245 – Despertar dos Mortos (1978)

1978 / EUA, Itália / 127 min / Direção: George A. Romero / Roteiro: George A. Romero / Produção: Richard P. Rubinstein, Donna Siegel (Produtora Associada), Claudio Argento, Alfred Cuomo (Produtores Associados) / Elenco: David Emge, Ken Foree, Scott H. Reiniger, Gaylen Ross

Como eu tinha dito antes na crítica de “A Noite dos Mortos-Vivos“, esse é outro filme onde eu prefiro mais o “remake” que o original. Eu lembro quando assisti ao “Despertar dos Mortos” achei ele bem chato na verdade e bem parado. Anos mais tarde quando estava cursando cinema, a faculdade começou a fazer “sessões a meia-noite” com diversos filmes e tal. Um desses temas era de terror, eu sugeri “Holocausto Canibal“, mas colocaram “Despertar dos Mortos“.

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244 – Vôo Noturno (1997)

1997 / EUA, Itália / 94 min / Direção: Mark Pavia / Roteiro: Mark Pavia, Jack O’Donnell (baseado no conto de Stephen King) / Produção: Mitchell Galin, Richard P. Rubinstein; Alfredo Cuomo, Jack O`Donnell (Coprodutores); Neal Marshall Stevens (Produtor Associado); David R. Kappes (Produtor Executivo) / Elenco: Miguel Ferrer, Julie Entwise, Dan Monahan, Michael H. Moss, John Bennes, Beverly Skinner, Rob Wilds

Acho que “Vôo Noturno” se encaixa naqueles filmes do tipo porque demorei tanto para assistir. O filme é baseado no conto de Stephen King que faz parte daquela coleção “Pesadelos e Paisagens Noturnas” que aliás virou uma série que é muito boa por sinal. Mas além disso ele faz parte também daqueles filmes que são do King mas não tem tanta fama como outros.

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243 – Os Pássaros (1963)

1963 / EUA / 119 min / Direção: Alfred Hitchcock / Roteiro: Evan Hunter, Daphne Du Maurier (história) / Produção: Alfred Hitchcock (não creditado) / Elenco: Rod Taylor, Tippi Hedren, Suzanne Pleshette, Jessica Tandy, Veronica Cartwright

Acho que tirando “Psicose“, “Janela Indiscreta” e “Disque M para Matar“, “Os Pássaros” do diretor Alfred Hitchcock é sem sombra de dúvidas um dos meus filmes favoritos de todos os tempos do mestre do suspense. Lembro que vi o segundo filme antes do original, ele passava no SBT na verdade e outra lembrança que tenho bem nítida dessa filme é quando a Warner ou a Universal passava trechos dos seus filmes naquelas fitas VHS e tinha uma cena de “Os Pássaros” quando eles atacam as crianças na escola e os coloca para correr.

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242 – Pânico 2 (1997)

1997 / EUA / 120 min / Direção: Wes Craven / Roteiro: Kevin Williamson / Produção: Cathy Konrad, Marianne Maddalena; Daniel Lupi (Coprodutor); Dan Arredondo, Nicholas C. Mastandrea, Julie Plec, (Produtores Associados); Cary Granat, Richard Potter, Andrew Rona (Coprodutores Executivos); Bob Weinstein, Harvey Weinstein, Kevim Williamson (Produtores Executivos); Elenco: Neve Campbell, David Arquette, Courtney Cox, Jamie Kennedy, Jada Pinkett Smith, Sarah Michelle Gellar, Timoty Olyphant, Jerry O’Connel, Liev Schreiber

Acho que “Pânico” é  uma das franquias que mais gosto do cinema, não sei se é porque eu cresci com esse filme sendo lançado no cinema e também vivi esse hype dos anos 90 dessa geração MTV. A verdade é que sempre adorei filmes de terror, por isso tenho esse blog e também sou cinéfilo de carteirinha. Se você conversar com qualquer fã do gênero de horror a grande maioria vai dizer que odeia esse filme e as vezes sem um grande motivo na verdade.

