O Monstro Canibal (1988)

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1988 / EUA / 77 min / Direção: John Carl Buechler/ Roteiro: Don Mancini/ Produção: Bob Wynn, Charles Band/ Elenco: Yvonne De Carlo, Debrah Farentino, Brian Robbins, Pamela Bellwood, Vince Edwards, Jeffrey Combs

Os anos 80 é um época muito louca, acho que se você analisar essa década num contexto de política, economia, cultura e etc. Tudo é muito bizarro e espalhafatoso. Na música nem se fale, nos filmes então só coisa clássica. Mas apesar de bizarro, eu acho a melhor década de todas, principalmente nos cinemas pelos filmes toscos e exagerados e quem ganha mais com isso é o cinema de terror, que olhando para trás vemos o numero de filmes maravilhosos que foram produzidos.

Mas muito dessas coisas não temos mais contato e é difícil de achar na verdade. Mas graça a internet essa coisa maravilhosa, vários clássicos dessa década perdida voltaram com tudo. Como “Dollman“, “O Mestre dos Brinquedos“,” Maniac Cop” e etc. E o melhor é quando você acha um canal no Youtube com todas esses trash’s de primeira, está tudo ali pronto para ser assistido. Um desses filmes que escolhi foi “O Monstro Canibal”, eu descobri esse filme por gif’s no tumblr. E por lá o filme parecia uma tosqueira só, mas quando assisti! Nunca aquele vídeo do baiano escovando o dente e dizendo: “Veio, que viagem é essa” fez tanto sentindo na minha vida.

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O filme foi produzido pelo Charles Band. Para quem não conhece, ele é o dono da “Full Moon Pictures“, responsáveis por boa parte dessa tosqueiras dos anos 80 que mistura o terror com a comédia. O estúdio é o responsável pelas franquias “Brinquedos Diabólicos” que já conta com 4 maravilhosos filmes, “O Exterminador do Século 23” que ainda não tive a felicidade de assistir e também a série de filmes “Subespécies” que uns amam e outras odeiam, já digo que estou no time dos que odeiam. Mas enfim Charles Band produziu uma caralhada de filmes.

Outra coisa também é que o roteiro é de Don Mancini! O responsável por criar um ícone do terror que é “O Brinquedo Assassino“. Esse foi o primeiro filme que Mancini vai escrever e no mesmo ano de 1988, sai o filme do Chucky que rendeu uma boa grana para ele e várias continuações excelentes. E lembrando que ano que vem vai sair mais um filme da série Chuky esperar para ver. Mas enfim outro coisa legal é que o filme faz referencia a outro excelente filme que é “Re-Animator” do Stuart Gordon, primeiro porque tem o pôster do filme na parede e segundo quem da as caras nesse filme é Jeffrey Combs que fez a trilogia “Re-Animator“, fez “Do Além” e também participou da série “Master of Horror” no episódio dirigido por Gordon que é o “O Gato Preto” de Edgar Allan Poe.

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Mas com tanta gente boa envolvida no filme, essa produção deve ser excelente né? Errado! O filme é uma bosta e das piores ainda. O filme não tem ritmo, a fotografia é horrível, os atores são péssimos e também o monstro que é muito  mal feito. Tentar filmar de perto ele para economizar na maquiagem e nos efeitos, deixou ele parado e nem um pouco aterrorizante. Até os filmes do Ted Nicolau pelo menos tem mais pavor e maquiagem bem feita do que esse filme. Uma vergonha e ainda por cima a história não tem pé e nem cabeça. O filme claro foi lançado diretamente para home-video e a recepção acredito que nem existiu já que só em 2013 o filme foi lançado para DVD e ainda aquelas copias que vem com 4 filmes juntos para compensar a compra.

A história se foca em Whitney (Debrah Farentino) uma desenhista de quadrinhos, que vai para um estúdio bizarro no meio do mato (???) para desenhar. Lá ela começa a trabalhar nos desenhos de um antigo autor de um revista de terror que ela lia quando criança. O desenhista morreu a 30 anos atrás sobre situações misteriosas. Assim ela consegue atrair essa maldição da criatura que o outro desenhista criou, o  temido “monstro canibal“. O filme da uma viajada quando a criatura simplesmente não as mata ela também as absorve, assumindo suas características genéticas. O filme também consegue ser uma espécie de “Vampiros de Alma“.

