Christine – O Carro Assassino (1983)

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1983 / EUA / 110 min / Direção: John Carpenter / Roteiro: Bill Phillips (baseado no livro de Stephen King) / Produção: Richard Kobritz, Larry Franco (Co-produtor), Barry Bernardi (Produtor Associado) / Kirby McCauley e Mark Tarlov (Produtores Executivos) / Elenco: Keith Gordon, John Stockwell, Alexandra Paul, Robert Prosky, Harry Dean Stanton

Christine – O Carro Assassino” é aquele típico filme que se você não assistiu, você já ouviu falar. Esse filme não é simplesmente um “filme” é um marco! Você ama ou odeia, essa é a verdade. Mas vamos voltar ao começo, quem era criança ou adolescente nos anos 90, com certeza já deve ter visto a chamada desse filme na televisão. A história num primeiro momento pode parecer simples, do tipo um carro possuído que ganha vida  e etc. Confesso que a primeira vez que assisti não achei medo nenhum e sim fiquei até decepcionado pensando que ia ser um baita de um terror e tal.

Uma coisa bom de envelhecer é como você vai ficando sábio em relação a algumas coisas como será que posso beber mais uma caninha? Será que se eu sair hoje vou conseguir acordar amanha? Ou acho que vou assistir novamente esse filme. E assim reavaliamos nossos gostos em relação a várias coisas. E num desses casos é esse filme, “Christine – O Carro Assassino” pode parecer na verdade essa simples sinopse, mas na verdade é muito mais que isso, é uma história de obsessão, abuso físico e psíquico. Baseado num livro de Stephen King, no qual sempre escreve história com esses temas, no qual fica explicito as vezes a intenção do autor e as vezes não. Mas John Carpenter tinha acabado de sair de “um fracasso” de bilheteria que foi “O Enigma de Outro Mundo” então topou fazer essa produção. King sempre foi chato em relação adaptação de seus filmes, caso é “O Iluminado” que Kubrick tinha adaptado em 1980.

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A direção é simplesmente incrível, Carpenter conseguiu acertar em vários pontos, principalmente em colocar o carro nossa principal ponto de vista. Então tudo gira em torno dele. A produção também ficou excelente, a trilha sonora é simplesmente incrível, cheio de músicas antigas dos anos 50 e 60. E os atores são um arraso, conseguiram invocar aquele estereótipo do loser, atleta a gostosa da escola e etc.

A história começa com o adolescente Arnie Cunningham(Keith Gordon) , um estudante tímido e com apenas um amigo, Dennis Guilder (John Stockwell), um grande atleta, descobrindo “Christine“, um Plymouth Fury vermelho e branco de 1957 que precisa de grandes reparos. Enquanto Arnie vai refazendo o carro, ele não percebe que se torna arrogante. Dennis descobre que o carro possui um passado sombrio. O proprietário anterior teve um trágico destino. Dennis e a namorada de Arnie, Leigh Cabot (Alexandra Paul), tentam evitar que o mesmo ocorra com Arnie e percebem que o único jeito é destruir Christine. Mas o carro começa a agir por conta própria, como se estivesse “possuído“, demonstrando capacidade de se auto-reconstruir. E parece sofrer de um ciúme doentio e assassino por seu proprietário, Arnie.

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Então no fundo a história não passa de um filme de amor e romance mal resolvido mas todo o contexto em si do filme é fantástico. A produção, direção, efeitos e atuações são algo que perfeitas. Um filme muito bom que realmente só melhora com o tempo. Uma história que vale muito a pena assistir e re-assistir bem mais velho sempre.

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Nota: 5 Caveiras

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Semana do Halloween

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Me lembro que a semana do Halloween sempre foi uma data especial para mim. Não para pagar pau para gringo e pegar doce em rua, mas sim reunir os amigos da escola e passar a noite toda assistindo esses filme trash e comendo pizza de supermercado e bebendo refrigerante barato. E rapaz como era divertido.

