Despertar dos Mortos (1978)

1978 / EUA, Itália / 127 min / Direção: George A. Romero / Roteiro: George A. Romero / Produção: Richard P. Rubinstein, Donna Siegel (Produtora Associada), Claudio Argento, Alfred Cuomo (Produtores Associados) / Elenco: David Emge, Ken Foree, Scott H. Reiniger, Gaylen Ross

Como eu tinha dito antes na crítica de “A Noite dos Mortos-Vivos“, esse é outro filme onde eu prefiro mais o “remake” que o original. Eu lembro quando assisti ao “Despertar dos Mortos” achei ele bem chato na verdade e bem parado. Anos mais tarde quando estava cursando cinema, a faculdade começou a fazer “sessões a meia-noite” com diversos filmes e tal. Um desses temas era de terror, eu sugeri “Holocausto Canibal“, mas colocaram “Despertar dos Mortos“.

Eu sei da importância do Romero no cinema e tipo amo muito os filmes dele, mas o que mais me chateia é como alguns filmes dele conseguem ficar datados.  Mas quando eu assisti ao filme na faculdade, fiquei de boca aberta pela qualidade do filme e também como a história consegue ser atual. Apesar dos pesares, ele consegue ser um filme excelente com a sua “sub-história“, porque o “plot” principal é muito chato.

Uma curiosidade é que esse filme foi produzido pelo Claudio Argento, irmão do Dario Argento. E realmente foi uma boa produção tanto pelo aspecto da locação que é muito interessante como também o orçamento para esse filme que foi grande. Como eu tinha dito o “plot” secundário do filme é muito interessante porque entra naquelas críticas sociais que o Romero adora colocar em seus filmes. Aqui ele fala da sociedade de consumo e também a idolatração das pessoas por bens matérias. É também aqui que temos aquela famosa frase dita por Ken Foree: “Quando o inferno estiver cheio, os mortos caminharam sobre a terra“.

Outro ponto legal dos filmes do Romero é como eles se preparam para uma coisa global, porque “O Despertar dos Mortos” é o segundo filme que ele iniciou com essa temática de zumbis. Porque a primeira foi “A Noite dos Mortos-Vivos” de 1968 em seguida “O Dia dos Mortos” de 1985, “Terra dos Mortos” de  2005, “Diário dos Mortos” de 2007 e finalmente “A Ilha dos Mortos” de 2009. Assim vemos aos poucos o mundo se despedaçando, mas em si o legal é ver a reação humana no meio do caos e também como eles vão sobreviver a tudo aquilo.

A história começa quando os Estados Unidos está sendo devastado por uma epidemia que transforma pessoas em zumbis canibais. As causas são desconhecidas, mas todos os cadáveres que são afetados pelo vírus se tornam mortos-vivos, famintos por carne humana. Diante deste cenário de caos e desolação, o governo recruta uma equipe para acabar com a ameaça. Dois membros dessa equipe, Peter (Foree) e Roger (Scott Reiniger) foram incumbidos de exterminar os zumbis de um conjunto habitacional. Porém, a missão fica complicada e os agentes pedem ajuda a Stephen (David Emge), um piloto de helicóptero e sua namorada Frances (Gaylen Ross). Os quatro se refugiam em um shopping local, mas como eu disse Romero faz uma crítica a esse tipo de consumismo desenfreado e também como a reação humana fica nesse meio de caos, é interessante ver como eles se viram no meio de tudo isso.

Vale lembrar que temos o “remake” do diretor Zack Snyder que no Brasil saiu com o nome de “Madrugada dos Mortos“. Eu pessoalmente prefiro o “remake”, mas como eu disse esse clássico do Romero é muito bom, apesar de ser bem datado, mas o “plot” secundário que é o mais interessante e vale ser lembrado por conta disso também, por toda essa crítica social que mais e mais já faz parte da nossa realidade.

