A Mosca da Cabeça Branca (1958)

1958 / EUA / 94 min / Direção: Kurt Neumann / Roteiro: James Clavell, George Lagelaan (história) / Produção: Kurt Neumann, Robert L. Lippert (não creditado) / Elenco: Vincent Price, Al Hedison, Patricia Owens, Herbert Marshall

Eu lembro pelo ano de 2008 tinha um canal que pegava aqui no interior de São Paulo que tinha um monte de programação da hora e uma delas era o “DarkSide” que era uma espécie de “Cine Band Trash” só que começava umas onze horas da noite e ia até as seis da manha, eu lembro que nessa época fazia faculdade, então era um prato cheio.

Muito do que gravamos no “Locadora do Trash” se deve a muito a esse espirito do canal de passar produções de vários lugares do mundo voltado ao terror. Então eu vi quase a coleção completa do “Hammer House of Horror” e além daqueles filmes B de horror dos anos 50. Uma dessas produções foi “A Mosca da Cabeça Branca“, eu sabia que “A Mosca” do David Cronemberg era um “remake”. Mas quando finalmente assisti o original, deu para perceber uma coisa. Como David Cronemberg é um puta de um diretor.

O filme original de 1958, foi um sucesso rendendo uma trilogia sobre “A Mosca”. Que com tudo fez ela não só virar um filmaço de ficção cientifica, como também um baita de um filme de horror com umas pitada de tragédia. Já que o filme é um drama sem fim e também o que enriquece e muito a sua obra. Ele foi dirigido por Kurt Neumann que nos anos 50 fez vários filmes do “Tarzan” e alguns de ficção cientifica como “Da Terra a Lua“.

A produção  do filme foi muito barata também o que rendeu um lucro muito alto para a “20th Century Fox “que no caso gastou 495 mil e rendeu 3 milhões de dólares para a distribuidora. Muito do que eles usam no filme para ilustrar o laboratório do Andre Delambre (David Hedison) veio de materiais descartáveis do exercito. Isso é um bom exemplo de como grande produções não trazem bons filmes ou bons lucros as vezes. Apesar de ser um filme categoricamente “B”, ele consegue ser uma excelente produção tanto com os atores que dão um show a parte lembrando que o Vincent Price aparece no filme e também destaque para a atriz Patricia Owens que faz a esposa do Andre e que é uma atuação a parte.

A história é baseada no livro de George Langelaan que leva o mesmo titulo dessa produção “A Mosca”. Mas o filme fala de um cientista que sofre um terrível acidente quando tenta usar uma máquina de teletransporte. Mas na hora que a invenção começa a funcionar, acidentalmente entra uma mosca. No qual o cientista funde seu DNA com a mosca e logo ele sofre uma mutação.

Eu acho “A Mosca da Cabeça Branca” um baita de um filme e também um dos melhores dessa década de 50, onde os filmes de horror finalmente vão ser de horror. A produção é simplesmente genial, o diretor Kurt Neumann soube trabalhar bem com todos os aspectos desde os atores que sabem ser pontual sobre atuação e etc. Uma verdadeira obra prima que tanto o “remake” como original são obras fantásticas.

Nota: 

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Aliens – O Resgate (1986)

1986 / EUA, Reino Unido / 137 min / Direção: James Cameron / Roteiro: James Cameron / Produção: Gale Anne Hurd, Gordon Carrol, David Giler e Walter Hill (Produtores Executivos) / Elenco: Sigourney Weaver, Carrie Henn, Michael Biehn, Paul Reiser, Lance Henriksen, Bill Paxton, Jenette Goldstein

Acho que não existe coisa mais da hora na história do cinema do que “Alien“. Mas ao mesmo tempo que ela é amada ela também é odiada, não pelos seus primeiros filmes e sim por toda a sua a mitologia e principalmente o que fizeram depois do terceiro filme que foi uma bosta total.

Eu escrevi aqui no Terror Mania, sobre o primeiro filme de 1979 que é um clássico na história não só do cinema como da cultura POP e etc. O filme de Ridley Scott é uma coisa única e também um dos meus filmes preferidos não só porque mescla com o horror como também pela ficção cientifica que levou esse gênero para outro patamar junto com o cinema de fantasia também.

