Terror em Amityville (1979)

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1979 / EUA / 117 min / Direção: Stuart Rosenberg / Roteiro: Sandor Stern (baseado no livro de Jay Anson) / Produção: Elliot Geisinger, Ronald Saland, Samuel Z. Arkoff (Produtor Executivo) / Elenco: James Brolin, Margot Kidder, Rod Steiger, Don Stroud, Murray Hamilton

Quem nunca ouviu falar sobre os mistérios de  Amityville? Lembro da primeira vez que assisti e logo fui pesquisar tudo sobre essa macabra casa e até o local. Mas a  história deste filme é baseada num acontecimento verídico envolvendo a família DeFeo. O filho mais velho matou os pais e irmãos pequenos com tiros de espingarda, enquanto dormiam, dizendo-se movido por forças demoníacas. Alguns anos depois, a família Lutz mudou-se para a mesma casa e reportou casos sobrenaturais no local. E assim ele virou um livro escrito por Jay Anson.

Mas claro que depois virou lorota tudo aquilo já que os Lutz são considerados mentirosos, já que outros proprietários da casa nunca tiveram experiências sobrenaturais nem viram fantasmas nesta mesma casa. Assim esse evento começou a cair no caso de farsas sobre o sobrenatural. Mas eventos a parte, o filme é bem legal. Assustador em alguns momentos e ele brinca com muitas coisas com esses espíritos possessivos. Uma coisa que se salva na produção são os ótimos efeitos especiais, a atuação que está muito boa, trilha sonora que alias foi indicada ao Oscar em 1980 e a direção de Stuart Rosenberg que está muito boa.

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Terror em Amityville” pegou muitas coisas de outras produções dos anos 70 e 60 como o próprio “O Exorcista“, “Desafio do Além” e o esquecido e ainda muito bom “A Sentinela dos Malditos“. Assim temos aquela atmosfera de suspense e também de não mostrar em si o “mal” ou “o monstro“. Então é tudo sugestivo. Será que aquilo está acontecendo mesmo? Não é o pai que está enlouquecendo? Esses pequenos joguetes que deixa tudo muito “real” em alguns pontos no filme.

Acho que uma das cenas mais legais do filme é quando o casal Lutz que são católicos, chamam um padre para benzer a casa. E como a família está do lado de fora da casa o padre vai entrando (olha o vacilo ai) e então ele começa a benzer a casa. E como ela não gosta disso, as reações começam. Como numa cena onde o padre fica preso num quarto e começa a aparecer moscas, até ele ficar coberto delas. Essa cena ficou simplesmente sensacional, fora também toda aquela briga com a igreja católica que o filme proporciona. Uma discussão até legal sobre o paranormal e como a igreja aceita ou vê isso.

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A história começa quando o casal Lutz se muda para a casa depois que eles compram por um baixo valor. Mas porque baixo valor? A sim uma família inteira foi morta ali e o filho que matou geral diz ter ouvido vozes que mandavam fazer isso! Suave de se mudar para ai. Mas George(James Brolin), Kathy (Margot Kidder) e seus filhos passam a viver ali e claro que iam ter uma experiência nada boa. O pai começa a enlouquecer e dar várias merdas do tipo faltar do trabalho, ter insônia, pensamentos psicopatas e claro a se livrar da sua família. Fora coisas sobrenaturais que acontece com a casa do tipo vozes, estranhas aparições e uma cena onde Kathy está sozinha na casa e aparece um cara bizarro, com umas latas de cervejas querendo entrar. E quando ela vai ligar para George o cara simplesmente some.

Mas um grande problema de “Terror em Amityville” é como o filme não consegue manter uma linha que vai crescendo com os personagens. O que temos é tudo cortado. Coisa que é totalmente “anti-climax”, o personagem de George que séria a parte principal com a sua loucura, fica chato e não temos essa visão clara dele se tornando um monstro que assassinaria sua família. Mas mesmo assim como tinha dito, algumas coisas como os efeitos e as atuações de leve dos atores consegue ser legal.

