Ilsa, a Guardiã Perversa da SS (1975)

1975 / EUA, Alemanha Ocidental / 96 min / Direção: Don Edmonds / Roteiro: Jonah Royston / Produção: David F. Friedman / Elenco: Dyanne Thorne, Gregory Knoph, Tony Mumolo, Maria Marx, Nicolle Riddell, Jo Jo Deville

A primeira vez que assisti a esse filme foi acaso! Pensei que se tratava de um filme de lobisomens por causa do titulo original em inglês. “Ilsa: She Wolf of the SS“. Por isso achei que ia se tratar de uma “trasheira” com nazista e tal. Mas eis que assisto e vejo que passa de uma “pornochanchada” das mais vagabundas por sinal.

Acho que “pornochanchada” seja o termo errado e sim o certo que é “nazixploitation” que são uma caralhada de filme que usa o sexo e nazismo como base de suas histórias. Felizmente assisti só a essa perola e nunca mais quero ver nada relacionado a esse tema.

O filme foi dirigido por Don Edmonds que é um especialista em filme com o termo “exploitation” que na verdade é uma forma barata de se filmar e colocar tudo que se quer em tela como violência, drogas, sexo e por ai vai. Eu particularmente adoro o “blaxploitation“, que apesar de ser relacionado com tudo isso, tem uma importância cultural para o cinema negro. Onde pessoas de cor eram os protagonistas e mostravam a verdade no mundo em que estavam. Acho tudo sensacional e vários clássicos surgiram a partir desse gênero.

Mas “Ilsa, a Guardiã Perversa da SS” consegue ser um filme bem “trash” na verdade mostrando a perversão de uma mulher insaciável por sexo e só consegue se satisfazer com um soldado preso. A produção conseguiu ser censurada na Austrália e na Noruega. Mas apesar de tudo isso e por incrível que pareça, o filme conseguiu virar uma trilogia! “Ilsa, Harem Keeper of the Oil Sheiks” que tem na direção novamente Edmonds e depois “Ilsa, the Tigress of Siberia“, lembrando que eles nunca foram lançados aqui no Brasil.

Na verdade não se tem uma história super elaborada e sim uma trama de sexo e perversão onde num campo de concentração nazista onde experiências bizarras com seres humanos são realizadas. À noite Ilsa convida prisioneiros para saciar seu apetite sexual, mas aqueles que não conseguem satisfazê-la são castrados. E isso é só um aperitivo da insanidade da personagem. Vale uma cena a direito a chuva de prata (google).

Então da para ver o conteúdo bizarro que é esse filme. Em 2007 naqueles famosos trailers “fakes” da “grindhouse” o diretor Rob Zombie fez uma homenagem a capita nazista, colocando sua esposa Sheri Moon como Ilsa. Mas enfim o filme é uma verdadeira “punhetagem” nos dois sentidos. Vale para dar risada e só. Como todo esse gênero do “exploitation“, tirando o “blaxploitation“, no qual esse é bom demais.

Nota: 

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Suspiria (1977)

1977 / Itália / 98 min / Direção: Dario Argento / Roteiro: Dario Argento, Daria Nicolodi (baseado na obra de Thomas De Quincey – não creditado)/ Produção: Claudio Argento, Salvatore Argento (Produtor Executivo) / Elenco: Jessica Harper, Stefana Casini, Flavio Bucci, Alida Valli, Joan Bennett

Suspiria” é uma obra-prima do cinema! Ela foi dirigida e escrita por outro mestre que é o Dario Argento. Para quem não conhece ele, é só ver qualquer filme de “giallo” italiano. Um mestre do gênero, junto com Mario Bava é claro.

A primeira vez que assisti aos filmes do Dario Argento foi em 2011, graças a internet essa coisa linda. Estava passando por um momento difícil na minha vida e foi graças aos filmes dele que consegui me distrair. Então assisti uma cacetada de suas obras como “Phenomena“, “Opera“, “Tenebre“, “Prelúdio Para Matar“, “Inferno” e “Quatro Moscas Sobre Veludo Cinza” que já é resenha aqui no Terror Mania.

Mas “Suspiria” faz parte de uma trilogia criada pelo próprio Argento que se chama “A trilogia das Mães“, sendo esse o primeiro filme. Depois vem “Inferno” de 1980 e para encerrar e a mais fraca na trilogia toda que é “O Retorno da Maldição – A Mãe das Lágrimas” de 2007. A outras trilogias que Dario Argento faz como dos animais que é muito boa também.

