A Menina do Outro Lado da Rua (1976)

1976/ EUA / 91 min / Direção: Nicolas Gessner/ Roteiro: Laird Koenig / Produção Zev Braun / Elenco: Jodie Foster, Martin Sheen, Alexis Smith, Mort Shuman, Scott Jacoby

A Menina do Outro Lado da Rua” é um filme que mais ouvi falar do que pessoas que assistiram a ele. Na verdade eu sou uma delas, sempre vi alguma noticia falando dessa produção, principalmente porque ele é estrelado pela Jodie Foster. E também tem um elenco muito bom como o Martin Sheen bem novo. Quando assisti, achei ele maravilhoso, claro que com algumas ressalvas mas em si a história é fantástica. Talvez seja porque adoro filmes com poucos ambientes e também com diálogos interessantes.

Mas além disso ele trabalha um tema interessante que é a vida adulta quando se é ainda uma criança, é o que acontece com Ryyn (Foster) que faz uma adolescente de 13 anos, cujo o pai foi embora e abandonou numa casa. Sendo capaz de se sustentar sozinha, ela diz que seu pai ainda está morando com ela. Mas além disso ela guarda um grande mistério, no qual aos poucos vamos descobrindo. Outra coisa interessante é analisar as crianças nesses filmes de terror com um conteúdo bem mais adulto. Caso é a “A Profecia“, “Os Inocentes“, “A Inocente Face do Terror” ou até “Taxi Driver” do mesmo ano desse, onde Jodie Foster vive uma prostituta. Chega a ser bizarro como ela vira um objeto sexual nesses dois filmes.

 O filme é baseado num livro do mesmo roteirista que é o escritor Laird Koenig, ele escreveu bastante coisa para a televisão e filmes adaptados para a TV. Originalmente o roteiro iria para a o teatro. Mas claro que essa ideia já foi descartada rapidamente porque séria difícil encontrar alguém para viver o peso dramático da personagem por muito tempo. Lendo algumas coisas para escrever essa crítica. Percebi que o livro é muito mais pesado que o filme. Apesar de claro ainda conter rastros de psicopatia na jovem e as mortes serem bem sádicas também.

Martin Scorsese descobriu Jodie Foster graças a esse filme e assim a convidou para estrelar “Taxi Driver“. Uma das cenas mais polemicas é quando Ryyn fica nua. Foster não quis fazer essa cena então sua irmã que tinha 21 anos na época foi duble de corpo da atriz. Mas mesmo assim, várias cenas foram cortadas no qual o sexo foi retirado e até a violência amenizada.

A história começa contando sobre Rynn Jacobs (Foster), que vive sozinha na casa de seu pai. Quando chega algum visitante ela explica que o pai viajou a negócios, está dormindo ou está trabalhando e não pode ser incomodado. Ela está determinada em não perder a sua independência e fará qualquer coisa para proteger o seu segredo, principalmente da Sra. Hallet (Alexis Smith), que alugou a casa para o pai dela. A Sra. Hallet sente que algo está errado e o filho dela, Frank Hallet (Sheen), que apesar de ser casado e ter filhos, tem na cidade a “fama” de ser um pedófilo.

 Gostei muito da produção como eu disse, roteiro, atores e direção. Achei tudo bem feito e também como já vemos os passos que Jodie Foster iria dar rumo ao estrelato. Uma excelente atriz que só engrandece esse filme e mostra como se faz. Vale muito a pena assistir ” A Menina do Outro Lado da Rua” um filme de mistério e também com um segredo bem legal no seu final.

 

Nota: 5 Caveiras

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Blacula, o Vampiro Negro (1972)

EUA / 93 min / Direção: William Crain / Roteiro: Joan Torres, Raymond Koenig / Produção: Joseph T. Naar; Samuel Z. Arkoff (Produtor Executivo) / Elenco: William Marshall, Vonetta McGee, Denise Nicholas, Thalmus Rasulala, Gordon Pinset, Charles Macaulay

Se tem uma coisa maravilhosa que o cinema trouxe, foi a onda dos “blaxploitation“, que vai desde filmes de ação, erótico na sua grande maioria e também o terror. Que nessa onda foi produzido esse filme que é excelente na minha opinião e nessa hora falo sem ironia nenhuma que é “Blacula, o Vampiro Negro

Para alguns o “blaxploitation” pode ser uma piada, mas na verdade é um cinema de resistência, onde na sua maioria era um “cinema de negros, feitos por negros para ser consumido por negros“, mas cinema é universal! Então vários diretores beberam da fonte desse movimento e um desses é Quentin Tarantino. Mas uma coisa interessante é como o movimento ganhou força e também mostrou um fenômeno que já estava crescendo a décadas nos E.U.A. Uma grande parcela do publico consumidor americano é negro, então o que vamos fazer?