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A história de Amityville se deu várias sequencias. Como a parte 2 que chama “A Possessão” que séria a história da família DeFeo. E é bem mais legal na minha opinião e mais pesada. Principalmente pelas cenas de Incesto que é pesado, os efeitos que são bem mais da hora e toda a história dentro do filme que ai sim pega com a igreja e o sobrenatural.  Ouve o remake do primeiro filme em 2005 com a produção do Michael Bay que é difícil falar isso mas, ficou muito bom. Bem mais interessante e bem mais aterrorizante, claro que tem algumas ressalvas, mas mesmo assim mais interessante. Acho que essa é a primeira vez que falo que o Michael Bay conseguiu fazer algo legal.

Nota: 

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Pânico (1996)

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1996 / 111 min / Direção: Wes Craven / Roteiro: Kevin Williamson / Produção: Stuart M. Besser, Dixie J. Capp, Cathy Konrad, Marianne Maddalena, Nicholas Mastandrea, Bob Weinstein, Harvey Weinstein e Cary Woods / Elenco: Neve Campbell,Courteney Cox,David Arquette,Matthew Lillard,Henry Winkler,Liev Schreiber,Jamie Kennedy,Rose McGowan,Skeet Ulrich,Drew Barrymore

O filme “Pânico” é revolucionário? Com certeza que não. Mas que é divertido para caramba isso é. Esse slasher lançado em 1996 é um filme divisor na opinião de muito fã de horror. Tem gente que o ama e tem gente que odeia, sem meios termos. Eu estou no time que ama o filme. Não estou dizendo que é o melhor filme do mundo e nem a obra-prima de Wes Craven porque não é mesmo. Gosto mais de “A Maldição de Samantha” do que a quadrilogia “Pânico” inteira. Mas mesmo assim é um filme divertido, despretensioso e ainda deu uma nova características para os slasher’s que vieram em seguida.

Uma características dos filmes de terror que iam vir em seguida era pegar essa galerinha jovem de Hollywood que estava começando e colocá-los em situações difíceis. E Wes Craven conseguiu fazer isso muito bem, ele pegou atores como David Arquette, Neve Campbell, Courteney Cox, Matthew Lillard, Rose McGowan, Skeet Ulrich, e Drew Barrymore. Assim todos esses jovens amados pela geração MTV conseguiu fazer arrecadar uma boa grana a Craven.

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O legal é o diretor usa a metalinguagem para narrar “Pânico“. Muito parecido o que ele vai fazer no ultimo filme do “A Hora do Pesadelo“. Então os personagens sabem que eles estão num filme de terror. Tem uma cena muito legal no filme em que o personagem Randy (Jamie Kennedy) começa a listar todas as regras de um filme de horror, enquanto uma galera assiste “Halloween” de John Carpenter. Quer coisa mais “Fan service” do que isso?

O roteiro que foi escrito por Kevin Williamson, que é um baita fã de terror e escreveu coisas como “Amaldiçoados“, ” Tentação Fatal“, ” Prova Final“, “Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado” e fora a quadrilogia do “Pânico” e a série que agora é da Netflix. Williamson se inspirou em filmes como o próprio “Halloween” já citado e um caso real que foi o massacre de “Gainesville Ripper“. O roteiro foi comprado pela “The Weinstein Company” e tem como produtores Harvey e Bob Weinstein. O filme enfrentou problemas por censura, orçamento e também curiosamente os moradores da região onde ele foi filmado não estavam gostando daquela movimentação e problemas com a produção ocorreram.

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A história tem como o centro principal Sidney Prescott (Campbell), uma estudante do ensino médio na cidade de Woodsboro, Califórnia, que se torna o alvo de um assassino misterioso conhecido como “Ghostface“. Outros personagens principais incluem a melhor amiga de Sidney, Tatum Riley (McGowan), o namorado de Sidney, Billy Loomis (Ulrich), o melhor amigo de Billy, Stu Macher (Lillard), Randy Meeks (Kennedy), o vice-xerife Dewey Riley (Arquette) e a repórter de notícias Gale Weathers (Cox). Dificilmente você não vai gostar de nenhum personagem, porque você se apaga muito fácil a eles.

