Todo Mundo Quase Morto (2004)

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2004 / ING / 99 min / Direção: Edgar Wright / Roteiro: Simon Pegg, Edgar Wright / Produção: Eric Fellner, Tim Bevan, Alison Owen / Elenco: Simon Pegg, Kate Ashfield, Nick Frost, Lucy Davis, Dylan Moran, Bill Nighy

Lembro a primeira vez que vi o DVD de “Todo Mundo Quase Morto” na locadora, era em 2005, sexta-feira a tarde e estava voltando da escola, passei na locadora e vi a capa do DVD. Achei muito bizarro, porque era um cara encostado no vidro do elevador enquanto um monte de zumbis olhava para eles. Nunca tinha visto uma comédia com zumbis, na verdade já se conta a “A Volta dos Mortos-Vivos”, mas o problema é que essa produção se leva e as vezes não se leva a sério. E “Todo Mundo Quase Morto” é uma zoação só.

Mas antes de entrar na resenha habitual é válido falar de Edgar Wright e Simon Pegg. Hoje em dia os dois são super conhecidos, Pegg que acabou de fazer o novo “Jornada nas Estrelas” e escreveu o roteiro, fora participar das franquias de “Missão Impossível“. Os dois são parceiros a muito tempo, antes da famosa “trilogia do corneto” que tem esse filme como o ponta pé inicial. Os dois escreveram e produziram uma das melhores séries de todos os tempos que é “Spaced” que conta com outro amigo dos dois o Nick Frost. Falar dessa série é fácil pegue “Seinfeld“, “Arquivo X” e uma porrada de referencia de quadrinhos, videogames, filmes e etc. Você tem a melhor série já feita.

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Simplesmente adoro os filmes que eles fazem e os dois são super gente boa. Simon Pegg que é um puta fã de quadrinhos deixou a cara dele ser utilizada para um quadrinho bem underground o “The Boys” que também segue a mesma linha nonsense que os dois fazem.  É bom dizer que “Todo Mundo Quase Morto” tem também a referencia de vários diretores fodas do terror como Sam Raimi, Os irmão Coen que apesar de não fazer terror, deixa sua marca na obra de Wright se olharmos os planos, câmera e fotografia.  E claro o pai dos zumbis que é George Romero! Ele gostou tanto de “Todo Mundo Quase Morto” que convidou Wright e Pegg para participar em uma ponta do seu filme “Terra dos Mortos” que saiu em 2005.

O roteiro levou 18 meses para ser criado e quando ficou pronto, as improvisações começaram. Orçamento apesar de ser bem grande não deu para filmar no centro de Londres já que as locações são bem caras. O filme demorou 3 meses para ser finalizado. A história é bem simples, você se diverti e também consegue ver a cultura local, adoro o jeito como os ingleses são. E a edição frenética de Edgar Wright deixa tudo mais estético em tela.

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O foco é todo em Shaun (Pegg) que trabalha como vendedor e divide uma casa com Ed (Nick Frost), seu melhor amigo, e Pete (Peter Serafinowicz). Ele costuma ir sempre ao pub local, mas Liz (Kate Ashfield), sua namorada, está cansada de lá. Além disto ela sempre reclama que ele não se separa de Ed, apesar de suas piadas bobas e seu desinteresse em fazer algo útil. Para resolver a questão Shaun aceita marcar um encontro com Liz em outro restaurante, mas se esquece de fazer a reserva. Irritada, ela decide terminar com ele. Shaun, arrasado, se embebeda no seu pub predileto ao lado de Ed, sem notar que as pessoas à sua volta estão se tornando zumbis, devido a um estranho fenômeno. Assim como “A Noite dos Mortos – Vivos” e toda a filmografia de Romero. Não se tem uma explicação do porque dessa hecatombe zumbi.

“Todo Mundo Quase Morto” é um dos melhores filmes de zumbis de todos os tempos, ele foi lançado junto com “Madrugada dos Mortos” do Zack Snyder. Que também é um excelente filme apesar do diretor ser quem é. Mas o filme de Edgar Wright tem uma coisa que Snyder esqueceu de fazer, que é a crítica social. Mas pessoas vão dizer mas isso tem nessa nova versão! Amigo, o que ele fez foi copiar a mesma coisa que Romero fez nos anos 70. Não mudou nada. Já Wright consegue fazer uma crítica a  essa sociedade “pré – Iphone” que está acostumado com a normalidade do dia-a-dia, ou melhor, olha para o próprio umbigo e esquece o que está acontecendo a sua volta. Isso é um choque principalmente para os britânicos que estão acostumados com a pontualidade e a rotina.

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Simplesmente um excelente filme que merece ser visto anualmente ou até mensalmente, porque você não se cansa desse filme. É incrível como agilidade do diretor consegue nos prender sempre, sem falar dos atores que são incríveis, eles conseguem fugir do estereótipo que é tão comum em vários filmes e a diversão em ver o filme é uma experiência marcante sempre. Uma pena que não saiu mais filmes irônicos e debochados como “Todo Mundo Quase Morto”, mas ainda bem que ainda temos os filmes de Edgar Wright e Simon Pegg.

Nota: 5 Caveiras

Baixe o filme com legenda aqui

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