Os estúdios deixaram livre para vários atores, diretores e roteiristas criassem o que quisessem para o cinema, já que era voltado para um publico só. Então nasceu lendas como Pam Grier (a deusa do movimento), Cleópatra Jones, Richard Roundtree, Fred Williamson, Kareem Abdul-Jabbar ( Sim! O jogador) entre vários. Uma outra coisa boa que o movimento ganhou é a parte musical com músicos como  Curtis Mayfield, Isaac Hayes (Que também atuava), James Brown, Quincy Jones, Barry White, Marvin Gaye e Willie Hutch.

O filme foi dirigido por William Crain que fez mais séries para a TV do que com o cinema. Ele foi escrito também por Joan Torres e Raymond Koenig que escreveu a continuação do filme em 1973 que é “Os Gritos de Drácula“. O filme é estrelado por William Marshall que fez depois outros filmes B na década de 70. “Blacula” teve uma grande recepção pelo público e também  faturou uma grana boa sendo um filme “B” e de quebra foi o primeiro filme de terror a ganhar um “Saturn Award” já que a premiação é voltada para produções de ficção e horror.

A história começa quando um príncipe africano é amaldiçoado com o sangue de Drácula, tornando-se um vampiro chamado Blacula (Marshall). Ele desperta de seu sono profundo, sedento por sangue, se alimentando de pessoas em plena Nova Iorque dos anos 70! Então o filme vai tratar de racismo de uma forma bem diferente e também o horror é presente em cada passo. Fazendo claro menções clássicas ao Drácula de Bela Lugosi.

Blacula, o Vampiro Negro é um excelente filme e uma prova que o cinema não conhece preconceitos e nem limitações e  que claro os filmes de terror unem as pessoas! Vale muito a pena não só assistir a esse filme como também conhecer e muito o movimento “blaxploitation”.

Nota: 5 Caveiras

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A Fúria das Feras Atômicas (1976)

1976 / EUA / 88 min / Direção: Bert I. Gordon / Roteiro: Bert I. Gordon (baseado na obra de H.G. Wells) / Produção: Bert I. Gordon, Samuel Z. Arkoff (Produtor Executivo) / Elenco: Marjoe Gortner, Pamela Franklin, Ralph Meeker, Jon Cypher, Ida Lupino, John McLiam

Se tem um coisa que gosto na Netflix são seus tesouros perdidos, ou melhor, adicionados. Tem muito coisa que entra em catalogo mas é simplesmente ignorado. E isso poderia render também um bom tema no “Night of Living Trettel“. Mas um desses filmes foi um daqueles filmes de ficção cientifica misturado com horror que é cheio nos anos 70 como “O Império das Formigas“, “Westworld” ou até “Fuga do Século 23“.

Adoro quando a ficção cientifica mescla com o horror e lança essas perolas do cinema.  Ainda mais que “A Fúria das Feras Atômicas” é baseado na obra de H.G. Wells que escreveu “O Homem Invisível” , “A Ilha do Dr. Moreau” e sua principal obra que é “Guerra dos Mundos“. No livro se fala não só de animais como também de homens que ficam gigantesco e como o livro foi escrito em 1904, era uma crítica ou melhor uma sátira ao medo da tecnologia que estava começando a tomar forma na Europa principalmente.

O filme foi dirigido por  Bert I. Gordon que fez vários filmes B com essa temática de ataque de monstros e etc. Acho legal o trabalho dele que evoca esse terror mais “inocente” dos anos 50, já que nos anos 70 vamos ter filmes como “Halloween“, “O Exorcista“, “O Massacre da Serra Elétrica“, filmes com uma temática mais pesada, aqui temos um terror que é bem mais inocente que brinca e muito com a ciência.

American International Pictures” produziu e distribuiu  o filme. Ela é a mesma produtora que fez quase todos os filmes do Roger Corman e também produziu uma centena de filmes com essa mesma pegada. Apesar de ser um filme independente ele conseguiu um bom resultado na bilheteria nos anos 70, chegando a casa de 1 milhão. Em 2015 ele ganhou uma versão restaurada e junto com ele veio outro filme também bem “trash” e com uma pegada bem “eco-horror” que é “A Invasão das Rãs“, que por acaso também estava no catalogo da Netflix.