Apos o lançamento do filme, ele foi acusado de incitar a violência contra os jovens. A ideia do filme é essa afinal, principalmente o discurso dos dois assassinos (opa, spoiler!). Mas enfim o “Ghostface” liga na sua casa enquanto você está sozinha (o) e pergunta: Qual o seu filme de horror favorito? Cara não tem como não dar merda isso. Principalmente para essa galera que estava vendo a internet nascer e tal. Dizer muito sobre “Panico” é deixar um spoiler tremendo, se isso é possível ainda?

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Curiosamente “Panico” é até hoje a produção do gênero “slasher ” com a maior bilheteria já registrada. Suas sequencias ocupam a e posição, respectivamente, seguido por “Eu Sei O Que Vocês Fizeram No Verão Passado” e “Freddy vs. Jason“. “Panico” é até hoje o 3° filme que rendeu mais dinheiro para os estúdios da The Weinstein Company. E como eu disse antes, um filme maravilhoso que merece e vai ser registrado aqui no Terror Mania e quem sabe mais para frente não ganhar um podcast ou algo especial.

Nota: 

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Raça das Trevas (1990)

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1990 / 102 min / Direção: Clive Barker / Roteiro: Clive Barker / Produção: Gabriella Martinelli; Joe Roth (Coprodutor); David Barron (Produtor Associado); James G. Robinson (Produtor Executivo) / Elenco: Craig Sheffer, Anne Bobby, David Cronenberg, Charles Haid, Hugh Quarshire, Hugh Ross, Doug Bradley

Raça das Trevas” é um filme que sempre ouvi falar do Clive Barker, mas nunca consegui. E não foi por falta de interesse e sim por falta de torrent! Não acha essa bagaça em lugar nenhum. Mas sempre ouvi falar de como ele é  um bom filme e etc. Primeiro porque tinha o David Cronemberg como uma psiquiatra serial-killer, foi baseada num livro e depois virou quadrinhos e também a maquiagem sempre foi bem elogiada. Alias isso é mérito de todos os filmes de Barker. Não importa quanto “Hellraiser” vai ficando uma merda ao longo da franquia, a maquiagem sempre foi um destaque.

Mas depois de tanto tempo qual foi a minha reação a assistir ao filme? Bom, achei maravilhoso! Gostei muito do filme, apesar do seu final confuso e sem nexo. Um dos pontos fortes da história é seu roteiro que também é escrito por Barker. Gostei muito da dinâmica do filme e também como ele cria um povo do nada com toda uma cultura própria e etc. Achei muito criativo essa parte. Mas a edição prejudicou algumas partes. A 20th Century Fox que foi a produtora e distribuidora do filme fez uns cortes severos no filme que o deixou apressado e em boas partes sem sentindo. A uma edição do diretor chamado “Cabal’s Cut”, que tem uma hora e meia a mais de filme etc. Mas infelizmente ainda não assisti.

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Apesar desses escorregões, da péssima crítica, bilheteira  ele conseguiu ganhar prêmios em festivais específicos para filmes de fantasia e terror. Fora que tem a trilha sonora do Danny Elfman que você deve conhecer como o vocalista da banda “Oingo Boingo“, mas ele fez trilhas fodas para diversos filmes.  Lembrando também que “Raça das Trevas” era para ter uma sequencia em três partes, ou seja, ia ser uma trilogia. Mas o fracasso comercial do primeiro impediu que isso acontecesse. O que deixa o final do filme, como tinha falado antes, uma confusão só.

A história é muito legal e como eu disse o roteiro foi muito bem trabalhado. Aaron Boone (Craig Sheffer) é uma pessoa atormentada por sonhos estranhos, ele sempre sonha com um lugar chamado “Midigan” onde estranhas criaturas vivem. Assim ele sempre conta isso para seu psiquiatra, o  Dr. Philip K. Decker (David Cronenberg) que na verdade é um “serial-killer” muito louco e faz acreditar que na verdade Aaron que anda matando o pessoal. Assim ele Decker da um remédio para ele que o faz alucinar. E nisso ele sofre um acidente e vai para o hospital (a edição deixa tudo muito acelerado).