Nota: 

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Vôo Noturno (1997)

1997 / EUA, Itália / 94 min / Direção: Mark Pavia / Roteiro: Mark Pavia, Jack O’Donnell (baseado no conto de Stephen King) / Produção: Mitchell Galin, Richard P. Rubinstein; Alfredo Cuomo, Jack O`Donnell (Coprodutores); Neal Marshall Stevens (Produtor Associado); David R. Kappes (Produtor Executivo) / Elenco: Miguel Ferrer, Julie Entwise, Dan Monahan, Michael H. Moss, John Bennes, Beverly Skinner, Rob Wilds

Acho que “Vôo Noturno” se encaixa naqueles filmes do tipo porque demorei tanto para assistir. O filme é baseado no conto de Stephen King que faz parte daquela coleção “Pesadelos e Paisagens Noturnas” que aliás virou uma série que é muito boa por sinal. Mas além disso ele faz parte também daqueles filmes que são do King mas não tem tanta fama como outros.

Eu lembro de ver muito esse filme nas locadoras no tempo do VHS ainda e não alugar, achava muito “paia” a capa do filme e aquele monstro/vampiro na contra-capa, mas depois de velho assisti e nossa que filme foda! E tipo agradeço também por assistir agora mais velho porque percebemos certas coisas que com certa idade era impossível.

O filme foi lançado pela HBO e conta com a direção que na verdade fez pouca coisa no cinema, depois de “Vôo Noturno” de 1997 ele foi escrever um “slasher” que sai ano passado. Mas o que ele fez nesse filme, pode ter certeza que esse mais novo deve ser bom também. Stephen King as vezes precisa de um bom acerto em seus filmes para dar certo, se não cai por terra. E sai verdadeiros fiascos.

O interessante é que esse filme consegue ser contido e muito bem trabalhado, mas mesmo assim a crítica conseguiu rasgar o filme e isso prejudicou a bilheteria do filme. Fiquei surpreendido quando li isso porque o filme é muito bom e consegue usar o mito do vampiro de uma forma nova e sem cair nos clichês comuns de um filme assim. As cenas de gore são maravilhosas apesar de datadas e também o personagem principal vivido por Miguel Ferrer consegue ser mais malvado que o próprio vilão do filme e achei esses detalhes que o diretor coloca no filme, simplesmente espetacular.

A história começa quando um misterioso assassino em série faz vítimas em pequenos aeroportos no interior dos Estados Unidos. A única pista sobre o homicida é que ele tem uma aeronave preta de pequeno porte que só pousa em pequenos aeroportos sempre durante a noite. Então o repórter Richard Dees (Miguel Ferrer) de um tabloide de noticias sensacionalistas, começa a cobrir a misteriosa onda de mortes brutais e sangrentas. Assim começa uma verdadeira caçada pela verdade e mais ainda mostra a verdade sobre o repórter e um pouco sobre esse “vampiro” que consegue fugir do comum.

Acho “Vôo Noturno” um dos melhores filmes de vampiros dos últimos tempos, apesar de ser bem pouco conhecido e os que conhecem acharem ele fraco. Mas para mim coloco esse filme junto com os grandes que se baseiam na obra de King como “Carrie – A Estranha“, “Cristinie“, “It – A Obra Prima do Terror“,”Conta Comigo” e por ai vai. É simplesmente sensacional e vale a pena ser assistido.

Nota: 

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Os Pássaros (1963)

1963 / EUA / 119 min / Direção: Alfred Hitchcock / Roteiro: Evan Hunter, Daphne Du Maurier (história) / Produção: Alfred Hitchcock (não creditado) / Elenco: Rod Taylor, Tippi Hedren, Suzanne Pleshette, Jessica Tandy, Veronica Cartwright

Acho que tirando “Psicose“, “Janela Indiscreta” e “Disque M para Matar“, “Os Pássaros” do diretor Alfred Hitchcock é sem sombra de dúvidas um dos meus filmes favoritos de todos os tempos do mestre do suspense. Lembro que vi o segundo filme antes do original, ele passava no SBT na verdade e outra lembrança que tenho bem nítida dessa filme é quando a Warner ou a Universal passava trechos dos seus filmes naquelas fitas VHS e tinha uma cena de “Os Pássaros” quando eles atacam as crianças na escola e os coloca para correr.

Gosto muito desse filme também porque em si ele não tem uma explicação do porque dos ataques dos pássaros, ele simplesmente acontece e você tem que sobreviver aquilo, acho isso muito genial e também muito corajoso da parte de Hitchcock. O filme teve alguns problemas para ser desenvolvido começando pela recusa de Joseph Stefano com quem o diretor trabalhou em “Psicose“, até problemas de financiamento e claro com atriz principal Tippi Hedren.