A história na verdade é bem simples. Numa ilha da costa do Canadá, o integrante de um grupo é encontrado com o rosto deformado. Uma nova forma de vida está surgindo, horrível e gigantesca. É bem isso mesmo, mas o que destaco nesse filme é a luta com as feras. No caso os ratos que são organizados e atacam os humanos que ficam escondidos numa cabana e a luta com uma galinha que também é sensacional.

A Fúria das Feras Atômicas é aquele típico filme que você assiste uma vez e logo deleta da cabeça porque apesar de ser legal, os atores não colaboram e também o roteiro é para lá de estranho. Mas é legal para ver como uma curiosidade e também como uma obra adaptada de H.G. Wells.

Nota: 

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Quadrilha de Sádicos (1977)

1977 / EUA / 89 min / Direção: Wes Craven / Roteiro: Wes Craven / Produção: Peter Locke / Elenco: Russ Grieve, Virgina Vincent, Dee Wallace, Robert Houston, Michael Berryman

Wes Craven é uma das pessoas mais geniais e talentosas que tivemos a chance de ter nesse mundo, seja pela sua mente criativa em criar “monstros” ou situações como também de escrever e dirigir seus filmes. “Quadrilha de Sádicos” é o seu segundo filme depois do sucesso de “Aniversário Macabro” que é um puta de um filme tenso e muito perturbador, não é atoa que até hoje fica na lista dos filmes mais polêmicos de todos os tempos.

A ideia de Craven para criar essa obra vem Sawney Bean que era um chefe de um clã na Escócia que ele comandava 48 pessoas e estimula que ele tinha matado e comido mais de 1.000 pessoas. Assim o argumento para Wes criar a família de canibais que vive no deserto da Califórnia estava quase pronto. mas ele adicionou mais algumas bizarrices, como ser uma família de incestuosos e também como ele tem umas deformidades.

Quem assisti “Aniversário Macabro” e depois vê “Quadrilha de Sádicos” não acha que é o mesmo diretor, podemos ver essa semelhança com Tobe Hopper em “O Massacre da Serra Elétrica” parte dois. Mas no caso Wes Craven sofreu muita censura ao tentar distribuir seu filme, então os estúdios responsáveis pela distribuição, cortaram várias cenas que apresentam canibalismoexplicito“, “gore” e “spllater” bem real.

A produção desse filme foi quase independente, Craven chegou a pegar emprestado câmeras de estúdios pornôs da Califórnia para rodar seu filme. E audição foi apenas um requisito, se os atores sabiam chorar com facilidade. Poderia ser um filme digno de Ed Wood, mas no caso Craven como eu tinha dito tem talento.

A história de “Quadrilha de Sádicos” pode ser comparado um “western” moderno, principalmente pelo cenário. Aquele filme que saiu em 2015 com Kurt Russel “Rastros de Maldade“, bebe muito desse filme de Wes Craven. Mas a tudo começa durante uma viagem de carro onde a família Carter, liderada por Big Bob (Russ Grieve), resolve fazer um breve desvio. E assim acabam numa área de testes da Força Aérea onde na verdade o lugar é habitado por um grupo de canibais que é liderado pelo mutante Júpiter (James Whitworth). Assim a família Carter tem que fazer o impossível para escapar dos canibais.

Vemos muita influencia de filmes da época do “Atomic Horror” dos anos 50 pelo aspecto do deserto e claro testes nucleares. O filme custou apenas 230 mil dólares e faturou 25 milhões em 1985 foi rodada uma sequencia mas não teve tanto sucesso com o primeiro. Mas em 2006 Alejandro Aja fez o “remake” que ficou foda demais e assim esse filme também entra na minha lista onde o “remake” é melhor que o original na minha opinião. Mas claro que nada se compara a grande carreira de Wes Craven que é um cara que merece e muito ter todos seus filmes revistos.

Nota: 

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Ilsa, a Guardiã Perversa da SS (1975)

1975 / EUA, Alemanha Ocidental / 96 min / Direção: Don Edmonds / Roteiro: Jonah Royston / Produção: David F. Friedman / Elenco: Dyanne Thorne, Gregory Knoph, Tony Mumolo, Maria Marx, Nicolle Riddell, Jo Jo Deville

A primeira vez que assisti a esse filme foi acaso! Pensei que se tratava de um filme de lobisomens por causa do titulo original em inglês. “Ilsa: She Wolf of the SS“. Por isso achei que ia se tratar de uma “trasheira” com nazista e tal. Mas eis que assisto e vejo que passa de uma “pornochanchada” das mais vagabundas por sinal.