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Mas quando ele consegue escapar da policia e do hospital ele vai até Midgan, onde ele é mordido por uma criatura das profundezas, alias para quem vive escondido a tanto tempo no subterrâneo, é muito fácil encontrar eles. Mas Aaron não é bem vindo lá e foge. No meio do caminho é morto pela policia, mas volta dos mortos. Sim! Ele é uma espécie de zumbi. Depois que ele volta a vida e volta para Midgan é que a confusão começa. E ai vemos a genialidade de Clive Baker em contar a mitologia dos “Nightbreed“.  E também como eles são formados e também aquele hierarquia dentro daquela sociedade. Achei tudo isso muito genial.

A namorada de Aaron, Anne (Lori Winston) está a procura dele e assim ela também descobre sobre Midgan o que a faz perceber quem são os selvagens naquela terra. Depois de muita treta e também edições rápidas. Os policiais invadem o cemitério e fazem uma verdadeira matança dentro daquele lugar. “Raça das Trevas” não chega a ser um terror como o Hellraiser e sim mais um drama sobre aceitação de outras pessoas e também como vemos o desconhecido e aceitamos isso bem. Muitas vezes o filme parece colar com os quadrinhos dos X-Men dos anos 80, naquela saga “Massacre de Mutantes” onde os morlocks, mutantes com deformidades e que não são aceitos no mundo, se escondem  nos esgotos e aos poucos são mortos.

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Como eu já tinha dito gostei muito de “Raça das Trevas” apesar de seus deslizes feios na edição e direção. Gostaria de ver e muito uma continuação do filme porque aquele universo que Baker criou é simplesmente fantástico. Pena que ele não teve uma sorte tão grande nos cinemas quanto outros atores.  E lembrando que o publico brasileiro que sofreu demais. Porque quem queria ver o resto da história que foi lançada em quadrinhos no começo dos anos 90, sofreu pelo massacre que fizeram, ou seja, no Brasil não lançaram a obra toda e sim só 10 edições que no original são 25. Mas a internet está ai para isso, para nos salvar. E mais do que nunca “Raça das Trevas” merece ser salva ou com um bom remake ou uma excelente continuação.

Nota: 

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Quando Chega a Escuridão (1987)

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1987 / EUA / 94 min / Direção: Kathryn Bigelow / Roteiro: Kathryn Bigelow, Eric Red /Produção: Steven-Charles Jaffe; Eric Red (Coprodutor); Mark Allan, Diane Nabatoff (Produtores Associados); Edward S. Feldman, Charles R. Meeker (Produtores Executivos) /Elenco: Adrian Pasdar, Jenny Wright, Lance Henriksen, Bill Paxton, Jenette Goldstein, Tim Thomerson

Quando Chega a Escuridão” é um filme que te surpreende por vários motivos. Primeiro por mostrar uns vampiros diferentes da maioria que se segue por ai. Principalmente que ele foi lançado no mesmo ano de “Garotos Perdidos“, onde temos uns vampiros mais fantasiosos com presas e tal. Mas aqui os vampiros não tem presa, não morrem de jeito fácil, então esqueça água benta ou crucifixo. Outra curiosidade que ele foi dirigido e escrito pela Kathryn Bigelow.

O filme não teve uma boa recepção nas bilheterias, então logo foi esquecido. Mas graças a festivais e etc. Ele conseguiu ter um símbolo de “cult” e bem merecido por sinal. Porque o filme é simplesmente foda demais. Ele se desfaz daqueles vampiros clássicos e coloca uma gangue fora do comum e também fora da lei. Bigelow conseguiu ambientar bem esse clima de faroeste, coisa que vamos ver também em “Vampiros de John Carpenter“. Aqui temos todos os elementos do western que foi colocado a sua maneira para assombrar essa sigma do cinema tradicional de horror.