Não é novidade para ninguém que Alfred Hitchcock tinha um problema com as mulheres tanto nos filmes como na vida real. Biografias diziam que ele era sexualmente retraído e sofreu um certo abuso na infância. Acho que um dos fetiches maiores do diretor é o uso de mulheres loiras em seus filmes, desde atrizes como Kim Novak ou Grace Kelly. Mas com a atriz Tippi Hedren ele fez um verdadeiro inferno, desde manter o contrato da atriz preso por anos para que ela não trabalhasse mais, até contratar pessoas para segui-la o dia todo.

Mas voltando ao filme, vários pássaros foram usados na gravação do filme e novamente a atriz Tippi Hedren sofreu nas mãos do diretor, em uma das cenas da para ver nitidamente o desespero da atriz quando o diretor jogou um pássaro nela, isso resultou num corte em seu rosto.  Outra curiosidade é que o filme não apresenta uma trilha sonora elaborada.

A história começa quando Melanie Daniels (Hedren) que é uma rica socialite. Conhece o advogado Mitch Brenner (Rod Taylor) em um pet shop e fica interessada nele. Após o encontro ela decide procurá-lo em sua cidade. Ela dirige por uma hora até a pacata cidade de Bodega Bay, na Califórnia, onde Mitch costuma passar os finais de semana. Entretanto, Melaine só não sabia que iria vivenciar algo assustador: milhares de pássaros se instalaram na localidade e começam a atacar as pessoas. O filme também tem algumas cenas bem de “gore” principalmente quando Melaine e Mitch vão na fazenda de um senhor e quando entram no quarto um dos pássaros está bicando os olhos do velho.

O filme conseguiu arrecadar bem nas bilheterias apesar de não ser um filme habitual de Hitchcock, ele custo 3,3 milhões para os estúdios e faturou 11 milhões. O legal também é que o filme não apresenta um “The End” então indica que aquilo não acabou ai, como vemos no final do filme. Quando Mitch diz que os pássaros voltaram. E voltam na sequencia de “Os Pássaros 2“. Um excelente filme que merece ser visto e revisto, porque é um clássico insuperável do mestre do suspense.

Nota: 5 Caveiras

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Pânico 2 (1997)

1997 / EUA / 120 min / Direção: Wes Craven / Roteiro: Kevin Williamson / Produção: Cathy Konrad, Marianne Maddalena; Daniel Lupi (Coprodutor); Dan Arredondo, Nicholas C. Mastandrea, Julie Plec, (Produtores Associados); Cary Granat, Richard Potter, Andrew Rona (Coprodutores Executivos); Bob Weinstein, Harvey Weinstein, Kevim Williamson (Produtores Executivos); Elenco: Neve Campbell, David Arquette, Courtney Cox, Jamie Kennedy, Jada Pinkett Smith, Sarah Michelle Gellar, Timoty Olyphant, Jerry O’Connel, Liev Schreiber

Acho que “Pânico” é  uma das franquias que mais gosto do cinema, não sei se é porque eu cresci com esse filme sendo lançado no cinema e também vivi esse hype dos anos 90 dessa geração MTV. A verdade é que sempre adorei filmes de terror, por isso tenho esse blog e também sou cinéfilo de carteirinha. Se você conversar com qualquer fã do gênero de horror a grande maioria vai dizer que odeia esse filme e as vezes sem um grande motivo na verdade.

Foi na resenha do “Pânico 1” que falei sobre a invenção desse filme pelas mãos de Kevin Williamson e também como o Wes Craven foi um excelente realizador a fazer essa obra. E claro a produção dos irmão Westein que capricharam na liberdade artística que deram para Craven realizar o filme. Gosto muito do roteiro que Williamson coloca no filme, brincando com a metalinguagem e também as situações envolvendo a própria “garota em perigo“.

Eu lembro a primeira vez que assisti ao “Pânico 2“, tinha uma locadora perto de casa que fazia uma promoção, isso na época do VHS. Para mim era a melhor promoção que tinha, ou seja, você paga 50 reais e alugava quantos filmes você quisesse! Fora os lançamentos que só podia ser 4 filmes. Então assisti a muitos, mas muito filmes e vários que não entendia como “Império dos Sentidos” ou “Kids“. Mas no meio disso estava esse VHS com umas meninas na cara e com medo, e descobrimos que na verdade elas iriam enfrentar o “ghostface“.