Bom, mas falar dessa sequencia é praticamente falar de uma franquia que conseguiu se renovar e bastante. E como ele conseguiu também passar para outros gêneros. Esse filme foi dirigido pelo James Cameron e vemos uma pegada bem mais de ação. Coisa que no terceiro que foi dirigido pelo David Fincher vemos um drama um pouco mais desenvolvido que nos outros filmes ao retratar a vida da Ripley (Sigourney Weaver).

James Cameron é um cara que não precisa de apresentações. Ele só fez os filmes mais fodas da história como “O Exterminador“, “True Lies” e querendo ou não “Titanic“, apesar de eu odiar esse filme. Mas enfim ele é um cara muito versátil e também um entusiasta com a tecnologia no cinema. “Avatar” que eu diga. Mas o filme foi um dos mais rentáveis também da franquia onde gastou 18,5 milhões e faturou 131 milhões.

Se no primeiro filme temos um “Alien” só aqui temos vários, na verdade uma colônia. A história se passa cinqüenta e sete anos, apos a tenente Ellen Ripley (Weaver), que foi a única sobrevivente da tragédia espacial, descobre que o local onde tudo ocorreu com sua nave foi colonizado por humanos. Inicialmente relutante, ela aceita retornar para enfrentar seu pior pesadelo e tentar salvar as setenta famílias que lá habitam.

Simplesmente adoro o filme e também como ele consegue envolver um monte de gêneros e também a ação que o filme envolve é simplesmente foda! A Sigourney Weaver está simplesmente incrível numa atuação única. Não é atoa também que ela foi indicada ao “Oscar” a esse filme e também ao “Globo de Ouro“. Um baita filme que merece ser assistido e revisto um monte de vezes e definitivamente esquecer os outros filmes da franquia Alien. Porque sinceramente ninguém merece.

Nota: 

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Terror na Ópera (1987)

1987 / Itália / 107 min / Direção: Dario Argento / Roteiro: Dario Argento, Franco Ferrini / Produção: Dario Argento; Mario Cecchi Gori, Vittorio Cecchi Gori (Coprodutores); Ferdinando Caputo (Produtor Executivo) / Elenco: Cristina Marsillach, Ian Charleson, Urbano Barberini, Daria Nicolodi, Coralina Cataldi-Tassoni, Antonella Vitale

Foi na resenha de “Suspiria” que publiquei aqui no “Terror Mania” que falei sobre os filmes do Dario Argento e como tenho todo um carinho especial por eles e também como eles me “salvaram” de uma “bad” horrível que tive em 2011. Mas um dos filmes dele que demorei bastante para assistir foi “Terror na Ópera“. E que filme! Que filme..

Depois de Mario Bava, Argento é o que mais soube lidar com o “giallo” de uma forma espetacular e também artística, seus roteiros são muito bem elaborados e também ele consegue ter uma imaginação tanto com atores como com o cenário que deve ser espetacular ver o seu processo de criação. “Terror na Ópera” é um bom exemplo disso, primeiro porque ele consegue transformar todo cenário num suspense só. Então como ele é usa espaços fechados, tudo vira um esconderijo para o assassino e as cenas de suspense são maravilhosas.

Apesar de ser um dos melhores trabalhos de Dario Argento, sua produção foi bem difícil. Primeiro porque ele não conseguia chegar num consenso com a atriz Cristina Marsillach que faz a atriz principal. Depois a produção do filme teve problemas legais com os animais no filme. Então em uma cena onde corvos ataca uma pessoa, foram usados corvos selvagens e gerou um problema já que teve 140 corvos e apenas 60 foram recuperados. Depois disso na Alemanha o “Terror na Ópera” foi censurado e lançado direto para VHS.

Mas como eu disse Dario Argento é um excelente diretor e conseguiu trabalhar muito bem com todo os problemas com a sua produção. Ele é um dos filmes mais bem vistos do diretor e também um dos mais elogiados. Fora a bilheteria que foi muito bem.

O filme fala de uma maldição que paira sobre a montagem da ópera ‘Macbeth‘, em Milão. Assim coisas estranhas acontecem como corvos que aparecem degolados, operários que são assassinados e holofotes caem na platéia. Isso tudo serve para reforçar a crença de que a peça estaria sendo mal assombrada. Então a soprana da peça Betty (Marsillach) recebe a oportunidade de substituir a atriz principal, mas isso tem um preço já que ela começa a ser o principal alvo das maldições.