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O filme é uma verdadeira porcaria sem pé e sem cabeça mesmo. Tenta ser algo que não é, com vários mistérios que não tem sentido e só serve para irritar o espectador mesmo. Passei tanta raiva assistindo a esse filme, para ter um final sem sentindo nenhum. Até agora estou tentando entender o que aconteceu. Acho que todo filme vale ser assistido por titulo de curiosidade mas se quiser preservar seu cérebro e fazer outra coisa, você com certeza vai ser mais esperto do que eu.

Nota: 

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Desafio do Além (1963)

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1963 / EUA, Reino Unido / P&B / 112 min / Direção: Robert Wise / Roteiro: Nelson Gidding (baseado na novela de Shirley Jackson) / Produção: Robert Wise (não creditado), Denis Johnson (Produtor Associado) / Elenco: Julie Harris, Claire Bloom, Richard Johnson, Russ Tamblyn, Fay Compton, Rosalle Crutchley

Alguns filmes nascem com uma concepção de já ser algo grande. Talvez isso seja difícil se você é um diretor e está começando a montar um filme e tal. Mas sério, tem certas coisas que quando você começa a fazer, você já pensa: “Cara, isso vai ficar bom!“. Acho que é isso que acontece com clássicos do cinema como “Poderoso Chefão“, “Star Wars” ou “Cidadão Kane“. Para o cinema de terror é a mesma coisa como “O Exorcista“, “Os Pássaros” e etc.

Mas um desses filmes antes mesmo disso tudo que falei, tem um que quando assisti confesso que fiquei com sono, porque a trama demora para começar. Mas é isso que acontece com filmes que tem a temática do terror psicológico. Você tem que estar imergido na história para ela te pegar.É o que acontece com filmes mais recentes como “A Bruxa” e um que achei um dos melhores lançamentos do ano que é “February“, que se você não mergulhar na produção mesmo, vai ser um saco.

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Robert Wise é campeão de fazer filmes nessa temática, começando pelo “Tumulo Vazio” que em si não é um filme de terror clássicão e sim um thriller com toques de terror psicológico. Passando por esse filme que é “Desafio do Além“. Cara que filme sensacional! Mas é daqueles filmes que você tem que assistir prestando atenção, no escuro e se possível sozinho. Porque apesar de ser uma história interessante, o ritmo dela é bem devagar e demora para engrenar a história. O filme apresenta ideias interessantes que depois iria influenciar outros filmes com o tema de “casas mal assombradas“. Nesse filme vemos várias coisa que influenciaram “Invocação do Mal” por exemplo se formos citar uma produção mais recente ou até outro filme que saiu ano passado que é foda para caramba também que é “Ainda Estamos Aqui” que também virou resenha para o Terror Mania.

“Desafio do Além” tem um elenco bem interessante que conta com nomes como Julie Harris, Claire Bloom, Richard Johnson e Russ Tamblyn. Uma coisa interessante é que Robert Wise estava na produção de “Amor, Sublime Amor” quando recebeu dos estúdios o livro de Shirley Jackson que o achou assustador e logo já quis adaptá-lo para os cinemas. O roteirista Nelson Gidding ficou surpreso quando percebeu que o livro não era sobre fantasmas e etc. E sim sobre uma personagem que narra os eventos, é interessante analisar isso depois que você assiste ao filme porque você pensa se realmente a casa é assombrada. Porque o que acontece no filme de “sobrenatural” pode ser explicado por um raciocínio lógico e tal.

