Quando Chega a Escuridão (1987)

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1987 / EUA / 94 min / Direção: Kathryn Bigelow / Roteiro: Kathryn Bigelow, Eric Red /Produção: Steven-Charles Jaffe; Eric Red (Coprodutor); Mark Allan, Diane Nabatoff (Produtores Associados); Edward S. Feldman, Charles R. Meeker (Produtores Executivos) /Elenco: Adrian Pasdar, Jenny Wright, Lance Henriksen, Bill Paxton, Jenette Goldstein, Tim Thomerson

Quando Chega a Escuridão” é um filme que te surpreende por vários motivos. Primeiro por mostrar uns vampiros diferentes da maioria que se segue por ai. Principalmente que ele foi lançado no mesmo ano de “Garotos Perdidos“, onde temos uns vampiros mais fantasiosos com presas e tal. Mas aqui os vampiros não tem presa, não morrem de jeito fácil, então esqueça água benta ou crucifixo. Outra curiosidade que ele foi dirigido e escrito pela Kathryn Bigelow.

O filme não teve uma boa recepção nas bilheterias, então logo foi esquecido. Mas graças a festivais e etc. Ele conseguiu ter um símbolo de “cult” e bem merecido por sinal. Porque o filme é simplesmente foda demais. Ele se desfaz daqueles vampiros clássicos e coloca uma gangue fora do comum e também fora da lei. Bigelow conseguiu ambientar bem esse clima de faroeste, coisa que vamos ver também em “Vampiros de John Carpenter“. Aqui temos todos os elementos do western que foi colocado a sua maneira para assombrar essa sigma do cinema tradicional de horror.

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Uma curiosidade do filme é que Kathryn Bigelow já foi casada com James Cameron e na época que ela estava dirigindo o filme, ela precisava de nomes fortes para o elenco e assim ele concedeu três atores para o filme. Bill Paxton, Lance Henriksen e Jenette Goldstein. Diz as más línguas que eles odiaram a experiência de trabalhar com ela. Mas é aquelas confusões de set’s e tal. Eric Red que foi o roteirista principal pegou muitas coisas de “A Morte Pede Carona“, filme que escreveu um ano antes desse. Assim temos aquela mesma atmosfera de medo e de nunca sentirmos seguro em lugar algum e também por ser um “road movie“. Assim a própria Bigelow conseguiu só não explorar o potencial de sua história, personagens como também sua ótima condução na direção de um filme de horror e ação. A história se ambienta no Texas. O engraçado é que o filme começa com um pernilongo sungando o sangue de Caleb Colton (Adrian Pasdar) e ele mata o inseto deixando sangue nele. Assim acompanhamos Caleb que conhece Mae (Jenny Wright), uma jovem no qual ele já se interessa. Eles tem uma espécie de noite romântica e assim ela decide o morder. Achei legal a reação dele, quando tem que caminhar até a sua casa a pé e assim Caleb começa ficar mal. E também vemos que ele começa queimar, esse efeito de sempre que os vampiros ficam em contato com o sol sair fumaça do corpo ou até entrar em combustão, simplesmente consagra a produção toda.

Outro ponto que deixa “Quando Chega a Escuridão” mais legal e maduro ainda é todo seu ar melancólico que vai seguir o filme todo que mistura muito bem com as trilhas da banda alemã “Tangerine Dream” que fez trilhas para outros filme fodas como “Comboio do Medo” do William Friedkin, “Profisão: Ladrão” do Michael Mann e “Chamas da Vingança” do diretor Mark L. Lester. Assim a fotografia bem realizada do filme e a direção combina para deixar cada enquadramento uma obra de arte. A questão técnica e da produção do filme é simplesmente espetacular.

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Logo também conhecemos o resto dos vampiros, no qual sai do habitual. Então temos o líder da galera Jesse (Henriksen), Diamondback (Jenette Goldstein), e o mais legal na minha opinião que é o Severen (Baxton) e uma criança que na verdade não é. Abrindo um parênteses aqui! Uma coisa chata de ser vampiro é que se você é mordido na idade que você tem, você vai ter sempre essa aparência. E assim temos Homer (Joshua John Miller). Quando mais você vai conhecendo aquela galera mais fodido você vê que ser vampiro é uma merda em algumas situações. Principalmente no caso deles, onde tem que sempre viver escondido e parece que não tomam banhos e já que ser vampiro é resumo de ter seus sentidos aumentados. Deve ser uma nojeira viver com eles.

Vemos tudo no ponto de vista de Caleb que é levado a conviver com eles e assim aprender a ser vampiros então ele tem que matar. Uma ótima cena do filme é quando todos vão num bar e fazem uma chacina daquela. Mostrando ai sim todo o potencial de ser vampiro. Principalmente para Severen que não perdoa ninguém e tocar o terror mesmo. Acho que isso que um vampiro tem que fazer e não seguir regras “a lá” Drácula.  Assim Caleb decide cada vez mais se afastar desse mundo. Principalmente quando sua família o está procurando.

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O final do filme decaí um pouco e deixa tudo apressado, mas claro que isso não estraga todo o tom de filme que estava sendo construído. Toda sua fama de cult é de veras verdadeira. Principalmente por todos os fatores que eu disse antes e também pelos ótimos trabalhos dos atores e a produção. Ele consegue se afastar e bem de outros filmes de Vampiros dos anos 80 e 90. Uma verdadeira perola perdida, ou melhor, achada. Principalmente porque nossa querida Versátil lançou o filme no box “Vampiros no Cinema“. Uma ótima pedida para quem é fã do filme ou de outros filmes de Vampiro. Vale muito a pena.

Nota: 

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