Corrida da Morte – Ano 2000 (1975)

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1975 / EUA / 80 min / Direção: Paul Bartel / Roteiro: Robert Thom, Charles Griffith/ Produção: Roger Corman, Jim Weatherill/ Elenco: David Carradine, Simone Griffeth, Sylvester Stallone, Sandy McCallum, Louisa Moritz, Don Steele

Adoro filmes de ficção cientifica com futuros diatópicos e gosto principalmente quando envolve uma trama “ Panis et circencis“, no qual o povo se ferra, mas é iludido com entretenimento barato. É assim em filmes como “O Sobrevivente” com Arnold Schwarzenegger, até “ Rollerball – Os Gladiadores do Futuro” que saiu no mesmo ano que “Corrida da Morte“.

Mas “Corrida da Morte – Ano 2000“, é aquele típico filme que você ouve falar em referencias, mas você pensa: “um dia eu assisto!“. Esse dia chegou e nossa que filme mediano, mas ao mesmo tempo divertido. Ele não levanta nenhuma crítica séria na verdade como os problemas sociais e etc. E sim uma crítica a televisão e a violência gratuita, esses pontos é legal do jeito que é abordado, principalmente na trama quando para você vencer, não basta só ser o mais rápido, você tem que matar pessoas durante o seu percurso.  Então vale de tudo, até matar crianças, idosos, padres e pessoas da própria corrida. Uma verdadeira barbárie, mas isso não é abordado de forma séria e sim de um forma até boçal. Talvez seja essa a proposta do filme, banalizar a violência.

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Não é atoa que esse filme influenciou um dos jogos mais polêmicos e violentos de todos os tempo que é “Carmageddon“, onde a proposta do jogo é a mesma do filme, não basta você só vencer a corrida, você tem que matar mais pessoas. Roger Corman queria fazer um filme de ficção futurista para aproveitar a publicidade de “Rollerball“, então ele viu um livro do escritor Ib Melchior que é roteirista de vários filmes de ficção dos anos 50 como “Viagem ao Planeta Proibido“, “Monstro do Planeta Perdido” e “O Planeta dos Vampiros“. Corman contratou então Robert Thorn para adaptar o livro e chamou Paul Bartel para dirigi-lo, conta que o roteiro estava horrível então Charles B. Griffith o reescreveu. Na verdade isso é uma coisa muito comum no cinema em geral, esse troca- troca de atores, diretores, roteiristas e etc. Mas enfim outra curiosidade é que Corman queria Peter Fonda para fazer o papel principal, mas como o ator estava ocupado chamaram David Carradine que na época fazia o sucesso da TV, a série “Kung Fu“.

A história se passa nos Estados Unidos do futuro, regidos por um governo totalitário e fascista, o esporte nacional é uma corrida de carros no qual um dos quesitos mais importantes para apontar o vencedor é o número de pessoas que cada piloto conseguiu atropelar pelo caminho. O grande herói desse esporte é Frankenstein (Carradine), um piloto supostamente reconstruído ciberneticamente após sucessivos desastres automobilísticos. Enquanto pilota velozmente numa nova edição da corrida, Frankenstein precisa ficar de olho não apenas nos seus violentos rivais, mas também nos frequentes atentados provocados por um grupo rebelde que quer derrubar o governo sabotando seu esporte oficial.

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o filme ainda conta com Simone Griffeth, Sylvester Stallone, Mary Woronov, Roberta Collins, Martin Kove, Louisa Moritz e Don Steele. É legal ver esse tipo de filme e analisar com a nossa sociedade atual, principalmente com a banalização da violência, onde tudo gira em torno da televisão e também da audiência e esquecemos os problemas do dia-a-dia, por exemplo. Apesar de não ser um grande filme de ficção, tem seu mérito por ser divertido pelos absurdos e também pela produção de Roger Corman, um filme legalzinho que vale a pena assistir se não estiver fazendo nada.

