A Dança dos Vampiros (1967)

1967 / EUA, Reino Unido / 108 min / Direção: Roman Polanski / Roteiro: Gérard Brach, Roman Polanski / Produção: Gene Gutowski, Martin Ransohoff (Produtor Executivo) / Elenco: Roman Polanski, Jack McGowran, Alfie Bass, Sharon Tate, Ferdy Mayne

A Dança dos Vampiros” acho que foi o filme que mais demorei para ver do Roman Polanski. Mas claro que foi uma burrada, já que esse filme é um dos mais divertidos da história do cinema e também da filmografia do diretor. Foi nesse filme que ele conheceu a Sharon Tate que mais tarde viraria sua esposa e também seria assassinada pelo culto do Charles Manson, sendo que ela tinha 26 anos na época e estava grávida do diretor.

É meio estranho Polanski ter dirigido esse filme já que ele já tinha feito a primeira parte da “trilogia do apartamento” que foi o “Repulsa ao Sexo” e um ano depois em 1968, ele iria dirigir um dos filmes mais macabros de todos os tempos que é “O Bebê de Rosemary“. Mas no meio dessas duas obras primas, ele teve tempo de fazer essa comédia que brinca com a mitologia do vampiro de uma forma bem nova para os padrões da época.

Bom Polanski odiou trabalhar com esse filme, mas por conta da produção que alterou bastante coisa como o próprio titulo que mudou para “The Fearless Vampire Killers, or Pardon Me, But Your Teeth Are in My Neck“. Isso foi culpa da MGM que quis suavizar um pouco mais a produção, então eles editaram também 16 minutos do filme. Lembrando que nessa época a “Hammer Productions” estava no auge fazendo várias coisas relacionados ao terror e ao sexo já que a censura na Inglaterra afrouxou um poucos as coisas, eles aproveitaram para usar esses dois elementos para vender seus filmes. E é claro que Polanski pulou nessa onda.

A trama toda é ambientada na Transilvânia onde um  Professor universitário e caçador de vampiros Abronsius (Jack MacGowran) e seu aprendiz Alfred (Polański) estão procurando vampiros para caçá-los. Os dois hospedam-se em uma pequena estalagem e Alfred se apaixona por Sarah (Tate), filha do dono da estalagem Yoineh Shagal (Alfie Bass). Após assistir ao rapto de Sarah pelo Conde von Krolock (Ferdy Mayne), o professor e Alfred vai ao seu resgate. O legal é como o  filme brinca com esse  estereotipo dos vampiros, como Herbert von Krolock (Iain Quarrier), vampiro homossexual filho do conde, e Yoineh Shagal, vampiro judeu sobre quem a cruz, católica não faz efeito.

Em 1971 o filme virou um música e recebeu o titulo “A Dança dos Vampiros” e por isso o titulo nacional tem essa nome. Apesar de Polanski ter odiado a experiência de trabalhar com a MGM, ele dirigiu o espetáculo na Áustria e também contratou só nego foda para ensaiar os atores como o coreografo Tutte Lemkow que fez “O Violinista no Telhado“. Resumindo “A Dança dos Vampiros” é a prova de como Roman Polaski é  um cara super talentoso e consegue trabalhar com vários gêneros.

 

Nota: 

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Psicose (1960)

1960 / EUA / P&B / 109 min / Direção: Alfred Hitchcock / Roteiro: Joseph Stefano (baseado na obra de Robert Bloch) / Produção: Alfred Hitchcock (não creditado) / Elenco: Anthony Perkins, Janet Leigh, Vera Miles, John Gavin, Martin Balsam, John McIntire

Bom finalmente chegamos na parte das resenhas do Terror Mania em que os clássicos imperam. A minha ideia de criar esse blog para escrever sobre filme de terror e etc. Foi de resenhar a maioria dos filmes possíveis de cada década, países, subgêneros e por ai vai. Assim eu vi muitos filmes de terror ao longo desse 1 ano e meio de blog. Mas confesso que nenhum supera esse marco do cinema mundial que é “Psicose“.

Acho que já escrevi em alguma resenha que cursei cinema por um tempo e é incrível como esse filme é usado em aulas teóricas. Desde discussão de roteiro, som, edição até história do cinema mesmo por que psicose é um filme muito transcendente para a sua época. Uma curiosidade é que Hitchcock colocava um aviso para as pessoas não entrarem no cinema depois de começar a sessão para não perderem o impacto da obra.

