O Iluminado (1980)

1980 / EUA, Reino Unido / 144 min / Direção: Stanley Kubrick / Roteiro: Stanley Kubrick, Diane Johnson (baseado na obra de Stephen King) / Produção: Stanely Kubrick, Robert Fryer, Mary Lea Johnson e Martin Richards (Produtores Associados), Jan Harlan (Produtor Executivo) / Elenco: Jack Nicholson, Shelley Duvall, Danny Lloyd, Scatman Crothers

Acho que “O Iluminado” é aquele típico filme que nem precisa de introdução, a fama dele já diz tudo. Mesmo que você nunca o tenha visto, com certeza você já assistiu alguma cena ou também conhece dialogo do filme. Eu lembro quando assisti pela primeira vez a essa obra-prima. Foi no SBT num sábado a noite em 2005. E foi aquela típica obra do Kubrick que você tem que parar um pouco para respirar antes de continuar.

Falar de Kubrick é como falar da genialidade em pessoa. Seus filmes falam por ele mesmo. Só assistir a obras como “Laranja Mecânica“, “2001 – Uma Odisseia no Espaço“, “Spartacus” ou “Dr. Fantástico“. Mas Kubrick também é conhecido por seu uma “Persona non grata” por onde andava. Seu ego era maior que seu sucesso, chegando até afastar a própria família do seu trabalho e se isolando por várias vezes de todos. Outra pessoa que estava por trás dessa obra genial era o Stephen King já que o filme é baseado em seu livro. O filme também é conhecido por ser a obra cinematográfica que King mais odiou, já que Stanley remontou o filme todo praticamente.

A história por trás do projeto é muito legal. Tudo começa em 1975 quando Kubrick tinha acabado de filmar “Barry Lyndon” que foi um verdadeiro fracasso nas bilheterias. Então ele precisava dirigir algo mais comercial, se isso é possível se tratando de Kubrick. Então ele começou a ler vários livros de terror para ser o seu próximo projeto. Stephen King diz que ele lia várias páginas de vários livros por dia, mas que odiava a maioria chegando a arremessar eles na parede. Um dia a secretária de Kubrick achou estranho não ouvir mais nenhuma batida e quando ela entrou na sala, encontrou Stanley lendo “O Iluminado”.

Mas como eu disse o que poderia ser uma linda história de amor entre os dois virou um conto de ódio. Stephen King chegou a mandar um roteiro para Kubrick, mas ele simplesmente ignorou o achando muito fraco, então ele começou a trabalhar com Diane Johnson que era uma escritora também. Outra questão é que Jack Nicholson quase não foi chamado para o filme. Stanley Kubrick estava interessado em Robert DeNiro ou Robin Willans para o papel de Jack Torrance. Mas graças a deus Nicholson ficou com o papel.

A história em si tem um contexto simples, quando o inverno chega Jack Torrance (Nicholson) é contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado e vai para lá com Wendy, sua mulher (Shelley Duvall) e seu filho Danny (Danny Lloyd). Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornado cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo.

O Iluminado” é um dos meus filmes favoritos não só do terror como também da filmografia do Kubrick, amo muito esse filme. O gozado é que 1997 Stephen King fez uma produção, ou melhor, fez sua versão pessoal do “O Iluminado” que apresenta até algumas coisas interessantes,mas nada que vale além disso. Um curiosidade é que esse filme também apresenta o recorde de mais cenas repetidas, que foram “127 takes” que Kubrick filmou com Duvall até ela acertar o que Kubrick queria. “O Iluminado” é uma produção magnífica que vale muito a pena não só ser assistida como também prestigiada por todo o sempre, um filme que com certeza você vai se lembrar para o resto da vida.

