Terror no Pântano (2006)

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2006 / EUA / 84 min / Diretor: Adam Green / Roteiro: Adam Green / Produção: Scott Altomare, Sarah Elbert, Cory Neal; Roman Kindrachuk, Andrew Mysko (Produtores Executivos) / Elenco: Joel David Moore, Tamara Feldman, Deon Richmond, Kane Hodder, Mercedes McNab, Parry Shen

Sabe aqueles filmes que não se levam a sério, mas na verdade é um puta de um filme disfarçado? Então esse é “Terror no Pântano” que saiu em 2006, mas infelizmente para nós brasileiros saiu diretamente em DVD. Na verdade esse filme é uma trilogia e conta com o melhor do “slasher” dos anos 80, fazendo uma homenagem direta a filmes como “Sexta Feira 13”  e “Chamas da Vingança“.  E também conta com outros mitos do terror como  Robert Englund, Tony Todd e Kane Hodder, uma verdadeira homenagem.

O filme conta com o roteiro e direção de Adam Green que é campeão em fazer filmes bagaceiras no melhor estilo “Terror no Pântano”, ele também dirigiu o “Pânico na Neve“, “Tales of Halloween” e além também dessa trilogia. Uma das melhores coisas de filmes assim é como ele não se leva a sério. Então todo aquele exagero de filmes dos anos 80 estão presente nessa produção que vai desde o assassino com uma história macabra, super-força, cenas gore, o famoso “Jason hability” que é o “serial-killer” andar devagar atrás da vitima e assim mesmo chegar primeiro que ela nos lugares. E claro a “Final Girl” que praxe em todos os filmes com essa temática.

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Mas apesar disso tudo o filme consegue ser divertido e também uma baita homenagem aos filmes dos anos 80. O vilão é muito legal, uma verdadeira homenagem ao Jason do segundo sexta feira 13, que apanha das vitimas e pena para matar elas. Mas aqui o assassino principal, um cara chamado Victor Crowley que é interpretado pelo Kane Hodder, que fez olha ai o Jason em quatro filmes, também é o único a repetir a dose. Ele fez o matador de “Crystal Lake” na Parte 7, ou melhor, Jason x uma telepata (que para mim é o melhor filme da franquia), a parte 8 que é Jason ataca em Nova Iorque, Jason vai para o Inferno (que também é excelente) e também o melhor da franquia que é “Jason X” que ele vai para o futuro e se passa no espaço, esse filme reflete muito aquela frase “tudo que é bom, pode melhorar“.

Apesar de tudo isso, o filme teve uma avaliação mediana, ou seja, ela ficou bem dividida. Para mim o filme é maravilhoso e todos esses exageros valem o filme todo. E na verdade valeu se for contar os números né? A produção custou 208.505 doletas e faturou em 3 semanas mais de 6 milhões de dólares, um numero muito bom para uma produtora independente e um filme de baixo orçamento. Vale dizer que as continuações também uma prova do sucesso dessa obra, já que o segundo saiu em 2010 e o terceiro em 2013. É uma pena mesmo que aqui no Brasil o filme tenha sido lançado diretamente em DVD, valeria muito a pena ver ele nos cinemas.

SCENE 58 / EXT HONEY ISLAND SWAMP - CROWLEY HOUSE: Crowley kills Winslow and Amanda, finale. / Photo: Skip Bolen

A história começa no pântano onde já temos de cara Robert Englund ( o eterno Freddy Krueguer) caçando crocodilos com uma vara, realmente uma das coisas mais inteligentes que já vi. Assim ele e seu filho estão no lado do pântano que é proibido entrar e são vitimas de uma terrível maldição que chama Victor Crowley, assim nas primeiras cenas do filme você já sabe como vai ser o tom dele. Depois disso acompanhamos Ben (Joel Moore) e seu melhor amigo Marcus (Deon Richmond ) que estão em Nova Orleans durante a celebração do “Mardi Gras“, uma espécie de carnaval da cidade e decidem fazer um passeio por um “pântano assombrado”, onde há muitos anos um garoto deformado, Victor Crowley, teria sido morto pelo próprio pai. Durante o passeio, eles conhecem Misty (Mercedes McNab)  e Jenna (Joleigh Fioreavanti), duas atrizes pornôs. Na viagem também temos Marybeth (Tamara Feldman) que vai dizer toda a verdade sobre aquele lugar. Ao chegarem no pântano, eles logo percebem que a história de Victor Crowley não é apenas uma lenda e sim uma história de chacinas.