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Nota: 

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O Caçador de Bruxas (1968)

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1967 / Reino Unido / 86 min / Direção: Michael Reeves / Roteiro: Tom Baker, Michael Reeves (baseado na obra de Ronald Bassett e no poema de Edgar Allan Poe – não creditado) / Produção: Louis M. Heyward, Arnold Miller, Philip Waddilove, Tony Tense (Produtor Executivo), Samuel Z. Arkoff (Produtor Executivo – não creditado) / Elenco: Vincent Price, Ian Ogilvy, Rupert Davies, Patrick Wymark, Wilfred Brambell

A primeira vez que eu assisti “O Caçador de Bruxas” foi na Netflix e nossa levei um susto por se tratar de um filme bem pesado com uma temática legal mas tem um pouco suave. Na verdade me assustei por conta dos atores no caso o Vincent Price que faz o caçador, quem está acostumado em velo nos filmes do Roger Corman vai se assustar com esse filme.

Mas como o próprio titulo diz, se trata de um história do período das caça as bruxas, não o que ocorreu nos E.U.A por exemplo na cidade de Salém que é até hoje esse caso é muito famoso, estamos falando da inquisição do século XIV na Europa, onde o bicho pegava mesmo. O filme na verdade não traz algo fantasioso dizendo que as bruxas existem e tal. A produção fala das perversidades que ocorreram nessa época, a culpa católica também e mais do que nunca o abuso do poder.

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Historicamente o filme se passa durante a guerra civil inglesa, que foi travada entre a corte do Rei Carlos I e do parlamento que tinha a liderança de Oliver Cromwell, que por fim levou a morte do monarca. Mas nesse período a Inglaterra estava dividida, gosto muito como o filme coloca isso em cheque e também mostra as consequências de uma guerra civil, que é claro a morte de inocentes e a divisão de uma país. O filme foi baseado na obra do escritor Ronald Bassett, a produção foi bem modesta custando só 100 mil dólares, ele estourou nos E.U.A, onde ele o filme ganhou o nome de “The Conqueror Worm“.

Eu acredito que um dos motivos do filme ter sido um sucesso e hoje ter essa aura de “cult” é que ele estourou na America e também foi produzido na Inglaterra, porque o filme apresenta um alto grau de tortura física e psicológica e também mostra outros crimes hediondos que um maníaco cometeu em nome de Deus.

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A história se passa no ano de  1645 quando  Matthew Hopkins (Vincent Price) é um oportunista caçador de bruxas, que toma vantagem da desordem social para impor um reinado particular de terror em East Anglia. Ele e o ajudante John Stearne (Robert Russell) vão de vilarejo em vilarejo conseguindo “confissões” forçadas ou forjadas de suspeitos de bruxaria, através de torturas e maus tratos diversos, e com isso reivindicando pagamentos dos magistrados locais. Chegando em Brandeston, Hopkins e Stearne imediatamente são levados por alguns moradores à igreja local, sendo o padre dali, John Lowes (Rupert Davies), acusado de praticar rituais satânicos. O sacerdote é barbaramente torturado até que a sobrinha dele, Sara (Hilary Dwyer), ao oferecer favores sexuais a Hopkins, consiga que seja enviado temporariamente ao presídio local, antes de ser executado. Sara estava noiva do capitão Richard Marshall (Ian Ogilvy) e quando ele sabe dos crimes de Hopkins e Stearne contra ela e o tio, jura persegui-los incansavelmente e matá-los assim que os encontrasse.

Vincent Price está sensacional no papel do caçador de bruxas, de longe um dos melhores filmes dele. E também um filme mais sério e tenso de toda sua carreira. Gosto muito desse filme apesar de ter levado um susto com todo seu grau de violência e abuso que o diretor denuncia numa época que manchou de vez a história da humanidade e também da igreja.  Um excelente filme que vale a pena ser conferido.