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A história começa narrando a história da mansão “Hill House” que tem 90 anos, e assim temos a sugestão de ser  um lugar amaldiçoado. Assim acompanhamos  o doutor Markway (Johnson) que  faz uma pesquisa para provar a existência de fantasmas, e com isso, ele passa a se interessar pela mansão que é localizada na Nova Inglaterra, que em si é um lugar sinistro. A mansão carrega uma história de mortes, violência e loucura. Assim ele monta uma equipe para explorar o local, entre eles estão Luke Sanderson (Tamblyn), um cético que está para herdar a casa, a misteriosa e clarividente Theodora (Bloom) e a insegura e carente Eleanor Lance (Harris), cujos dons psíquicos a transformam no instrumento de ligação com os espíritos da velha mansão. Gradativamente fica óbvio que eles encontraram algo muito maior e aterrorizante do que poderiam imaginar, mas mesmo assim não sabemos se tudo aquilo é verdade ou uma sugestão ou simplesmente uma loucura coletiva, levada pela ânsia de descobrir a verdade.

O filme ganhou um “remake” em 1999. Confesso que não achei ele tão ruim assim, ele até é bem feito e conta com um elenco muito bom como Owen Wilson,Liam Neeson, Catherine Zeta-Jones. Apesar do filme ter em seu “plot” principal o terror, ele é um filme mais de ação na verdade. E deixa o terror psicológico bem para lá. Mas no Brasil o filme chama “A Casa Amaldiçoada“. Vale a pena conferir, mas eu ainda fico com esse filme de Robert Wise, que apesar de seus tropeços, é um filme sensacional.

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Nota: 

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Blade, O Caçador de Vampiros (1998)

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1998 / EUA / 120min / Direção: Stephen Norrington/ Roteiro: David S. Goyer/ Produção: Peter Frankfurt, Wesley Snipes, Robert Engelman, Andrew J. Horne, Avi Arad/ Elenco: Wesley Snipes, Stephen Dorff, Kris Kristofferson, N’Bushe Wright, Donal Logue, Sanaa Lathan

Muitos pensam que o filme do “Homem de Ferro” de 2007 foi a grande explosão da Marvel nos cinemas e etc. Mas muitos se esquecem que a casa das ideias está nas telinhas a muito tempo. Seja por sua animações horríveis ou por seu filmes loucos dos anos 70 que foi produzido sobre efeito de muito haxixe e LSD, que duvida é só procurar o trailer do filme do “Dr. Estranho” dos anos 70, aquilo não foi feito por uma pessoa lúcida.

Enfim nos anos 80 a Marvel também produziu coisas muito legais como “O Justiceiro” com o Dolph lundgren que infelizmente não ficou tão popular e logo caiu para cinema cult mesmo. Dai nos anos 2000 tivemos o grande “boom” de filmes. A Marvel estava com uma crise financeira enorme e então eles venderam os direitos de alguns filmes para estúdios como o “Homem- Aranha” que ficou com a Sony e também a FOX que comprou os direitos de alguns heróis como “X-Men” que foi um sucesso tremendo nas mãos de Bryan Singer e também “Quarteto Fantástico“, “Demolidor” e “Justiceiro” que não saíram nem um pouco bem. Apesar de eu amar o filme do “Demolidor” com o Ben Affleck.

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Mas em 1998 um filme do caralho foi lançado e foi uma grande explosão na época e poucas pessoas sabem que esse filme é da Marvel. Estamos falando de “Blade, O Caçador de Vampiros“. O personagem Blade foi criado nos anos 70 e tinha todo aquele estilo, já que o personagem é negro e caça vampiros. Então para tirar aquele lance do “black power” que estava fora de moda, os produtores deram uma outra cara para o personagem. E chamaram quem para o papel? A pessoa mais “bad motherfucker” para fazer o caçador! Wesley “fucking” Snipes. O visual de roupa de couro aquele lance de juventude vampiresca e tal caiu muito bem para os anos 2000. E ainda apoiado em “Matrix” tudo acrescentou para Blade ser um grande filme.

Acima de tudo ” Blade, O Caçador de Vampiros” é um puta de um filme de terror com uma pegada mais acelerada e quem lembra outros filmes como”Vampiros” de John Carpenter que saiu no mesmo ano mas a produção é anterior. Acho muito foda esses filmes. Os vampiros do Blade é diferente também porque eles não são animais e tal. São seres que tem empresas, vivem num mundo underground e seguem regras. Mas ele caça os seres que saem fora dessas regras e isso que é muito legal, ele da um outro olhar sobre o vampirismo.