Acho que “pornochanchada” seja o termo errado e sim o certo que é “nazixploitation” que são uma caralhada de filme que usa o sexo e nazismo como base de suas histórias. Felizmente assisti só a essa perola e nunca mais quero ver nada relacionado a esse tema.

O filme foi dirigido por Don Edmonds que é um especialista em filme com o termo “exploitation” que na verdade é uma forma barata de se filmar e colocar tudo que se quer em tela como violência, drogas, sexo e por ai vai. Eu particularmente adoro o “blaxploitation“, que apesar de ser relacionado com tudo isso, tem uma importância cultural para o cinema negro. Onde pessoas de cor eram os protagonistas e mostravam a verdade no mundo em que estavam. Acho tudo sensacional e vários clássicos surgiram a partir desse gênero.

Mas “Ilsa, a Guardiã Perversa da SS” consegue ser um filme bem “trash” na verdade mostrando a perversão de uma mulher insaciável por sexo e só consegue se satisfazer com um soldado preso. A produção conseguiu ser censurada na Austrália e na Noruega. Mas apesar de tudo isso e por incrível que pareça, o filme conseguiu virar uma trilogia! “Ilsa, Harem Keeper of the Oil Sheiks” que tem na direção novamente Edmonds e depois “Ilsa, the Tigress of Siberia“, lembrando que eles nunca foram lançados aqui no Brasil.

Na verdade não se tem uma história super elaborada e sim uma trama de sexo e perversão onde num campo de concentração nazista onde experiências bizarras com seres humanos são realizadas. À noite Ilsa convida prisioneiros para saciar seu apetite sexual, mas aqueles que não conseguem satisfazê-la são castrados. E isso é só um aperitivo da insanidade da personagem. Vale uma cena a direito a chuva de prata (google).

Então da para ver o conteúdo bizarro que é esse filme. Em 2007 naqueles famosos trailers “fakes” da “grindhouse” o diretor Rob Zombie fez uma homenagem a capita nazista, colocando sua esposa Sheri Moon como Ilsa. Mas enfim o filme é uma verdadeira “punhetagem” nos dois sentidos. Vale para dar risada e só. Como todo esse gênero do “exploitation“, tirando o “blaxploitation“, no qual esse é bom demais.

Nota: 

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Suspiria (1977)

1977 / Itália / 98 min / Direção: Dario Argento / Roteiro: Dario Argento, Daria Nicolodi (baseado na obra de Thomas De Quincey – não creditado)/ Produção: Claudio Argento, Salvatore Argento (Produtor Executivo) / Elenco: Jessica Harper, Stefana Casini, Flavio Bucci, Alida Valli, Joan Bennett

Suspiria” é uma obra-prima do cinema! Ela foi dirigida e escrita por outro mestre que é o Dario Argento. Para quem não conhece ele, é só ver qualquer filme de “giallo” italiano. Um mestre do gênero, junto com Mario Bava é claro.

A primeira vez que assisti aos filmes do Dario Argento foi em 2011, graças a internet essa coisa linda. Estava passando por um momento difícil na minha vida e foi graças aos filmes dele que consegui me distrair. Então assisti uma cacetada de suas obras como “Phenomena“, “Opera“, “Tenebre“, “Prelúdio Para Matar“, “Inferno” e “Quatro Moscas Sobre Veludo Cinza” que já é resenha aqui no Terror Mania.

Mas “Suspiria” faz parte de uma trilogia criada pelo próprio Argento que se chama “A trilogia das Mães“, sendo esse o primeiro filme. Depois vem “Inferno” de 1980 e para encerrar e a mais fraca na trilogia toda que é “O Retorno da Maldição – A Mãe das Lágrimas” de 2007. A outras trilogias que Dario Argento faz como dos animais que é muito boa também.

“Suspiria” não é o meu filme favorito de Dario Argento apesar de ser sua obra-prima. Gosto muito mais de “Prelúdio para Matar” que é um baita “giallo” ou traduzindo um baita “slasher“. Gosto muito também de “Phenomena” onde ele mistura o “giallo” com o sobrenatural e sai outra obra-prima. O filme na verdade também foi escrito por Daria Nicolodi que era esposa do diretor na infância. Se você prestar atenção ao ritmo do filme você vê que ele também é um grande conto de fadas. E não é atoa! Já que ele é baseado nas histórias que Daria ouvia da sua avó sobre uma bruxa que vivia numa escola de balé.