Mantando essa tradição, o Terror Mania vai ter postagem de filmes de terror a semana toda, com vários filmes para ver no feriado e durante a semana também. Acompanhe o blog e fique por dentro da lista de filmes e resenhas.

  1. Christine – O Carro Assassino (1983)
  2. Viagem ao Planeta Proibido (1959)
  3. M, O Vampiro de Dusseldorf (1931)
  4. 13 Fantasmas (1960)
  5. No Mundo de 2020 (1973)

O Portão (1987)

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1987 / Canadá, EUA / 85 min / Direção: Tibor Takács / Roteiro: Michael Nankin / Produção: John Kemeny; Andras Hamori (Coprodutor) / Elenco: Stephen Dorff, Christa Denton, Louis Tripp, Kelly Rowan, Jennifer Irwin, Deborah Grover, Scot Denton

Garotos descobrem, no quintal de casa, um buraco (de onde foi retirada uma árvore) que pode ser uma passagem para o inferno. Essa é a sinopse básica de “O Portão“, filme que inclusive está um bom tempo no catalogo da Netflix. Mas caso é que essa produção é aquele caso clássico de filmes de nostalgia e quando digo isso, logo se lembra de Cinema e Casa, sim! Novamente o SBT arrasando em passar bons filmes de terror.

O engraçado de “O Portão” é que eu assisti uma cena quando era criança e vi a chamada na programação do SBT, e como fica muito tempo sozinho em casa, achei o filme aterrorizante, porque essa é a história do filme. Crianças que ficam sozinhas em casa e coisas terríveis acontecem. E como desde que eu era criança tinha uma curiosidade mórbida sobre esses assuntos, eu simplesmente fiquei tentado a assistir.

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Mas fato é que o filme é um baita história de horror, mas para crianças. Sim, tudo que está no filme é para aterrorizar as crianças como a morte de animais, perder a mãe, o lar e etc. Não quero dizer que isso não assuste os adultos também, mas as crianças claro se assustam numa intensidade maior e isso é o choque que o filme procura realizar com suas atuações e efeitos bizarros.  Os monstros que aparecem hora parece produções dos filmes B do Peter Jackson e hora parece aqueles stop-motions dos filmes clássicos do  Ray Harryhausen .

E como disse o filme é um terror infantil por todos esses elementos e também por seu roteiro e etc. A história se passa numa casa, onde os pais de dois meninos vão viajar, e eles passam o final de semana sozinhos. Nisso acompanhamos Glenn (Stephen Dorff, em sua estréia nos cinemas). Ele tem uma casa na arvore no quintal. Mas infelizmente ela é atingida por um raio, no qual se revela que a passagem para uma gruta, ou melhor, um portão para algo desconhecido.

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Glenn e seu amigo Terry (Louis Tripp) começam a investigar o buraco e acham o lugar, no qual se revela uma espécie de passagem para o inferno. Terry descobre por meio de seus discos de “Heavy – Metal” que na verdade o portal é para liberar um antigo demônio, mas para isso acontecer ele tem que receber o sacrifício de um animal. Mas por coincidência o cachorro da família morre na noite anterior, e assim ele é jogado no buraco pelo interesse amoroso de Al (Christa Denton), irmã de Glenn. Assim a noite dos garotos vira um inferno quando estranhas criaturas surgem na casa e revela pesadelos terríveis já que eles podem se transformar em qualquer coisa. Então cabe a Gleen resolver essas paradas.

O filme que foi dirigido pelo Tibor Takács tem uma boa direção, os atores são bons, mas como falei é um filme para crianças ou pré-adolescentes. Na época assustou  mas agora não assusta em nada, um dia espero ter um filho ou sobrinho para apresentar esse filme para ele. Vale a pena lembrar que ele foi escrito por Michael Nankin que escreveu a continuação do filme que saiu em 1990 e também dirigiu e escreveu um dos melhores filmes dos anos 80 que é “Loucuras à Meia – Noite“.