“Suspiria” não é o meu filme favorito de Dario Argento apesar de ser sua obra-prima. Gosto muito mais de “Prelúdio para Matar” que é um baita “giallo” ou traduzindo um baita “slasher“. Gosto muito também de “Phenomena” onde ele mistura o “giallo” com o sobrenatural e sai outra obra-prima. O filme na verdade também foi escrito por Daria Nicolodi que era esposa do diretor na infância. Se você prestar atenção ao ritmo do filme você vê que ele também é um grande conto de fadas. E não é atoa! Já que ele é baseado nas histórias que Daria ouvia da sua avó sobre uma bruxa que vivia numa escola de balé.

A história toda é sobre Suzy (Jessica Harper), uma bailarina que sonha em estudar em uma das mais famosas academias de artes, e para isso vai para uma academia de ballet. Porém, na noite em de sua chegada, Pat (Eva Axen) é vista correndo da escola, e mais tarde é brutalmente assassinada. Quando Suzy chega à escola, estranhos eventos começam a acontecer, como um assassino rondando os corredores do lugar, o assassinato de Sara (Stefania Casini), uma amiga de Suzy, e de um pianista cego deixa o clima pesado, mas aos poucos que vamos descobrindo o mistério, vemos que tudo passa de uma conspiração para encobrir a “Mater Suspiriorum” a primeira e mais poderosa bruxa da trilogia.

Para mim esse filme realmente é uma obra-prima, mesmo não sendo o meu favorito de Dario Argento. Ele consegue ser único com uma excelente história e também com uma excelente direção, roteiro e produção em geral. Uma obra que vale a pena ser vista  e colocado no canto intocável dos clássicos. Lembrando que infelizmente ele vai ganhar um “remake” americano! Já digo que é para ter medo.. Isso sim vai ser apavorante!

Nota: 5 Caveiras

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Damien: A Profecia II (1978)

1978 / EUA / 107 min / Direção: Don Taylor / Roteiro: Stanley Mann e Mike Hodges, Harvey Bernhard (história) / Produção: Harvey Bernhard, Charles Orne (Co-produtor), Joseph Lenzi (Produtor Associado) / Elenco: William Holden, Lee Grant, Jonathan Scott-Taylor, Robert Foxworth, Nicholas Pryor

Acho que “A Profecia” está no top 10 de trilogias favoritas, apesar de várias pessoas odiarem o que ela se tornou, especialmente a parte 3, eu adoro o rumo que ela teve e também como a evolução do Damien entre decidir se usa seus poderes de filho do demônio ou simplesmente ser uma pessoa normal. A segunda parte entra em choque com o certo e o errado, no caso como posso fugir do meu destino.

Se na primeira parte temos aquele choque entre colocar o satanismo na tela, uma criança como o filho do cramunhão e tal. Aqui vemos um adolescente tentando entender o que aconteceu com ele, porque tudo é estranho. Gosto de como o filme trabalha com isso de Damien ao mesmo tempo ser o anticristo e também lidar com problemas normais.

A diferença também se da pela mudança na direção, se na primeira parte temos a direção de Richard Donner. Aqui Don Taylor que fez uma caralhada de filmes, muda o tom da produção e o deixa mais acelerado e mais dramático na minha opinião.  O diretor tem uma experiência com filmes de terror, entre eles a “Ilha do Dr. Moreau” e outro que não é bem um terror e sim uma filme de suspense com ação que é “Nimitz – De Volta ao Inferno” que vale muito a pena assistir.

O filme teve pessoas de peso por trás como a trilha sonora do Jerry Goldsmith que é impressionante sempre. A produção custou 6,8 milhões e conseguiu faturar por volta de 26 milhões o que foi lucrativo e também uma carta branca para a produção do terceiro filme. Acho que a opinião da crítica deveria ter sido um alerta para os produtores sobre a produção do terceiro filme, lembrando que a profecia na verdade são quatro filme. Onde no ultimo a história é sobre uma menina que vira herdeira do Damien, realmente não tem como dar errado.

Quem já assistiu a primeira parte do filme já sabe quem é “Damien”. Acho que “A Profecia” poderia ser considerado um “Boyhood” pela evolução do personagem e não pelo ator. Já que no segundo filme o garoto agora um adolescente (Jonathan Scott-Taylor) finalmente toma consciência de que é o Anticristo e, após o choque inicial, passa a usar seus satânicos poderes para matar qualquer um que suspeite da sua herança demoníaca. Acho isso simplesmente foda e também muito legal. Mas pena que não da uma convencida na verdade.