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241 – Os Vampiros de Salem (1979)

1977 / EUA / 112 min / Direção: Tobe Hooper / Roteiro: Paul Monash (baseado no livro de Stephen King) / Produção: Richard Kobritz, Anna Cottle (Produtor Associado), Stirling Silliphant (Produtor Executivo) / Elenco: David Soul, James Mason, Lance Kerwin, Bonnie Bedelia, Lew Ayres, Julie Cobb, Elisha Cook Jr.

Acho importante nesse momento dizer como a distribuidora “Versátil” é importante para a coleção de qualquer cinéfilo. Principalmente para os fãs de terror, no qual eles capricham bastante e lançam diferentes pérolas que agrada qualquer fã. Entre um desses lançamentos e que tive a chance de comprar foi o DVD de “Os Vampiros de Salém” de 1979  que foi dirigido por Tobe Hooper. Recheado de extras e também vale lembrar que ele foi primeiro adaptado para a televisão e contava com 6 episódios, assim eles montaram para um filme de quase 3 horas de duração.

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240 – Hellraiser 2 – Renascido das Trevas (1988)

1988 / Reino Unido, EUA / 99 min / Direção: Tony Randel / Roteiro: Peter Atkins; Clive Barker (história) / Produção: Christopher Figg; David Barron (Produtor Associado); Christopher Webster, Clive Barker (Produtores Executivos) / Elenco: Clare Higgins, Ashley Laurence, Kenneth Cranham, Imogen Boorman, Sean Chapman, William Hope, Doug Bradley

Acho que ”Hellraiser” é aquele típico filme onde a continuação é bem melhor que a primeira parte. Não dizendo que o primeiro filme é ruim, mas nesse eles conseguiram explorar muito bem a história por trás dos “cenobitas“. A história de ”Hellraiser” foi criada pelo diretor e escritor Clive Barker, aqui nessa sequencia ele apenas escreve a história e produz o filme.

Quem dirigi essa segunda parte é o diretor Tony Randel que consegue fazer um misto de filme de ação com filme um suspense incrível. Adoro muito como ele consegue trabalhar com um universo já estabelecido mas mesmo assim consegue inovar e trazer coisas novas. Pena também que depois disso ele não vai conseguir fazer mais nenhum filme bom, lembrando que ele dirigiu aquela perola do cinema que é “Amityville: Uma Questão de Hora“.

O primeiro filme apresenta um universo um tanto particular onde temos sadomasoquismo e um gore bem alto, principalmente para os padrões ingleses já que o filme é de lá. E lembrando que a Inglaterra é um dos piores países para ter filmes nesse tipo, só ver o “Fome Animal” do Peter Jackson que ficou um bom tempo sem passar na terra da rainha. Mas claro que a produção americana ajudou o filme a se popularizar, principalmente na segunda parte onde o lucro do filme chegou a casa dos 12 milhões.

A história começa a partir de onde parou o primeiro, onde após enfrentar os cenobitas, a jovem Kristy (Ashley Laurence) está em um hospital psiquiátrico, onde eles não acreditam em sua história. Mas mal sabe ela que o diretor da clínica, Dr. Channard (Kenneth Cranham) é um profundo estudioso do apavorante mundo dos cenobitas e do “cubo dos lamentos”. Disposto a conhecer tudo por trás dessa história, ele traz de volta a terrível madrasta de Kristy, Julia (Clare Higgins), que passa a matar inocentes. Mas numa reviravolta ela ajuda os cenobitas a se “libertar” daquele mundo.

Gosto muito dessa segunda parte por ter essa reviravolta no roteiro e também por apresentar os personagens com uma nova visão por assim dizer. Vemos que tudo aquilo não passa de uma maldição mesmo. O que me atrai mais é a mitologia por trás desse objeto de adoração que o cubo dos lamentos, algo que apesar de simples traz a dor para alguns ou o prazer para os outros.

Hellraiser 2 – Renascido das Trevas” teve uma crítica bem mista em relação ao primeiro filme, alguns críticos amaram e outros odiaram, mas apesar de realmente ter um vacilo nas partes finais, para mim não estraga o filme em nenhum momento e ao contrário só o engrandece a sair desse universo mais confortável que vemos no primeiro filme. “Hellraiser” teve várias sequencias onde uma fica pior que a outra. A terceira parte consegue ser mais ou menos, apesar do seu começo bem chato e o final ficar foda. Mas a partir da quarta parte, ai sim a tortura é levada a sério e não pelos cenobitas e sim pelos produtores que esses são os verdadeiros demônios.