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Vale lembrar que a história foi escrita por David S. Goyer o mesmo que escreveu a trilogia do “Batman” do Nolan, “O Homem de Aço” e “Superman vs Batman” e claro o melhor filme da sua carreira que inclusive virou um “Locadora do Trash” que é “Puppet Master vs Demonic Toys“. A história se concentra em Blade (Snipes) que após ser contaminado pelo sangue de uma criatura das trevas ao nascer, se transforma num guerreiro imortal, metade-homem, metade-vampiro. Desde então, ele dedica-se a caçar o líder dos vampiros Deacon Frost (Stephen Dorff) que está planejando um grande plano para aumentar sua dominação sobre a raça humana.

Apesar da história do filme não ser lá grandes coisas e tal, eu prefiro a segunda parte que é dirigida pelo Guillermo Del Toro. O filme é incrível, ele tem uma produção espetacular que conta com grandes atores como o Kris Kristofferson e também efeitos especiais de primeira. Os vampiros simplesmente explodem em tela. Um grande filme que merece ser revisto e também apreciado e podemos considerar o primeiro filme boom da Marvel.

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Nota: 

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Plano 9 do Espaço Sideral (1959)

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1959 / EUA / P&B / 79 min / Direção: Edward D. Wood Jr. / Roteiro: Edward D. Wood Jr. / Produção: Edward D. Wood Jr.; Charles Bug, Hugh Thomas Jr. (Produtores Associados); J. Edward Reynolds (Produtor Executivo) / Elenco: Gregory Walcott, Mona McKinnon, Duke Moore, Tom Keene, Tor Johnson, Vampira, Bela Lugosi

Logo de cara já falo que o pior filme do mundo não é o pior filme do mundo! Porra, tanto filme ai “mega produção” e tal que pode ser considerado o pior filme do mundo e é aplaudido. Ed Wood é um gênio, faz cinema do jeito que da e como pode e merece reconhecimento mais que vários ai. Comecei vendo Ed Wood por conta do filme do Tim Burton e logo ele me chamou a atenção e quando vejo estou vendo todos os filme do pior diretor de todos os tempos.

A verdade é que Ed Wood é uma daquelas pessoas mas tão azaradas que você toma simpatia por ela. Começando que ele ficou muito amigo do Bela Lugosi e o coitado falece no meio das gravações. Depois ele não tinha dinheiro para fazer a produção desse que ser séria sua “Magnum opus“, “Plano 9 do Espaço Sideral” então ele pegou um dinheiro de uma igreja dizendo que iria fazer um filme religioso e zarpou com a grana. Um filme trash essa é a verdade, mas é uma declaração de amor ao cinema de horror e ficção – cientifica e mais ainda, uma declaração ao fazer cinema. Onde você ficava preso aos grandes estúdios, Ed Wood foi a contra-mão disso tudo.

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Os efeitos especiais são os melhores possíveis, com disco de papelão segurado por barbante visíveis. Ed Wood não tem vergonha de mostrar isso e ainda quando Bela morreu, ele substituiu por um ator extremamente alto e que andava o tempo todo com o rosto coberto. Então ele mudou todo o visual do personagem do nada. O elenco é outra coisa fenomenal, contamos com a presença de Tor Johnson que já tinha participado de outro filme de Wood que é “A Noiva do Monstro” e também outro que é sensacional que é “The Beast of Yucca Flats” de 1961 e também de Vampira, que está sensacional no filme.

O roteiro é o mais bizarro possível, uma dupla de alienígenas que estava irritada com as “estúpidas mentes” do planeta Terra faz sua base em um cemitério da Califórnia, pois planejavam através do “Plano 9”, que se refere a um eletrodo de longa distância que é colocado nas glândulas pineal e pituitária dos mortos, criar um exército de zumbis que marchassem para conquistar as capitais do mundo. O fato de ressuscitarem só três mortos não os desencoraja. Jeff Trent (Gregory Walcott), um piloto de uma linha aérea que vive perto do cemitério precisa salvar Paula (Mona McKinnon), sua mulher, destes seres.