“A Profecia II”, realmente não é um dos melhores filmes do mundo. Mas consegue deixar seu peso na história do cinema pela trama bem elaborada e também pelos efeitos da época. Eu pessoalmente considero  um excelente filme de terror, apesar das suas limitações no roteiro e também com atuações. Mas vale a pena assistir a obra como um todo.

Nota: 

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O Mestre dos Desejos (1997)

1997 / EUA / 90 min / Direção: Robert Kurtzman / Roteiro: Peter Atkins / Produção: Pierre David, Clark Peterson, Nöel Zanitsch; David Tripet (Coprodutor); Erik Salzgaber (Produtor Associado), Wes Craven (Produtor Executivo) / Elenco: Tammy Lauren, Andrew Divoff, Robert Englund, Chris Lemmon, Wendy Benson-Landes, Tony Crane, Kane Hodder, Tony Todd

Vocês se lembram quando a Rede Record passava  uns filmes de terror da hora? Como “Evil Dead“, “A Volta dos Mortos – Vivos“, “666 – A Ligação Infernal“, “Bonecas Assassinas” e claro esse filme que é “O Mestre dos Desejos“. Apesar de ser um filme bem mais ou menos, ele consegue ser divertido e abrir uma nova perspectiva sobre cultura, já que ele aborda um “gênio” do oriente médio que é conhecido como “Djinn“.

O filme tem muita influencia em “HellRaiser” do Clive Baker, pela forma da tortura e também a fotografia. Lembrando que a série “Arquivo X” tem um episódio muito bom falando desses gênios que quanto mais você deseja, mais mal você traz para você mesmo. É legal a forma como a série abordou isso e pena que o filme não conseguiu do mesmo jeito.

O filme é dirigido pelo Robert Kurtzman que trabalha mais com efeitos especiais entre eles se destaca “Pulb Fiction“, “Dança com Lobos” e “It Follows”. Sem contar que ele é sócio do Greg Nicotero que faz todas as paradas loucas em “Walking Dead“. Lembrando também que o filme é produzido pelo Wes Craven. O filme conta com participações de várias pessoas que trabalham com o cinema de horror como o Robert Englund nosso Freddy Krueger, Tony Todd o Candyman e o Ted Raimi (irmão do Sam Raimi, que aparece em tudo que o irmão faz).

Gosto como o filme se apresenta com um “terrir” e também todos aqueles exageros dos anos 90 que deixa as coisas bem divertidas. Acho que é típico dessa época não se levar a sério em algumas produções.  A partir que o demônio do cristal vai ficando mais forte, mais exagerado o filme fica e isso que é legal, a forma como ele não se leva a sério.

A história começa quando o “Djinn” é acordado do seu sono milenar. Para recuperar o seu reinado de terror, tudo o que Djinn precisa é convencer Alex (Tammy Lauren), a jovem que acidentalmente o despertou, a fazer três pedidos. Mas ela percebe rapidamente, quando faz um pedido, que os seus pesadelos se tornam realidade. Assim ela precisa enfrentar o gênio, antes que ele transforme a terra num reinado de terror.

Como eu disse a trama é bem absurda e tem um pé enorme na comédia. Adoro a atuação do Andrew Divoff como o gênio. E lembrando também que “Mestre dos Desejos” tem mais quatro filmes, tudo que é bom tem que ter várias continuações né? Apesar do primeiro filme ter tido uma boa bilheteria chegando a casa dos 15 milhões e gastando só 5. A primeira parte do filme foi a única a sair no cinema, o restante foi tudo para “home-video“. Mas é uma produção que vale a pena assistir para dar umas risadas e tal.

Nota: 

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Audition (1999)

1999 / Japão, Coreia do Sul / 115 min / Direção: Takashi Miike / Roteiro: Daisuke Tengan (Baseado no livro de Ryû Murakami) / Produção: Satoshi Fukushima e Akemi Suyama, Toyoyuki Yokohama (Produtor Executivo) / Elenco: Ryo Ishibashi, Eihi Shiina, Tetsu Sawaki, Jun Kunimura

Acho que “Audition” foi o filme que mais demorei para assistir do diretor Takashi Miike que é um dos diretores para lá de perturbados e também um dos mais legais. Para você ter uma ideia do nível dele, ele dirigiu um “média-metragem” para aquela série do “Show Time” o “Masters of Horror” e conseguiu ser censurado por exibir cenas de aborto e canibalismo. Uma coisa muito pesada, principalmente para um canal de televisão.