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Nota: 

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O Estranho Vício da Senhora Wardh (1971)

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1971 / Itália, Espanha / 98 min / Direção: Sergio Martino / Roteiro: Vittorio Caronia, Ernesto Gastaldi, Eduardo Manzanos Brochero / Produção: Antonio Crescenzi, Luciano Martino / Elenco: George Hilton, Edwige Fenech, Cristina Airoldi, Manuel Gil, Carlo Alighiero, Ivan Rassimov

Gosto do gênero “giallo” por vários motivos, um deles é como a mecânica desses filmes funcionam, fora as bizarrices incomuns dos assassinos e também como do nada tudo pode mudar, ou seja, as vezes você não consegue decifrar de vez quem é o assassino, diferente de outras produções por ai que a coisa fica obvia de cara.

Mas tenho que tirar o chapéu para a “Versátil” essa distribuidora  que todo o cinéfilo ama, principalmente o fã de terror que é agraciado com várias versões restauradas coberta de extras, como também os box que eles lançam. Numa dessas que comprei o “Giallo Vol.1” que conta com vários clássicos do gênero e de diretores também como Lucio Fulci, Mario Bava, Dario Argento e agora o Sergio Martino que dirigiu “Torso“, outro clássico desse gênero. Quem assistiu dois ou três “giallos” provavelmente fala a celebre frase: “Viu um, viu todos”. Mas isso é uma grande mentira, não existe trama mais diversificada que esse gênero.

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Não vou ser hipócrita aqui e dizer que o filme é genial, apesar de ser um dos filmes bases para você entender o gênero. “O Estranho Vício da Senhora Wardh” de 1971, começa com uma trama bem arrastada e monótona, diferente de outros filmes em que o assassino é mais articulado e tal, esse ele é mais parado e também mais recursivo, apresenta a mesma forma de matar e tal. Mas como eu disse no começo da resenha, tudo pode mudar e é isso que acontece. Incrível como o  filme muda de figura e vira outra coisa, muito mais elaborado, consegue prender a atenção e você simplesmente não acredita no seu final.

O filme também apresenta várias curiosidades principalmente com o seu titulo, o nome original que é “Lo strano vizio della signora Wardh“, mudou de nome principalmente que uma mulher rica italiana com o nome “Ward” ameaçou processar a produção se não mudasse, então foi adicionado o “H” para diferenciar. No Brasil o filme saiu com dois títulos também “O Estranho Vício da Senhora Wardh” e “Lamina Assassina“. O filme pegou uma censura alta fora da Itália e Espanha que é um co-produção, mas mesmo assim a bilheteria do filme foi alta, se contar a crítica que elogiou bastante o diretor Sergio Martino.

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A o filme aborda a história de Julie Wardh (Edwige Fenech), que está de volta a Viena com seu marido Neil (Alberto de Mendoza). Mas a cidade se encontra aterrorizada por um maníaco assassino. Imediatamente Julie se lembra de Jean (Ivan Rassimov), que foi seu violento e sádico ex-namorado, que convenientemente voltou a cidade ao mesmo tempo do início dos assassinatos e retoma o contato com ela. Também entra em cena o enigmático e elegante George (George Hilton) que também demonstra seus interesses em relação a Julie. Assim, acompanhando os passos do assassino, Julie deve descobrir quem, entre os homens a sua volta, tem intenções mais nefastas que apenas levá-la para cama. Lembrando que esse filme tem um final bem legal e surpreendente.

Não vou me prolongar muito aqui porque mais o que diga sobre esse filme vai ser repetitivo e também pode estragar a experiência de assistir a essa obra, um filme realmente que vale a pena, mesmo com seu começo arrastado, você vai se surpreender com ele. E acredite! Nem todos os “giallos” são iguais e a melhor forma de comprovar isso é assistindo a todos eles, um gênero realmente fascinante.

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Nota: 

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Lobo (1994)

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1994 / EUA / 125 min / Direção: Mike Nichols / Roteiro: Jim Harrison, Wesley Strick / Produção: Douglas Wick; Jim Harrison, Michele Imperato (Produtor Associado); Robert Greenhurt, Neil A. Machlis (Produtores Executivos) / Elenco: Jack Nicholson, Michelle Pfeiffer, James Spader, Kate Nelligan, Richard Jenkins, Christopher Plummer

Sabe aqueles filmes que você fala: “Porque caralhas demorei tanto para assistir?” foi essa a reação quando acabei de assistir “Lobo” do diretor Mike Nichols que conta com o Jack Nicholson no elenco, simplesmente espetacular. Simplesmente ignorei esse filme a vida toda praticamente e graça a “Netflix” que colocou no catálogo pude acabar com essa vergonha minha.