Voltando a falar da metalinguagem o filme começa no cinema, onde um casal vai assistir a um filme chamado “A Punhalada” que é baseado nos eventos de “Woodsboro“. Assim o filme da seu pontapé inicial, o filme conseguiu arrecadar muito mais que a primeira sequencia, chegando ao número de 172.363.000 milhões de dólares e também foi o sétimo filme de terror a ultrapassar a barreira dos 170 milhões. Além claro da crítica ter adorado o filme.

O filme começa dois anos após o massacre do primeiro e acompanhamos Sidney Prescott (Neve Campbell), que agora mora na pacata Windsor e tornou-se uma universitária cursando teatro. Além de continuar sua amizade com Randy (Jamie Kennedy), Além disso têm também um novo namorado, Derek (Jerry O’Connell). Tudo vai bem, até que um casal é morto no cinema enquanto assistia ao filme “A Punhalada”. Dewey (David Arquette) ao saber da notícia, sai de Woodsboro e vai para Windsor ajudar Sidney e os policiais da comunidade pegarem o assassino, enquanto a repórter Gale Weathers (Courteney Cox) está no auge da fama com seu livro “Os Assassinos de Woodsboro“. O novo psicopata começa a matar brutalmente os alunos do Windsor College, aterrorizando Sidney que percebe que todo o banho de sangue em Woodsboro está se repetindo novamente.

Gosto muito desse filme e também como o Wes Craven o conduz, ele muda muito do primeiro para o segundo e também os atores conseguem seguir a dinâmica das sequencias, então sempre a mudanças entre eles em relação ao tempo, outros personagens e também aos assassinos. Apesar de claro todos os filmes serem um “caça-níquel” gigantesco, ele consegue ser também um filme muito diferente um do outro, apesar do terceiro também ser uma obra bem dispensável ele consegue ser interessante.

Nota: 

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Os Vampiros de Salem (1979)

1977 / EUA / 112 min / Direção: Tobe Hooper / Roteiro: Paul Monash (baseado no livro de Stephen King) / Produção: Richard Kobritz, Anna Cottle (Produtor Associado), Stirling Silliphant (Produtor Executivo) / Elenco: David Soul, James Mason, Lance Kerwin, Bonnie Bedelia, Lew Ayres, Julie Cobb, Elisha Cook Jr.

Acho importante nesse momento dizer como a distribuidora “Versátil” é importante para a coleção de qualquer cinéfilo. Principalmente para os fãs de terror, no qual eles capricham bastante e lançam diferentes pérolas que agrada qualquer fã. Entre um desses lançamentos e que tive a chance de comprar foi o DVD de “Os Vampiros de Salém” de 1979  que foi dirigido por Tobe Hooper. Recheado de extras e também vale lembrar que ele foi primeiro adaptado para a televisão e contava com 6 episódios, assim eles montaram para um filme de quase 3 horas de duração.

O filme é baseado também numa obra incrível de Stephen King que chama “A Hora do Vampiro” e relançado no Brasil com o mesmo nome do original que é ” Salem’s Lot” que curiosamente foi o segundo romance de King a ser adaptado, contado claro com “Carrie – A Estranha“. Assim não preciso dizer a cacetada de adaptações que os livros de King teve para o cinema. Algumas bem porcamente adaptadas e outras obras sensacionais mesmo não sendo de terror como “Conta Comigo“, “Um Sonho de Liberdade” e “A Espera de um Milagre“.

Lembrando que Tobe Hooper dirigiu o filme que foi muito bem realizado diga-se de passagem e também conta com o roteiro de Paul Monash que trabalhou no clássico noir de Orson WellesA Marca da Maldade” e também a cinebiografia de “Stalin“. Gosto muito desse filme e também como o vampiro é retratado lembrando mais o Nosferatu com seus dentinhos de rato do que o próprio Drácula.

A minissérie custou 4 milhões para a CBS e teve uma boa recepção e claro que o custo valeu a pena e assim houve a edição para transformar em filme. Uma das coisas que mais vale a pena é a sua produção que é muito bem montada e também todo a preparação com atores que é bem legal, design da produção com as casas e a própria maquiagem dos vampiros, que está sensacional.