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Para quem não sabia, essa era a ideia original de Robert Kirkman o criador dos quadrinhos de “The Walking Dead“. Então para você ver que nada é desperdiçado nessa vida. Mas a verdade é que o roteiro é bem legal e também daria excelente resultados para um diretor hoje regravá-lo. Pena que Ed Wood não tem aquela fama que seus filmes carregam e é visto como um sinônimo de piada.

Mas a verdade é que sua vida acabou em desgraça já que quando o filme acabou de ser feito, os direitos do filme ficou com a igreja, então ele acabou em desgraça. Começou depois a filmar pornografia e a escrever contos eróticos até morrer por conta do álcool. Realmente uma perda de várias não valorizadas pelo cinema. Mas ” Plano 9 do Espaço Sideral” é um excelente filme e sim deve ser visto com outros olhos.

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Nota: 

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A Sentinela dos Malditos (1977)

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 1977 / EUA / 92 min / Direção: Michael Winner / Roteiro: Jeffrey Konvitz, Michael Winner / Produção: Jeffrey Konvitz, Michael Winner / Elenco: Cristina Raines, Chris Sarandon, Martin Balsam, John Carradine, Ava Gardner, Burgess Meredith

A Sentinela dos Malditos” é aquele típico filme que você assiste e não espera nada dele, e quando acaba você fica “meu irmão que isso?“. E foi essa a reação que tive quando acabei de assistir a esse filme. Acho que já citei aqui e se não é bom lembrar como era divino um tempo, para ser exato o ano de 2007. Quando passava toda sexta a noite da meia noite até as seis da manha, diversos filmes de terror. E um desses filme foi esse. A primeira sensação que tive foi, como vou conseguir dormir depois disso?

Mas se analisarmos os filmes dos anos 70, vemos que todos eram sinistros e sim botavam um medo danado. Seja pelo “O Exorcista“, “A Profecia“, todos tinha aquele ar de culpa católica, ou seja, todos colocavam a religião no meio. Apesar de não ter a mesma fama desses outros filmes, “A Sentinela dos Malditos” é um puta de um filme foda! De meter um medo maior que “O Exorcista”. Amo a trama do filme, os atores e a direção de Michael Winner, que alias escreveu e produziu o filme.

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O filme tem um elenco de respeito como Cristina Raines, Chris Sarandon, Ava Gardner, Burgess Meredith, Sylvia Miles, e Eli Wallach. Christopher Walken, Jeff Goldblum, John Carradine, Jerry Orbach, Tom Berenger, e Beverly D’Angelo. Acho esse elenco incrível e apesar de ter atores com diferenças de idade, serve para deixar a proposta do filme ainda mais bizarra. Apesar desse elenco de peso, da direção e etc. O filme não foi muito bem aceito nas bilheterias e também a crítica escachou com ele o achando ofensivo, nesse ponto é verdade. Já que em certa cena o diretor optou por usar pessoas deformadas de verdade. Achei isso meio estranho, quer dizer que pessoas que nasceram com alguma deformidade são seres infernais ou algo assim? Pode ser coisa da minha cabeça mas achei isso muito ruim.

A história se passa em Nova York e foca na vida de Alison Parker (Raines), uma modelo, namora Michael Lerman (Sarandon), um advogado. Apesar dele querer casar, ela decide que precisa ter no momento um espaço só seu e assim aluga um apartamento, onde no último andar mora um padre cego, que tem uma vida totalmente reclusa. No novo lar, ela tem dificuldades para dormir, por causa de flashbacks da sua tentativa de suicídio.

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Acho que dizer mais que isso sobre a sinopse do filme é estragar a sensação de surpresa que esse filme carrega, mas achei tudo muito sinistro no filme. Os medos de Alison se concentra na sua infância com o seu pai bizarro, que em certa parte ele está fazendo uma orgia com duas mulheres grandes, fora também os vizinhos que são todos estranhos, um senhor de idade para lá de bizarro que lembra bem “O Bebe de Rosemary“. Mas claro que as intenções de cada um é diferente.