O filme é dirigido pelo Mike Nichols, uma lenda no cinema e também que formou a cara da “nova Hollywood“, é só conferir a filmografia dele para você ver que baita diretor ele é! Dirigindo um dos meus filmes favoritos de todos os tempos o genial “A Primeira Noite de um Homem” e fazendo seu filme de estréia com uma das pessoas mais grandiosas do cinema que é a Elizabeth Taylor ele adaptou o romance teatral “Quem tem Medo de Virgínia Wolf“. Simplesmente espetacular, um diretor muito ativo, que infelizmente faleceu em 2014.

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Gostei muito desse filme que conta com um elenco simplesmente “foda” como o próprio Jack Nicholson que é uma lenda viva do cinema, fez dezenas de produções espetaculares e trabalhou com diretores fenomenais como Stanley Kubrick e Michelangelo Antonioni. Ele da o verdadeiro “tom” no filme, a produção e roteiro lembra bem o filme “Lobisomem” de 1941 como a própria maquiagem que lembrando que o responsável por isso é o Rick Baker que trabalhou em filmes de terror como “O Lobisomem Americano em Londres“, “Gritos de Horror” e o próprio “Videodrome” de 1983, onde a maquiagem e efeitos são os principais destaques na obra.

Fora também que o filme conta com a participação da Michelle Pfeiffer e do James Spader e incrível participação do Christopher Plummer, que nossa é um ator para se louvar de pé. Mas tirando os atores, gostei muito do filme. Principalmente essas histórias que usam elementos do terror para contar sobre um determinado gênero. Esse drama que o filme aborda, não foi muito aceito pelos críticos, principalmente que seu lançamento demorou oito meses, já que o final do filme não foi de grande agrado do público. Acho isso uma besteira, gostei do seu final, apesar de né? Dar aquela forçada de barra. Lembrando também que o Ennio Morricone fez a trilha sonora do filme, o que valeu uma indicação no Grammy de melhor trilha sonora.

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A história começa com Will Randall (Nicholson) que vindo de Vermont tarde da noite, atropela um lobo. Quando ele sai do carro para ver se o animal morreu, acaba sendo mordido. Assim ele começa a se transformar em um lobo. Paralelamente sua vida particular e profissional é afetada, pois é traído por sua mulher e está prestes a ser despedido. Além disto Laura Alden (Pfeiffer), filha de Raymond Alden (Plummer), futuro comprador da editora; se apaixona por Randall, sem imaginar que o homem que ela ama está se transformando em uma fera capaz de atos animalescos. Essa sinopse não traz todo o glamour do filme como as cenas de ação com Nicholson virando lobisomem e mostrando os atos que isso carrega, o que acho mais legal quando falamos dessas feras.

Tenho muito que agradecer a “Netflix” por ter colocado o filme em catalogo e também por eu ter corrigido esse erro de não ter visto essa produção com tantos atores que eu gosto e um diretor que admiro muito. Um excelente filme de terror, ou melhor, usa os elementos do terror para embalar o enredo e tem uma maquiagem perfeita. Simplesmente genial o que vale assistir sempre que puder.

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Nota: 

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Noites de Terror (1981)

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1981 / Itália / 85 min / Direção: Andrea Bianchi / Roteiro: Piero Regnoli/ Produção: Gabriele Crisanti / Elenco: Karin Well, Gian Luigi Chirizzi, Simone Mattiolli, Antonietta Antinoir, Roberto Caporali

A terra tremerá… sepulturas vão se abrir… eles virão entre os vivos como mensageiros da morte e terão Noites de Terror. Profecia da Aranha Negra“. Essa é a frase com que termina o filme “Noites de Terror” um dos melhores filmes do splatter italiano. E também  um dos filmes mais tenebrosos e mal feitos possíveis, mas assim quem já assistiu a algum filme gore italiano, sabe que você ama odiá-los, ou seja, quanto mais ruim melhor é.