A história se passa quando um jovem escritor chamado Ben (David Soul) retorna à sua cidade natal de “Salem’s Lot“, no estado do Maine, onde estranhos acontecimentos o deixam curioso e assustado. Em suas investigações, ele descobre suspeitas ligações entre os acontecimentos e a velha mansão Marsten onde um terrível segredo se esconde. Adoro todo esse clima de mistério que envolve o filme e também como eles conseguem deixar tudo mais dramático já que também temos assassinato de crianças, apesar do filme ser bem juvenil uma coisas mais leve, ele também consegue ser pesado em algumas cenas.

Os Vampiros de Salem” é aquele típico filme que vale muito a pena ver sendo você fã do cinema de terror ou só fã do Stephen King, é uma ótima produção com uma direção espetacular e claro um vampiro bem marcante, lembrando muito clássicos como o próprio “Nosferatu“, apesar desse vampiro ser azul na verdade. A “Versátil” está de parabéns ao produzir e distribuir uma obra igual a essa. Vale muito apena adquirir o DVD.

Nota: 

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Hellraiser 2 – Renascido das Trevas (1988)

1988 / Reino Unido, EUA / 99 min / Direção: Tony Randel / Roteiro: Peter Atkins; Clive Barker (história) / Produção: Christopher Figg; David Barron (Produtor Associado); Christopher Webster, Clive Barker (Produtores Executivos) / Elenco: Clare Higgins, Ashley Laurence, Kenneth Cranham, Imogen Boorman, Sean Chapman, William Hope, Doug Bradley

Acho que ”Hellraiser” é aquele típico filme onde a continuação é bem melhor que a primeira parte. Não dizendo que o primeiro filme é ruim, mas nesse eles conseguiram explorar muito bem a história por trás dos “cenobitas“. A história de ”Hellraiser” foi criada pelo diretor e escritor Clive Barker, aqui nessa sequencia ele apenas escreve a história e produz o filme.

Quem dirigi essa segunda parte é o diretor Tony Randel que consegue fazer um misto de filme de ação com filme um suspense incrível. Adoro muito como ele consegue trabalhar com um universo já estabelecido mas mesmo assim consegue inovar e trazer coisas novas. Pena também que depois disso ele não vai conseguir fazer mais nenhum filme bom, lembrando que ele dirigiu aquela perola do cinema que é “Amityville: Uma Questão de Hora“.

O primeiro filme apresenta um universo um tanto particular onde temos sadomasoquismo e um gore bem alto, principalmente para os padrões ingleses já que o filme é de lá. E lembrando que a Inglaterra é um dos piores países para ter filmes nesse tipo, só ver o “Fome Animal” do Peter Jackson que ficou um bom tempo sem passar na terra da rainha. Mas claro que a produção americana ajudou o filme a se popularizar, principalmente na segunda parte onde o lucro do filme chegou a casa dos 12 milhões.

A história começa a partir de onde parou o primeiro, onde após enfrentar os cenobitas, a jovem Kristy (Ashley Laurence) está em um hospital psiquiátrico, onde eles não acreditam em sua história. Mas mal sabe ela que o diretor da clínica, Dr. Channard (Kenneth Cranham) é um profundo estudioso do apavorante mundo dos cenobitas e do “cubo dos lamentos”. Disposto a conhecer tudo por trás dessa história, ele traz de volta a terrível madrasta de Kristy, Julia (Clare Higgins), que passa a matar inocentes. Mas numa reviravolta ela ajuda os cenobitas a se “libertar” daquele mundo.

Gosto muito dessa segunda parte por ter essa reviravolta no roteiro e também por apresentar os personagens com uma nova visão por assim dizer. Vemos que tudo aquilo não passa de uma maldição mesmo. O que me atrai mais é a mitologia por trás desse objeto de adoração que o cubo dos lamentos, algo que apesar de simples traz a dor para alguns ou o prazer para os outros.