Nota: 5 Caveiras

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Livide (2011)

2011 / FRA / 93 min / Direção: Alexandre Bustillo, Julien Maury/ Roteiro: Alexandre Bustillo, Julien Maury/ Produção: Vérane Frédiani, Franck Ribière / Elenco: Chloé Coulloud, Félix Moati, Jérémy Kapone, Catherine Jacob, Béatrice Dalle, Chloé Marcq, Marie-Claude Pietragalla, Loïc Berthezene, Joël Cudennec, Sabine Londault, Serge Cabon

 Acho que uma das grandes maravilhas da tecnologia é descobrir as coisas, um filme que você nunca ia conseguir assistir porque nunca chegou no Brasil ou alguma produção que saiu nos anos 40 e se perdeu no VHS e por ai vai. Mas graças a tecnologia temos acesso a várias coisas que séria impossível a 15 anos atrás se for parar para pensar. Uma coisa que agradeço e muito pela internet são os “podcast’s” e eu ouço bastante essa mídia e um dos meus favoritos é claro é o terror.

Ouvindo o “Toca o Terror” que infelizmente entrou num hiato, eles falaram sobre vampiros e nisso encontro esse filme que é o “Livide“, um baita filme de terror e ainda mais um baita filme de vampiros, bem diferente que estamos acostumados e ainda é francês! Gostei muito dessa produção de como eles conseguiram misturar o terror sobrenatural com uma explicação um pouco racional para as coisas.

O filme foi dirigido pela dupla Alexandre Bustillo e  Julien Maury que também escreveu e dirigiu “A Invasora” que foi uma febre em festivais e tal. Como também vão fazer para esse ano ainda uma novo filme da franquia do “Massacre da Serra Elétrica” que é o “Leatherface” uma espécie de “Boyhood” do nosso canibal favorito.

Como eu tinha dito o “Livid” tem uma pegada diferente de filmes de terror, lembrando mais um conto de fadas e se comprova com todos os elementos. Temos uma Cinderela, uma “mãe” má, o resgate da princesa da torre e por ai vai. Mas como eu disse, ele apresenta tudo de uma forma bem diferente. Percebemos também que muito de “O Homem nas Trevas” foi copiado desse filme. Mas outro ponto positivo é como o filme não enrola a chegar onde quer levar o publico ele é rápido e direto.

A história como eu disse é bem direta. Lucie (Chloé Coulloud) está fazendo seu estágio em enfermagem e no primeiro dia, ela conhece uma senhora em coma e que vive numa antiga e gigantesca mansão. E assim ela descobre que a senhora esconde um tesouro dentro da mansão, assim Lucie diz isso a seu namorado William (Félix Moati) e o  amigo Ben (Jérémy Kapone) para acharem o tesouro. Porém, quando eles chegam ao local, eles descobrem que aquela caça aos tesouros é um  verdadeiro pesadelo.

Quem assistiu “A Invasora” e depois assistiu a esse filme pensa que são de pessoas totalmente diferente, mas na verdade é que Alexandre Bustillo e Julien Maury, conseguem fazer boas produções que mudam de uma para outra e isso que é legal dentro das suas obras. “Livid” escorrega e muito em vários pontos mas também tem coisas bem interessantes dentro da obra como o mito do vampiro que é bem diferente do que estamos acostumados e como eles usam os efeitos especiais de um jeito único e bem interessante na verdade. Não é o melhor filme de vampiros que você vai ver na vida, mas em comparação do que saiu ultimamente é uma obra prima.


Nota: 

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O Homem Leopardo (1943)

1943 / EUA / P&B / 66 min / Direção: Jacques Tourneur / Roteiro: Ardel Wray (baseado na obra de Cornell Woolrich) / Produção: Val Lewton / Elenco: Dennis O’Keefe, Margo, Jean Brooks, Isabel Jewell, James Bell

Jacques Tourneur se tornou um dos meus diretores favoritos e muito foi por conta da Versátil que lançou alguns dos seus filmes e também pelo documentário que o Martin Scorsese fez que chama “Uma Viagem com Martin Scorsese pelo Cinema Americano”  no qual ele fala do diretor e suas obras pelo cinema noir como “Sangue de Pantera” que beira ao terror e também “Fuga do Passado“. Mas um dos meu filmes favoritos de Tourneur é “A Noite do Demônio” que já virou resenha no Terror Mania.