Lembro quando vi “Psicose” quando estava no primeiro ano do ensino médio e fiquei maluco com o filme, simplesmente fantástico e depois de 57 anos do seu lançamento ele ainda continua uma obra atual e consegue surpreender seu publico. Principalmente pela estrutura do roteiro que é simplesmente incrível. Lá vem o “spoiler“! A protagonista é morta no meio do filme. Por essa forma de pensar, a produção teve que ser quase independente por conta que nenhuma estúdio que produzir um filme assim, achando que ia ser um fracasso. Mas temos um gênio por trás desse filme.

Hitchcock comprou a história de Robert Bloch por uma bagatela de 11 mil dólares e entregou para Joseph Stefano roteirizá-lo, ele já tinha experiência em roteiros com uma pegada mais macabra. Principalmente porque a história do assassino é levemente baseada em Ed Gein. Então você vê também mais um motivo do medo das distribuidoras. Mas só a Paramount foi a única que se interessou depois de um tempo em apenas distribuir o filme e assim a produção custou 800 mil dólares e faturou 60 milhões na sua bilheteria total.

Tudo começa quando Marion Crane (Janet Leigh) rouba 40 mil dólares da imobiliária onde trabalha para se casar e começar uma nova vida. Durante a fuga, ela enfrenta uma forte tempestade, erra o caminho e chega em um velho hotel. O estabelecimento é administrado por um sujeito atencioso chamado Norman Bates (Anthony Perkins), assim coisas estranhas começam acontecer, principalmente pelo comportamento de Bates. Sabemos que ele ama sua mãe e o tempo todo vemos a mãe sem saber se é ela ou o que ela faz.

O filme foi um sucesso que no ano seguinte do Oscar em 1961 o filme foi indicado para melhor direção, melhor atriz coadjuvante, fotografia e direção de arte. Até hoje “Psicose” é um sucesso, por mais que você não tenha assistido ao filme, a trilha sonora do Bernard Herrmann já compõe um cenário excelente de suspense e a cena da banheira vem a tona na sua cabeça. Acho que é assim que se forma clássicos, quando tem um forte apelo cultural e extrapola a tela do cinema e entra de vez na cultura POP e assim é Alfred Hitchcock.

Nota: 5 Caveiras

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O Corvo (1963)

1963 / EUA / 86 min / Direção: Roger Corman / Roteiro: Richard Matheson (baseado no poema de Edgar Allan Poe) / Produção: Roger Corman, Samuel Z. Arkoff e James H. Nicholson (Produtores Executivos) / Elenco: Vincent Price, Peter Lorre, Boris Karloff, Hazel Court, Jack Nicholson

Acho que “O Corvo” é um dos meus filmes favoritos desse “Ciclo do Pavor” que Roger Corman fez usando as obras de Edgar Allan Poe.  A nossa querida “Versátil” lançou o filme no box “Edgar Allan Poe no Cinema – Volume 2” e digo que é um prato cheio para o fã do horror, principalmente por que conta com obras como “Dois Olhos Satânicos” que tem a direção do Dario Argento e do George Romero, “Histórias Extraordinárias” que tem um monte de diretor e ator foda e no segundo DVD temos “O Gato Negro” de Lucio Fulci.

Até pouco tempo atrás esse filme estava no catalogo da Netflix. Vale dizer que muita das produções de Roger Corman tem uma pegada mais de humor que propriamente dita de terror. Vale ver que temos Vincent Price fazendo um mago e Peter Lorre como um outro mago só que virou um corvo! Então deu para ver qual é do filme.

Uma curiosidade é que temos um jovem Jack Nicholson no elenco, isso foi antes dele tomar todas e entrar numa “bad trip” no final dos anos 60. Acho que esse foi o filme mais rápido de toda a carreira de Corman, durando apenas 15 dias para ser feito.

A história começa quando  poderoso feiticeiro Dr. Erasmus Craven (Price) vive recluso em seu castelo, de luto pela morte de sua esposa Lenore (Hazel Court) há dois anos, para tristeza da filha dele Estelle (Olive Sturgess). Numa noite, entra pela janela um corvo que se revela como o feiticeiro Dr. Bedlo (Lore), transformado na ave após um duelo de magia com o maligno Dr. Scarabus (Karloff). Craven o ajuda a voltar ao normal e Bedlo quer retornar ao castelo de Scarabus para a revanche. O doutor Craven vai junto pois Bedlo lhe contara que vira o fantasma de Lenore no lugar. Acompanha a dupla de feiticeiros Estelle e Rexford (Nicholson), filho de Bedlo. No castelo de Scarabus ocorre o novo duelo de magia dele com Bedlo e depois, a luta final com Craven.

