Locadora do Trash – O Retorno dos Mortos Vivos (1985)

Horror! Gore! Punk! Miolos!

Olá! Bem vindo ao novo e reformulado Locadora do Trash! O podcast do Terror Mania.. Para começar bem vamos abordar ao clássico da trasheira dos anos 80 que é “A Volta dos Mortos Vivos” de 1985. Que foi dirigido por Dan O’Bannon e entenda a treta que John A. Russo teve com George Romero.

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Terror nas Trevas (1981)

 

1981 / Itália / 87 min / Direção: Lucio Fulci / Roteiro: Dardano Sacchetti, Giorgio Mariuzzo, Lucio Fulci / Produção: Fabrizio de Angelis / Elenco: Katherine MacColl, David Warbeck, Sarah Keller, Antoine Sanit-John

Acho que depois de Mario Bava e Dario Argento, Lucio Fulci é um dos melhores diretores italianos de terror de todos os tempos. Ele dirigiu obras primas como “The New York Ripper“, ” O Estranho Segredo do Bosque dos Sonhos” que é um “giallo”, “Uma Lagartixa num Corpo de Mulher”  e o clássico “Zombie“. E claro a trilogia da “Porta do Inferno” como “Pavor na Cidade dos Zumbis“, “A Casa do Cemitério” e esse que vamos falar hoje que é “Terror nas Trevas“.

Fulci apresenta algumas coisas bem regulares em todos os seus filmes, tirando claro o gore, a violência explicita e claro as clássicas cenas dos olhos! Em quase todos os seus filmes vemos alguma cena relacionado a olhos sendo arrancadas e etc. Mas ele é simplesmente um gênio, não temo como não amar suas obras, suas histórias e claro seus efeitos especiais.

Mas “Terror nas Trevas” é um dos filmes mais massacrados por distribuidoras  que lançaram em outros países como a Inglaterra ou os Estados Unidos. Chegando a fazer cortes bem grosseiros que tirou toda a qualidade da obra. Só anos depois e graças a Quentin Tarantino que esse filmes chegou na America numa versão “full” , ou seja, sem cortes e sem edições e tal.

Apesar dessa polemica toda envolta do filme, ele foi mais criado para chocar do que contar uma história em si. Vemos muita picaretagem em quase o tempo todo e também um esforço de Fulci para deixar o filme mais “trash“. Mas mesmo assim, não conseguimos ficar bravo com essa picaretagem de Lucio Fulci e sim dar risadas ou ficar aterrorizados com certas situações que são várias na verdade. A atriz Catriona MacColl que trabalhou com o diretor em toda a trilogia faz um excelente trabalho e convence muito bem como uma mulher em perigo, que se meteu naquela confusão que é muito maior que ela. Uma curiosidade é que Tisa Farrow que já tinha trabalhado com Fulci em “Zombie” era para fazer o papel principal. Só que infelizmente ela já tinha se aposentado.

A história começa quando Liza (MacColl) herda como herança um antigo hotel na Luisiana chamado “Schweik’s Seven Doors Hotel“. Porém, a um detalhe importante, ele foi construído em cima de uma das portas que levam ao inferno. Sem saber disso, ela decide reformar o local, mas é atrapalhada por uma série de eventos sobrenaturais que a levam a confrontar zumbis, aranhas, cachorros assassinos e também um bruxo.

Por mais bizarro que a história seja assim de supetão, ele consegue ser bem montado e dirigido com várias sequencias de dar medo e sustos garantidos e claro aquele gore exagerado que só os filmes de Lucio Fulci podem proporcionar.  Acho que assistir a essa produção, ou melhor, assistir a trilogia da porta do inferno toda é um deleite para qualquer fã do gênero e também uma maravilha para ver como os filmes com efeitos práticos as vezes é pior que o CGI.

Nota: 

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Fome de Viver (1983)

1983 / Reino Unido / 97 min / Direção: Tony Scott / Roteiro: Ivan Davis, Michael Thomas (baseado no livro de Whitley Strieber) / Produção: Richard Shepherd / Elenco: Catherine Deneuve, David Bowie, Susan Sarandon, Cliff De Young, Beth Ehlers, Dan Hedaya

Fome de Viver” é aquele típico filme cult que você mais viu pessoas comentando sobre ele do que realmente alguém assistiu ele. Primeiro porque é um filme com David Bowie e depois porque ele tem duas grandes atrizes como Catherine Deneuve e Susan Sarandon. Ele também mostra os vampiros de uma forma diferente e traz também um olhar mais gótico e depressivo sobre esses monstros, principalmente pelo papel de Bowie no filme.

Esse horror gótico dos anos 80 era uma coisa totalmente diferente do que estávamos acostumados, principalmente ao lidar o mito do vampiro de uma forma mais diferente do que o habitual, primeiro porque vemos uma mulher como o “mestre” principal, não é a primeira vez que vemos isso no cinema, mas mesmo assim é legal ver essa mudança de papel. E depois temos um filme com um teor erótico totalmente diferente.

A direção fica por conta de Tony Scott que fez um excelente trabalho com atores, anglos de câmera e etc. Vale lembrar que esse é o primeiro filme grande do Tony Scott e já mostrou para que veio. Outro destaque é a fotografia Stephen Goldblatt que deixa tudo num tom que lembra bastante o expressionismo alemão.