Gosto muito de “A Sentinela dos Malditos”, apesar que quando você analisa o principal “plot” do filme, é totalmente história de “super-herói”. Um vilão que quer abrir um portal e etc. Se você for assistir agora a esse filme, a motivação do vilão é igual a centenas de filmes da Marvel. Mas claro que isso não tira todo o brilho dessa excelente produção e também de você ficar cagado depois. Mas é aquilo, experimente assistir as três da manha esse filme e comprove que estou falando. Um excelente filme de terror com aquela culpa católica dos anos 70.

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Nota: 

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O Túmulo Vazio (1945)

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1945 / EUA / P&B / 77 min / Direção: Robert Wise / Roteiro: Phillip MacDonald, Carlos Keith (baseado na obra de Robert Louis Stevenson) / Produção: Val Lewton; Jack J. Gross (Produtor Executivo) / Elenco: Boris Karloff, Henry Daniell, Russell Wade, Edith Atwater, Bela Lugosi

O Túmulo Vazio” faz parte do primeiro volumo de “Obras Primas do Terror” que a Versátil lançou. O interessante nesse box é que as produções em sua maioria tem no roteiro as obras de algum escritor foda, seja pelo próprio Robert Louis Stevenson como por Edgar Allan Poe. Os diretores como o próprio Bava que aparece dirigindo um filme foda que é “O Chicote e o Corpo” que tem Christopher Lee no elenco, como um dos meus filmes favoritos de terror que é “Na Solidão da Noite” que conta com vários diretores entre eles o brasileiro Alberto Cavalcanti.

Mas esse filme de Robert Wise que fez filmes fodas como “Desafio do Além“, e clássicos como “A Noviça Rebelde“, “Amor, Sublime Amor” e o clássico da ficção cientifica “O Dia em que a Terra Parou“, fora também que ele dirigiu o primeiro filme de “Star Trek“. Então é uma pessoa de respeito, mas antes de ganhar essa fama toda e notoriedade. Wise dirigiu muitos filmes de “cowboy“, “noir” e “terror“. Que eram filmes B, tirando de velho-oeste. Mas no caso como ele estava começando, era difícil ele conseguiu dirigir alguém de peso como John Ford ou James Stewart.

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Outra coisa sensacional nesse filme é que temos o encontro de dois monstros, literalmente falando que é Bela Lugosi e Boris Karloff, ou seja, Drácula e Frankenstein. Karloff que faz o papel de vilão nessa obra, está sensacional como uma pessoa sem escrúpulos que faz de tudo para ganhar alguma dinheiro ou até mais que isso ter o poder sobre algo. Tudo isso combinado com a excelente direção de Robert Wise, que soube explorar a fotografia e assim combinar com a perfeita atuação de Karloff para o filme, só engradasse ainda mais essa obra. Fora que toda a produção em si é uma coisa de encher os olhos de tamanha perfeição, que vai das carruagens, roupas, arquitetura e etc. Realmente capricharam bem.

A história se passar em Edimburgo no ano de  1831, o Dr. MacFarlane (Henry Daniell) contrata um cocheiro chamado Gray (Karloff) para desenterrar corpos e trazê-los para que possa fazer suas experiências. Com o aumento da segurança nos cemitérios, o cocheiro torna-se um assassino para conseguir os corpos e Joseph (Lugosi), um vigia, flagra uma das mortes e aborda Gray, o qual sugere uma parceria para que não o entregue às autoridades. Assim a exploração começa e o doutor fica refém da dupla.

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Karloff gostava de interpretar o papel de Gray, porque ele podia fazer alguma atuação genuína sem o uso de maquiagem pesada, eletrodos e sapatos de plataforma. Falando nisso, essa foi a terceiro filme que Boris Karloff fez com “RKO Radio Pictures“, que foram produzidos por Val Lewton . Os outros dois filmes foram “Isle of the Dead” e “Bedlam” . Karloff, que tinha alcançado o estrelato com Frankenstein , deixou a Universal Pictures , sentindo que a franquia Frankenstein já tinha dado o que tinha quer dar.