Essa é uma produção totalmente diferente do que estamos acostumados, ou melhor, para quem viu os oitos filmes do ciclo do pavor de Corman, voltado para a comédia bem bonachona mesmo. Essa produção é bem divertida e também consegue deixar engraçado esses monstros do cinema, claro que estou falando dos atores. Mas para filme é um dos meus favoritos de Roger Corman.

Nota: 5 Caveiras

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As Três Máscaras do Terror (1963)

1963 / Itália, Reino Unido, França / 92 min / Direção: Mario Bava / Roteiro: Mario Bava, Alberto Bevilacqua, Marcello Fondato (baseados nas obras de Ivan Chekhov, F.G. Snyder, Aleksei Tolstoy) / Produção: Salvatore Billitteri, Paolo Mercuri / Elenco: Boris Karloff, Michéle Mercier, Lidia Alfoni, Mark Damon, Jacqueline Pierreux

Mario Bava já é velho de guerra aqui no Terror Mania, o primeiro TerroCast foi dedicado só a ele. Mas falar de Bava é falar de excelente filmes, uma direção maravilhosa e também de janelas. Sim! Parece que Mario Bava tem uma fissura por janelas porque a maioria dos seus filmes algo acontece com uma janela. É só prestar atenção!

Um dos meus filmes favoritos dele é com certeza “As Três Máscaras do Terror“, ou melhor, “Black Sabbath” que inspirou a banda de Ozzy Osbourne. Mas voltando, gosto muito desse filme porque além de ser um conto que é uma narrativa que particularmente eu adoro, também puxa para vários sub-gêneros do terror como o “Slasher” que é da parte “O Telefone“, uma história de vampiros que conta com a participação incrível do Boris Karloff que chama “O Wurdulak” e uma outra história voltada totalmente ao sobrenatural que é “A Gota d’Água“, então é um filme que agrada a todos os fãs do terror.

O filme foi produzido pela “American International Pictures” que é a mesma que produziu a maioria dos filmes do Roger Corman e também abriu espaço dentro do mercado europeu. Uma curiosidade é que essa “regia di Mario Bava” teve vários nome ao redor do mundo, e nos E.U.A o nome “Black Sabbath” ficou com esse nome por causa da produção anterior do diretor que teve um certo sucesso americano que é o “Black Sunday” ou “A Maldição do Demônio“.

Mas “As Três Máscaras do Terror” teve uma recepção boa chegando a faturar 100 milhões nas bilheterias. E apesar de ser um filme italiano e sabemos muito bem que quando um produto da Itália é exibida para o publico inglês, ele é retalhado e censurado, mas essa produção não teve quase nenhuma mexida na sua produção ou que teve em tela.

A história como eu tinha dito se trata de uma trilogia com  três contos de terror, que são baseadas nos contos dos escritores Aleksei Tolstoy, Ivan Chekhov e F.G. Snyder. Na primeira parte, “O Telefone”, uma prostituta recebe uma série de telefonemas misteriosos de um ex-cliente morto. Na segunda,”O Wurdalak”, uma família do interior da Rússia tenta lutar contra uma linhagem de vampiros quando recebe a visita de um conde russo do século XIX. Por último, “A Gota d’Água”, em que uma enfermeira rouba o anel do cadáver de uma médium, enquanto o prepara, despertando a fúria da falecida.

Como eu disse os contos são maravilhosos e cada um exibe um terror primordial de primeira. Não é atoa que Quentin Tarantino disse que sua principal influencia para escrever “Pulp Fiction” foi esse filme. Então é para qualquer fã realmente se deliciar com essa película de primeira.

Nota: 5 Caveiras

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A Orgia da Morte (1964)

1964 / EUA , Reino Unido/ 89 min / Direção: Roger Corman / Roteiro: R. Wright Campbell, Charles Beaumont (baseado no conto de Edgard Allan Poe) / Produção: Roger Corman, George Willoughby (Produtor Associado) / Elenco: Vincent Price, Hazel Court, Jane Asher, David Weston, Nigel Green

Lembro a primeira vez que assisti “A Orgia da Morte” de Roger Corman, foi na praia e tinha acabado de comprar o box de filme da “Versátil vol.1” que tinha essa perola.