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Nota: 

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Diário dos Mortos (2007)

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2007 / EUA/ 95 min / Direção: George A Romero / Roteiro: George A Romero / Produção: Sam Englebardt, Peter Grunwald, Ara Katz, Art Spiegel; Paula Devonshire (Coprodutora); Donna Croce (Produtora Associada); Steve Bernett, Dan Fireman, John Harrison (Produtores Executivos) / Elenco: Michelle Morgan, Joshua Close, Shawn Roberts, Amy Lalonde, Joe Dinicol

Confesso que sou bem “putinha” do George Romero! Amo todos os filmes que ele fez e claro assisti a todos, gosto tanto das obras dele que até “A Ilha dos Mortos” acho um filme foda, apesar de todos odiar. Afastado a um bom tempo do cinema, visto que seu ultima produção foi em 2009, muitos dizem que ele está com dificuldade de financiar seus próximos filmes, mas aos fãs assim como eu do homem com óculos de televisão, ele vai começar a escrever uma série de quadrinhos para a Marvel.

Romero tem uma importância vital para o cinema tanto de horror como em geral. Em todas as suas obras, ele tem em comum  uma crítica social com o contexto da época em que vivia. Fora também de dar uma roupagem aos zumbis que conhecemos hoje, antes de Romero os mortos-vivos viam do vodu, é só conferir o filme “White Zombie“,  assim o diretor reformulou colocando os mortos como peça central, andar lento, comedores de carne humana e assim ele tem uma aspecto mais real do que qualquer outra produção já feita.

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Se analisarmos cada obra de Romero relacionado a Zumbis, exército e etc. Vemos que ele crítica e muito a sociedade mundial. Em seu primeiro filme “A Noite dos Mortos – Vivos” de 1968, ele crítica o racismo e também é o primeiro filme onde um ator negro é o protagonista. Mas voltando ao “Diário dos Mortos“, gosto muito desse filme, porque ele reflete a sociedade atual no qual vivemos, apesar da produção ter sido lançado em 2007, vemos coisas no filme que reflete essa década da informação rápida, a loucura que é ser visto, no caso os “views” e também como as câmeras são as coisas mais importantes nesse momentos, refletindo a câmera como algo relacionado a “status” e etc. O primeiro filme também de Romero que é filmado no estilo “found footage” que ficou famoso nos moldes da “A Bruxa de Blair“, ou melhor, o famoso filmagem encontrada. Onde vemos a história toda pela visão dos personagens, então tudo que vemos no filme é filmado pelos personagens, então sofremos pelos cortes brutos que eles fazem e também pela ausência da trilha sonora em algumas cenas. Mas o interessante de como os próprios personagens editam a fita, eles colocam a trilha no meio do filme. Simplesmente um filme sensacional.

Assim o filme consegue chegar alguns limites que não vemos com o terror tradicional, os tema de zumbis é um pano de fundo muito interessante, coloco os zumbis como uma crítica a nos mesmo agora em 2016, como pessoas bitoladas que precisam tanto de tecnologia que não consegue mais viver sem. Para mim é o que Romero explora e muito bem no filme. A história do filme é muito boa também, a premissa é “Se não foi gravado, não aconteceu“, então várias vezes temos uns cortes grosseiros, que dentro da trama faz muito sentindo. Um grupo de jovens estudantes estão na floresta fazendo um filme de terror, quando ouvem notícias de um aparente tumulto e assassinatos em massa . Dois dos estudantes, Ridley (Philip Riccio) e Francine (Megan Park), decidem deixar o grupo, enquanto o diretor do filme Jason (Joshua Close) vai visitar sua namorada Debra (Michelle Morgan).