Todas as cenas são de muito exagero como eu já tinha dito e também vale muito ressaltar a maquiagem do filme que é excelente. Muitas coisas não tem sentido no filme, como o assassino ter uma puta de uma força. Vale a pena ressaltar a cena em que ele mata um mulher abrindo a boca dela, no melhor estilo Kratos do “God of War” e também outra cena que ele mata o diretor do filme pornô que estava gravando com as meninas, que pasme é o Joel Murray (Irmão do Bill Murray). Crowley simplesmente pega a cabeça dele e torce como se fosse uma laranja, muito foda mesmo. Voltando para não ter sentido, em algumas cenas o pessoal simplesmente da uma paulada na costa do assassino e ele cai no melhor estilo “WWF“. Mas assistam que vai ser alegria na hora, além de homenagear esses filmes pastelão dos anos 80, ele é uma comédia muito boa que vale pelas cenas de gore ou também por uma história divertida.

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Nota: 

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Noite de Terror (1974)

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1974 / Canadá / 1974 / 98 min / Direção: Bob Clark / Roteiro: Roy Moore / Produção: Bob Clark, Gerry Arbeid (Co-Produtor), Richard Schouten (Produtor Associado), Findlay Quinn (Produtor Executivo) / Elenco: Olivia Hussey, Keir Dullea, Margot Kidder, John Saxon, Marian Waldman, Andrea Martin

Se tem um genero mais maneiro que o “slasher” tirando claro zumbis e lobisomens, esqueceram de avisar, ou melhor, de me avisar. Porque ainda não acredito que exista gente que odeia filmes de zumbis. Mas voltando, dizem que o John Carpenterinventou” o slasher moderno com o assassino com a mascara, um super-humano e tal. Mas gosto muito de filmes como “O Massacre da Serra Elétrica” ou até o segundo “Sexta – Feira 13” onde o Jason se ferra e muito para matar alguma das suas vitimas. Mas não dizendo que “Halloween” do Carpenter é ruim, longe disso é um dos melhores filmes de terror de todos os tempos.

Mas nos anos 70 o genero de slasher que estava florescendo e pegando influencias de outros diretores como Alfred Hitchcock ou até Mario Bava, vai perceber como esse genero mudou muito. Mas o engraçado desses filmes é como existe várias perolas soltas por ai e valem de serem capturadas. Uma dessas perolas é o ótimo e porem esquecido “The Town that Dreaded Sundown ” de 1976 e esse que vou falar agora que é “Noite de Terror” de 1974. Um daqueles filmes de época, que por acaso se passa no natal,  mas poderia passar em qualquer época do ano. Nele temos um assassino que não tem motivos aparentes para matar e sabemos muito pouco dos seus reais motivos. Coisa que já é uma diferença se analisarmos todos esses filmes que já citei, no qual já sabemos a real motivação dos assassinos.

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Uma curiosidade é que o filme foi digrido por Bob Clark, o mesmo diretor de “Pork’s” e “Children Shouldn’t Play With Dead Things”  que arrasa na direção e faz uma direção leve mas também muito ousada, principalmente para os padrões da época. O roteiro foi desenvolvido por Roy Moore que fez o roteiro baseado em fatos reais que aconteceu com  famílias canadenses, que tiveram suas casas arrombadas no natal e consequentemente mortas. Outra influencia foi em lendas urbanas onde babas recebiam trotes enquanto cuidavam de crianças. Outra curiosidade é que o papel do personagem “Peter Smythe” foi oferecido a Malcolm McDowell que fez o Alex em “Laranja Mecânica“, mas quem acabou com o papel foi Keir Dullea o Daves de “2001 – Uma Odisseia no Espaço“. Então temos duas “crias” de Stanley Kubrick no filme.