A história toda é sobre Suzy (Jessica Harper), uma bailarina que sonha em estudar em uma das mais famosas academias de artes, e para isso vai para uma academia de ballet. Porém, na noite em de sua chegada, Pat (Eva Axen) é vista correndo da escola, e mais tarde é brutalmente assassinada. Quando Suzy chega à escola, estranhos eventos começam a acontecer, como um assassino rondando os corredores do lugar, o assassinato de Sara (Stefania Casini), uma amiga de Suzy, e de um pianista cego deixa o clima pesado, mas aos poucos que vamos descobrindo o mistério, vemos que tudo passa de uma conspiração para encobrir a “Mater Suspiriorum” a primeira e mais poderosa bruxa da trilogia.

Para mim esse filme realmente é uma obra-prima, mesmo não sendo o meu favorito de Dario Argento. Ele consegue ser único com uma excelente história e também com uma excelente direção, roteiro e produção em geral. Uma obra que vale a pena ser vista  e colocado no canto intocável dos clássicos. Lembrando que infelizmente ele vai ganhar um “remake” americano! Já digo que é para ter medo.. Isso sim vai ser apavorante!

Nota: 5 Caveiras

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Damien: A Profecia II (1978)

1978 / EUA / 107 min / Direção: Don Taylor / Roteiro: Stanley Mann e Mike Hodges, Harvey Bernhard (história) / Produção: Harvey Bernhard, Charles Orne (Co-produtor), Joseph Lenzi (Produtor Associado) / Elenco: William Holden, Lee Grant, Jonathan Scott-Taylor, Robert Foxworth, Nicholas Pryor

Acho que “A Profecia” está no top 10 de trilogias favoritas, apesar de várias pessoas odiarem o que ela se tornou, especialmente a parte 3, eu adoro o rumo que ela teve e também como a evolução do Damien entre decidir se usa seus poderes de filho do demônio ou simplesmente ser uma pessoa normal. A segunda parte entra em choque com o certo e o errado, no caso como posso fugir do meu destino.

Se na primeira parte temos aquele choque entre colocar o satanismo na tela, uma criança como o filho do cramunhão e tal. Aqui vemos um adolescente tentando entender o que aconteceu com ele, porque tudo é estranho. Gosto de como o filme trabalha com isso de Damien ao mesmo tempo ser o anticristo e também lidar com problemas normais.

A diferença também se da pela mudança na direção, se na primeira parte temos a direção de Richard Donner. Aqui Don Taylor que fez uma caralhada de filmes, muda o tom da produção e o deixa mais acelerado e mais dramático na minha opinião.  O diretor tem uma experiência com filmes de terror, entre eles a “Ilha do Dr. Moreau” e outro que não é bem um terror e sim uma filme de suspense com ação que é “Nimitz – De Volta ao Inferno” que vale muito a pena assistir.

O filme teve pessoas de peso por trás como a trilha sonora do Jerry Goldsmith que é impressionante sempre. A produção custou 6,8 milhões e conseguiu faturar por volta de 26 milhões o que foi lucrativo e também uma carta branca para a produção do terceiro filme. Acho que a opinião da crítica deveria ter sido um alerta para os produtores sobre a produção do terceiro filme, lembrando que a profecia na verdade são quatro filme. Onde no ultimo a história é sobre uma menina que vira herdeira do Damien, realmente não tem como dar errado.

Quem já assistiu a primeira parte do filme já sabe quem é “Damien”. Acho que “A Profecia” poderia ser considerado um “Boyhood” pela evolução do personagem e não pelo ator. Já que no segundo filme o garoto agora um adolescente (Jonathan Scott-Taylor) finalmente toma consciência de que é o Anticristo e, após o choque inicial, passa a usar seus satânicos poderes para matar qualquer um que suspeite da sua herança demoníaca. Acho isso simplesmente foda e também muito legal. Mas pena que não da uma convencida na verdade.

“A Profecia II”, realmente não é um dos melhores filmes do mundo. Mas consegue deixar seu peso na história do cinema pela trama bem elaborada e também pelos efeitos da época. Eu pessoalmente considero  um excelente filme de terror, apesar das suas limitações no roteiro e também com atuações. Mas vale a pena assistir a obra como um todo.

Nota: 

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