A Máscara de Fu Manchu (1932)

1932 / EUA / P&B / 68 min / Direção: Charles Brabin / Roteiro: Irene Kuhn, Edgar Allan Wolf, John Willard (baseado na obra de Sax Rohmer) / Elenco: Boris Karloff, Lewis Stone, Karen Morley, Charles Starrett, Myrna Loy

Acho que não existe filmes mais estereotipada do que “A Mascara de Fu Manchu”, um clássico da MGM, mas claro bem racista e de várias formas mostra a forca imperialista não dos países, mas sim dos estúdios de Hollywood, principalmente porque na época estava começando os problemas que geraria a segunda guerra mundial e também aquele mistura do místico oriente que tomava a imaginação de muitas pessoas aqui no ocidente.

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Drácula (1931)

1931 / EUA / P&B / 75 min / Direção: Tod Browning / Roteiro: Hamilton Deane, John L. Balderston (baseado na obra de Bram Stoker) / Produção: Carl Laemmle Jr., Tod Browning, E.M. Asher (Produtor Associado) / Elenco: Béla Lugosi, Helen Chandler, David Manners, Dwight Frye

Acho que “Drácula” é o principal precursor dos filmes de terror e também o que vai dar o “boom” para a Universal produzir seus monstros clássicos. Mas qual a importância desse filme para o gênero de terror? Primeiro porque é uma produção que vai inaugurar essa nova safra de filmes que iam vir onde você tem uma estrutura bem mais realizada para esse tipo de produção, segundo se você analisar os filmes antes de “Drácula” a fotografia, roteiro ou até atuação não era tão pautada como esse e o mais importante é finalmente a adaptação oficial do livro de Bram Stoker. Lembrando que “Nosferatu” de 1922 foi uma espécie de “Cópia mas não faz igual” dessa produção.

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Zumbi Branco (1932)

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1932 / EUA / P&B / 69 min / Direção: Victor Halperin / Roteiro: Garnett Weston (baseado na obra de William B. Seabrook) / Produção: Edward Halperin, Phil Goldstone /Elenco: Bela Lugosi, Madge Bellamy, Jospeh Cawthorn, Robert Frazer, John Harron

Acho que “Zumbi Branco” é mais conhecido por ser o primeiro filme de zumbi, do que por sua trama mesmo. Apesar da trama, para a época ser bem legal até com uns efeitos bem realizados, a sua obra é esquecida e o que fica são os zumbis mesmo. Mas o termo clássico que estamos acostumados de “Zumbis” não combina para esse filme.

É impossível não falar zumbis e não relacionar a George Romero que reinventou tudo. Se no filme de 1932, temos aquele zumbi clássico haitiano no qual ele está vivo, mas fica fora de comando, já que ele foi hipnotizado e serve como escravo para o seu mestre. Mas nos anos 60 Romero dirigi, escreve e produz “A Noite dos Mortos – Vivos” que muda todo os elementos do zumbi e assim ele é um morto que come carne humana e tem “vida” própria, ninguém controla eles.

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O filme foi dirigido por Victor Halperin que depois fez filmes com o envolto do terror ou mistério como    “A Revolta dos Zumbis” de 1936, “Anjo e Demônio” de 1933″ e “Buried Alive” de 1939. Podemos considerar “Zumbi Branco” um desse filmes cânones da Universal, já que ele foi filmado em apenas 11 dias e foi lançado de forma independente também. O filme é baseado no livro de William B. Seabrook           “The Magic Island“, dizem que a produção teve um orçamento tão apertado que o maior salário era para Béla Lugosi que era muito popular na época, por ter feito “Drácula” em 1931.

A história começa quando o casal Madeleine Short (Madge Bellamy) e seu noivo Neil Parker (John Harron), iniciam o planejamento de seu matrimônio. A caminho de se hospedarem, o feiticeiro Murder Legendre (Béla Lugosi) os observa até conseguir pegar o cachecol de Madeleine. O casal finalmente chega na casa do rico proprietário Charles Beaumont (Robert Frazer), onde vão se hospedar.

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O amor de Charles por Madeleine faz com que ele procure pelo feiticeiro Murder, num moinho operado inteiramente por mortos-vivos. Charles quer convencer Madeleine de casar-se com ele e pede que Murder use suas técnicas voodoo para assassiná-la de forma sobrenatural. Murder afirma que a única maneira de ajudar Charles é transformando Madeleine em um zumbi com uma poção. Beaumont concorda e, disfarçadamente, dá a poção para Madeleine. Pouco depois da cerimônia de casamento de Madeleine e Neil, a poção faz efeito e Madeleine começa a morrer. Depois de seu funeral, Charles e Murder entram no túmulo de Madeleine à noite para que o feiticeiro reviva-a como um zumbi.

