Diário dos Mortos (2007)

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2007 / EUA/ 95 min / Direção: George A Romero / Roteiro: George A Romero / Produção: Sam Englebardt, Peter Grunwald, Ara Katz, Art Spiegel; Paula Devonshire (Coprodutora); Donna Croce (Produtora Associada); Steve Bernett, Dan Fireman, John Harrison (Produtores Executivos) / Elenco: Michelle Morgan, Joshua Close, Shawn Roberts, Amy Lalonde, Joe Dinicol

Confesso que sou bem “putinha” do George Romero! Amo todos os filmes que ele fez e claro assisti a todos, gosto tanto das obras dele que até “A Ilha dos Mortos” acho um filme foda, apesar de todos odiar. Afastado a um bom tempo do cinema, visto que seu ultima produção foi em 2009, muitos dizem que ele está com dificuldade de financiar seus próximos filmes, mas aos fãs assim como eu do homem com óculos de televisão, ele vai começar a escrever uma série de quadrinhos para a Marvel.

Romero tem uma importância vital para o cinema tanto de horror como em geral. Em todas as suas obras, ele tem em comum  uma crítica social com o contexto da época em que vivia. Fora também de dar uma roupagem aos zumbis que conhecemos hoje, antes de Romero os mortos-vivos viam do vodu, é só conferir o filme “White Zombie“,  assim o diretor reformulou colocando os mortos como peça central, andar lento, comedores de carne humana e assim ele tem uma aspecto mais real do que qualquer outra produção já feita.

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Se analisarmos cada obra de Romero relacionado a Zumbis, exército e etc. Vemos que ele crítica e muito a sociedade mundial. Em seu primeiro filme “A Noite dos Mortos – Vivos” de 1968, ele crítica o racismo e também é o primeiro filme onde um ator negro é o protagonista. Mas voltando ao “Diário dos Mortos“, gosto muito desse filme, porque ele reflete a sociedade atual no qual vivemos, apesar da produção ter sido lançado em 2007, vemos coisas no filme que reflete essa década da informação rápida, a loucura que é ser visto, no caso os “views” e também como as câmeras são as coisas mais importantes nesse momentos, refletindo a câmera como algo relacionado a “status” e etc. O primeiro filme também de Romero que é filmado no estilo “found footage” que ficou famoso nos moldes da “A Bruxa de Blair“, ou melhor, o famoso filmagem encontrada. Onde vemos a história toda pela visão dos personagens, então tudo que vemos no filme é filmado pelos personagens, então sofremos pelos cortes brutos que eles fazem e também pela ausência da trilha sonora em algumas cenas. Mas o interessante de como os próprios personagens editam a fita, eles colocam a trilha no meio do filme. Simplesmente um filme sensacional.

Assim o filme consegue chegar alguns limites que não vemos com o terror tradicional, os tema de zumbis é um pano de fundo muito interessante, coloco os zumbis como uma crítica a nos mesmo agora em 2016, como pessoas bitoladas que precisam tanto de tecnologia que não consegue mais viver sem. Para mim é o que Romero explora e muito bem no filme. A história do filme é muito boa também, a premissa é “Se não foi gravado, não aconteceu“, então várias vezes temos uns cortes grosseiros, que dentro da trama faz muito sentindo. Um grupo de jovens estudantes estão na floresta fazendo um filme de terror, quando ouvem notícias de um aparente tumulto e assassinatos em massa . Dois dos estudantes, Ridley (Philip Riccio) e Francine (Megan Park), decidem deixar o grupo, enquanto o diretor do filme Jason (Joshua Close) vai visitar sua namorada Debra (Michelle Morgan).

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Assim a trama acontece mesmo quando Debra não consegue entrar em contato com sua família, assim todos partem para a casa dos pais de Debra. Passando por várias cidades,  eles são parados por um grupo armado de sobreviventes. Assim, eles caminham sobre a única fonte confiável de informações que é a Internet, auxiliado por blogueiros . Quando ir na casa de Debra não da certo, eles vão até a mansão de Ridley, mas mesmo assim eles são cercados por zumbis que começam a atacar a mansão, forçando os sobreviventes a se abrigarem num quarto do pânico.

O legal é a parte final do filme, onde Romero faz aquelas grandes “filosofadas” sobre tudo e usa a protagonista que na verdade é a narradora do filme faz uma pergunta se a raça humana vale a pena salvar. Gosto muito como o diretor encerra o filme com essas perguntas que faz pensar no filme todo e nas nossas condições atuais de vida.

George Romero's Diary Of The Dead

Diário dos Mortos” foi muito bem nas bilheterias até, conseguiu se pagar e arranjar uns trocados para Romero. Apesar que em 2009, seu ultimo filme não conseguiu se pagar e assim foi um tiro no pé na carreira de Romero. E infelizmente acredito que ele não vai voltar a fazer filmes, o que é um pena e assim perdemos um excelente diretor e um excelente crítico social.

Nota: 5 Caveiras

Baixe o filme com legenda aqui

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