Mas nem tudo foi flores para a produção do filme, apesar do orçamento aparentemente baixo de 62.000 dólares, a Warnes Bros. que tem os direitos do filme, sofreu com a censura quando passou para o mercado americano, fazendo o filme mudar de nomes várias vezes. No começo o filme ia chamar “Too Drunk” (realmente um nome escroto), mas Clark decidiu por “Black Christmas“, mas ai a Warner não gostou e mudou para “Silent Night, Evil Night” para passar o filme nos cinemas E.U.A, ainda bem que não mudou porque iria confundir e muito com  (Silent Night, Deadly Night) ou como ficou a tradução no Brasil “Natal Sangrento” na verdade o filme mudou muito porque quando foi para o mercado de videos ele iria mudar novamente para “Stranger in the House“, mas não gostaram do titulo e por final ficou “Black Christmas” mesmo.

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A história se passa no natal como tinha dito e acompanha uma fraternidade de  garotas, elas  fazem planos para o natal, mas estranhas ligações anônimas começam a incomodá-las. Quando Clare (Lynne Griffin) desaparece, elas ligam para a polícia, que não dá muita bola. Enquanto isso, Jess (Olivia Hussey) está planejando um aborto, mas seu namorado Peter (Keir Dullea) é radicalmente contra. A polícia finalmente começa a se preocupar quando uma garota de 13 anos é encontrada morta no parque. A partir dai o diretor quer te levar para um caminho, mas depois ele muda totalmente. Achei bem bolado a proposta do filme e também as direções que ele toma.

“Noite de Terror” apresenta vários tropeços na história e se formos parar para pensar e juntar tudo o filme não faz sentido no ponto de vista da tal pessoa ser o assassino. Na verdade estou chutando isso porque o real assassino não é revelado. Não sabemos quem era e também não sabemos se a direção que o diretor quis levar é a certa mesmo ou não. Mas o que sei é que o filme é muito bem feito, o diretor está de parabéns em sair do habitual de filmes de gêneros de slasher e também colocar uma duvida na mente das pessoas. Imagino como deve ter sido assistir a esse filme nos anos 70. E é legal pensar que mesmo depois de tantos anos o filme ainda consegue ser original depois de tantos filmes que passaram por esse genero que tanto amo.

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Nota: 

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Arraste-me Para o Inferno (2009)

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2009 / EUA / 99 min / Direção: Sam Raimi / Roteiro: Sam Raimi, Ivan Raimi / Produção: Grant Curtis, Robert Tapert; Ivan Raimi, Cristen Carr Strubble (Coprodutores); Joseph Drake, Nathan Kahane (Produtores Executivos) / Elenco: Alison Lohman, Justin Long, Lorna Raver, Dileep Rao, David Paymer, Adriana Barraza

 Uma das coisas que mais sinto saudades no cinema são filmes de terror originais e bonachões no melhor estilo Sam Raimi! E eis que em 2009 o diretor de Evil Dead e também a trilogia “Homem-Aranha” lança esse excelente filme no melhor estilo que o tanto consagrou, com efeitos práticos, roteiro simples mas excelente e também seus atores que da aquele “tcham” no filme.

O cinema especificamente de terror estava carente de filmes assim, do tipo humor negro que não economiza com vômitos descontrolados, litros de sangue e também situações muito inusitadas. Toda vez que leio isso, me lembro logo de Sam Raimi e acho que umas das melhores coisas que ele fez até agora foi trazer de volta o Ash (Bruce Campbell) na excelente série “Ash vs Evil Dead“, mas ele também escreveu esse filme que vou falar agora que é “Arraste-me para o Inferno“.  No qual eu também fui assistir no cinema, no tempo que produções assim eram lançadas no cinema e não direto para “home-video“.

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“Arraste-me Para o Inferno” foi lançado em 2009, mas na verdade o roteiro estava pronto desde 1993. Mas por conta de agenda e orçamento, Raimi só lançou o filme 16 anos depois. Bruce Campbell e até Ellen Page estavam escalados para o filme, mas por conflito de agenda eles não puderam aceitar. E um elenco novo entrou, lembrando que Sam Raimi adora trabalhar sempre com os mesmos atores. Só ver toda sua filmografia e contar quantas vezes Campbell ou seu irmão Ivan Raimi aparece em cena. O filme foi um sucesso e também ganhou o “Saturn Awards” em 2010, fora também a bilheteria que gerou um bom lucro para a Universal. Uma pena eles não lançarem mais filmes com essa mesma pegada clássica do “Evil Dead“.