Takashi Miike é um dos meus diretores favoritos do cinema oriental. Ele sempre usa um estilo bem carregado e cheio de referencias com animes e etc. Para mim um que é sua obra-prima é o filme “Ichi the Killer” que é baseado num mangá ultra-violento e ele consegue como ninguém capturar aquela violência excessiva. Não é atoa também que Tarantino o convidou para fazer uma participação especial em “O Albergue” do diretor Eli Roth. Outro filme que é do caralho e está disponível na Netflix é “13 Assassinos” que é uma homenagem aos “Os Sete Samurais” do diretor Akira Kurosawa.

Mas foi com “Audition” que Miike conseguiu uma certa notoriedade para o ocidente e assombrou com uma obra perturbadora, mas também muito bonita no ponto de vista da fotografia, direção e atuação. O filme foi um sucesso no resto do mundo em festivais especializados e o gozado que a obra só estreou no Japão no próximo ano, ou seja, em 2000.

O filme apresenta uma trama pautada no mistério e também em “flash-back’s” e claro que apresenta também várias cenas com “gore” e “splatter“. Mas para falar a verdade não é tudo isso, pelo menos essas cenas mais “nojentas“. Claro que isso não tira o mérito do filme e sim o melhora para mostrar que a produção tem conteúdo e não precisa se pautar em vulgaridades desnecessárias para se mostrar um bom filme.

A história se passa sete anos após a morte da esposa do executivo Aoyama (Ryo Ishibashi). Assim ele é convidado a participar do teste para a escolha de uma atriz. Ao analisar os currículos, sua atenção é capturada por Asami Yamazaki (Eihi Shiina). No dia da audição, ela é a última a ser entrevistada. Aoyama anota seu telefone e a convida para jantar. Ele fica muito entusiasmado em sair com Asami, mas o que ele não sabe é que ela é uma sociopata e com um passado estranho. E sua forma de matar é uma das piores possíveis, ela decepa membro por membro de suas vitimas até eles ficarem um cotoco.

No Brasil o filme se chama “Teste Decisivo” que também é uma boa tradução para o filme. Acho que esse é um dos filmes mais populares do Takashi Miike que divide sua filmografia entre boas produções e filmes regulares. Mas mesmo assim são obras geniais que merecem serem vistas. “Audition” é um dos melhores filmes de terror de todos os tempos e também consegue impressionar pela frieza que o filme vai se levando. Um excelente filme que sinceramente é recomendado para quem tem paciência e um estomago forte.

Nota: 5 Caveiras

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O Orfanato (2007)

2007 / Espanha, México / 105 min / Direção: Juan Antonio Bayona / Roteiro: Sergio G. Sánchez / Produção: Álvaro Augustín, Joaquim Padró, Mar Targarona, Belén Atienza e Elena Manrique (Linha de Produção), Guillermo Del Toro (Produtor Executivo) / Elenco: Belén Rueda, Fernando Cayo, Roger Príncep, Mabel Rivera

Acho que um dos países que mais gosto de assistir filmes, independente de ser de terror ou não são os espanhóis ou de língua espanhola. Colocando a Argentina no meio que faz filmes excelentes. Mas voltando para o terror, adoro os filmes do Álex de la Iglesia, Alejandro Amenábar e do Jaume Balagueró e Paco Plaza, esses dois que gravaram a trilogia do “Rec“.

Mas um cara que sempre se superou nas sua filmografia é o Guillermo Del Toro, que conseguiu entrar no cinema fantástico e misturar com o terror e isso sempre foi um traço na sua filmografia. Vendo por filmes como “O Labirinto do Fauno“, ” A Espinha do Diabo” e até “HellBoy“.

Em 2007 Del Toro produziu um dos melhores filmes de terror/Suspense/Fantasia de todos os tempos que é “O Orfanato“. A direção ficou por conta de Juan Antonio Bayona que também recentemente dirigiu outro filmes de fantasia que é “Sete Minutos Depois da Meia-Noite” que é um filme excelente e soube misturar essa história de mistério com drama muito bem.

Uma das coisas que mais se destacam na direção e na produção desse filme é como eles conseguem envolver essa história de horror no melhor estilo “Hammer” com casa mal-assombrada, um fantasma e alucinações do personagem principal. Então em alguns momentos, não sabemos se aquilo tudo está realmente acontecendo ou é ilusão do personagem.