Quando “aluguei” pela internet esse filme deixei estocado no meu HD e pensei que depois assistiria e tal. Mas grata surpresa que esse dia finalmente chegou. E quando assisti meu irmão! Que baita suspense com uma pitada de “slasher” apesar de não ter elementos para deixá-lo nessa categoria, mas mesmo assim é um baita filme. O filme é baseado na obra de Cornell Woolrich que tentou fazer um primeiro retrato do “serial-killer”, você percebe que muitos filmes famosos hoje repetem a mesma estética de “O Homem Leopardo“.

A produção é clássica de um filme B como personagens não tão famosos ou começo de carreira, um só ambiente e também o orçamento que é muito baixo no caso “O Homem Leopardo” teve um orçamento modesto de 150 mil dólares. Eu acredito que o diretor Jacques Tourneur brincou muito com o roteiro e com a imaginação das pessoas ao simular que um homem meio leopardo é quem assassinava as pessoas. E é legal ver esse sentimento rolando ainda hoje, porque mesmo a produção ser de 1943, você ainda acha quem está matando as pessoas é um homem meio leopardo.

A história se passar numa boate no Novo México e a cantora principal Kiki Taylor (Jean Brooks), é encorajada pelo seu gerente Jerry Manning (Dennis O’Keefe),a incluir na sua atuação um leopardo como estratégia publicitária. Mas o animal foge devido ao barulho e às luzes do clube e passado alguns dias surgem cadáveres mutilados na vila. Tudo indica que se trata de ataques do leopardo, mas Kiki não se convence disso. Essa é a sinopse básica. Mas aos poucos vamos vendo que a história foge e bastante desse clichê e ainda bem.

Gostei muito de assistir ao “O Homem Leopardo“, ele foge dos clichês básicos e coloca  um assassino para lá de perturbador que entra em cena só para tocar o terror mesmo. E assim vemos que eles conseguem e bastante inovar em certas coisas e deixar um roteiro bacana e para lá de inteligente em certas cenas. Apesar de claro escorregar em alguns pontos que é normal para um filme B e tal. Ele consegue ser divertido e macabro em algumas cenas.

Nota: 

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Intermediário do Diabo (1980)

1980 / Canadá / 107 min / Direção: Peter Medak / Roteiro: William Gray e Diana Maddox, Russell Hunter (história) / Produção: Garth H. Drabinsky, Joel B. Michaels, Mario Kassar e Andrew G. Vajna (Produtores Executivos) / Elenco: George C. Scott, Trish Van Devere, Melvyn Douglas, Jean Marsh, John Colicos

Acho que todo mundo que usa o torrent e baixa aquela tonelada de filmes e deixa encostado aquele que todo mundo falou mas você fala um dia vou assistir e tal. E quando chega esse dia, você da um berro e fala: CARALHO! porque demorei tanto para assistir isso. Eu pessoalmente tenho um monte de filme que se encaixa nisso e outro que assisti e precisava falar sobre ele é o “Intermediário do Diabo“.

Os anos 70 e 80 foi recheado de produções que invoca aquele espírito dos lugares mal assombrado. Temos muito isso com “Amityville” e também um pouco com o “O Exorcista” onde a casa ganha um cenário muito importante. Quando assisti pela primeira vez esse filme vi que ele tinha um aspecto importante não só pelos efeitos que são sensacionais como também pela própria história do roteiro que é simplesmente uma coisa do outro mundo, muito bem produzida e bem realizada.