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Uma curiosidade do filme é que Kathryn Bigelow já foi casada com James Cameron e na época que ela estava dirigindo o filme, ela precisava de nomes fortes para o elenco e assim ele concedeu três atores para o filme. Bill Paxton, Lance Henriksen e Jenette Goldstein. Diz as más línguas que eles odiaram a experiência de trabalhar com ela. Mas é aquelas confusões de set’s e tal. Eric Red que foi o roteirista principal pegou muitas coisas de “A Morte Pede Carona“, filme que escreveu um ano antes desse. Assim temos aquela mesma atmosfera de medo e de nunca sentirmos seguro em lugar algum e também por ser um “road movie“. Assim a própria Bigelow conseguiu só não explorar o potencial de sua história, personagens como também sua ótima condução na direção de um filme de horror e ação. A história se ambienta no Texas. O engraçado é que o filme começa com um pernilongo sungando o sangue de Caleb Colton (Adrian Pasdar) e ele mata o inseto deixando sangue nele. Assim acompanhamos Caleb que conhece Mae (Jenny Wright), uma jovem no qual ele já se interessa. Eles tem uma espécie de noite romântica e assim ela decide o morder. Achei legal a reação dele, quando tem que caminhar até a sua casa a pé e assim Caleb começa ficar mal. E também vemos que ele começa queimar, esse efeito de sempre que os vampiros ficam em contato com o sol sair fumaça do corpo ou até entrar em combustão, simplesmente consagra a produção toda.

Outro ponto que deixa “Quando Chega a Escuridão” mais legal e maduro ainda é todo seu ar melancólico que vai seguir o filme todo que mistura muito bem com as trilhas da banda alemã “Tangerine Dream” que fez trilhas para outros filme fodas como “Comboio do Medo” do William Friedkin, “Profisão: Ladrão” do Michael Mann e “Chamas da Vingança” do diretor Mark L. Lester. Assim a fotografia bem realizada do filme e a direção combina para deixar cada enquadramento uma obra de arte. A questão técnica e da produção do filme é simplesmente espetacular.

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Logo também conhecemos o resto dos vampiros, no qual sai do habitual. Então temos o líder da galera Jesse (Henriksen), Diamondback (Jenette Goldstein), e o mais legal na minha opinião que é o Severen (Baxton) e uma criança que na verdade não é. Abrindo um parênteses aqui! Uma coisa chata de ser vampiro é que se você é mordido na idade que você tem, você vai ter sempre essa aparência. E assim temos Homer (Joshua John Miller). Quando mais você vai conhecendo aquela galera mais fodido você vê que ser vampiro é uma merda em algumas situações. Principalmente no caso deles, onde tem que sempre viver escondido e parece que não tomam banhos e já que ser vampiro é resumo de ter seus sentidos aumentados. Deve ser uma nojeira viver com eles.

Vemos tudo no ponto de vista de Caleb que é levado a conviver com eles e assim aprender a ser vampiros então ele tem que matar. Uma ótima cena do filme é quando todos vão num bar e fazem uma chacina daquela. Mostrando ai sim todo o potencial de ser vampiro. Principalmente para Severen que não perdoa ninguém e tocar o terror mesmo. Acho que isso que um vampiro tem que fazer e não seguir regras “a lá” Drácula.  Assim Caleb decide cada vez mais se afastar desse mundo. Principalmente quando sua família o está procurando.

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O final do filme decaí um pouco e deixa tudo apressado, mas claro que isso não estraga todo o tom de filme que estava sendo construído. Toda sua fama de cult é de veras verdadeira. Principalmente por todos os fatores que eu disse antes e também pelos ótimos trabalhos dos atores e a produção. Ele consegue se afastar e bem de outros filmes de Vampiros dos anos 80 e 90. Uma verdadeira perola perdida, ou melhor, achada. Principalmente porque nossa querida Versátil lançou o filme no box “Vampiros no Cinema“. Uma ótima pedida para quem é fã do filme ou de outros filmes de Vampiro. Vale muito a pena.

Nota: 

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O Abominável Dr. Phibes (1971)

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1971 / Reino Unido, EUA / 94 min / Direção: Robert Fuest / Roteiro: James Whiton, William Goldstein / Produção: Ronald S. Dunas, Louis M. Heyward, Samuel Z. Arkoff e James H. Nicholson (Produtores Executivos) / Elenco: Vincent Price, Joseph Cotten, Peter Jeffrey, Hugh Griffith

O Abominável Dr. Phibes” talvez seja o filme responsável por dois futuros “clássicos” do cinema, primeiro é o “Seven” do David Fincher e “Jogos Mortais” do James Wan. É só você perceber primeiro os “modus operandis” de Phibes que usa a religião para matar, coisa que vamos ver Kevin Space fazendo e depois no fina do filme quando vemos que Phines faz um jogo sádico com um médico onde ele tem que operar seu filho para tirar uma chave que está dentro do seu corpo e isso tudo em 6 minutos, se não um acido vai cair na cara dele. Será que James Wan foi tão original assim?