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Assim a trama acontece mesmo quando Debra não consegue entrar em contato com sua família, assim todos partem para a casa dos pais de Debra. Passando por várias cidades,  eles são parados por um grupo armado de sobreviventes. Assim, eles caminham sobre a única fonte confiável de informações que é a Internet, auxiliado por blogueiros . Quando ir na casa de Debra não da certo, eles vão até a mansão de Ridley, mas mesmo assim eles são cercados por zumbis que começam a atacar a mansão, forçando os sobreviventes a se abrigarem num quarto do pânico.

O legal é a parte final do filme, onde Romero faz aquelas grandes “filosofadas” sobre tudo e usa a protagonista que na verdade é a narradora do filme faz uma pergunta se a raça humana vale a pena salvar. Gosto muito como o diretor encerra o filme com essas perguntas que faz pensar no filme todo e nas nossas condições atuais de vida.

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Diário dos Mortos” foi muito bem nas bilheterias até, conseguiu se pagar e arranjar uns trocados para Romero. Apesar que em 2009, seu ultimo filme não conseguiu se pagar e assim foi um tiro no pé na carreira de Romero. E infelizmente acredito que ele não vai voltar a fazer filmes, o que é um pena e assim perdemos um excelente diretor e um excelente crítico social.

Nota: 5 Caveiras

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Príncipe das Sombras (1987)

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1987 / EUA / 102 min / Direção: John Carpenter / Roteiro: John Carpenter / Produção: Larry J. Franco; Andre Blay, Shep Gordon (Produtores Executivos) / Elenco: Donald Pleasence, Jameson Parker, Victor Wong, Lisa Blount, Dennis Dun, Susan Blanchard, Anne Marie Howard, Alice Cooper

Acho que “Príncipe das Sombras” é o trabalho mais louco que John Carpenter já fez. A história apesar de ser muito bem executada, tem umas ideias muito estranhas envolvendo religião, psicologia e sonhos. Uma confusão só

Esse misto de conteúdos que tem na história é estranha, mas não deixa de ser uma puta de uma história muito bem feita e que te prende do começo ao fim. Para você ter uma ideia do que estamos falando, a história tem possessão demoníaca, sonhos compartilhados, zumbis, sociedades secretas e etc.

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Mas esse filme está recheado de figurinhas conhecidas que já vimos em outros filmes como Donald Pleasence com qual trabalhou em Halloween, Victor Wong e Dennis Dun que também trabalharam em “Os Aventureiros do Bairro Proibido” e Susan Blanchard no qual vai trabalhar novamente em “Eles Vivem” de 1988.

A história como eu disse é bem viajada, ela começa contando sobre o padre Loomis (Pleasence) que é chamado à uma igreja para iniciar as investigações a respeito de um misterioso líquido verde encontrado em seu subterrâneo que, segundo alguns escritos, era protegido por uma seita secreta (a “Irmandade do Sono”) há mais de 2.000 anos. Chegando lá, junta-se com o professor Birack (Wong), renomado físico que recruta seus melhores alunos para uma série de análises de emergência da substância. Só que, ao entrar em contato com o líquido, os pesquisadores se transformam em zumbis que serão o caminho para Satanás chegar à terra. Viajado é pouco né?

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Vale lembrar que essa é a segunda parte não ligada da “Trilogia do Apocalipse” no qual Carpenter constrói em três filmes a chegada do fim do mundo, em primeiro temos “O Enigma do Outro Mundo” e por ultimo “A Beira da Loucura” que é um filme sensacional.

Como eu disse o filme não é aquela coisa que vemos e lembramos quando falamos de terror ou do próprio cinema de John Carpenter, mas quem assisti não reclama, apesar de ser aquela coisa bem mediana mesmo, o diretor consegue criar uma tensão alta com os atores e cenas. Mas logo depois de 5 minutos você esquece completamente do filme. Vale lembrar também para uma participação para lá de bizarra de Alice Cooper fazendo o líder zumbi de mendigos, loucura total.