O filme foi dirigido por Peter Medak que tinha feito uma porrada de coisa para o cinema e para a televisão, entre eles destaco “A Experiência“, “A Classe Dominante” e “O Corcunda de Notre Dame“. O roteiro do filme tem como base a experiência que o dramaturgo Russell Hunter viveu na mansão “Henry Treat Rogers” na década de 60. Então muita coisa que vemos no filme foi sua experiência na vida real. Como a descoberta de um mistério envolvendo um rico casal ou também as sessões espíritas para descobrir quem vivia na casa.

Também é importante dar um destaque para George C. Scott que está excelente no papel de um cara de meia idade que perdeu a família e encontra na casa não só algo para se refugiar da sua perda como também para se distrair e encontrar um mistério na vida pós a morte. Muita coisa que vemos nesse gênero de “horror house” “Intermediário do Diabo” foi um precursor.

A história começa abordando a vida do Dr. John Russell (Scott), um professor de música que vive em Nova Iorque, e tem sua vida repentinamente mudada quando um trágico acidente tira a vida de sua esposa e filha durante um passeio de férias em nova Iorque. Russel decide mudar-se para Washington para ter um novo recomeço e aluga uma grande e antiga mansão. Não leva muito tempo para que o Dr. Russell comece a perceber que há algo estranho nessa casa. Uma inesperada companhia ronda a velha mansão. Ele começa a ouvir sons de janelas e portas, que se abrem e fecham. Intrigado, Russell decide investigar o passado da mansão e descobre que um assassinato ocorreu naquele lugar. A vítima, uma criança. Um mistério que está relacionado a um poderoso senador norte-americano.

Gostei muito desse filme e principalmente seu final que é bem chocante, o roteiro apresenta vários mistérios que são bem colocados na hora certa e também consegue ser bem alcançado na medida em que ele vai avançando. Gosto muito de caçar esse tipo de produção e me surpreender de como são bem feita as coisas nos anos 70 e 80, bem diferente como as produções de hoje em dia são realizadas.

Nota: 

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Se7en – Os Sete Crimes Capitais (1995)

1995 / EUA / 127 min / Direção: David Fincher/ Roteiro: Andrew Kevin Walker/ Produção: Arnold Kopelson, Phyllis Carlyle/ Elenco: Brad Pitt, Morgan Freeman, Gwyneth Paltrow, Kevin Spacey, John C. McGinley

Já contei em algumas resenhas minhas aqui no “Terror Mania” de uma locadora que tinha perto de casa lá por 2000 ou 2001 que a promoção era 50 reais por mês e você alugava quantos filmes você quisesse por 1 mês. Isso me ajudou muito a ter esse gosto por cinema trash e tal. Então aluguei desde pornochanchada, terror, aventura e uns VHS bem desconhecido como os de “Kung Fu“.

Mas também assisti muito clássicos do cinema como “O Exorcista“, “Django“, “Matrix” e “Seven“. Lembro quando assisti o filme de David Fincher pela primeira vez, achei simplesmente maravilhoso, explodiu minha cabeça aquela narrativa, aqueles personagens, os crimes e claro o próprio “Serial Killer” interpretado por Kevin Spacey que só aparece nos momentos finais do filme, mas mesmo assim você acha que ele está ao longo da produção toda.

“Seven” é baseado no roteiro de Andrew Kevin Walker que escreveu também o roteiro de “O Lobisomem“, “8MM” e a “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça“. Uma curiosidade é que o final do filme era para ser outro com um final mais otimista, mas por um descuido da produção do filme, foi parar nas mãos de David Fincher o final que conhecemos hoje. E como ele foi oferecendo o papel para gente importante como Brad Pitt, Morgan Freeman, Gwyneth Paltrow e Kevin Spacey. Eles só aceitavam fazer o filme se o final do filme fosse o mesmo do roteiro que Fincher possuía

Mas falar de “Seven” é falar de como o “acaso” transforma uma ideia num clássico do cinema. A “New Line” que a produtora e distribuidora do filme gostou do roteiro apresentado por Walker, mas claro que não achou aquilo a maior maravilha do mundo. Então chamaram um diretor de aluguel que na época era David Fincher que só tinha feito um filme que era o “Alien 3” no qual teve uma puta decepção e depois só fez vídeo-clipes. Isso é a prova também de quando a pessoa tem talento tudo muda. Por que esse filme foi o responsável pela virada na vida do diretor.