Bêbado e deprimido, Neil começa a imaginar aparições fantasmagóricas de Madeleine, o que o convence a ir até seu túmulo e ele acaba por encontrá-lo vazio. Neil solicita assistência do missionário local, Dr. Bruner (Joseph Cawthorn). Este conta como Murder transforma muitos dos seus rivais em zumbis, que agora protegem sua propriedade. Neil consegue convencer o comissário e os dois seguem viagem até o castelo de Murder para resgatar Madeleine.

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No castelo, Charles começa a lamentar a transformação de Madeleine e implora para Murder devolvê-la à vida, mas ele recusa. Charles descobre que também foi atingido pelo voodoo do feiticeiro e que está se transformando em um zumbi. Quando Neil entra na fortaleza, Murder sente sua presença e, silenciosamente, ordena Madeleine a matá-lo. Ela se aproxima de Neil com uma faca, mas o missionário Bruner consegue impedi-la. Neil segue Madeleine até uma escarpa, onde Murder ordena, mentalmente, seus guardiões zumbis a matar Neil. Bruner se aproxima de feiticeiro e o nocauteia, interrompendo o controle mental de Murder sobre os zumbis. Andando sem direção, os zumbis caem para fora do penhasco. Ao acordar, Murder tenta hipnotizar Neil e Bruner, mas Charles corre e o empurra para fora do penhasco, porém perde o equilíbrio e cai juntamente com o feiticeiro. A morte de Murder libera Madeleine de seu transe zumbi, e ela desperta para abraçar Neil.

Realmente um filme extraordinário e revolucionário para a sua época, apesar do roteiro hoje em dia ser bem preguiçoso na verdade e arrastado, mas vale muito a pena conferir o filme, não só por seu uma obra clássica como também pelos efeitos que são bem realizados e atuação do Lugosi que é sensacional. Uma obra obrigatório para qualquer fã do terror, ou melhor, do cinema.

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Nota: 

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A Noiva de Frankenstein (1935)

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1935 / EUA / P&B / 75 min / Direção: James Whale / Roteiro: William Hurlbult, John Baldeston (baseado nos personagens de Mary Shelley) / Produção: Carl Laemmle Jr. / Elenco: Boris Karloff, Colin Clive, Valerie Hobson, Ernest Thesiger, Elsa Lanchester

A primeira vez que assisti “A Noiva de Frankenstein“, achei um filme maravilhoso e a mesma coisa aconteceu com todas as vezes que assisti. Ano passado eu li o livro e assisti aos filmes, tanto a versão que fizeram com o Boris Karloff de 1931 como a versão que o Kenneth Branagh fez em 1994. Acho que nenhuma das duas pegou o verdadeiro sentimento do livro e da criatura como esse filme conseguiu fazer.

É interessante você analisar os sentimentos da criatura em relação a vida e a outras questões como porque eu estou vivo? O que é a vida? Eu tenho alma? Essas coisas, acho isso fantástico no livro e também como o homem que brinca de ser deus se prejudica bastante com isso. O filme foi dirigido por James Whale, o mesmo diretor do original de 1931, gosto muito de como também o próprio diretor de uma liberdade maior para Karloff poder interpretar o seu monstro e também mostrar a evolução dele, se no primeiro filme o monstro não falava, aqui ele demonstra sentimentos de amor até o ódio é legal como o ator conseguiu demonstrar essas ações por várias interpretações.

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A história de Frankenstein é clássica, todos conhecem que ele foi feito numa noite de tempestade no castelo de Lorde Byron, onde entediados eles resolveram fazer história de horror e a melhor história ficou por conta de Mary Shelley que contou a história de um homem e sua criatura, os perigos da ciência moderna e etc. A franquia das história pela “Universal Estúdios” fez tanto sucesso que lançaram vários filmes, mas a maioria não tem o Boris Karloff no elenco. Mas também foi cada galhofada, filmes como “O filho de Frankenstein“, “O Fantasma de Frankenstein“, “Frankenstein vs O Lobisomem” e por ai vai.  O sucesso comercial de “A Noiva de Frankenstein” foi muito boa, já que ele custo coisa de 350 mil dólares e faturou 2 milhões, por isso o sucesso dos filmes de monstros. A crítica também adorou o filme e os elogios a Karloff foram vários e não é atoa, já que ele está muito bem no filme.