Uma coisa que sempre falo sobre os filmes italianos dessa época, é que se faz sucesso nos E.U.A, os italianos logo fazem a sua própria versão. Se em 1978 “Despertar dos Mortos” fez um baita sucesso, no ano seguinte a terra do macarrão estava produzindo o seu, com “Zombie 2” de Lucio Fulci. E o gozado de “Noites de Terror” que ele usa várias cenas referencias em seu filme e também um “que” de “A Profecia“. Fora lembrar que os zumbi dessa produção são cópias mal feitas do próprio filme do Fulci e também “A Noite do Terror Cego”  do Amando de Ossorio, ou seja, uma mistura louca.

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O filme apresenta várias curiosidades, mas uma que vale muito destaque e por si só já é muito bizarro é a presença de Peter Bark ou Pietro Barzocchini, que na época do filme tinha 25 anos e o diretor Andrea Bianchi achou tudo bem colocar um adulto para interpretar uma criança de 12 anos. Então é aquela coisa super bizarra e para melhorar tudo, vale lembrar que o filme apresenta cenas de incesto, ou seja, Michael (Bark) pega sua própria mãe! Quando assisti a esse filme pela primeira vez, fiquei simplesmente de boca aberta não acreditando o que estava assistindo e até hoje quando revejo, simplesmente não acredito no que estou vendo.

Outro ponto que vale lembrar é a presença de Gino De Rossi e Rosario Prestopino, que já tinham trabalhado antes com outros filmes desse ciclo de horror italiano como o próprio “Zombi 2“, “Pavor na Cidade dos Zumbis“, “O Estripador de Nova York“. O Gino De Rossi foi mais além e também trabalhou em filmes americanos como o “Piranhas 2“, “O Ultimo Imperador” (que apesar de não ser americano, tem produção nos states), “Hudson Hawk – O Falcão Está à Solta” e até o primeiro filme do 007 com o Daniel Craig que é “Cassino Royale“. Mas pena que em “Noites de Terror” eles não conseguiram acertar muito bem na hora de fazer a maquiagem e efeitos do filme.

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A história começa numas cavações onde um desencadeia acidentalmente uma maldição. Então ele reanima os mortos e esses zumbis devoram o cientista. Assim três casais chegam à mansão do cientista. E  rapidamente eles são atacados por esses zumbis etruscos.  O grupo se tranca na mansão e, à medida que a noite cai, começa o cerco de zumbis. A primeira vítima é Kathryn ( Anna Valente ), que está presa a uma janela e decapitada com uma foice (essa cena é épica) . Os zumbis começam então a usar machados para cortar as portas e outras ferramentas para matar o povo dentro da casa.

Dentro da  mansão o bicho pega também, principalmente entre Michael ( Bark) e sua mãe Evelyn ( Mariangela Giordano ) que  tenta confortá-lo mas Michael, no entanto, começa a beijar sua mãe e acaricia seus seios. Mas Evelyn bate nele, e ele foge, gritando  e fala a melhor e mais perturbadora fala que é: “O que há de errado ?! Eu sou seu filho!“. O que sobrou do pessoal dentro da mansão, consegue fugir e entrar num mosteiro, mas descobrem que todos os monges se tornaram zumbis. Os monges zumbis perseguem o resto dos sobreviventes. Os últimos dois últimos sobreviventes, Mark ( Gianluigi Chirizzi ) e Janet ( Karin Well ) são atacados por zumbis dentro da mansão novamente, e numa cena digna dos filmes do George Romero, os zumbis colocar as mãos sobre a cabeça de Janet, enquanto ela grita de terror.

Noites de Terror” é um filme simplesmente genial que consegue transformar qualquer porcaria italiana em algo genial. Adoro muito esse filme, as cenas bizarras valem muito a pena, no mínimo você vai rir muito tanto pelos zumbis como pelo Michael e sua mãe.