A história é sobre dois policiais o novato na cidade David Mills (Pitt) e o veterano William Somerset (Freeman), eles  são encarregados de uma investigação, sobre alguns crimes que aparentemente não são ligados. Mas aos poucos Somerset percebe que eles tem uma ligação com os pecados capitais e também percebe que eles na verdade estão atrás de um “Serial Killer”.

Acho “Seven” uma das melhores obras da década de 90 e mostra como uma produção que começou tímida, virou um marco do cinema tanto policial como o de terror. Adoro essa obra de David Fincher como também todas as sua filmografia. Um verdadeiro diretor que mostra como ninguém todo o seu potencial e também criatividade. E claro as cenas de gore e toda a motivação do psicopata é uma coisa única no cinema em geral.

Nota: 5 Caveiras

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Eles Vivem (1988)

1988 / EUA / 94 min / Direção: John Carpenter/ Roteiro: John Carpenter, Ray Nelson/ Produção: Larry J. Franco / Elenco: Roddy Piper, Keith David, Meg Foster, George ‘Buck’ Flower, Peter Jason, Raymond St. Jacques, Jason Robards III, Sy Richardson, Norman Alden, Dana Bratton

Acho que não tem um filme mais político do que “Eles Vivem” de John Carpenter. Essa é aquela produção que é pouca conhecida do diretor, mas quem assiste se apaixona na hora! Quando fui assistir a esse filme, sabia da existência dele por sua tamanha influencia na “Cultura POP” por conta daqueles alienígenas vinculados a propaganda.

Mas quando você assiste a essa produção, sua cabeça explode de tantas informações e também de tantas coisas que não pegamos por conta da produção frenética do filme. Apesar do seu começo ter um ritmo bem lento e aos poucos vai acelerando, para um final até que forçado, mas mesmo assim “homérico“. O filme da jus aquelas produções dos anos 50 que fala da invasão alienígena e claro fazendo uma clara referencia aos “comunistas“. Mas parece que aqui Carpenter inverteu os papeis e fala sim da invasão do “capitalismo” dentro da sociedade americana.

A história do filme vem de uma revista que chama ” The Magazine of Fantasy and Science Fiction” onde o autor Ray Nelson fez uma história no “hype” de “Invasores de Corpos” onde a raça humana é controlada por aliens e assim Carpenter reeditou a história e colocou uns elementos mais contemporâneos a história. Mesmo o filme sendo dos anos 80, ele continua atual e conversa e muito com um monte de geração, principalmente essa mais nova o tal de “milleniuns“.

Como a produção foi de muito baixo orçamento John Carpenter não tinha dinheiro para bons atores, então ele chamou o lutador da “WWERoddy Piper, que com certeza conseguiu um resultado bem interessante, independente da sua limitação artística. Outro ator que contracenou com Roddy foi Keith David que já tinha trabalho com o diretor em “O Enigma do Outro Mundo” e alias foi um par perfeito entre os dois.

A história aborda a vida de John Nada (Piper) que é um trabalhador braçal que chega a Los Angeles e encontra trabalho numa fábrica. Durante uma inusitada operação repressiva, a polícia destrói um quarteirão inteiro do bairro miserável em que vive. Na confusão Nada encontra óculos, porém ao usá-los consegue enxergar horrendas criaturas alienígenas disfarçadas de seres humanos, bem como as mensagens subliminares que elas transmitem através da mídia em geral. Nada percebe que os invasores já estão controlando o planeta e, juntamente com seu companheiro de trabalho Frank (David), decide se engajar no movimento de resistência, que é perseguido como subversivo pela polícia.