A história começa quando termina o filme de 1931. O Dr. Henry Frankenstein (Colin Clive) e seu monstro (Karloff) voltam a se encontrar, pois a criatura não estava morta como todos inicialmente acreditavam. O pesquisador planeja parar suas demoníacas experiências mas tem sua curiosidade aguçada quando um antigo professor seu, o louco Doutor Pretorius (Ernest Thesiger), lhe diz que também teve sucesso em criar vida artificial. Frankenstein segue Petrorius até o laboratório, onde este lhe revela suas experiências, criando vida humana como se fossem sementes. Petrorius lhe mostra várias redomas de vidro com suas criações: diminutos homúnculos, que simulam rei,rainha, bispo e o diabo, dentre outros.

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O doutor Pretorius quer a ajuda de Henry Frankenstein para criar uma criatura fêmea, mas este se recusa. Quando Pretorius se encontra com a criatura, que agora fala, bebe e fuma graças à convivência com um ancião cego e que vivia isolado nas montanhas, ele a convence a se juntarem para que a experiência seja realizada. Assim, Petrorius e a criatura sequestram a esposa de Henry, fazendo com que ele concorde em ajudá-los na nova criação: a companheira do monstro que a sensacional atriz Elsa Lanchester tão bem interpretou.

A verdade é que “A Noiva de Frankenstein” é um dos meus filmes  favoritos, desde o cinema de horror como o próprio cinema de gêneros, adoro muito esse filme, toda a carga dramática e também todo seus desafios ao readaptar uma obra clássica e dar uma nova versão que foi construída para os cinemas. Um filme muito sensacional que merece e muito ser lembrado para sempre como um dos melhores filmes de todos os tempos.

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Nota: 5 Caveiras

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M, O Vampiro de Dusseldorf (1931)

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1931 / Alemanha / P&B / 117 min / Direção: Fritz Lang / Roteiro: Fritz Lang, Thea Von Harbou / Produção: Seymour Nebenzal (não creditado)/ Elenco: Peter Lorre, Ellen Widmann, Otto Wernickle, Theodore Loss

Num top 100 de melhores filmes de todos os tempos, acho que é uma heresia não colocar “M, O Vampiro de Dusseldorf“, o filme é simplesmente brilhante e muito atual na verdade. Com questões sociais e econômicas que mesmo sendo um filme de 1931, ele ainda conversa com a nossa situação, principalmente no Brasil atual.

O filme foi dirigido por Fritz Lang, o mesmo que fez um dos filmes mais importante de todos os tempos que é “Metrópoles“. Então quem já assistiu a esse filme, sabe de Lang gosta de colocar uma crítica social em suas obras ou simplesmente contar uma história no qual queira desenvolver em cima de assuntos que perturbam sua sociedade. O que vale a pena dizer mesmo é que nesse momento estamos vivendo o auge do “expressionismo alemão” no qual anos a seguir iria influenciar o cinema mundial.

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Fritz Lang tem uma história de tragédias e glorias, ele é alemão. Então o partido nazista estava florescendo nessa época, assim quando Hitler tomou o poder. Sua mulher na época Thea von Harbou entrou para o partido, o que fez com que acelerasse o processo de divorcio. Assim ele se mandou para o E.U.A e fez vários filmes e muitos no gênero noir.

O talento de Lang sempre foi evidente em todas as produções que colocava as mãos. E assim também foi em “M” que contou com a participação de Peter Lorre que está excelente no filme. E também mostra um alto grau de domínio com a câmera, o filme tem muito planos com “travelling” e assim só enriquece e muito o filme. Apesar do subtítulo ser “O Vampiro de Dusseldorf“, a história não tem vampiros e nem faz menção a cidade de Dusseldorf. Vai entender as traduções brasileiras.

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A história do filme é muito simples, até que vai crescendo mais e mais. tudo começa quando marginais de uma cidade alemã se unem para caçar um assassino de crianças procurado pela polícia. Capturado, ele é julgado por um tribunal de criminosos e acusado de ter quebrado a ética do submundo. Mas ai entra uma reflexão interessante que o próprio Hans Beckert (Lorre) levanta. Vocês não são pior do que eu, você são iguais a mim? Mas em qual o nível de crime é aceitado? São coisas que levam a uma reflexão interessante e horas de discussão na verdade.

Principalmente nos tempos de hoje onde temos violência policial, justiça com as próprias mãos e etc. Enfim um a era dos extremos total. É bem interessante como o filme trata isso, sem parecer tendencioso em nenhuma parte. Sem falar também na excelente interpretação de Lorre que se mostra um ator muito versátil e que vamos confirmar isso quando ele vem para a América e mostra todo o seu talento. Apesar dele ser esse mostro psicopata e infanticida, nada fica explicito e o filme trabalha com as sugestões do assassinato e dos abusos sexuais que ele prática.