Hellraiser 2 – Renascido das Trevas” teve uma crítica bem mista em relação ao primeiro filme, alguns críticos amaram e outros odiaram, mas apesar de realmente ter um vacilo nas partes finais, para mim não estraga o filme em nenhum momento e ao contrário só o engrandece a sair desse universo mais confortável que vemos no primeiro filme. “Hellraiser” teve várias sequencias onde uma fica pior que a outra. A terceira parte consegue ser mais ou menos, apesar do seu começo bem chato e o final ficar foda. Mas a partir da quarta parte, ai sim a tortura é levada a sério e não pelos cenobitas e sim pelos produtores que esses são os verdadeiros demônios.

Nota: 

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A Noite dos Mortos-Vivos (1968)

1968 / EUA / P&B / 96 min / Direção: George A. Romero / Roteiro: George A. Romero, John Russo / Produção: Karl Hardman, Russell W. Streiner / Elenco: Duane Jones, Judith O’Dea, Karl Hardman, Marilyn Eastman

Acho que já falei em algum lugar que não gosto tanto do original do George Romero da “Noite dos Mortos-Vivos” por achar o filme muito chato. Não sei porque tenho essa opinião, mas simplesmente não gosto tanto. Pode ser que daqui a 10 anos eu veja e fale: “Caralho! Quer filme foda!“, mas nesse momento não. Prefiro mil vezes a versão do Tom Savini que foi gravado em 1990. Ela é bem mais dinâmica e também bem mais explorada, mas claro que não da para comparar uma obra dos anos 60 que é uma produção “B” com um filme dos anos 90 e com um orçamento bem maior.

George Romero é um dos meus diretores favoritos no cinema, amo todas as suas obras e claro que tem suas exceções, mas ele é sempre uma pessoa bem engajada e também sabe trabalhar muito bem com o roteiro e direção. Um dos pontos alto de Romero é como ele usa seus filmes para fazer várias críticas a sociedade, seja a sociedade do consumo, militarização, globalização, racismo ou até o preconceito com doenças que é o caso de um outro excelente filme do diretor que é “Martin“.

Mas Romero começou a fazer filmes logo quando entrou na faculdade, produzindo e dirigindo comerciais, ele conseguiu levantar uma grana para realizar aquele que séria a revolução no cinema de terror e também a revolução dos filmes de zumbis. Tudo começou quando ele e John Russo fundaram uma pequena produtora, assim eles começaram com 114.000 mil dólares para realizar um filme. A história fica por conta de Russo e Romero, assim George Romero iria dirigir o filme e outro amigo Russell Streiner iria produzi-lo.

Muitos dizem que o filme tem várias críticas tanto a guerra do Vietnã como a guerra fria, então muito o que vemos na produção brinca com essas duas teorias. Tudo começa quando Barbara (Judith O’Dea) e seu irmão estão indo para o enterro da mãe deles e são atacados por um morto. O seu irmão morre e assim ela foge, indo parar numa casa, mas ela percebe que aquele não é o único ser que está atacando as pessoas. Então aparece Ben ( Duane Jones) que vem para resolver as coisas, é engraçado ver como as coisas não mudam na verdade. Se no original dos anos 60 Jones que foi um dos primeiros protagonistas negros a trabalhar num filme não tem voz, no “remake” dos anos 90 a coisa muda de forma e quem não tem voz é a mulher no caso Barbara. Assim quando eles entram dentro da casa para se proteger, eles são atacados por outras criaturas, até que se percebe na verdade vendo um telejornal é que os mortos começaram a andar sobre a terra. E eles precisam sobreviver aos comedores de carne, ou melhor, aos zumbis.

O quem vem depois é só sucesso, dizem que Romero conseguiu faturar só de VHS e também mercado interno um valor de 12 milhões de dólares só com um único filme o que deu treta entre ele e John Russo então ele foi escrever outras coisas e fez um dos meus filmes favoritos que é “A Volta dos Mortos-Vivos” que é um clássico oitentista absoluto.

Em 1999 “A Noite dos Mortos Vivos” foi colocado no congresso nacional dos E.U.A então ele é considerado uma importantíssima obra cultural de todos os tempos. Assim vale também lembrar que nasceu uma sequencia de filmes relacionados a mortos em sua carreira como “O Despertar dos Mortos“, “Diário dos Mortos” entre outros. Apesar de eu não gostar tanto dessa obra, ele é um excelente filme que vale ser visto e revisto e também ver como Romero é um diretor sensacional.

Nota: 

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