Como eu tinha dito as história que Raimi escreve não são complicadas, o que vale mesmo é sua excelente direção que é ao mesmo tempo grotesca, genial e divertida. E aqui ele escreve esse filme junto com o seu irmão, e novamente ela é bem simples na verdade. O filme começa mostrando a vida de  Christine Brown (Alison Lohman)  que trabalha como analista de crédito num banco e vive com seu namorado, o professor Clay Dalton (Justin Long), em Los Angeles. Para ela ganhar uma promoção no trabalho e também para impressionar seu chefe, ela recusa o pedido de uma senhora chamada Sylvia Ganush (Lorna Raver) para ela conseguir um empréstimo para pagar sua casa. Ao recusar, ela lança uma maldição na vida de Christine, convocando um demônio que em três dias irá levar Christine para o inferno.

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Assim ela tenta se livrar dessa maldição que vai sacrificar um animal, até mandar a maldição para outra pessoa ou matar o demônio, que nessa hora é uma das melhores cenas do filme. O filme também apresenta efeitos especiais que foram bem elaborados para o filme e a atuação da  Alison Lohman está maravilhosa, ela consegue ao mesmo tempo ser doce e tranquila e no outro um demônio em pessoa. Acho que a melhor cena do filme é quando ela desenterra a velha cigana no cemitério e começa a chover e ela tenta sair de lá mas ela não consegue. É aquela típica cena que só o Sam Raimi mesmo conseguiria fazer.

Como eu tinha dito da bilheteria, o lançamento foi excelente, fazendo com que ele se pagasse e também gerasse um lucro muito bom para a distribuidora, no caso a Universal. Então pergunto! Porque não lançar e também se arriscar mais com filmes com essa temática de humor negro com o misto com terror e etc. Uma pena que mais filmes com formulas prontas e chato para caramba são lançados e filmes mais descontraídos ficam restritos a poucas pessoas. Mas ainda bem que temos Sam Raimi que continua firme e forte produzindo,dirigindo e escrevendo seus filmes e também fazendo coisas legais como é o caso de “Ash vs Evil Dead”.

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Nota: 

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Madrugada dos Mortos (2004)

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2004 / EUA / 101 min / Direção: Zack Snyder / Roteiro: James Gunn / Produção: Marc Abraham, Eric Newman, Richard P. Rubinstein; Michael D. Messina (Coprodutor); Armyan Bernstein, Thomas A. Bliss, Dennis E. Jones (Produtores Executivos) / Elenco: Sarah Polley, Ving Rhames, Jake Webber, Mekhi Phifer, Ty Burrell, Michael Kelly, Kevin Zegers

Eu falei rapidamente no “The Night of Living Trettel” como foi minha experiência assistindo a “Madrugada dos Mortos“, esse filme do Zack Snyder que saiu do nada e nossa conquistou uma grande leva de fãs. O ano era 2004, a internet pelo menos para mim se limitava ao trabalho da minha mãe, já que nem computador em casa eu tinha nessa época. Mas tirando toda essa história de baixa renda minha, eu sempre fui um mega fã de horror e isso sempre falei no blog e tal. Então eu acompanhava os lançamentos do cinema pelo jornal ou o por amigos mesmo.

Mas eu lembro quando vi o cartaz do filme no finado cinema do “Unishopping” aqui de Itu (minha cidade) e precisava assistir isso! Na época eu tinha 16 anos e a censura do filme era 18, mas que se foda precisava assistir. Juntei o dinheiro de lanche e tal e fui assisti ao filme, lembro que foi a noite. Só tinha mais umas 10 pessoas no cinema e fui assistir ao filme. E caramba que experiência! Sério, independente do filme, acho que sua experiência pessoal para determinadas coisas te eleva ao nível acima. E independente disso eu achei o filme maravilhoso.