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“M, O Vampiro de Dusseldorf” é um dos melhores filmes que o cinema mundial já produziu como toda a obra de Fritz Lang, que é uma pessoa genial e cruel. Já que seus filmes tem esse tom pessimista em relação ao homem e a humanidade em si. Essa obra é um excelente filme para discutir essas questões e para mim chega a ser terrível quando a ficção fica muito próxima a realidade e nos vemos nesse espelho refletindo monstros não tão diferentes de Hans.

Nota: 5 Caveiras

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Frankenstein (1931)

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1931 / EUA / P&B / 70 min / Direção: James Whale / Roteiro: John L. Balderston, Garret Fort, Francis Edward Fragoh (baseado na obra de Mary Shelley) / Produção: Carl Laemmle Jr.; E.M. Asher (Produtor Associado) / Elenco: Colin Clive, Mae Clarke, Boris Karloff, John Boles, Edward Von Sloan / Dwight Frye

Sempre tem aqueles filmes que você nunca assistiu, mas independente disso você sabe todas as cenas que vai acontecer, por causa da tamanha influencia daquela obra na cultura pop. Um exemplo é “Frankenstein” de 1931, sua obra foi tão celebrada e lembrada em tantos filmes que quando você vai assistir ao original, você quase não tem expressão nenhuma.  Mas “Frankenstein” é o segundo filme gravado na Universal Studios, que estava na época filmando os clássicos do horror. O primeiro gravado foi “Drácula” que saiu no mesmo ano que seu amigo de parafusos no pescoço. Mas confesso que acho “Frankenstein” muito mais legal que o famoso vampiro.

O filme é baseado no livro homônimo de Mary Shelley, que tem todo aquele contexto do terror gótico e etc. Existe aquela famosa história que ela, o marido e alguns convidados estavam na mansão do Lorde Byron e ele propôs uma competição de escrever histórias de terror. E claro nem preciso dizer quem ganhou né? O filme é dirigido por James Whale, que mais tarde iria dirigiu “O Homem Invisível” e a continuação de “Frankenstein”, que não minha opinião é fácil um dos 10 melhores filmes de terror de todos os tempos que é “A Noiva de Frankenstein”.  O papel do monstro chegou a ser oferecido a Bela Lugosi, mas ele recusou por não poder criar sua própria maquiagem para o personagem, além dele não ter falas durante todo o filme.

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Não vou entrar em méritos do livro já que a história do filme é completa diferente e muito mais dinâmico e rápido.

A história começa com o Dr. Henry Frankenstein (Colin Clive), um jovem e obstinado cientista, acompanhado do corcunda Fritz (Dwight Frye), seu leal assistente. Assim eles vão a um cemitério e desenterram um cadáver para levarem ao laboratório. O Dr. Frankenstein está decidido a provar suas teorias de criar vida a partir dos mortos, constrói um corpo de partes de vários cadáveres que ele recolhe com a ajuda de Fritz. Quando só falta o cérebro para que seja finalizada a criatura, o doutor pede a Fritz que vá a uma faculdade e roube um. No entanto, o assistente acaba trazendo uma redoma com o cérebro de um assassino, sem que o doutor o saiba.

Passando essa fase de teste, o doutor ergue o corpo da criatura numa enorme plataforma suspensa, que recebe a energia de um relâmpago, assim ele acredita que o segredo da vida encontra-se neste fenômeno que origina a eletricidade que existe no cérebro dos seres vivos. A experiência é um sucesso e a criatura vive. Mas logo aparecem os impulsos assassinos do cérebro revivido e a criatura começa a matar várias pessoas graças à sua imensa força. O doutor Frankenstein então se dá conta da natureza aterradora de seu trabalho e no final, há o emblemático confronto entre criador e criatura.

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O que achei que poderia explorar mais e o livro é bem melhor nesse aspecto, é o combate filosófico do doutor de matar ou não matar a criatura, ela é uma pessoa inocente e tal. Essa parte que poderia ser mais bem explorada em minha opinião fica totalmente fora do roteiro. Mas a produção é totalmente fantástica, temos muito agradecer ao Carl Laemmle, Jr.  Que produziu e adaptou vários livros de terror para o cinema e claro a influencia do cinema alemão gótico que é simplesmente fantástico nos filmes da Universal nos anos 30 e 40.

Frankenstein” gerou várias continuações, algumas boas e várias péssimas. Mas o original é muito bom é legal ver como um filme simples com uma temática rápida conseguiu conquistar milhares de fãs por ai. Mas uma dica, quem não viu nada relacionado a “Frankenstein”, corra logo para o original, você vai me agradecer e muito.

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Nota: 5 Caveiras

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