A Dança dos Vampiros (1967)

1967 / EUA, Reino Unido / 108 min / Direção: Roman Polanski / Roteiro: Gérard Brach, Roman Polanski / Produção: Gene Gutowski, Martin Ransohoff (Produtor Executivo) / Elenco: Roman Polanski, Jack McGowran, Alfie Bass, Sharon Tate, Ferdy Mayne

A Dança dos Vampiros” acho que foi o filme que mais demorei para ver do Roman Polanski. Mas claro que foi uma burrada, já que esse filme é um dos mais divertidos da história do cinema e também da filmografia do diretor. Foi nesse filme que ele conheceu a Sharon Tate que mais tarde viraria sua esposa e também seria assassinada pelo culto do Charles Manson, sendo que ela tinha 26 anos na época e estava grávida do diretor.

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Psicose (1960)

1960 / EUA / P&B / 109 min / Direção: Alfred Hitchcock / Roteiro: Joseph Stefano (baseado na obra de Robert Bloch) / Produção: Alfred Hitchcock (não creditado) / Elenco: Anthony Perkins, Janet Leigh, Vera Miles, John Gavin, Martin Balsam, John McIntire

Bom finalmente chegamos na parte das resenhas do Terror Mania em que os clássicos imperam. A minha ideia de criar esse blog para escrever sobre filme de terror e etc. Foi de resenhar a maioria dos filmes possíveis de cada década, países, subgêneros e por ai vai. Assim eu vi muitos filmes de terror ao longo desse 1 ano e meio de blog. Mas confesso que nenhum supera esse marco do cinema mundial que é “Psicose“.

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O Corvo (1963)

1963 / EUA / 86 min / Direção: Roger Corman / Roteiro: Richard Matheson (baseado no poema de Edgar Allan Poe) / Produção: Roger Corman, Samuel Z. Arkoff e James H. Nicholson (Produtores Executivos) / Elenco: Vincent Price, Peter Lorre, Boris Karloff, Hazel Court, Jack Nicholson

Acho que “O Corvo” é um dos meus filmes favoritos desse “Ciclo do Pavor” que Roger Corman fez usando as obras de Edgar Allan Poe.  A nossa querida “Versátil” lançou o filme no box “Edgar Allan Poe no Cinema – Volume 2” e digo que é um prato cheio para o fã do horror, principalmente por que conta com obras como “Dois Olhos Satânicos” que tem a direção do Dario Argento e do George Romero, “Histórias Extraordinárias” que tem um monte de diretor e ator foda e no segundo DVD temos “O Gato Negro” de Lucio Fulci.

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As Três Máscaras do Terror (1963)

1963 / Itália, Reino Unido, França / 92 min / Direção: Mario Bava / Roteiro: Mario Bava, Alberto Bevilacqua, Marcello Fondato (baseados nas obras de Ivan Chekhov, F.G. Snyder, Aleksei Tolstoy) / Produção: Salvatore Billitteri, Paolo Mercuri / Elenco: Boris Karloff, Michéle Mercier, Lidia Alfoni, Mark Damon, Jacqueline Pierreux

Mario Bava já é velho de guerra aqui no Terror Mania, o primeiro TerroCast foi dedicado só a ele. Mas falar de Bava é falar de excelente filmes, uma direção maravilhosa e também de janelas. Sim! Parece que Mario Bava tem uma fissura por janelas porque a maioria dos seus filmes algo acontece com uma janela. É só prestar atenção!

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A Orgia da Morte (1964)

1964 / EUA , Reino Unido/ 89 min / Direção: Roger Corman / Roteiro: R. Wright Campbell, Charles Beaumont (baseado no conto de Edgard Allan Poe) / Produção: Roger Corman, George Willoughby (Produtor Associado) / Elenco: Vincent Price, Hazel Court, Jane Asher, David Weston, Nigel Green

Lembro a primeira vez que assisti “A Orgia da Morte” de Roger Corman, foi na praia e tinha acabado de comprar o box de filme da “Versátil vol.1” que tinha essa perola.

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Os Pássaros (1963)

1963 / EUA / 119 min / Direção: Alfred Hitchcock / Roteiro: Evan Hunter, Daphne Du Maurier (história) / Produção: Alfred Hitchcock (não creditado) / Elenco: Rod Taylor, Tippi Hedren, Suzanne Pleshette, Jessica Tandy, Veronica Cartwright

Acho que tirando “Psicose“, “Janela Indiscreta” e “Disque M para Matar“, “Os Pássaros” do diretor Alfred Hitchcock é sem sombra de dúvidas um dos meus filmes favoritos de todos os tempos do mestre do suspense. Lembro que vi o segundo filme antes do original, ele passava no SBT na verdade e outra lembrança que tenho bem nítida dessa filme é quando a Warner ou a Universal passava trechos dos seus filmes naquelas fitas VHS e tinha uma cena de “Os Pássaros” quando eles atacam as crianças na escola e os coloca para correr.

Gosto muito desse filme também porque em si ele não tem uma explicação do porque dos ataques dos pássaros, ele simplesmente acontece e você tem que sobreviver aquilo, acho isso muito genial e também muito corajoso da parte de Hitchcock. O filme teve alguns problemas para ser desenvolvido começando pela recusa de Joseph Stefano com quem o diretor trabalhou em “Psicose“, até problemas de financiamento e claro com atriz principal Tippi Hedren.

Não é novidade para ninguém que Alfred Hitchcock tinha um problema com as mulheres tanto nos filmes como na vida real. Biografias diziam que ele era sexualmente retraído e sofreu um certo abuso na infância. Acho que um dos fetiches maiores do diretor é o uso de mulheres loiras em seus filmes, desde atrizes como Kim Novak ou Grace Kelly. Mas com a atriz Tippi Hedren ele fez um verdadeiro inferno, desde manter o contrato da atriz preso por anos para que ela não trabalhasse mais, até contratar pessoas para segui-la o dia todo.

