vingador Tóxico”. Fez sequencias do filme, dizem que vai rolar um “remake” e também “pasme” o transformou num musical. Kaufman começou a carreira trabalhando na produção de “Rocky – Um Lutador”, ele teve a ideia quando estava fazendo o cenário do filme. Mas só depois em 1984 ele conseguiu realizar essa façanha que é esse filme e também deslanchar outros filmes de sua produtora.

A história começa quando o jovem Melvin Junko (Mark Torgl),  que é um faxineiro e constantemente desprezado e humilhado pelos frequentadores da academia de Tromaville. Então um  dia ele cai num tanque de lixo químico e torna-se o Vingador Tóxico. A partir daí começa a perseguir gangues e bandidos da cidade. Se tornando um herói.

 

O filme é uma trasheira total, deixando qualquer espectador que é fã do gênero, simplesmente maravilhado com as atuações e a situações do elenco em geral. Se eu pudesse recomendar, iria dizer para todos assistirem aos filmes da Troma, porque é um divertimento só.

Nota: 5 Caveiras

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Terror nas Trevas (1981)

 

1981 / Itália / 87 min / Direção: Lucio Fulci / Roteiro: Dardano Sacchetti, Giorgio Mariuzzo, Lucio Fulci / Produção: Fabrizio de Angelis / Elenco: Katherine MacColl, David Warbeck, Sarah Keller, Antoine Sanit-John

Acho que depois de Mario Bava e Dario Argento, Lucio Fulci é um dos melhores diretores italianos de terror de todos os tempos. Ele dirigiu obras primas como “The New York Ripper“, ” O Estranho Segredo do Bosque dos Sonhos” que é um “giallo”, “Uma Lagartixa num Corpo de Mulher”  e o clássico “Zombie“. E claro a trilogia da “Porta do Inferno” como “Pavor na Cidade dos Zumbis“, “A Casa do Cemitério” e esse que vamos falar hoje que é “Terror nas Trevas“.

Fulci apresenta algumas coisas bem regulares em todos os seus filmes, tirando claro o gore, a violência explicita e claro as clássicas cenas dos olhos! Em quase todos os seus filmes vemos alguma cena relacionado a olhos sendo arrancadas e etc. Mas ele é simplesmente um gênio, não temo como não amar suas obras, suas histórias e claro seus efeitos especiais.

Mas “Terror nas Trevas” é um dos filmes mais massacrados por distribuidoras  que lançaram em outros países como a Inglaterra ou os Estados Unidos. Chegando a fazer cortes bem grosseiros que tirou toda a qualidade da obra. Só anos depois e graças a Quentin Tarantino que esse filmes chegou na America numa versão “full” , ou seja, sem cortes e sem edições e tal.

Apesar dessa polemica toda envolta do filme, ele foi mais criado para chocar do que contar uma história em si. Vemos muita picaretagem em quase o tempo todo e também um esforço de Fulci para deixar o filme mais “trash“. Mas mesmo assim, não conseguimos ficar bravo com essa picaretagem de Lucio Fulci e sim dar risadas ou ficar aterrorizados com certas situações que são várias na verdade. A atriz Catriona MacColl que trabalhou com o diretor em toda a trilogia faz um excelente trabalho e convence muito bem como uma mulher em perigo, que se meteu naquela confusão que é muito maior que ela. Uma curiosidade é que Tisa Farrow que já tinha trabalhado com Fulci em “Zombie” era para fazer o papel principal. Só que infelizmente ela já tinha se aposentado.

A história começa quando Liza (MacColl) herda como herança um antigo hotel na Luisiana chamado “Schweik’s Seven Doors Hotel“. Porém, a um detalhe importante, ele foi construído em cima de uma das portas que levam ao inferno. Sem saber disso, ela decide reformar o local, mas é atrapalhada por uma série de eventos sobrenaturais que a levam a confrontar zumbis, aranhas, cachorros assassinos e também um bruxo.