Gosto muito de “Fome de Viver“, acho um dos principais filmes dos anos 80 que mostra uma pegada nova e também mais sensual do que é ser vampiro. Principalmente pelas cenas picantes entre Deneuve e Sarandon que por muito tempo foi bem conturbado. Mas para mim a melhor coisa do filme é o David Bowie apesar de ser vampiro e ter a imortalidade, ele fica refém do tempo. Numa cena onde ele está no hospital esperando para ser atendido vamos vendo a ação do tempo e Bowie vai envelhecendo décadas em apenas algumas horas.

A trama se passa em Nova York. E lá conhecemos Miriam Blaylock (Deneuve) é uma vampira que consegue se manter “viva” através dos séculos com o sangue dos seus amantes. Em retribuição, os jovens e as moças que se envolvem com ela não envelhecem, até Miriam ter tirado bastante sangue deles. Infelizmente seu atual parceiro, John (Bowie), está tendo um envelhecimento extremamente rápido e a expectativa de vida é de apenas 24 horas. Desesperado, ele procura a ajuda da médica Sarah Roberts (Sarandon), que é especialista em envelhecimento prematuro. Lá ela fica espantada com o caso de John e começa a investigar sua vida até se deparar com Mirian. E assim começa tanto uma história de amor, como também uma tragédia.

Fome de Viver” quase ganhou um “remake”, mas ainda bem que não aconteceu. Infelizmente em 1983 ele ficou fora de Cannes. A crítica do filme também ficou mista em relação a obra, acho que era quase uma novidade ver o terror e obra de arte se misturando e saindo uma coisa tão bela quanto esse filme. A produção ganhou alguns prêmios em 1984 no “Saturn Awards“, mas para mim esse filme vai além de apenas uma premiação, mostra todo o potencial de um filme bem feito e também da muita saudades do David Bowie.

Nota: 5 Caveiras

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A Profecia III – O Conflito Final (1981)

1981 / EUA, Reino Unido / 108 min / Direção: Graham Baker / Roteiro: Andrew Brikin / Produção: Harvey Bernhard, Andrew Birkin (Produtor Associado), Richard Donner (Produtor Executivo) / Elenco: Sam Neill, Rossano Brazzi, Don Gordon, Lisa Harrow, Barnaby Holm, Mason Adams

A Profecia” foi uma das minhas trilogias favoritas por vários anos, lembro a primeira vez que aluguei a primeira parte e ainda estava no colegial e quando assisti a segunda parte, foi quase um sacrifício para poder assistir já que por vários problemas o filme não pegava no DVD. Mas quando assisti a parte 3 nossa fiquei com uma decepção, achei o filme ao mesmo tempo legalzinho e também achando uma bosta por conta daquele clima meio “forçação de barra” que ele deixava.

O filme é uma espécie de “Boyhood” não anunciada, ou seja, temos uma evolução do personagem mas não do ator já que ele muda durante os filmes. Nessa terceira parte ele é interpretada por Sam Neill que é mais conhecido por ter feito “Jurassic Park“, “O Enigma do Horizonte“, “Á Beira da Loucura” do John Carpenter e uma outra produção que saiu ano passado da Nova Zelândia que é “Hunt for the Wilderpeople” do diretor Taika Waititi que vai dirigir o “Thor: Ragnarok“.

Acho que a escolha de Neill para o elenco veio a calhar porque ele invoca bem um anticristo mais perverso com uma cara de psicopata mesmo. O legal pelo menos do segundo filme é que vemos o Damien ainda com uma dúvida de assumir seu legado e tal. E aqui na terceira parte, ele finalmente se revela como o mal encarnado.

A direção do Graham Baker é bem feita, gosto como ele divide alguns quadros entre o claro e o escuro que é uma analogia ao próprio personagem e também na cena onde Damien “conversa” com uma estatua de Jesus é legal ver a clara divisão de luzes e tal. E o gozado que esse diretor só dirigiu filmes bem meia boca e foi escalado para terminar essa trilogia até que consagrada nos cinemas.

A história do terceiro filme já vai para os pontos finais, ou seja, é tudo que os dois primeiros filmes já estavam construindo. Assim Damien Thorn (Neill) Ocupa um lugar de destaque na multinacional da sua família. Então ele começa a planejar também a ser presidente dos Estados Unidos e matar Cristo, que está para renascer. Para isto ele planeja matar todas as crianças nascidas em uma determinada data, mas alguns monges planejam impedi-lo.

Gosto muito desse clima de conspiração que o filme começa a ter em seus momentos finais, mas a retomada do filme e também a cara do Sam Neill para provar que ele é o anticristo e tal. Faz o filme ficar uma pouco “galhofa” e também enjoativo em certas partes. Mas mesmo assim é um bom filme para acabar um trilogia que na verdade virou uma “quadrilogia“, principalmente quando vemos que Damien teve uma filha. Nem preciso dizer que o filme é uma bosta do tamanho do mundo. Mas mesmo assim a terceira parte consegue deixar um clima de satisfeito para quem assistiu.

Nota: 

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