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Saindo dessa nostalgia toda, eu acho “Madrugada dos Mortos” um baita de um filme, ele é mais voltado para ação e usa elementos do terror. Essa é a verdade, mas a proposta dessa obra é totalmente nova e também muda bastante de acordo com essa época que estamos vivendo. Tudo é rápido e ainda mais hoje, se você piscar perdeu quase uma semana de noticias. Os zumbis que Snyder coloca em tela é o zumbi estilo do “Extermínio” do Danny Boyle, eles correm rápidos e também são frenéticos. Isso veio muito a calhar, também pelo roteiro do James Gunn, sim antes dos “Guardiões da Galáxia“, esse pupilo da Troma escreveu o roteiro desse filme.

O filme como todos sabem é um remake do também “Madrugada dos Mortos” de 1978 do George Romero. Como tinha falado se nesse filme da década de 70, os zumbis andam devagar quase morrendo, nessa obra eles cheiram cocaína e saem correndo atrás de você e literalmente morrem atrás de algo. E isso que é muito foda, você não pode simplesmente deixar um zumbi entrar, ou melhor, sair desviando e fugir. Se você fizer isso você vai se ferrar e muito, porque ele não se cansa. O filme todo foi rodado dentro de um shopping no Canadá e também várias locações foram rodadas perto dali. E o legal é como Snyder depois na edição soube montar bem tudo isso e utilizou muito bem as imagens de arquivos, no melhor estilo Romero também. E quem não se arrepia com aquela música de abertura “The Man Comes Around” do Johnny Cash. Simplesmente incrível.

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A história basicamente é igual ao do Romero, mas Gunn adaptou algumas coisas para esses novos tempos. Uma coisa que se mantém é que o protagonista do filme é uma mulher, mas no caso desse filme ela é uma enfermeira e não uma repórter igual ao original. A partir dai acompanhamos Ana (Sarah Polley), ela consegue escapar de um ataque na sua casa, e foge mas ela bate o carro e é ajudada pelo policial Kenneth (Ving Rhames). Juntos eles encontram abrigo em um Shopping Center, onde outros sobreviventes estão escondidos. A partir dai tem aquele lance de integração e etc. Mas se no original Romero, usa essas partes para falar de problemas sociais e etc. Aqui o filme é ação, tiro, porrada e bomba. Porque já que os zumbis não conseguem entrar e todos tentam levar uma vida razoavelmente normal. Mas claro que tudo vai piorando aos poucos, o que achei meio chato no filme é como toda ação é explicada, como em uma cena que eles dialogam do porque os zumbis vêem ao shopping, tipo é chamar seu publico de burro, o lance do mistério é o que sempre funciona.

A recepção de “Madrugada dos Mortos” foi a melhor possível, além de arrancar vários elogios da crítica e também de site de terror especializados, a produção também arrasou nas bilheterias. Se o filme tinha custado 28 milhões para a Universal a distribuidora do filme, ela conseguiu arrecadar 102 milhões só nos E.U.A e de quebra reviveu o fenômeno “Zumbi” já que depois tivemos uma caralhada de filmes, videogames, quadrinhos (walking dead) e séries só com esse tema, um verdadeiro arraso. Fora que alavancou a carreira do Zack Snyder fazendo com que ele adaptasse depois “300” que foi um sucesso também e “Watchmen” que foi mediado no ponto de vista da bilheteria, mas acho esse filme sensacional. Mas claro que depois a carreira do Snyder se transformou no que conhecemos hoje. Mas tirando tudo isso o filme é simplesmente sensacional, uma ótima produção, serviu para dar mais fôlego a produções de terror e também os efeitos, atores, roteiro é simplesmente foda! Um filme que não me canso de ver e acredito que nunca vou cansar.

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Nota: 

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Dollman – 33cm de Altura…E Atira! (1991)

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1991 / EUA / 79 min / Direção: Albert Pyun / Roteiro: Charles Band, David Pabian, Chris Roghair / Produção: Cathy Gesualdo, Charles Band / Elenco: Tim Thomerson, Jackie Earle Haley, Kamala Lopez, Humberto Ortiz, Nicholas Guest, Judd Omen

A os filmes da “Fullmoon pictures” só coisa boa! E Charles Band que cara incrível! Só que não. O dono da maior fabrica de picaretagem ataca novamente, pelo menos aqui no Terror Mania. No filme “O Monstro Canibal” eu resenhei e falei um pouco dessa produtora que nasceu para o trash, ou melhor, um trash levado a sério e particularmente isso não da certo. Filmes trash particularmente não é para se levar a sério.