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Nota: 

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Popcorn, O Pesadelo Está De Volta (1991)

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1991/EUA e Jamaica/ 97 min/ Dir: Mark Herrier e Alan Ormsby (sem créditos)/ Roteiro: Mitchell Smith (história) e Tod Hackett (roteiro)/ Produção: Ashok Amritraj ,Howard Hurst ,Torben Johnke ,Sophie Hurst e Bob Clark (sem créditos)/Atores: Jill Schoelen,Tom Villard,Dee Wallace Pedra ,Derek Rydall ,Elliott Hurst ,Kelly Jo Minter ,Malcolm Danare ,Ray Walston ,Tony Roberts

Os anos 90, época maravilhosa para se produzir qualquer filme, sim qualquer filme com um genero quase morto que era o terror foi feito. Mas alguns gêneros estavam praticamente mortos, como o “slasher” que foi responsável numa década antes para o ressurgimento do terror.  No estilo “Sexta – Feira 13” e “A Hora do Pesadelo”, ou seja,  o terror estava salvo.

Mas ocorreu claro o desgaste do genero, logo ninguém mais levava  a sério essas produções  e demorou e muito para o sub-genero do terror o “Slasher” ser visto como algo interessante ou até lucrativo. Só em 1996 com “Panico” que as pessoas voltaram a se assustador e os estúdios a lucrar.

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Em 1991 um filme foi feito e segue essa linha galhofa do assassino mascarado que tem motivos estranhos para matar. No caso estamos falando de “Popcorn, O Pesadelo Está De Volta”, o filme foi produzido na Jamaica para ter um orçamento reduzido nas locações. A produção teve alguns problemas como a mudança de diretores, então Alan Ormsby que iria dirigir o filme, foi substituído por Mark Herrier. Nos créditos do filme só vemos o nome de Ormsby, porque ele dirigiu os filmes que passam dentro do filme.

Uma curiosidade interessante sobre a bilheteria é que o filme não estreou nos cinemas e sim foi direto para home vídeo ou VHS mesmo, assim ele foi bem no tempo que o mercado de locadoras teve o seu “boom” e assim “Popcorn, O Pesadelo Está De Volta” faturou $ 2.043,179. Foi bom numero, mas claro que ele não se pagou então foi considerado um fracasso. É bem injusto já que o filme é bem legal e apresenta elementos bem cômicos em relação ao terror.

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A história começa com Maggie Butler ( Jill Schoelen )  que tem sonhos com uma criança chamada Sarah, que está preso em um incêndio e sendo perseguido por um homem estranho que está tentando matá-la. Ela registra o que lembra em um gravador e planeja fazer essa história virar um filme. Maggie vive com sua mãe Suzanne ( Dee Wallace Pedra ) e estuda cinema, mas o departamento de cinema da universidade tem tido problemas para ganhar reconhecimento, então Toby D’Amato ( Tom Villard ) tem uma ideia de fazer uma sessão de terror  para levantar fundos para o departamento.

Assim o  professor Davis ( Tony Roberts )  encontra um lugar, mas Toby avisa que em três semanas o lugar vai ser demolido, mas eles tem ajuda do Dr. Mnesyne ( Ray Walston ), um proprietário de uma loja de fantasias que os ajuda emprestando coisas para decorar a sala e o cinema todo. Assim eles exibem três filmes o primeiro que é  “Mosquito” é um filme em 3D , “The Attack of the Amazing electrificado Man” , e “Fedor” que  é um filme japonês lançado em odorama . Eles aprontam a sala para deixar naquele clima nostálgico de filmes baixo orçamento dos anos 50 e 60. Mas algo está errado, eles acham um filme chamado “O Possuidor” que é igual aos sonhos de Maggie. Agora a menina vai ter que enfrentar poucas e boas para descobrir a verdade. O filme não apresenta aquele elemento todo que as pessoas dizem que ele tem para fazer o ressurgimento do “Slasher”,  para mim ele é apenas um filme divertido que quer tirar onde em cima desses clássicos do terror mais esquecidos , ou seja, as produções com temáticas atômicas e etc. Em algumas cenas da para ver que o “Panico 2” copiou fielmente, então para alguma coisa serviu esse filme.