O filme foi muito bem nas bilheterias que custou apenas 4 milhões para ser feito e faturou 76 milhões. Ele foi representar da Espanha no Oscar de 2008 de melhor filme estrangeiro. Uma curiosidade é que a “New Line” tinha comprado os direitos do filme para fazer uma versão americana e tinha chamado no caso Del Toro para dirigir mas graças a deus o filme nunca saiu do papel.

A história começa com Laura (Belén Rueda) que passou os anos mais felizes de sua vida em um orfanato, onde recebeu os cuidados de uma equipe e de outros companheiros órfãos. Agora, 30 anos depois, ela retornou ao local com seu marido Carlos (Fernando Cayo) e seu filho Simón (Roger Príncep), de 7 anos. Ela deseja restaurar e reabrir o orfanato, que está abandonado há vários anos. O local logo desperta a imaginação de Simón. Um dia o garoto some e Laura é a única que percebe que o filho está dentro da casa e assim ela começa uma busca para achar o filho e também descobrir outros mistérios que aos vai se revelando.

“O Orfanato” é um dos melhores filmes de terror de todos os tempos e aparece na lista de várias pessoas também. Apesar de ter um misto mais de fantasia, ele consegue ser assustador a partir de que os mistérios vão se revelando.  A direção de Bayona é espetacular como os atores que dão um show a parte. Vale a pena assistir a esse filme e de todos os diretores que eu recomendei.

Nota: 

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A Hora do Pesadelo Parte 2: A Vingança de Freddy (1985)

1987 / EUA / 87 min / Direção: Jack Sholder / Roteiro: David Chaskin / Produção: Robert Shaye, Sara Risher (Coprodutora), Stephen Diener e Stanley Dudelson (Produtores Executivos) / Elenco: Mark Patton, Kim Myers, Robert Rusler, Clu Gulager, Hope Langer, Marshall Bell, Robert Englund

O primeiro filme de “A Hora do Pesadelo” foi um estouro, tanto de crítica como também de bilheteria. Fora que lançou uma das maiores figuras icônicas do cinema que é o Freddy Krueguer. Toda a história de um assassino que mata através dos sonhos é simplesmente incrível! Wes Craven foi simplesmente genial em criar um personagem igual ao Freddy.

Mas uma coisa que acontece principalmente no cinema de terror é que tudo que é bom tem que ter mais e mais continuações. E assim como “Sexta Feira 13“, suas continuações foram cada vez mais e mais se distanciando do original e simplesmente o Freddy Krueguer virou uma figura cômica e seus filmes ficou uma palhaçada sem tamanho.

A parte 2 do filme é aquele típico filme que sai depois de um grande sucesso, ou no caso foi que a primeira parte foi um grande sucesso e as pessoas não sabiam como reagir com esse filme. Então ocorreu que Wes Craven o organizador da porra toda, ficou bravo ao ver que mudaram toda história do Freddy e ver que ele manipula as pessoas além da realidade dos sonhos.  A segunda parte tem toda uma história relacionado com homossexualismo e também umas taras estranhas como o “bondage“.

O primeiro filme tem um lance mais underground por ser uma produção barata e feita com o que dava. Mas a segunda parte rendeu um bom dinheiro aos estúdios, um lucro de aproximadamente 29,9 milhões. Nessa segunda parte, temos um Freedy mais sombrio na verdade. Ele mal aparece nas filmagens, vemos ele mais pelas sombras e também o filme é mais gore na verdade.

A história começa quando a família Walsh se muda para Elm Street. Logo Jesse (Mark Patton) passa a ter horríveis pesadelos com o assassino. Lisa (Kim Myers), sua namorada, investiga e descobre o passado da casa. Entretanto, Freddy já está de posse do corpo de Jesse e o obriga a cometer assassinatos contra sua família e amigos. Apesar de tentar ter essa virada na história e no roteiro, ela é bem fraca e não consegue se sustentar. Principalmente porque depois tudo muda nos outros filmes.

Mas tirando eu acho que a terceira parte que é “A Hora do Pesadelo 3 – Os Guerreiros dos Sonhos” que muda novamente a história no sentido de você poder combater o Freddy já que você está sonhando. Vemos que não tem uma ligação entre os filmes. Coisa que é diferente por exemplo em “Sexta Feira 13” onde sempre vemos que Jason acordou e faz referencias as produções passadas. Mas mesmo assim é divertido assistir um filme como esse e ver a importância de Freddy Krueguer no cinema de horror e também na cultura POP.

Nota: 

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