Diferente da “Troma” por exemplo, a produtora do Lyod Kaufman que fez filmes grandiosos como “O Vingador Tóxico“, “Redneck Zombies” e o incrível ”Poultrygeist, A Noite das Galinhas Zumbis”. A produtora consegue unir o tosco, o gore, comédia, trasheira de primeira e tudo num filme só. Mas Charles Band parece que nasceu com um rei na barriga e não abaixando seu ego, principalmente com seus filmes da década de 80 e 90, coisa que mudou agora quando ele finalmente se entregou seus filmes a esse gênero descarado mesmo. Uma prova são seus filmes recentes ou até produções como “Evil Bong“, “Puppet Master vs Demonic Toys” , a própria franquia “Puppet Master” que antes era um coisa mais séria e hoje está entregue ao ridículo.

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Mas em 1991 Charles Band produziu, escreveu e distribuiu esse filme de um policial alienígena que depois de umas tretas vêem para a terra, mas diferente do “Superman” por exemplo que quando cai na terra fica com super poderes por causa do sol, aqui  Brick Bardo interpretado por Tim Thomerson fica minúsculo. Uma coisa interessante é seu titulo aqui no Brasil, se lá fora ele é apensa conhecido como “Dollman“. Aqui nas terras tupiniquins ele é conhecido com o excelente titulo “Dollman – 33cm de Altura…E Atira!” e vale lembrar também que em 1993 ouve um “crossover” entre Dollman e os Demonic Toys, eu ainda infelizmente não prestigiei essa obra, mas com certeza é o próximo na minha lista.

Vale comentar também que o filme é estrelado pelo Tim Thomerson que fez vários filmes legais nos anos 80 e 90 como “Quando Chega a Escuridão“, “Medo e Delírio em Las Vegas” e “A Volta do Incrível Hulk“, só filmaço. E também ressaltando que Jackie Earle Haley que depois viria a fazer filmes como o remake do “A Hora do Pesadelo” onde ele vive o Freedy e também “Watchmen” que alguns amam e outros odeiam, na verdade eu gosto até do filme, não acho uma má adaptação de quadrinhos e tal. E Haley mandou muito bem como o Rorschach. Mas é muito legal ver esses atores atuando, porque realmente eles são excelente atores fazendo um filme trash para caramba!

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A história lembra muito “Stallone: Cobra“, porque o começo é igual, um maluco invade um lugar e um policial vai tomar conta de toda essa situação, então  temos Brick Bardo(Thomerson), que faz o típico policial durão de um planeta alienígena chamado “Arturus” vem para a Terra, depois de perseguir seu inimigo Sprug (Frank Collison), foge com um bomba. Mas quando ele chega na terra, ele cai nos E.U.A, no Bronx e justo quando uma mulher vai ser assassinada. Puta sorte da moça em? Mas como eu tinha dito, o azar é que Bardo sofre com a atmosfera da terra e então ele tem só 33 centímetros, mas para o azar dos traficantes locais, ele porta sua arma letal e enfrenta todos os traficantes do Bronx.

Vale a pena citar também que o filme ganhou uma versão em quadrinhos que foi lançada pela própria Fullmoon, literalmente é sugar até o osso. Um dos grandes problemas do filme, é se levar muito a sério e também querer tirar leite de pedra, não se pode fazer algo sério de um policial alienígena de 33 cm. Mas é aquilo, você consegue se divertir e assistir com os seus amigos, porque o que o filme tem de coisas ruins, vale pelas cenas de bagaceira pura. Principalmente quando Bardo pula da janela para salvar uma mulher, grande filme mesmo.

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Nota: 

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Temos Vagas (2007)

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2007 / EUA / 85 min / Direção: Nimród Antal / Roteiro: Mark L. Smith / Produção: Hal Lieberman; Stacy Cramer, Glenn S. Gainor, Brian Paschal (Produtores Executivos) / Elenco: Kate Becksinsale, Luke Wilson, Frank Whaley, Ethan Embry, Scott Anderson, Mark Casella, David Doty

Eu particularmente adoro quando tem uma mistura de “thriller” com terror e suspense. E Alfred Hitchcock é um senhor nesse gênero, tendo vários filmes com essa temática, mas o que mais consolidou a carreira do mestre do suspense foi o filme “Psicose” que mostra o terror comum, antes o cinema de horror tinha seus monstros e Hitchcock introduz aquele terror que pode acontecer, sendo que seu vizinho pode ser um assassino, sua mãe um “serial-killer” que é o caso do filme “Mamãe é de Morte” do diretor John Waters e por ai vai.