Nota: 

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REC (2007)

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2007 / Espanha / 78 min / Direção: Jaume Balagueró, Paco Plaza / Roteiro: Jaume Balagueró, Paco Plaza, Luis Berdejo / Produção: Alberto Marino (Co-Produtor), Carlos Fernández, Julio Fernández (Produtores Executivos) / Elenco: Manuela Velasco, Ferran Terraza, Pablo Rosso, David Vert

Já faz algum tempo que o gênero de terror anda ganhando muita força fora dos E.U.A, ou melhor, tendo um destaque maior. Vale lembrar do terror asiático (o melhor na minha opinião), até os europeus e passando para quem diria o oriente médio, tem mostrado um potencial alto em produzir coisas muito boas. Claro que os americanos sempre são destaques, principalmente para o publico “mainstream” que prefere algo com um formato já pronto, do que se aventurar em filmes diferentes e com propostas para lá de bizarras, visto pelos próprios cinema independente americano que quase não faz sucesso por lá.

Mas o pior é que quando um filme ganha um destaque bom lá fora, os americanos fazem um “remake” e foi assim com “Deixe ela Entrar” e “OldBoy” e na versão americana que “REC” ganhou um remake com o nome de “Quarentena“. O filme foi escrito e dirigido pela dupla Jaume Balagueró e Paco Plaza, que já tem uma experiência com o cinema de terror e também com outras produções dentro desse gênero. Outro ponto interessante é que o filme todo é gravado em “found-footage“, ou seja, aqueles tipos de gravação com a câmera na mão e tal. E também foi no mesmo ano que saiu “Atividade Paranormal“, apesar do primeiro filme ser muito bom, a produção espanhola também reinaugurou esse formato.

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REC” para mim é um dos melhores filmes da década de 2000, com um ótimo roteiro, atuações, efeitos e também aquela câmera na mão que chega a te dar vertigem, o filme consegue ser muito assustador e também dar aquela sensação de insegurança a todo momento, coisa totalmente diferente de “Atividade Paranormal” por exemplo que usa o mesmo formato de câmera mas as propostas são totalmente diferentes. O filme ganhou mais 3 sequencias, a parte 2 – Possuídos, que o titulo já joga na cara do que se trata, a parte 3 que é “gênese” que é um dos meus favoritos da série e também o legal é que ele abandona o “found-footage” no meio das filmagens e fica com uma câmera comum mesmo, achei isso bem divertido, a parte 4 que saiu em 2014, mas ainda não assisti.

Como eu tinha dito sobre o titulo da parte 2 de “REC” é que o filme não é subgênero voltado para “zumbis” e sim são demônios, na verdade a primeira parte deixa isso bem explicado mas a segunda eles dão uma explicação bem melhor e também mais legal. Na verdade você fica naquele estilo “Evil Dead” para saber se o que você está enfrentando é um demônio ou na verdade um zumbi mesmo, para mim é fácil responder! Se está possuído é demônio e pronto.

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O filme começa, quando uma repórter de televisão Ângela (Manuela Velasco) e seu cinegrafista Pablo (Pablo Rosso) seguem um grupo de bombeiros da cidade de Barcelona. Enquanto eles fazem um plantão noturno para um programa local. A repórter e o câmera acompanham os bombeiros, que são encaminhados a um condomínio para salvar uma senhora que está supostamente presa em seu apartamento, gritando e deixando os vizinhos assustados, ao entrarem no edifício, todos se deparam com a mulher tendo uma infecção raivosa, aos poucos o pessoal dentro do prédio percebe que aquela infecção não é uma coisa comum e sim, um vírus que te transforma numa criatura canibal. Eles não podem sair do prédio já que eles estão sendo mantidos em “quarentena”, o que nos leva a pensar numa teoria da conspiração também. Assim a  equipe de reportagem decide então filmar tudo o que acontece no local, enquanto tentam salvar suas vidas.