Mas voltando ao filme, vários pássaros foram usados na gravação do filme e novamente a atriz Tippi Hedren sofreu nas mãos do diretor, em uma das cenas da para ver nitidamente o desespero da atriz quando o diretor jogou um pássaro nela, isso resultou num corte em seu rosto.  Outra curiosidade é que o filme não apresenta uma trilha sonora elaborada.

A história começa quando Melanie Daniels (Hedren) que é uma rica socialite. Conhece o advogado Mitch Brenner (Rod Taylor) em um pet shop e fica interessada nele. Após o encontro ela decide procurá-lo em sua cidade. Ela dirige por uma hora até a pacata cidade de Bodega Bay, na Califórnia, onde Mitch costuma passar os finais de semana. Entretanto, Melaine só não sabia que iria vivenciar algo assustador: milhares de pássaros se instalaram na localidade e começam a atacar as pessoas. O filme também tem algumas cenas bem de “gore” principalmente quando Melaine e Mitch vão na fazenda de um senhor e quando entram no quarto um dos pássaros está bicando os olhos do velho.

O filme conseguiu arrecadar bem nas bilheterias apesar de não ser um filme habitual de Hitchcock, ele custo 3,3 milhões para os estúdios e faturou 11 milhões. O legal também é que o filme não apresenta um “The End” então indica que aquilo não acabou ai, como vemos no final do filme. Quando Mitch diz que os pássaros voltaram. E voltam na sequencia de “Os Pássaros 2“. Um excelente filme que merece ser visto e revisto, porque é um clássico insuperável do mestre do suspense.

Nota: 5 Caveiras

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A Noite dos Mortos-Vivos (1968)

1968 / EUA / P&B / 96 min / Direção: George A. Romero / Roteiro: George A. Romero, John Russo / Produção: Karl Hardman, Russell W. Streiner / Elenco: Duane Jones, Judith O’Dea, Karl Hardman, Marilyn Eastman

Acho que já falei em algum lugar que não gosto tanto do original do George Romero da “Noite dos Mortos-Vivos” por achar o filme muito chato. Não sei porque tenho essa opinião, mas simplesmente não gosto tanto. Pode ser que daqui a 10 anos eu veja e fale: “Caralho! Quer filme foda!“, mas nesse momento não. Prefiro mil vezes a versão do Tom Savini que foi gravado em 1990. Ela é bem mais dinâmica e também bem mais explorada, mas claro que não da para comparar uma obra dos anos 60 que é uma produção “B” com um filme dos anos 90 e com um orçamento bem maior.

George Romero é um dos meus diretores favoritos no cinema, amo todas as suas obras e claro que tem suas exceções, mas ele é sempre uma pessoa bem engajada e também sabe trabalhar muito bem com o roteiro e direção. Um dos pontos alto de Romero é como ele usa seus filmes para fazer várias críticas a sociedade, seja a sociedade do consumo, militarização, globalização, racismo ou até o preconceito com doenças que é o caso de um outro excelente filme do diretor que é “Martin“.

Mas Romero começou a fazer filmes logo quando entrou na faculdade, produzindo e dirigindo comerciais, ele conseguiu levantar uma grana para realizar aquele que séria a revolução no cinema de terror e também a revolução dos filmes de zumbis. Tudo começou quando ele e John Russo fundaram uma pequena produtora, assim eles começaram com 114.000 mil dólares para realizar um filme. A história fica por conta de Russo e Romero, assim George Romero iria dirigir o filme e outro amigo Russell Streiner iria produzi-lo.

Muitos dizem que o filme tem várias críticas tanto a guerra do Vietnã como a guerra fria, então muito o que vemos na produção brinca com essas duas teorias. Tudo começa quando Barbara (Judith O’Dea) e seu irmão estão indo para o enterro da mãe deles e são atacados por um morto. O seu irmão morre e assim ela foge, indo parar numa casa, mas ela percebe que aquele não é o único ser que está atacando as pessoas. Então aparece Ben ( Duane Jones) que vem para resolver as coisas, é engraçado ver como as coisas não mudam na verdade. Se no original dos anos 60 Jones que foi um dos primeiros protagonistas negros a trabalhar num filme não tem voz, no “remake” dos anos 90 a coisa muda de forma e quem não tem voz é a mulher no caso Barbara. Assim quando eles entram dentro da casa para se proteger, eles são atacados por outras criaturas, até que se percebe na verdade vendo um telejornal é que os mortos começaram a andar sobre a terra. E eles precisam sobreviver aos comedores de carne, ou melhor, aos zumbis.

O quem vem depois é só sucesso, dizem que Romero conseguiu faturar só de VHS e também mercado interno um valor de 12 milhões de dólares só com um único filme o que deu treta entre ele e John Russo então ele foi escrever outras coisas e fez um dos meus filmes favoritos que é “A Volta dos Mortos-Vivos” que é um clássico oitentista absoluto.

Em 1999 “A Noite dos Mortos Vivos” foi colocado no congresso nacional dos E.U.A então ele é considerado uma importantíssima obra cultural de todos os tempos. Assim vale também lembrar que nasceu uma sequencia de filmes relacionados a mortos em sua carreira como “O Despertar dos Mortos“, “Diário dos Mortos” entre outros. Apesar de eu não gostar tanto dessa obra, ele é um excelente filme que vale ser visto e revisto e também ver como Romero é um diretor sensacional.

Nota: 

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