Os Inocentes (1961)

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1961 / EUA, Reino Unido / P&B / 100 min / Direção: Jack Clayton / Roteiro: William Archibald, Truman Capote (baseado na obra de Henry James) / Elenco: Deborah Kerr, Martin Stephens, Pamela Franklin, Megs Jenkins

 

Os Inocentes” de 1961 foi um filme que estava adiando muito para velo. Sempre estava lá, mas demorava para eu sentir animo e assisti-lo e que vergonha a minha. Cara que filme foda! Simplesmente fantástico. Muita coisa que vemos em filmes dos anos 2000 como “Os Outros“, “O Orfanato” ou até “Invocação do Mal” está presente nessa obra de terror inglesa que se ambienta no séc. XIX.

Além de ser um filme fantástico do gênero de terror, é também uma aula de cinema. Roteiro, atuação, direção, fotografia e etc. Simplesmente incrível, um dos poucos filmes que você vê um cuidado com a fotografia e se mistura com a atuação para causar um choque no espectador. O uso da trilha sonora que não é aquela coisa feita para você assustar e sim calma, que deixa tudo ainda amais sinistro foi muito bem combinado. Para que o próprio espectador leve um susto com as cenas e sim com a diegese do filme.

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Pautada no horror psicológico que é aquele velho conceito visto em “O Bebe de Rosemary” ou até em “O Iluminado“. Onde não sabemos se tudo aquilo está acontecendo de verdade ou não é só uma paranoia do personagem principal. E por muitas vezes “Os Inocentes” deixa esse gosto, mas sem ficar escancarado.  Gosto muito do horror inglês por conta disso, ele não trata o publico como um imbecil e sim deixa o espectador participar das pegadinhas que eles mesmos propõe.

Os estilo gótico ajudou na produção e também a escolha do diretor Jack Clayton foi precisa em vários pontos, desde o trabalho de iluminação de Freddie Francis que usa o foco aprofundado em muitas cenas, valorizando assim as sombras e luz mínima. Que realça também o pavor que temos dentro da casa, onde todo o mistério é ambientado.  E o terror já começa na abertura quando antes de começar o filme a tela fica escura e só ouvimos vozes de crianças cantando. O roteiro tem umas pinceladas de Truman Capote! Sim aquele mesmo que escreveu os romances “A Sangue Frio”  e o clássico “Bonequinha de Luxo“.  Assim ele usa de uma metalinguagem impressionante para falar de sexo, repressão e abusos.

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A história começa quando a senhora Giddens (Deborah Kerr) se candidata ao trabalho de governanta e é contratada por um solteirão aristocrata que não tem tempo nem interesse em cuidar de dois sobrinhos órfãos, Miles( Martin Stephens) e Flora (Pamela Franklin), que moram em sua grande propriedade rural no condado de Bly.  Quando a Giddens chega à propriedade, ela conhece Flora e fica amiga da arrumadeira, Grose (Megs Jenkins). O pequeno Miles está na escola, mas Flora avisa que ele logo voltará, o que realmente acontece para espanto da governanta, pois o menino foi expulso do colégio e chegou antes das férias regulares.

Assim Giddens começa a ter visões estranhas e também a ver governanta morta e também um homem misterioso, o qual Grose identifica pela descrição como Peter Quint (Peter Wyngarde), antigo vassalo na propriedade e que também morreu. Com a sucessão de eventos sobrenaturais Giddens se convence de que os fantasmas dos criados mortos ameaçam as crianças e está decidida a impedir esse mal e salvá-las.

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O roteiro é simplesmente sensacional e combinado com a direção precisa de Jack Clayton e a atuação do elenco, o filme é só acerto. Um verdadeiro clássico para quem curte aquele terror mais “refinado” sem deixar nada explicito. Até o Martin Scorsese que é um cinéfilo de carteirinha colocou o filme em 11º na lista dos 100 maiores filmes de todos os tempos. Valeu muito assistir e apreciar essa obra de arte. E se até Scorsese elogiou tanto o filme assim , quem somos nós para discordar dele.

Nota: 5 Caveiras

Baixe o filme com  legenda aqui

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