Como eu disse esse é um dos melhores filmes de Dario Argento. Apesar de claro ter outros muito melhores como “Tenebre“, “Suspiria“, “Phenonema” e “Prelúdio para Matar“. Mas ainda assim é um excelente filme e um show de direção de Dario Argento que quando você assiste um filme dele, você não consegue parar até assistir a sua filmografia toda. É uma verdadeira aula de direção e roteiro. Fora a produção que é um espetáculo. A “Versátil” lançou o filme no bom “A Arte de Dario Argento“. É uma obra que vale muito a pena ter e guardar para sempre.

Nota: 5 Caveiras

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A Bolha Assassina (1988)

1988 / EUA / 95 min / Direção: Chuck Russell / Roteiro: Chuck Russell, Frank Darabont / Produção: Jack H. Harris, Elliott Kastner; Andre Blay (Produtor Executivo) / Elenco: Kevin Dillon, Shawnee Smith, Donovan Leitch Jr., Jeffrey DeMunn, Candy Clark, Joe Seneca

Acho que um dos filmes que mais passava no SBT nos anos 90 era “A Bolha Assassina“. Acho que já vi esse filme umas 300 vezes em um quando passava no extinto “Cinema em Casa” que contava com um monte de filmes de terror da hora e comédias muito boas dos anos 80.

Lembro que em 2010, quando minha família colocou televisão a cabo em casa, passava as noites virado assinto a programação toda. Um dos meus canais favoritos até hoje é a “TCM” e vendo a programação, pela minha surpresa eu vi “A Bolha Assassina – 1988” e “A Bolha Assassina – 1958“. A minha surpresa quando vi o original é que filme foda! Mas ainda bem que temos Frank Darabont.

Darabont fez  e produziu um monte de filme fodas e da sua maioria do Stephen King, acho que ele é um dos diretores que mais soube adaptar as obras do “rei do Maine“. Acho que um dos filmes que mais adoro dele é “Um Sonho de Liberdade“, “A Espera de um Milagre” e “O Nevoeiro“. Mas a minha outra surpresa agora quando fui reassistir o filme para escrever essa resenha é que ele não foi dirigido por Darabont e sim por Chuck Russell que já estreou nos cinema fazendo “A Hora do Pesadelo 3”  e outros filmes dos anos 2000 e claro “O Máscara“.

O filme foi muito bem nas bilheterias e gastou pouco para um filme que apesar de ter uma pegada bem de filmes “B”, conseguiu arrecadar por volta de 19 milhões. Gosto muito da produção também por que ele flutua dentro daquelas teorias da conspiração. Isso faz um certo sentido dentro do que a obra propõe fazer, como em 1958 a teoria da conspiração girava em torno dos comunistas, aqui a teoria é sobre a AIDS. Muita coisa tem em comum com outro filme que também foi um “remake” que é “Os Invasores de Corpos” de 1978.

A história começa quando um meteorito rompe os céus e ao mesmo tempo um  velho encontra uma bolha gelatinosa que veio do espaço. Logo a bolha gruda em seu corpo, devorando-o em seguida. Uma amostra dela é levada a um médico, que não consegue identificar sua formação. A bolha cada vez necessita mais de nutrientes, o que faz com que ataque um teatro, um depósito de carnes e enfrente a população da cidade em campo aberto, devorando centenas de pessoas.

Acho que ” A Bolha Assassina” entra naquele hall de melhores “remakes” de todos os tempos como “O Enigma de Outro Mundo“, “A Mosca” ou o próprio “Invasores de Corpos“. Sinto muita falta daquela época onde assistir um filme na televisão era um espetáculo e não uma coisa chata e monótona. Tenho que agradecer e muito esse tempo onde formou meu gosto por filmes de terror como do cinema em geral.

Nota: 

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A Maldição dos Mortos-Vivos (1988)

1988 / EUA / 98 min / Direção: Wes Craven / Roteiro: Richard Maxwell, Adam Rodman (baseado no livro de Wade Davis) / Produção: Doug Claybourne, David Ladd; Robert Engelman (Coprodutor); Victoria Kluge, David B. Parker (Produtores Associados); Keith Barish, Rob Cohen (Produtores Executivos) / Elenco: Bill Pullman, Cathy Tyson, Zakes Mokae, Paul Winfield, Brent Jennings, Conrad Roberts

Acho que um dos filmes de terror mais cabeça que eu já assisti é “A Maldição dos Mortos-Vivos“. O único problema é que eu vi muito cedo na minha vida, quando eu tinha 15 anos. Esse titulo também não ajuda, qualquer adolescente ia pensar que se trata de um puta filme de horror e tal. Principalmente porque ele é dirigido pelo Wes Craven que é o diretor de um monte de filmes de terror foda.