Mas apesar do que parece ser um clima pesado para caramba, o filme apresenta um clima leve, ingênuo e também com um certo humor negro que é simplesmente fantástico. Lembrando muito os filmes mais antigos da Hammer onde tinha o Christopher Lee e Peter Cushing no elenco e claro os filmes de Roger Corman, onde essa aura reinava. O filme tem Vincent Prince que está fenomenal, ele encara o temível Dr. Phines, um homem que quer sua vingança contra os médicos que mataram sua esposa.

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A história acompanha Phibes, que após perder a esposa quer se vingar dos médicos que arruinaram sua vida e como ele é formado em um monte de coisas que vão de teologia até música, ou melhor, acústica. Ele planeja sua vingança usando as pragas do Egito. Muito engenhoso Phibes, ele consegue fazer várias coisas como matar uma enfermeira usando gafanhotos, ratos, morcegos e até invenções mirabolantes. E para isso claro ele usa sua comparsa Vulnávia (Virginia North), que ajuda a arma suas armadilhas. O legal é que como Phines não tem mais a traqueia por conta do acidente, ele usa um tubo que é ligado a um gramofone e assim ele consegue falar. Essa ideia foi simplesmente genial, porque as reações de Prince em usar sua expressões são fantásticas.

Outro ponto que deixa o filme ainda mais espetacular são os agentes da Scotland Yard que parecem que saíram direto do Monthy Phyton, simplesmente genial. Esse tom mais ingênuo e simplista que o diretor Robert Fuest pensou para o filme acertou em cheio deixando ele claro mais solto e menos pesado, coisa que se fosse feita hoje em dia, iria ser um filme pesadíssimo.

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Aliás Robert Fuest também dirigiu a segunda parte do filme que se chama “A Câmara de Horrores do Dr. Phibes” de 1972 e que iria ganhar na verdade uma trilogia onde iríamos conhecer a noiva de Phines, simplesmente não rolou por causa da produção e dos estúdios da época. Deixando o primeiro filme mais clássico e assim também conhecemos Vincent Prince como um gênio do horror. Esse filme com certeza é o marco de sua carreira, junto com outros como “A Casa dos Maus Espíritos“, “Museu de Cera“, ” O Poço e o Pendulo” e claro outros filmes que ele iria fazer parceria com Peter Lorre que ai sim mostra todo o vigor de Prince.

Mas “O Abominável Dr. Phibes” é um excelente filme, bom mesmo já que vai influenciar esses dois filme que hoje chegaram ao nível de “cult“, acho que é um filme obrigatória para fãs também de “serial killers” já que mostra um mais criativo do que a maioria já produzida pelo cinema. Vale muito a pena ver e rir dessa produção.

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Nota: 

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Banho de Sangue (1971)

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1971 / Itália / 84 min / Direção: Mario Bava / Roteiro: Mario Bava, Filippo Ottoni, Giuseppe Zaccariello, Franco Barberi e Dardano Sacchetti (história) / Produção: Giuseppe Zaccariello /Elenco: Claudine Auger, Luigi Pistilli, Claudio Volonté, Anna M. Rosati, Chris Avram

Acho que para qualquer fã do gênero de terror, mais ainda para o “slasher“, “Banho de Sangue” de 1971 do diretor italiano Mario Bava, esse filme é essencial. Principalmente para quem é fã de “Sexta Feira 13“, toda a essência dos filmes do Jason ou dos “slashes” dos anos 80 como “Chamas da Vingança” e etc. Está nesse filme. O lance da câmera em primeira pessoa, o assassino misterioso e etc.  Novamente graças a Versátil que revive esses clássicos, podemos assistir essas perolas do cinema mundial.

