M, O Vampiro de Dusseldorf (1931)

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1931 / Alemanha / P&B / 117 min / Direção: Fritz Lang / Roteiro: Fritz Lang, Thea Von Harbou / Produção: Seymour Nebenzal (não creditado)/ Elenco: Peter Lorre, Ellen Widmann, Otto Wernickle, Theodore Loss

Num top 100 de melhores filmes de todos os tempos, acho que é uma heresia não colocar “M, O Vampiro de Dusseldorf“, o filme é simplesmente brilhante e muito atual na verdade. Com questões sociais e econômicas que mesmo sendo um filme de 1931, ele ainda conversa com a nossa situação, principalmente no Brasil atual.

O filme foi dirigido por Fritz Lang, o mesmo que fez um dos filmes mais importante de todos os tempos que é “Metrópoles“. Então quem já assistiu a esse filme, sabe de Lang gosta de colocar uma crítica social em suas obras ou simplesmente contar uma história no qual queira desenvolver em cima de assuntos que perturbam sua sociedade. O que vale a pena dizer mesmo é que nesse momento estamos vivendo o auge do “expressionismo alemão” no qual anos a seguir iria influenciar o cinema mundial.

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Fritz Lang tem uma história de tragédias e glorias, ele é alemão. Então o partido nazista estava florescendo nessa época, assim quando Hitler tomou o poder. Sua mulher na época Thea von Harbou entrou para o partido, o que fez com que acelerasse o processo de divorcio. Assim ele se mandou para o E.U.A e fez vários filmes e muitos no gênero noir.

O talento de Lang sempre foi evidente em todas as produções que colocava as mãos. E assim também foi em “M” que contou com a participação de Peter Lorre que está excelente no filme. E também mostra um alto grau de domínio com a câmera, o filme tem muito planos com “travelling” e assim só enriquece e muito o filme. Apesar do subtítulo ser “O Vampiro de Dusseldorf“, a história não tem vampiros e nem faz menção a cidade de Dusseldorf. Vai entender as traduções brasileiras.

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A história do filme é muito simples, até que vai crescendo mais e mais. tudo começa quando marginais de uma cidade alemã se unem para caçar um assassino de crianças procurado pela polícia. Capturado, ele é julgado por um tribunal de criminosos e acusado de ter quebrado a ética do submundo. Mas ai entra uma reflexão interessante que o próprio Hans Beckert (Lorre) levanta. Vocês não são pior do que eu, você são iguais a mim? Mas em qual o nível de crime é aceitado? São coisas que levam a uma reflexão interessante e horas de discussão na verdade.

Principalmente nos tempos de hoje onde temos violência policial, justiça com as próprias mãos e etc. Enfim um a era dos extremos total. É bem interessante como o filme trata isso, sem parecer tendencioso em nenhuma parte. Sem falar também na excelente interpretação de Lorre que se mostra um ator muito versátil e que vamos confirmar isso quando ele vem para a América e mostra todo o seu talento. Apesar dele ser esse mostro psicopata e infanticida, nada fica explicito e o filme trabalha com as sugestões do assassinato e dos abusos sexuais que ele prática.

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“M, O Vampiro de Dusseldorf” é um dos melhores filmes que o cinema mundial já produziu como toda a obra de Fritz Lang, que é uma pessoa genial e cruel. Já que seus filmes tem esse tom pessimista em relação ao homem e a humanidade em si. Essa obra é um excelente filme para discutir essas questões e para mim chega a ser terrível quando a ficção fica muito próxima a realidade e nos vemos nesse espelho refletindo monstros não tão diferentes de Hans.

Nota: 5 Caveiras

Baixe o filme com legenda aqui

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