Mas foi legal ter esse “desapontamento” com o filme porque ele não se trata de filmes de “zumbis” em si, no melhor estilo George Romero. E sim fala da maldição haitiana no qual uma pessoa é controlada por um bruxo a realizar seus desejos. A primeira vez que eu assisti eu lembro que gostei muito pela temática e tal. Mas depois que revi bem mais velho, percebi com o Wes Craven é um cara foda. Ele simplesmente arrasa nas produções e consegue trazer além da temática que é legal, uma riqueza para a sua obra que é fora de igual.

Como eu disse o filme foi dirigido pelo Wes Craven que infelizmente já faleceu mas ele é com certeza um dos melhores diretores de filmes de terror de todos os tempos, como o do cinema convencional também já que ele não dirigiu só filmes de horror. Mas ele começou já fazendo um dos filmes mais polêmicos de todos os tempos que é “Aniversário Macabro” e depois fez “Quadrilha de Sádicos” até finalmente sua obra prima que é “A Hora do Pesadelo“.

O filme é baseado num livro que chama “A Serpente e o Arco-Iris”  que ilustra esse mito do “voodo” e da “zumbificação” por xamãs e tal. O gozado é que por problemas de política e guerra civil dentro do Haiti. A produção teve que ser transferida para a Republica Dominicana. Apesar desses problemas, o filme conseguiu se pagar e ainda teve um bom lucro nas bilheterias. Ele custou 7 milhões para ser produzido mas conseguiu lucrar 19 milhões.

A história começa quando Dennis Alan (Bill Pullman) antropólogo de Harvard é enviado ao Haiti para recuperar um estranho pó que dizem ter o poder de ressuscitar seres humanos. Assim ele busca essa droga milagrosa, mas ele não sabe que está entrando no submundo oculto dos zumbis, dos rituais sangrentos e das maldições.

Como eu tinha dito “A Maldição dos Zumbis” é um filme totalmente diferente que estamos acostumados, com uma pegada mais cabeça, social e também política, isso se você analisar o contexto todo. Mas enfim, um filme que vale muito a pena assistir e também aproveitar como todos os filmes de Wes Craven.

Nota: 

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Blacula, o Vampiro Negro (1972)

EUA / 93 min / Direção: William Crain / Roteiro: Joan Torres, Raymond Koenig / Produção: Joseph T. Naar; Samuel Z. Arkoff (Produtor Executivo) / Elenco: William Marshall, Vonetta McGee, Denise Nicholas, Thalmus Rasulala, Gordon Pinset, Charles Macaulay

Se tem uma coisa maravilhosa que o cinema trouxe, foi a onda dos “blaxploitation“, que vai desde filmes de ação, erótico na sua grande maioria e também o terror. Que nessa onda foi produzido esse filme que é excelente na minha opinião e nessa hora falo sem ironia nenhuma que é “Blacula, o Vampiro Negro

Para alguns o “blaxploitation” pode ser uma piada, mas na verdade é um cinema de resistência, onde na sua maioria era um “cinema de negros, feitos por negros para ser consumido por negros“, mas cinema é universal! Então vários diretores beberam da fonte desse movimento e um desses é Quentin Tarantino. Mas uma coisa interessante é como o movimento ganhou força e também mostrou um fenômeno que já estava crescendo a décadas nos E.U.A. Uma grande parcela do publico consumidor americano é negro, então o que vamos fazer?

Os estúdios deixaram livre para vários atores, diretores e roteiristas criassem o que quisessem para o cinema, já que era voltado para um publico só. Então nasceu lendas como Pam Grier (a deusa do movimento), Cleópatra Jones, Richard Roundtree, Fred Williamson, Kareem Abdul-Jabbar ( Sim! O jogador) entre vários. Uma outra coisa boa que o movimento ganhou é a parte musical com músicos como  Curtis Mayfield, Isaac Hayes (Que também atuava), James Brown, Quincy Jones, Barry White, Marvin Gaye e Willie Hutch.