Novamente falo que graças a Versátil podemos ter a chance de ver esse excelente filme que tem a direção incrível de Robert Wise e atuação ainda mais incrível que é de Boris Karloff que mostra todo o seu talento para o filme, mostrando como ele é um grande ator. “O Tumulo Vazio” é um baita de filme que merece ser visto e revisto de tão bom que ele é.

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Nota: 5 Caveiras

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Basket Case (1982)

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1982 / EUA / 91 min / Direção: Frank Henenlotter / Roteiro: Frank Henenlotter / Produção: Edgar Ievins, Arnold H. Bruck (Produtor Executivo) / Elenco: Kevin Van Hentenryck, Terri Susan Smith, Beverly Bonner, Robert Vogel, Diana Browne

Comentei no post especial sobre o “halloween” que uma das tradições que fazia quando jovem com a galera da escola era passar a noite toda assistindo a filmes “trash“, comendo pizza de supermercado e bebendo refrigerante de marcas duvidosas. Eu sempre gravava os filmes no DVD e era uma alegria só, um desses filmes por acaso era “Basket Case“, lembro que a primeira vez que ouvi falar desse filme pensei que era alguma relacionada ao Green Day.  Quando eu assisti, meu irmão que viagem! Acho que foi ai que meu amor por filmes ruins só aumentou. O que era aquilo? Uma história besta com efeitos horroroso, atuações ruins. Nossa era perfeito!

Bom os filmes dos anos 80 eram coisas maravilhosas, vários clássicos do gênero do horror com esse tom pastelão foram produzidos, não vou citar porque o blog tem uma aba das “décadas do horror” só para isso, então é só clicar nos anos 80 e se divertir. Mas para começar a falar de ” Basket Case”, tenho que citar o diretor Frank Henenlotter que praticamente deu a vida para fazer esse filme, ele teve só uns finais de semana para filmar e ainda como era em Nova York, ou seja, as locações mais caras são lá. Ele gravava no melhor estilo John Waters que era filma tudo se a policia aparecer FOGE! E assim temos essa perola.

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Mas o diretor é uma pessoa apaixonada por esse filmes exploitation dos anos 70 que passa em grindhouses. É notório em seu trabalho e na sua cinematografia essa influencia. Começando pela trilogia “Basket Case” e pelos seus outros filmes como “Frankenhooker” de 1990 e “Bad Biology” de 2008 que é um filme sensacional. Mas em todos os seus filmes esse misto de gore, sexo e comédia é uma marca que só melhora com as atuações que Henenlotter escolhe. O filme também é um daqueles casos que quando foi para o VHS ficou com a fama de cult e assim foi louvado.

A história do filme acompanha Duane Bradley (Kevin Van Hentenryck ) que chega em Nova Iorque com uma cesta. Ele aluga um quarto em um hotel barato, todos ficam curiosos para saber o que tem na cesta, inclusive nos espectadores, e só quando ele entra no quarto que é revelado o que tem dentro, nela vive seu deformado irmão gêmeo, que na verdade era siameses, a criatura se chama Belial. Os gêmeos foram separadas cirurgicamente contra suas vontades, e Belial ressente profundamente que está sendo cortado de seu irmão. Assim os gêmeos procuram vingança contra os médicos responsáveis pela sua separação, Duane faz amizade com uma enfermeira, Sharon (Terri Susan Smith). Numa cena para lá de bizarra, Sharon que ver o que tem dentro da cesta e assim Belial  escapa e tenta estuprar a namorada do irmão, mas como ele não consegue, ele fica nervoso e mata a moça. Assim Duane fica puto da vida com seu irmão e tenta matá-lo. O final do filme é uma das coisas mais bizarras que já vi, já adianto isso para quem for assistir.

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O filme é na verdade um tributo ao cinema de baixo orçamento, apesar do roteiro simples até, os efeitos e tal. Ele demorou um ano para ser lançado, tanto pelo orçamento que era curto, como também os atores que precisavam trabalhar né? Mas enfim eu gosto muito desse filme e também pela época que eu assisti que eram boas e de certa forma inocente e sem saber claro iria formar meu caráter para filmes de terror e claro a minha paixão pelo trash!

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Nota: 

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