O Abominável Dr. Phibes (1971)

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1971 / Reino Unido, EUA / 94 min / Direção: Robert Fuest / Roteiro: James Whiton, William Goldstein / Produção: Ronald S. Dunas, Louis M. Heyward, Samuel Z. Arkoff e James H. Nicholson (Produtores Executivos) / Elenco: Vincent Price, Joseph Cotten, Peter Jeffrey, Hugh Griffith

O Abominável Dr. Phibes” talvez seja o filme responsável por dois futuros “clássicos” do cinema, primeiro é o “Seven” do David Fincher e “Jogos Mortais” do James Wan. É só você perceber primeiro os “modus operandis” de Phibes que usa a religião para matar, coisa que vamos ver Kevin Space fazendo e depois no fina do filme quando vemos que Phines faz um jogo sádico com um médico onde ele tem que operar seu filho para tirar uma chave que está dentro do seu corpo e isso tudo em 6 minutos, se não um acido vai cair na cara dele. Será que James Wan foi tão original assim?

Mas apesar do que parece ser um clima pesado para caramba, o filme apresenta um clima leve, ingênuo e também com um certo humor negro que é simplesmente fantástico. Lembrando muito os filmes mais antigos da Hammer onde tinha o Christopher Lee e Peter Cushing no elenco e claro os filmes de Roger Corman, onde essa aura reinava. O filme tem Vincent Prince que está fenomenal, ele encara o temível Dr. Phines, um homem que quer sua vingança contra os médicos que mataram sua esposa.

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A história acompanha Phibes, que após perder a esposa quer se vingar dos médicos que arruinaram sua vida e como ele é formado em um monte de coisas que vão de teologia até música, ou melhor, acústica. Ele planeja sua vingança usando as pragas do Egito. Muito engenhoso Phibes, ele consegue fazer várias coisas como matar uma enfermeira usando gafanhotos, ratos, morcegos e até invenções mirabolantes. E para isso claro ele usa sua comparsa Vulnávia (Virginia North), que ajuda a arma suas armadilhas. O legal é que como Phines não tem mais a traqueia por conta do acidente, ele usa um tubo que é ligado a um gramofone e assim ele consegue falar. Essa ideia foi simplesmente genial, porque as reações de Prince em usar sua expressões são fantásticas.

Outro ponto que deixa o filme ainda mais espetacular são os agentes da Scotland Yard que parecem que saíram direto do Monthy Phyton, simplesmente genial. Esse tom mais ingênuo e simplista que o diretor Robert Fuest pensou para o filme acertou em cheio deixando ele claro mais solto e menos pesado, coisa que se fosse feita hoje em dia, iria ser um filme pesadíssimo.

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Aliás Robert Fuest também dirigiu a segunda parte do filme que se chama “A Câmara de Horrores do Dr. Phibes” de 1972 e que iria ganhar na verdade uma trilogia onde iríamos conhecer a noiva de Phines, simplesmente não rolou por causa da produção e dos estúdios da época. Deixando o primeiro filme mais clássico e assim também conhecemos Vincent Prince como um gênio do horror. Esse filme com certeza é o marco de sua carreira, junto com outros como “A Casa dos Maus Espíritos“, “Museu de Cera“, ” O Poço e o Pendulo” e claro outros filmes que ele iria fazer parceria com Peter Lorre que ai sim mostra todo o vigor de Prince.

Mas “O Abominável Dr. Phibes” é um excelente filme, bom mesmo já que vai influenciar esses dois filme que hoje chegaram ao nível de “cult“, acho que é um filme obrigatória para fãs também de “serial killers” já que mostra um mais criativo do que a maioria já produzida pelo cinema. Vale muito a pena ver e rir dessa produção.

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Nota: 

Baixe o filme com  legenda aqui

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