O filme foi dirigido por William Crain que fez mais séries para a TV do que com o cinema. Ele foi escrito também por Joan Torres e Raymond Koenig que escreveu a continuação do filme em 1973 que é “Os Gritos de Drácula“. O filme é estrelado por William Marshall que fez depois outros filmes B na década de 70. “Blacula” teve uma grande recepção pelo público e também  faturou uma grana boa sendo um filme “B” e de quebra foi o primeiro filme de terror a ganhar um “Saturn Award” já que a premiação é voltada para produções de ficção e horror.

A história começa quando um príncipe africano é amaldiçoado com o sangue de Drácula, tornando-se um vampiro chamado Blacula (Marshall). Ele desperta de seu sono profundo, sedento por sangue, se alimentando de pessoas em plena Nova Iorque dos anos 70! Então o filme vai tratar de racismo de uma forma bem diferente e também o horror é presente em cada passo. Fazendo claro menções clássicas ao Drácula de Bela Lugosi.

Blacula, o Vampiro Negro é um excelente filme e uma prova que o cinema não conhece preconceitos e nem limitações e  que claro os filmes de terror unem as pessoas! Vale muito a pena não só assistir a esse filme como também conhecer e muito o movimento “blaxploitation”.

Nota: 5 Caveiras

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A Fúria das Feras Atômicas (1976)

1976 / EUA / 88 min / Direção: Bert I. Gordon / Roteiro: Bert I. Gordon (baseado na obra de H.G. Wells) / Produção: Bert I. Gordon, Samuel Z. Arkoff (Produtor Executivo) / Elenco: Marjoe Gortner, Pamela Franklin, Ralph Meeker, Jon Cypher, Ida Lupino, John McLiam

Se tem um coisa que gosto na Netflix são seus tesouros perdidos, ou melhor, adicionados. Tem muito coisa que entra em catalogo mas é simplesmente ignorado. E isso poderia render também um bom tema no “Night of Living Trettel“. Mas um desses filmes foi um daqueles filmes de ficção cientifica misturado com horror que é cheio nos anos 70 como “O Império das Formigas“, “Westworld” ou até “Fuga do Século 23“.

Adoro quando a ficção cientifica mescla com o horror e lança essas perolas do cinema.  Ainda mais que “A Fúria das Feras Atômicas” é baseado na obra de H.G. Wells que escreveu “O Homem Invisível” , “A Ilha do Dr. Moreau” e sua principal obra que é “Guerra dos Mundos“. No livro se fala não só de animais como também de homens que ficam gigantesco e como o livro foi escrito em 1904, era uma crítica ou melhor uma sátira ao medo da tecnologia que estava começando a tomar forma na Europa principalmente.

O filme foi dirigido por  Bert I. Gordon que fez vários filmes B com essa temática de ataque de monstros e etc. Acho legal o trabalho dele que evoca esse terror mais “inocente” dos anos 50, já que nos anos 70 vamos ter filmes como “Halloween“, “O Exorcista“, “O Massacre da Serra Elétrica“, filmes com uma temática mais pesada, aqui temos um terror que é bem mais inocente que brinca e muito com a ciência.

American International Pictures” produziu e distribuiu  o filme. Ela é a mesma produtora que fez quase todos os filmes do Roger Corman e também produziu uma centena de filmes com essa mesma pegada. Apesar de ser um filme independente ele conseguiu um bom resultado na bilheteria nos anos 70, chegando a casa de 1 milhão. Em 2015 ele ganhou uma versão restaurada e junto com ele veio outro filme também bem “trash” e com uma pegada bem “eco-horror” que é “A Invasão das Rãs“, que por acaso também estava no catalogo da Netflix.

A história na verdade é bem simples. Numa ilha da costa do Canadá, o integrante de um grupo é encontrado com o rosto deformado. Uma nova forma de vida está surgindo, horrível e gigantesca. É bem isso mesmo, mas o que destaco nesse filme é a luta com as feras. No caso os ratos que são organizados e atacam os humanos que ficam escondidos numa cabana e a luta com uma galinha que também é sensacional.

A Fúria das Feras Atômicas é aquele típico filme que você assiste uma vez e logo deleta da cabeça porque apesar de ser legal, os atores não colaboram e também o roteiro é para lá de estranho. Mas é legal para ver como uma curiosidade e também como uma obra adaptada de H.G. Wells.

Nota: 

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