Nota: 

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239 – A Noite dos Mortos-Vivos (1968)

1968 / EUA / P&B / 96 min / Direção: George A. Romero / Roteiro: George A. Romero, John Russo / Produção: Karl Hardman, Russell W. Streiner / Elenco: Duane Jones, Judith O’Dea, Karl Hardman, Marilyn Eastman

Acho que já falei em algum lugar que não gosto tanto do original do George Romero da “Noite dos Mortos-Vivos” por achar o filme muito chato. Não sei porque tenho essa opinião, mas simplesmente não gosto tanto. Pode ser que daqui a 10 anos eu veja e fale: “Caralho! Quer filme foda!“, mas nesse momento não. Prefiro mil vezes a versão do Tom Savini que foi gravado em 1990. Ela é bem mais dinâmica e também bem mais explorada, mas claro que não da para comparar uma obra dos anos 60 que é uma produção “B” com um filme dos anos 90 e com um orçamento bem maior.

George Romero é um dos meus diretores favoritos no cinema, amo todas as suas obras e claro que tem suas exceções, mas ele é sempre uma pessoa bem engajada e também sabe trabalhar muito bem com o roteiro e direção. Um dos pontos alto de Romero é como ele usa seus filmes para fazer várias críticas a sociedade, seja a sociedade do consumo, militarização, globalização, racismo ou até o preconceito com doenças que é o caso de um outro excelente filme do diretor que é “Martin“.

Mas Romero começou a fazer filmes logo quando entrou na faculdade, produzindo e dirigindo comerciais, ele conseguiu levantar uma grana para realizar aquele que séria a revolução no cinema de terror e também a revolução dos filmes de zumbis. Tudo começou quando ele e John Russo fundaram uma pequena produtora, assim eles começaram com 114.000 mil dólares para realizar um filme. A história fica por conta de Russo e Romero, assim George Romero iria dirigir o filme e outro amigo Russell Streiner iria produzi-lo.

Muitos dizem que o filme tem várias críticas tanto a guerra do Vietnã como a guerra fria, então muito o que vemos na produção brinca com essas duas teorias. Tudo começa quando Barbara (Judith O’Dea) e seu irmão estão indo para o enterro da mãe deles e são atacados por um morto. O seu irmão morre e assim ela foge, indo parar numa casa, mas ela percebe que aquele não é o único ser que está atacando as pessoas. Então aparece Ben ( Duane Jones) que vem para resolver as coisas, é engraçado ver como as coisas não mudam na verdade. Se no original dos anos 60 Jones que foi um dos primeiros protagonistas negros a trabalhar num filme não tem voz, no “remake” dos anos 90 a coisa muda de forma e quem não tem voz é a mulher no caso Barbara. Assim quando eles entram dentro da casa para se proteger, eles são atacados por outras criaturas, até que se percebe na verdade vendo um telejornal é que os mortos começaram a andar sobre a terra. E eles precisam sobreviver aos comedores de carne, ou melhor, aos zumbis.

O quem vem depois é só sucesso, dizem que Romero conseguiu faturar só de VHS e também mercado interno um valor de 12 milhões de dólares só com um único filme o que deu treta entre ele e John Russo então ele foi escrever outras coisas e fez um dos meus filmes favoritos que é “A Volta dos Mortos-Vivos” que é um clássico oitentista absoluto.

Em 1999 “A Noite dos Mortos Vivos” foi colocado no congresso nacional dos E.U.A então ele é considerado uma importantíssima obra cultural de todos os tempos. Assim vale também lembrar que nasceu uma sequencia de filmes relacionados a mortos em sua carreira como “O Despertar dos Mortos“, “Diário dos Mortos” entre outros. Apesar de eu não gostar tanto dessa obra, ele é um excelente filme que vale ser visto e revisto e também ver como Romero é um diretor sensacional.

Nota: 

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