Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965)

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1965 / EUA / P&B / 83 min / Direção: Russ Meyer / Roteiro: Jack Moran, Russ Meyer (história original) / Produção: Eve Meyer, Russ Meyer, George Costello e Fred Owens (Produtor Associado) / Elenco: Tura Santana, Haji, Lori Williams, Sue Bernard, Dennis Busch, Stuart Lancaster, Paul Trinka

É curioso como o cinema “B” influenciou muito essa nova Hollywood, para quem já leu o livro “Como a Geração Sexo, Drogas e Rock and Roll salvou Hollywood“, sabe o que estou falando. Não é surpresa para ninguém dizer que os filmes tem a cara da época em que foi produzido, quando vemos um filme dos anos 80 onde as pessoas usavam aqueles rádios enormes na rua, andavam de patins ou usavam “walkman“, dizemos que é muito datado. Mas a filmes dessa nova geração dos anos 60 que ultrapassam a época em que foram feitos.

A um filme do Roger Corman que ele fez junto com o Denis Hopper e o Peter Fonda que chama “Viagem ao Mundo da Alucinação” que é uma viagem só, mas esse filme foi importante para marcar um que até hoje de certa forma é atual que é “Sem Destino“, com Hopper e Fonda fazendo dois motoqueiros viajando e curtindo seu país. O diretor Russ Meyer que fez vários filmes “exploitation” e com muita conotação sexual, como exemplo “De Volta ao Vale das Bonecas“, “Garotas Nuas do Oeste Selvagem” ou “O Imoral Sr. Teas” eram filmes que misturavam comédia com o erotismo, como as nossas “pornochanchadas” aqui no Brasil.

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Mas em 1965 ele escreveu, produziu e dirigiu ” Faster, Pussycat! Kill! Kill!” que foi uma verdadeira revolução, no sentido de mostrar mulheres bandidas, ou melhor, “badass” onde elas saem no braço com os homens, matam, assaltam e invertem o papel de deixar o homem em situação de perigo. A produção foi uma bagunça! Já que o diretor era aqueles caras que tinham um rei na barriga e uma mão de ferro, a histórias de brigas intermináveis entre ele a dançarina Tura Satana que faz “Varla” a líder do bando. Ela que também tinha um gênio forte não deixava barato ser mandada pelo diretor.

O filme não foi bem recebido nos cinemas e pela crítica. Ainda ficaram no prejuízo já que o filme custou 45.000 dólares para ser feito, foi filmado em preto e branco e gravado no deserto para baratear a produção e infelizmente o filme lucrou só 36.000 dólares.

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A história do filme como eu disse, se passa no  deserto, onde  três “strippers” Varla (Santana), Rosie (Haiji) e Billie (Lori Williams) roubam um carro e apostam um racha com um casalzinho, elas acabam matando o rapaz e sequestrando a garota, Linda (Susan Bernard). Em um posto de gasolina uma das garotas toma conhecimento de uma bolada em dinheiro guardada por um velho deficiente físico que mora com dois filhos, um deles demente. Usando a garota sequestrada como isca para se aproximar do rancho do velho e colocar a mão na bolada, a stripper “chefona“, juntamente com as outras controladas por ela, tentam seduzir o velho e os filhos com o intuito de encontrar o dinheiro.

O interessante é como o filme influenciou bastante a cultura POP e influenciou ainda mais diretores como John Waters, Quentin Tarantino fora também músicas, quadrinhos, televisão e etc. Para você ver o tamanho do impacto desse filme. Nem preciso dizer que ele virou cult e até hoje as pessoas assistem e amam esse filme. Como eu disse foi graças aos filmes B que temos o cinema independente que traz essas ideias loucas e maravilhosas para qualquer pessoa.

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Nota: 

Baixe o filme com legenda Aqui

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