Vários filmes surfaram nessa onda, o próprio “O Massacre da Serra Elétrica” introduz um assassino serial que simplesmente mora numa fazenda e faz suas vitimas ali mesmo. Um dos meus filmes favoritos que também já foi resenha aqui no Terror Mania, foi o filme espanhol “Tesis – Morte ao Vivo” do diretor Alejandro Amenábar.  Esse filme tem uma temática interessante que fala de uma estudante que encontra um mercado paralelo de filmes de “snuff” dentro da sua faculdade e investigando isso ela descobre que muitas pessoas são viciadas em ver outras pessoas morrendo de formas brutais. Aqui no Brasil também não é diferente, é só assistir aqueles programas de tarde da tv aberta que vai ter o mesmo impacto. E lembrando também o sucesso do VHS de “Faces da Morte” que era uma coletânea de filmes de pessoas morrendo dos piores jeitos.

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Mas em 2007 o filme “Temos Vagas” junta tudo isso, a influencia de Hitchcock do assassino comum ou das situações rotineiras que não percebemos e juntando com os “snuff”. E assim temos uma história interessante pronta, já digo que o filme não é a melhor coisa do mundo dentro desse gênero.  Temos o próprio “Tesis” que é bem mais interessante. Mas “Temos Vagas” também não é de se jogar fora. Com uma temática interessante,  mas claro tirando seus clichês óbvios e seu final previsível, o filme aposta num clima de suspense e “survival“. A direção de Nimród Antal é precisa sem e frenética, não temos um momento de segurança onde os personagens param um pouco para respirar ou refletir na vida. Simplesmente vai mostrando pancadaria e correria atrás de cada cena.

O roteiro é bem legal e já começa na estrada, contando sobre um casal David (Luke Wilson) e Amy (Kate Beckinsale), eles estão prestes a se separar e vivem brigando o começo do filme todo, isso é bem explorado porque você já sente a “vibe” do casal ali mesmo, sem ter que voltar para explicações comuns. Eles estão em meio a uma viagem, numa estrada deserta, até que são obrigados a passar a noite num motel de beira de estrada.  O gerente do local é Mason (Frank Whaley), um homem  que quando você bate o olho já fala “ele é o vilão“, e lembrando dos clichês óbvios, você acerta de primeira. Após se alojarem no quarto, David e Amy encontram em um esconderijo uma coleção de filmes caseiros, que mostram assassinato de pessoas ocorrendo ali mesmo no quarto onde estão. Então eles tem que correr contra o tempo para poder sobreviver ao assassino e também não ser mais uma pessoa a ser filmada.

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Como eu disse tudo que você pensa que pode acontecer no filme, acontece. Ele é bem previsível e também  pouco inovador. O diretor tinha uma ótima oportunidade de mostrar algo novo depois de “Psicose” onde o cenário é um motel de beira de estrada, o diretor poderia pensar em algo novo e também fora do clichê habitual. Mas sendo repetitivo novamente, o filme consegue ser envolvente, primeiro pela dupla Luke Wilson e Kate Beckinsale que consegue ser bem carismático e você torce para que eles saiam dali bem e como eu disse a direção que é bem frenética, então o  tempo todo você fica numa situação tensa junto com os personagens.

“Temos Vagas” foi teve uma recepção mista, sendo odiada e amada pela crítica. Mas o importante para os estúdios  foi seu lucro no qual ele gastou  19 milhões e arrecadou mais de 35 milhões de dólares, fazendo com que ele gerasse uma espécie de “prequel ” chamado “Temos Vagas 2: A Primeira Diária“, para você ver o tamanho dessa bomba, nem o elenco original voltou para esse filme e também ele foi lançado direto para “home-video“, apenas o roteirista Mark L. Smith voltou, e assim você vê a importância do diretor em certos filmes.  O primeiros filme vale a pena assistir e sabendo que você não vai encontrar grandes coisas, mas mesmo assim é divertido e bem construído apesar de ser mais raso do que colher de chá.