Acho “REC” um dos filmes mais sensacionais e criativos de todos os tempos, apesar de acharem as sequencias chatas e etc. Eu acho tudo magnífico e conseguem manter a história interessante e também você fica com uma adrenalina no corpo por assistir a esse filme, porque a todo momento você torce para que as pessoas consigam sair vivas dali, principalmente por cenas de tensão que são mostradas. A produção foi muito bem na verdade, o filme custo um milhão para ser feito e a sua renda foi de trinta e dois milhões e 428 mil dólares, um baita de um investimento. Então vale muito a pena assistir a esse filme original e realmente deixar os filmes americanos um pouco de lado e claro abraçar as propostas de outras produções.

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Arcade – A Realidade Mortal (1993)

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1993 / EUA / 85 min / Direção: Albert Pyun/ Roteiro: Charles Band (história), David S. Goyer (roteiro) / Produção: Cathy Gesualdo / Elenco: Megan Ward, Peter Billingsley, John de Lancie, Sharon Farrell, Seth Green, AJ Langer, Bryan Dattilo

Que saudade estava de resenhar sobre os filmes da “Full Moon Pictures“, simplesmente é falar da melhor produtora de todos os tempos, as vezes eu falo que o canal “Syfy” é uma verdadeira fábrica de sonhos, mas a verdade é que Charles Band (o dono da porra toda) que é o verdadeiro Willy Wonka, produzindo coisas que fogem da nossa imaginação. Já resenhei aqui vários filmes que o amigo já produziu ou escreveu. Os melhores sempre foram com o Ted Nicolau, mas agora estou em duvidas já que descobri o seu novo parceiro nessas trambicagem, que é o Albert Pyun que dirigiu aquele excelente filme ” Dollman – 33cm de Altura…E Atira!

Mas em “Arcade – A Realidade Mortal” esse excelente filme que passava direto no extinto “cine record especial” na Rede Record no começo dos anos 90, foi uma inovação nos termos de CGI, acho que se para época já era considerado ruim, hoje em dia é péssimo. Mas é sempre bom lembrar como a tecnologia e o cinema sempre andaram de mãos dadas, desde filmes como “Tron: Uma odisseia eletrônica” de 1982 dos estúdios Disney até “Toy Story” da Pixar que vai ser lançado em 1995, os filmes sempre andaram junto com a computação, jogos e etc.

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Nesse filme a coisa não é diferente, aqui o CGI come solto, só exemplos de boa produção como seu roteiro que é ótimo também para completar a parada. Lembrando que o filme foi escrito por David S. Goyer o mesmo roteirista da trilogia “Batman”, “O Homem de Aço” e “Batman vs Superman“. Então acho que não foi à-toa que esse filme foi considerado o pior do ano passado, não é mesmo?  Uma curiosidade sobre esse filme foi que os estúdios disney ajudaram a “full moon pictures” a remontar o CGI para o filme, mas se alguém comprou o DVD do filme (se existe um guerreiro para isso) encontrou o filme com o CGI original da produtora! Desgraça pouco é bobagem.

A história começa quando alguns garotos são apresentados a  um videogame de última geração que acaba de chegar aos fliperamas de todo o país, lembrando que antes de jogos on-line, existia um lugar chamado “fliperama“, onde você ia e jogava em várias maquinas. Assim o famoso “Arcade” ganha vida própria e suga os jovens para um mortal jogo de realidade virtual. Assim Alex ( Megan Ward) tenta entrar dentro do jogo para resgatar seus amigos e também derrotar de vez o “Arcade”, mas não vai ser tão fácil assim já que ela tem que enfrentar seus próprios medos, como o suicídio da mãe. São coisas muito leves para se assistir com a família. O interessante do filme é que se vários famosinhos participaram dele como Peter Billingsley, Seth Green e John de Lancie.

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Realmente não se tem muito o que dizer de um filme assim, é assistir para ver essa metralhadora de atuações horríveis, como seu péssimo roteiro e também a direção que é uma bosta. A filmes que são ruins, mas que de tão horríveis, chega a ser bom. Mas em outros casos filmes como esse só serve para dar raiva e desperdiçar tempo da sua vida. Mas é aquilo se quiser assistir assista! Se não, já economizou 85 minutos da sua vida, e com certeza você foi mais esperto que eu.

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Nota: 

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