Mas lembrando que estamos falando de Mario Bava é o mestre do macabro e não qualquer diretor americano ou menor. Bava tem uma direção sensacional para “Banho de Sangue“, primeiro por sua estética suave com cor claras, que ele escolheu muito bem já que ele é o diretor de fotografia também. E sua direção que é visceral, acertadas em vários pontos e o roteiro que apesar de lento em alguns pontos é incrível com um “plot-twist” genial. A história que fica por conta de Franco Barberi e Dardano Sacchetti, que é mais conhecido também por ter escrito vários filmes de terror italiano entre eles “Terror nas Trevas“, “O Gato de 9 Caudas” e “Zumbi 2“.

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Outro ponto que vale muito a pena destacar é a maquiagem e efeitos que são essências. Já que também temos outros dois grandes mestres como Franco Freda na maquiagem, ele que já colaborou com grandes diretores e Carlo Rambaldi que vai para os E.U.A e vai fazer só clássicos como “E.T.“, “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” e “Duna“. Muito do que vemos nos efeitos e maquiagem vai se repetir e êxtase em outras produções americanas e claro no primeiro “Sexta Feira – 13” que copiou fielmente todas as cenas de “Banho de Sangue“.

O interessante nessa filme também é como ele se destoa de outras produções de terror, porque invés de revelar o assassino no final, aqui ele prefere fazer tudo ao contrário. Então ele expandi tudo e mostra várias pessoas e logo ele faz uma analogia de insetos e pessoas. Porque as mortes podem não fazer sentido, mas é isso mesmo que ele quer. Já que sentimos como a vida humana é precária e também como o assassino consegue transitar entre ser a vitima ou culpado. A baia onde se passa o filme é uma matadouro e independente dos reais motivos que você tenha, não importa porque você vai morrer. E isso é muito bem explorado no filme todo.

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A história começa como outros filmes de Mario Bava, apresentando uma mansão e uma pessoa andando nela. A inspiração no expressionismo alemão é uma coisa que chama muita atenção em seus filmes. Nisso uma mulher anda pela sua casa, ela é cadeirante e como um sopro ela é morta. Mas em seguida é revelado seu assassino e o assassino é morto, realmente esses primeiros momentos é confuso. Mas tudo isso se resolve pelo ótimo roteiro que é mostrado mais adiante. Por isso é importante entender a analogia dos insetos para vermos como somos frágeis em todos os sentidos.

Aos poucos somos apresentados a vários personagens e também a um grupo de jovens que aparece no filme que é simplesmente para morrer. E isso é válido porque é cada morte incrível e bem coreografada. Mas voltando a história principal. Todos estão querendo a propriedade da Condessa Federica Donati (Isa Miranda), assim isso vai levar a uma guerra de interesses e todo mundo tem culpa no cartório. Aos poucos os verdadeiros motivos e culpados vão aparecendo e como tinha dito eles vão caindo como moscas, seja por mortes criativas ou simplesmente por vacilarem mesmo. Gostei muito de como o humor negro entra em cena para ressaltar a história do filme e também para fazer uma crítica a esse egoísmo desenfreado do ser humano. O nome original do filme é “Reazione a catena” e isso faz muito sentido porque realmente é só tirar uma peça que todos começam a se matar. No final descobrimos que a Condessa foi morta porque não queria vender sua propriedade e isso gira em torno de todos, porque todos os parentes querem aquilo para eles.

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Banho de Sangue” é um dos melhores trabalhos de Bava, simplesmente incrível e inovador. E vale lembrar que outros diretores beberam dessa fonte como Dario Argento, Lucio Fulci e os americanos como John Carpenter. Um filme que vale muito a pena ser assistido e é essencial para quem é fã de filmes de terror ou apenas um apreciador de um bom filme.

Nota: 

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Dog Soldiers – Cães de Caça (2002)

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2002 / Reino Unido, Luxemburgo, EUA / 105 min / Direção: Neil Marshall / Roteiro: Neil Marshall / Produção: David E. Allen, Christopher Flagg, Tom Reeve; Keith Bell, Brian O’Toole (Coprodutores); Caroline Waldron (Produtora Associada); Vic Bateman, Harmon Kaslow, Romain Schroeder (Produtores Executivos) / Elenco: Sean Pertwee, Kevin McKidd, Emma Cleasby, Lian Cunningham, Thomas Lockyer, Darren Morfitt

Acho que já está acostumado a ler o Terror Mania, sabe da minha paixão por filmes de lobisomens. E se fosse para montar um “top 5” de filmes desses monstros colocaria na lista “Um Lobisomem Americano em Londres“, “Gritos de Horror“, “Bala de Prata”  e dois dessa nova geração que é “Late Phases” que é simplesmente fantástico e “Dog Soldiers – Cães de Caça“.