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Zumbi Holocausto (1980)

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1980 / Itália / 84 min / Direção: Marino Girolami / Roteiro: Romano Scandariato, Fabrizio De Angelis (história) / Produção: Gianfranco Coyoumdjian, Fabrizio de Angelis / Elenco: Ian McCulloch, Alexandre Delli Colli, Sherry Buchana, Peter O’Neal, Donald O’Brien

No “The Night of Living Trettel“, o videocast do Terror Mania, falei sobre os filmes italianos de zumbis e como eles influenciaram o cinema americano de terror também. Mas o mais engraçado é como o próprio cinema de terror italiano se auto homenageia e também se auto-parodia. Depois do sucesso de filmes como “Zombie” de Lucio Fulci de 1979 e também “Emanuelle e os Últimos Canibais” de 1977 do diretor Joe D’Amato e mais ainda de “Holocausto Canibal” de Ruggero Deodato, que saiu no mesmo de “Zumbi Holocausto“.

A história desse filme saiu da mente brilhante de Fabrizio De Angelis, que quis aproveitar toda essa influencia de sexo, zumbis e canibais e colocar num filme só e digo que essa produção cai na categoria do “veio que viagem foi essa?“, o filme tenta contar uma história mas ele se carrega de tantas coisas que você fica perdido no meio da selva junto com a galera. É canibal, é mulher tirando a roupa para ser sacrificada e do nada aparece zumbis armados! E também o interessante é que eles não comem carne! Sim, zumbis que não comem carne e sim só servem a um cientista maluco que coordena a ilha no sudeste asiático.

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Para dirigir essa obra-prima, eles contrataram o diretor Marino Girolami que já tinha dirigido alguns filmes de “western spaghetti” e também algumas comédias eróticas no nível do Tinto Brass. Assim com a história de Angelis e o roteiro de Romano Scandariato que também escreveu “Emanuelle e os Últimos Canibais” e alguns filmes do Trinity. Assim esse liquidificador de referências estava pronto. Sem falar claro nos atores que é só nego de ponta, ou melhor, nego dois filmes só! Porque depois desse filmes eles somem, quando você vai procurar o nome deles no IMDB eles só tem mais dois trabalhos depois desse filme e dai a carreira deles desaparecem.

A história se passa em Nova York e tudo começa num hospital universitário quando pedaços de corpos estão desaparecendo,  e logo desconfiam que foram devorados. Assim a médica e antropóloga Lori (Alexandra Delli Colli) descobre, que os crimes estão sendo cometidos por pessoas vindo da ilha moluca, uma ilha no sudeste asiático e por coincidência foi aonde ela nasceu também. Assim ele chama o seu amigo Dr. Peter Chandler (Ian McCulloch) para viajar e investigar o local. Peter conduz uma expedição às ilhas para investigar, onde também trabalha o estranho doutor Obrero (Donald O’Brien).

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Assim o assistente de Peter o desbravador George (Peter O’Neal), chama também a namorada e jornalista Susan (Sherry Buchanan). Mas quando eles finalmente chegam a ilha, eles são caçados  por canibais e zumbis, este último foi criado pelo doutor Obrero que está fazendo experiências bizarras com cadáveres. Depois de uma reviravolta no roteiro, Lori é aceita como rainha dos canibais, e assim ela comanda um ataque ao médico louco e seu exército de zumbis.

O mais engraçado é que nos E.U.A o filme é conhecido como “Doctor Butcher, MD” e também “Zombie 3″ já que os zumbis de Marino Girolami, se parece muito com os zumbis de Lucio Fulci em “Zombie 2”. Mas tirando essa esse roteiro péssimo, o filme tem um gore muito legal e algumas cenas bem interessantes como o canibalismo e as cenas de autopsia. Então não é de todo ruim, uma coisa que não se pode reclamar é como os italianos sabem trabalhar com as suas atrizes e também o gore. E isso particularmente é o que o motiva qualquer filme italiano de terror.

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Nota: 

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