Uma coisa que Corman sempre faz na maioria das suas obras é usar o Vincet Price, Boris Karloff e também o Peter Lorre e ainda mais usar como base as obras de Edgard Allan Poe na maioria dos seus filmes. Quem já leu “Como a Geração Sexo-drogas-e-rock’n’roll Salvou Hollywood” sabe como ele ajudou vários diretores que hoje são deuses do cinema como Francis Ford Coppola, Martin Scorcesse até Jack Nicholson. Então ele é muito importante para a história do cinema mundial, principalmente para o cinema independente.

Gosto muito dessa obra de Corman, principalmente pelo uso de bons atores e também como Prince beira entre o humor (não querendo) e o assustador que é o principal na obra. Acho que essa é uma das melhores obras de Allan Poe.

Todos os filmes desse ciclo de pavor do Roger Corman, foram produzidas e distribuídas pela “American International Pictures” que fez no total 8 produções de Corman e Poe que contam com House of Usher, O Poço e o Pêndulo, The Premature Burial, Tales of Terror, O Corvo, The Haunted Palace, Túmulo Sinistro.

A história de “A Orgia da Morte”, passa em torno do Príncipe Prospero (Price) que se enclausura em seu castelo com um seleto grupo de convidados quando descobre que uma peste mortal se aproxima de sua vila. Ele organiza um baile de máscaras repleto de luxúria, que atrai uma visitante muito especial, que ele a usa para escapar da praga vermelha.

Adoro os filmes do Corman e ainda mais quando faz parceria com Price, que é diversão e horror na certa. Mas tiro o chapéu para a “Versátil” que mais uma vez arrasou em trazer essa série de filmes do ciclo do pavor novamente.

Nota: 

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Os Pássaros (1963)

1963 / EUA / 119 min / Direção: Alfred Hitchcock / Roteiro: Evan Hunter, Daphne Du Maurier (história) / Produção: Alfred Hitchcock (não creditado) / Elenco: Rod Taylor, Tippi Hedren, Suzanne Pleshette, Jessica Tandy, Veronica Cartwright

Acho que tirando “Psicose“, “Janela Indiscreta” e “Disque M para Matar“, “Os Pássaros” do diretor Alfred Hitchcock é sem sombra de dúvidas um dos meus filmes favoritos de todos os tempos do mestre do suspense. Lembro que vi o segundo filme antes do original, ele passava no SBT na verdade e outra lembrança que tenho bem nítida dessa filme é quando a Warner ou a Universal passava trechos dos seus filmes naquelas fitas VHS e tinha uma cena de “Os Pássaros” quando eles atacam as crianças na escola e os coloca para correr.

Gosto muito desse filme também porque em si ele não tem uma explicação do porque dos ataques dos pássaros, ele simplesmente acontece e você tem que sobreviver aquilo, acho isso muito genial e também muito corajoso da parte de Hitchcock. O filme teve alguns problemas para ser desenvolvido começando pela recusa de Joseph Stefano com quem o diretor trabalhou em “Psicose“, até problemas de financiamento e claro com atriz principal Tippi Hedren.

Não é novidade para ninguém que Alfred Hitchcock tinha um problema com as mulheres tanto nos filmes como na vida real. Biografias diziam que ele era sexualmente retraído e sofreu um certo abuso na infância. Acho que um dos fetiches maiores do diretor é o uso de mulheres loiras em seus filmes, desde atrizes como Kim Novak ou Grace Kelly. Mas com a atriz Tippi Hedren ele fez um verdadeiro inferno, desde manter o contrato da atriz preso por anos para que ela não trabalhasse mais, até contratar pessoas para segui-la o dia todo.

Mas voltando ao filme, vários pássaros foram usados na gravação do filme e novamente a atriz Tippi Hedren sofreu nas mãos do diretor, em uma das cenas da para ver nitidamente o desespero da atriz quando o diretor jogou um pássaro nela, isso resultou num corte em seu rosto.  Outra curiosidade é que o filme não apresenta uma trilha sonora elaborada.

A história começa quando Melanie Daniels (Hedren) que é uma rica socialite. Conhece o advogado Mitch Brenner (Rod Taylor) em um pet shop e fica interessada nele. Após o encontro ela decide procurá-lo em sua cidade. Ela dirige por uma hora até a pacata cidade de Bodega Bay, na Califórnia, onde Mitch costuma passar os finais de semana. Entretanto, Melaine só não sabia que iria vivenciar algo assustador: milhares de pássaros se instalaram na localidade e começam a atacar as pessoas. O filme também tem algumas cenas bem de “gore” principalmente quando Melaine e Mitch vão na fazenda de um senhor e quando entram no quarto um dos pássaros está bicando os olhos do velho.