Lembro a primeira vez que assisti a esse filme. E acreditem se quiser foi na Record! O canal do bispo passava coisas boas. Quando assiste sem saber do que se tratava e lembrando que cheguei um pouco atrasado então não vi a cena do começo onde um casal é atacado pelas criaturas e sim um pouco depois onde um cara está fugindo numa mata e é capturado pelo exercito. Então logo pensei que era um filme de guerra e tal. Mas nossa aos poucos fui vendo e me aprofundando e caralho que filme foda! Nem preciso dizer que ele entrou na minha lista de melhores filmes de  lobisomens e também nos melhores filmes de terror.

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Mas porque e “Dog Soldiers – Cães de Caça” é tão bom assim? Muito se deve a equipe que estava envolvida e também pelo diretor  e roteirista Neil Marshall que tirando o chapéu para ele é seu primeiro filme e já arrasa. E como estávamos no auge do CGI, o diretor optou por não usá-lo então o que vemos na maquiagem dos monstros é tudo feito a mão mesmo. E foi uma escolha bem feita. A produção por trás de tudo é simplesmente fantástica e temos a premiada designer Uli Simon que desenvolve as fantasias do filme, junto com Dave Bonneywell que fez a maquiagem e efeitos de produções fodas como “ O Enigma do Horizonte“, “O Filho de Chucky“, “Extermínio 2” e “O Guia do Mochileiro das Galáxias“. A ótima edição Neil Marshall é outro ponto que deixa o filme ágil e aterrorizante.

Uma coisa que é legal é o humor negro presente, as referencias a outros filmes e claro a própria cultura britânica que fica evidente no filme todo.  A história começa quando um grupo de militares vão fazer uma missão numa ilha na Escócia. E o que parecia um simples treinamento vira um massacre, já que coisas estranhas acontecem naquele lugar. E ninguém sabe o que é porque ninguém fica vivo para contar a história. Um outro grupo é mandado numa missão também, mas eles são mortos e só uma pessoa fica viva.

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Uma das melhores coisas de  “Dog Soldiers – Cães de Caça” é o seu gore e humor negro que é muito presente em “Evil Dead” uma das claras inspirações do diretor para realizar esse filme. Uma das cenas mais divertidas e nojentas também. É quando o sargento que é atacado e tem seu estomago rasgado para fora é levado até uma casa e no meio da tensão de lobisomens atacando por todos os lados, um cachorro que estava lá começa a puxar o estomago do sargento. Essa cena é tão surreal que realmente é fantástica e você fica com um misto de tudo, vontade rir e ao mesmo tempo uma nojeira só.

O clima claustrofóbico e as ideias que não dão certo em momento nenhum lembra “A Noite dos Mortos Vivos” e outro filme que é citado é “Zulu” de 1964. Onde um grupo de britânicos dentro da África é cercado pela tribo e tentam sobreviver. Vale tudo para estar vivo, desde sacrificar amigos ou até enfrentar um lobisomem na mão que isso fica por conta de Spoon (Darren Morfitt) que apesar de não ser o cara principal é o que mais marca no filme todo.

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Aos poucos vemos várias reviravoltas na trama que apesar de ser manjadas, não ligamos por conta do ritmo do filme e também pelas atuações que são bem legais e as vezes exageradas confesso, mas mesmo assim você releva, porque o filme é simplesmente sensacional. Nell Marshall dirigiu séries e fez um filme que está na Netflix que é bem legalzinho também que é “Tales of Halloween“. Digo para assistirem esses filmes de lobisomens que indiquei e se deliciar com essas licantropos que é simplesmente demais, principalmente “Dog Soldiers – Cães de Caça“.

Nota: 

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