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Mas “Popcorn, O Pesadelo Está De Volta”, é um filme divertidíssimo e da para tirar uma tarde para se divertir, mas é aquele tipico filme que você não pode esperar nada, porque realmente você não vai ter nenhuma surpresa. Mas mesmo assim é um filme legal e bom para da boas risadas, no minimo curioso.

Nota: 

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O Lobisomem (1941)

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1941 / EUA / P&B / 70 min / Direção: Geroge Waggner / Roteiro: Curt Siodmak / Produção: George Waggner; Jack. J. Gross (Produtor Executivo – não creditado) / Elenco:Lon Chaney Jr., Claude Rains, Warren William, Evelyn Ankers

Confesso que “O Lobisomem” é o filme que menos gosto da linha clássica da Universal.  Acho a história muito batida e pouco trabalhada, além claro da história passar numa velocidade em que você não consegue sentir uma empatia por nada. Diferente por exemplo de “Frankenstein” onde a história também é rápida, mas conseguimos ter uma empatia pelos personagens e seus sofrimentos.

O filme saiu  em 1941 e foi escrito por Curt Siodmak, que escreveu vários roteiros para o genro de horror e ficção, além de ser produzido e dirigido por George Waggner. O filme se baseia na lenda clássica do Lobisomem. E uma curiosidade é que essa foi a segunda vez que um Lobisomem é usado em filmes, seis anos antes saiu pela Universal Studios mesmo  “Werewolf of London.” Mas muita coisa que saiu nessa produção de 1941, foi a regra básica para criar a mitologia do lobisomem nos cinemas, como a bala de prata, a lua cheia, a mordida como uma forma de transformação. E claro o lance da maldição que bem trabalhado vira uma coisa muito, mais muito bem feito. Caso é um dos meus filmes favoritos que é “O Lobisomem Americano em Londres” do John Landis.

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A história é focada em Larry Talbot (Lon Chaney Jr.) que volta para casa depois da morte do irmão. Ele também tem que enfrentar certas coisas como o seu pai Sir John Talbot (Claude Rains) e agora tem que também cuidar da propriedade da família. Pouco depois da sua chegada ele se interessa por uma garota local chamada Gwen Conliffe (Evelyn Ankers).

Assim ele não perde tempo e chama a mulher para sair no mesmo dia. Larry sai com Gwen e a amiga dela, Jenny (Fay Helm), e vão para um acampamento de ciganos. Jenny pede ao cigano Béla (Béla Lugosi) que lhe leia a mão. O cigano tem uma visão de um pentagrama na mão da garota e imediatamente pede que ela saia do acampamento. Enquanto esperavam por Jenny, Larry e Gwen conversam próximo à tenda. Eles ouvem um grito de Jenny e Larry corre até ela na mata e a vê sendo atacada por um lobo. Ele mata o animal com golpes de sua bengala, e acaba sendo mordido. Mais tarde a mãe de Béla, a idosa cigana Maleva(Maria Ouspenskaya), conta à Larry que seu filho era um lobisomem, e que ele está condenado a se transformar no monstro devido à mordida que sofreu.

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Todo esse embate no começo onde Larry realmente não acredita nisso e crê que matou um homem inocente é bem trabalhado. A cena aonde ele vai ao enterro de Béla é muito boa e você vê a dor do personagem. Mas rapidamente esse drama é cortado e não desenvolvido como se deve diferente da versão de 2010 que ganhou vários pontos interessantes dentro dessa contradição de ser um monstro e você não aceitar isso, mas também de não conseguir se livrar dela. Acho que essa é um dos raros casos que o “remake” é melhor que o original, mas assistam por titulo de curiosidade.

Nota: 

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