O filme conseguiu arrecadar bem nas bilheterias apesar de não ser um filme habitual de Hitchcock, ele custo 3,3 milhões para os estúdios e faturou 11 milhões. O legal também é que o filme não apresenta um “The End” então indica que aquilo não acabou ai, como vemos no final do filme. Quando Mitch diz que os pássaros voltaram. E voltam na sequencia de “Os Pássaros 2“. Um excelente filme que merece ser visto e revisto, porque é um clássico insuperável do mestre do suspense.

Nota: 5 Caveiras

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A Noite dos Mortos-Vivos (1968)

1968 / EUA / P&B / 96 min / Direção: George A. Romero / Roteiro: George A. Romero, John Russo / Produção: Karl Hardman, Russell W. Streiner / Elenco: Duane Jones, Judith O’Dea, Karl Hardman, Marilyn Eastman

Acho que já falei em algum lugar que não gosto tanto do original do George Romero da “Noite dos Mortos-Vivos” por achar o filme muito chato. Não sei porque tenho essa opinião, mas simplesmente não gosto tanto. Pode ser que daqui a 10 anos eu veja e fale: “Caralho! Quer filme foda!“, mas nesse momento não. Prefiro mil vezes a versão do Tom Savini que foi gravado em 1990. Ela é bem mais dinâmica e também bem mais explorada, mas claro que não da para comparar uma obra dos anos 60 que é uma produção “B” com um filme dos anos 90 e com um orçamento bem maior.

George Romero é um dos meus diretores favoritos no cinema, amo todas as suas obras e claro que tem suas exceções, mas ele é sempre uma pessoa bem engajada e também sabe trabalhar muito bem com o roteiro e direção. Um dos pontos alto de Romero é como ele usa seus filmes para fazer várias críticas a sociedade, seja a sociedade do consumo, militarização, globalização, racismo ou até o preconceito com doenças que é o caso de um outro excelente filme do diretor que é “Martin“.

Mas Romero começou a fazer filmes logo quando entrou na faculdade, produzindo e dirigindo comerciais, ele conseguiu levantar uma grana para realizar aquele que séria a revolução no cinema de terror e também a revolução dos filmes de zumbis. Tudo começou quando ele e John Russo fundaram uma pequena produtora, assim eles começaram com 114.000 mil dólares para realizar um filme. A história fica por conta de Russo e Romero, assim George Romero iria dirigir o filme e outro amigo Russell Streiner iria produzi-lo.

Muitos dizem que o filme tem várias críticas tanto a guerra do Vietnã como a guerra fria, então muito o que vemos na produção brinca com essas duas teorias. Tudo começa quando Barbara (Judith O’Dea) e seu irmão estão indo para o enterro da mãe deles e são atacados por um morto. O seu irmão morre e assim ela foge, indo parar numa casa, mas ela percebe que aquele não é o único ser que está atacando as pessoas. Então aparece Ben ( Duane Jones) que vem para resolver as coisas, é engraçado ver como as coisas não mudam na verdade. Se no original dos anos 60 Jones que foi um dos primeiros protagonistas negros a trabalhar num filme não tem voz, no “remake” dos anos 90 a coisa muda de forma e quem não tem voz é a mulher no caso Barbara. Assim quando eles entram dentro da casa para se proteger, eles são atacados por outras criaturas, até que se percebe na verdade vendo um telejornal é que os mortos começaram a andar sobre a terra. E eles precisam sobreviver aos comedores de carne, ou melhor, aos zumbis.

O quem vem depois é só sucesso, dizem que Romero conseguiu faturar só de VHS e também mercado interno um valor de 12 milhões de dólares só com um único filme o que deu treta entre ele e John Russo então ele foi escrever outras coisas e fez um dos meus filmes favoritos que é “A Volta dos Mortos-Vivos” que é um clássico oitentista absoluto.

Em 1999 “A Noite dos Mortos Vivos” foi colocado no congresso nacional dos E.U.A então ele é considerado uma importantíssima obra cultural de todos os tempos. Assim vale também lembrar que nasceu uma sequencia de filmes relacionados a mortos em sua carreira como “O Despertar dos Mortos“, “Diário dos Mortos” entre outros. Apesar de eu não gostar tanto dessa obra, ele é um excelente filme que vale ser visto e revisto e também ver como Romero é um diretor sensacional.

Nota: 

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