Por mais bizarro que a história seja assim de supetão, ele consegue ser bem montado e dirigido com várias sequencias de dar medo e sustos garantidos e claro aquele gore exagerado que só os filmes de Lucio Fulci podem proporcionar.  Acho que assistir a essa produção, ou melhor, assistir a trilogia da porta do inferno toda é um deleite para qualquer fã do gênero e também uma maravilha para ver como os filmes com efeitos práticos as vezes é pior que o CGI.

Nota: 

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Fome de Viver (1983)

1983 / Reino Unido / 97 min / Direção: Tony Scott / Roteiro: Ivan Davis, Michael Thomas (baseado no livro de Whitley Strieber) / Produção: Richard Shepherd / Elenco: Catherine Deneuve, David Bowie, Susan Sarandon, Cliff De Young, Beth Ehlers, Dan Hedaya

Fome de Viver” é aquele típico filme cult que você mais viu pessoas comentando sobre ele do que realmente alguém assistiu ele. Primeiro porque é um filme com David Bowie e depois porque ele tem duas grandes atrizes como Catherine Deneuve e Susan Sarandon. Ele também mostra os vampiros de uma forma diferente e traz também um olhar mais gótico e depressivo sobre esses monstros, principalmente pelo papel de Bowie no filme.

Esse horror gótico dos anos 80 era uma coisa totalmente diferente do que estávamos acostumados, principalmente ao lidar o mito do vampiro de uma forma mais diferente do que o habitual, primeiro porque vemos uma mulher como o “mestre” principal, não é a primeira vez que vemos isso no cinema, mas mesmo assim é legal ver essa mudança de papel. E depois temos um filme com um teor erótico totalmente diferente.

A direção fica por conta de Tony Scott que fez um excelente trabalho com atores, anglos de câmera e etc. Vale lembrar que esse é o primeiro filme grande do Tony Scott e já mostrou para que veio. Outro destaque é a fotografia Stephen Goldblatt que deixa tudo num tom que lembra bastante o expressionismo alemão.

Gosto muito de “Fome de Viver“, acho um dos principais filmes dos anos 80 que mostra uma pegada nova e também mais sensual do que é ser vampiro. Principalmente pelas cenas picantes entre Deneuve e Sarandon que por muito tempo foi bem conturbado. Mas para mim a melhor coisa do filme é o David Bowie apesar de ser vampiro e ter a imortalidade, ele fica refém do tempo. Numa cena onde ele está no hospital esperando para ser atendido vamos vendo a ação do tempo e Bowie vai envelhecendo décadas em apenas algumas horas.

A trama se passa em Nova York. E lá conhecemos Miriam Blaylock (Deneuve) é uma vampira que consegue se manter “viva” através dos séculos com o sangue dos seus amantes. Em retribuição, os jovens e as moças que se envolvem com ela não envelhecem, até Miriam ter tirado bastante sangue deles. Infelizmente seu atual parceiro, John (Bowie), está tendo um envelhecimento extremamente rápido e a expectativa de vida é de apenas 24 horas. Desesperado, ele procura a ajuda da médica Sarah Roberts (Sarandon), que é especialista em envelhecimento prematuro. Lá ela fica espantada com o caso de John e começa a investigar sua vida até se deparar com Mirian. E assim começa tanto uma história de amor, como também uma tragédia.

Fome de Viver” quase ganhou um “remake”, mas ainda bem que não aconteceu. Infelizmente em 1983 ele ficou fora de Cannes. A crítica do filme também ficou mista em relação a obra, acho que era quase uma novidade ver o terror e obra de arte se misturando e saindo uma coisa tão bela quanto esse filme. A produção ganhou alguns prêmios em 1984 no “Saturn Awards“, mas para mim esse filme vai além de apenas uma premiação, mostra todo o potencial de um filme bem feito e também da muita saudades do David Bowie.

Nota: 5 Caveiras

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