“Eles Vivem” é como falei no começo da resenha você começa não sabendo se ele é bom ou não, mas depois vai amando ao ponto de simplesmente adorá-lo por toda a sua existência. Principalmente pelo seu alto grau político e também pelas atuações que são boas e os efeitos especiais que são muito bem realizados. E também uma outra grande obra de Carpenter. Que com certeza é o mestre do macabro.

Nota: 

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O Hospedeiro (2006)

2006 / Coréia do Sul / 120 min / Direção: Joon-Ho Bong / Roteiro Joon-Ho Bong, Ha Won-jun, Baek Chul-hyun / Produção: Choi Yong-bae, Joh Neung-yeon; Jang Junyoung; Kim Lewis Taewn (Coprodutores); Jeong Tae-sung, Kim Woo-Taek (Produtores Executivos) / Elenco: Song Kang-ho, Byeon Hie-bong, Park Hae-il, Bae Doona, Ko Ah-sung

De um bom tempo para cá, eu acho o cinema coreano o melhor do mundo. Desde filmes de ação, até suspense e principalmente o horror. Os coreanos estão mostrando para que veio. Quando eu escrevi a crítica de “Eu Vi o Diabo“, citei os filmes do Kim Jee-woon e principalmente do Park Chan-wook que é um dos meus diretores favoritos.

Mas outro diretor vem chamando atenção que é o Joon-Ho Bong que fez “Memórias de um Assassino”, “Expresso do Amanha” e agora vai fazer para a Netflix que é o drama “Okja“. Eu lembro que por muito tempo ignorei esse filme e não pelo preconceito de sua origem e sim por ser um filme de monstros. Mas que tamanha besteira eu fiz. E “O Hospedeiro” é um dos melhores filmes de monstros dos últimos tempos.

Graças ao sucesso de “Memórias de um Assassino”, o diretor Joon-Ho Bong conseguiu uma façanha recorde para o cinema coreano, ele conseguiu lançar em quase todas as salas de cinema da Coréia. O filme teve um orçamento gordo chegando a 10 bilhões de Won sul-coreano, que convertendo para o dólar da 10 milhões mas mesmo assim foi um alto investimento para o cinema coreano.

A produção do filme foi o mais real possível, chegando a ser filmado dentro do esgoto mesmo, então os atores foram vacinados contra várias doenças e mais ainda eles tiveram que enfrentar temperaturas horríveis, dentro do esgoto as águas congelavam por conta da baixa temperatura, mas mesmo assim tiveram que continuar filmando. A produção em si tem uma for crítica política e também tem a inspiração do próprio “Godzilla” já que o monstro foi criado por erro humano e também ele libera sua fúria contra a humanidade.

O filme começa abordando a vida de Hie-bong (Byeon Hie-bong) e sua família, que são donos de uma barraca de comida. Seu filho mais velho, Kang-du (Song Kang-ho), tem 40 anos, mas é um tanto imaturo. A filha do meio é uma arqueira do time olímpico coreano e o filho mais novo está desempregado. Todos cuidam da menina Hyun-seo (Ko Ah-sung), filha de Kang-du, cuja mãe saiu de casa há muito tempo. Um dia surge um monstro no rio, causando terror nas margens e levando com ele a neta de Hie-bong. É quando, em busca da menina, os membros da família decidem enfrentar o monstro.

Gostei muito dessa temática família tanto contra um monstro, como também contra o governo que está mais preocupado com eles mesmo do que com seu povo. O diretor conseguiu fazer um excelente filme de monstro usando mais o drama do que o próprio horror e isso o torna uma produção o tanto quanto excelente e realmente “O Hospedeiro” é um dos melhores filmes coreanos dos últimos tempos.

 

Nota: 5 Caveiras

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