Halloween – A Noite do Terror (1978)

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1978 / EUA / 91 min / Direção: John Carpenter / Roteiro: John Carpenter, Debra Hill /Produção: Debra Hill, John Carpenter (não creditado), Kool Marder (Produtor Associado), Irwin Yabians (Produtor Executivo), Moustapha Akkad (Produtor Executivo – não creditado) /Elenco: Donald Pleasence, Jamie Lee Curtis, Tony Moran, Chalres Cyphers

Dizem que o “slasher” moderno nasceu com “Halloween” e isso não é bem verdade. Outros filmes com a estrutura do slash já foram lançados antes dessa obra-prima de John Carpenter, só lembrar do “giallo” italiano. Mas se tem um filme que renovou esse estilo de cinema foi o próprio “Halloween“, só lembrar das caralhadas de filmes que vieram depois nas formas de continuação como Sexta-Feira 13, A Hora do Pesadelo e Pânico. E até produções mais recentes como a trilogia “Presos no Gelo” que é norueguês.

Uma coisa legal de “Halloween“, ou melhor, do próprio Carpenter é que ele mesmo fez a famosa trilha do filme. Além de claro produzir, dirigir e escrever. Lembrando que ele fez o filme apenas com 325,000 dólares e gerou um lucro de 4 milhões. Como eles não tinham dinheiro para contratar um figurinista os atores tiveram que trazer a roupa de casa para atuar. E claro o famoso caso da mascara de Michael Myers que foi reaproveitada sobre o molde da cara de William Shatner. E também outra coisa legal são aquelas famosas regras de filmes de terror como “Nunca faça sexo“, “Não use drogas” e também “Nunca vá a um lugar escuro e diga já volto“, certeza que você vai morrer.

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Quem já leu outras críticas minhas que tem algum filme do John Carpenter, sabe que pago muito pau para ele. Principalmente com a sua direção precisa e esclarecedora, coisa que vemos muito em seus outros filmes como a “trilogia do apocalipse” que vemos aquela piração que o diretor consegue encher e dar um foco em cada personagem e também seu roteiro que é maravilhoso. Principalmente esses das décadas de 70 e 80. Um coisa que o filme ainda mais memorável é como ele consegue montar essa estrutura na sua quarta produção. Então podemos ver aquele lance do voyeur, cada detalhe que ele aproveita para dar um ar de perigo e tensão, só lembrar das cenas onde Michael está parado na frente da escola ou quando ele para na frente de beco e fica encarando a personagem principal. Todos esses elementos quando visto várias vezes, são coisas que você vai pescando e vendo a genialidade do diretor.

Uma coisa que queria deixar mais para o final é a presença de Jamie Lee Curtis em seu primeiro filme. Ela que é filha de Janet Leigh (A Marion Crane de Psicose) e Tony Curtis. E depois vai fazer mais um filme que é “A Bruma Assassina” e depois viver da fama de “Halloween“. Lembrando que ela fez a parte 2, uma pontinha na parte 3 e estrelou aquela continuação horrível nos anos 90 que “Halloween H:20“. Mas claro que nada é pior que as refilmagens do Rob Zombie.

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A história é do filme é bem envolvente. Tudo começa em 1963, na cidade Haddonfield, Illinois. Essa é a famosa cena do plano sequencia em primeira pessoa. Onde vamos testemunhando assassinatos e depois numa incrível sequencia descobrimos que quem estava matando era um garoto de apenas 6 anos. Assim ele é trancafiado num sanatório e 15 anos depois no dia do Halloween ele volta para a cidade. E logo começa a perseguir Laurie Strode (Curtis), uma colegial. Ela fica com medo recorrente do assassino, principalmente quando ele aparece na escola olhando para ela ou quando ela está em seu quarto e de sua janela ela o vê olhando para ele.

Ao mesmo tempo em que tudo isso acontece, a policia já sabe que Michael Myers voltou para a cidade e assim junto com o seu psiquiatra Dr. Sam Loomis (Donald Pleasence), eles vão até o cemitério e descobrem que a lápide de Judith Myers (a irmã) foi roubada, e assim mais para frente descobrimos que Laurie é na verdade sua irmã. Quando a noite chega e Laurie tem que ficar de baba e temos aquela mitologia do “bicho papão” e começamos ver o terror pelos olhos de uma criança, fica tudo muito foda e isso só combina com a frase do Dr. Sam Loomis quando ele fala para o xerife da cidade: O Terror chegou na sua cidade, xerife.

Acho as cenas de perseguição e aquele terror claustrofóbico que Carpenter constrói, simplesmente genial e ainda mais quando não sabemos na verdade o que é o assassino. Nas primeiras cenas suas ações são simplesmente enigmáticas e agora no final fica ainda pior. A analogia que o filme faz com família e etc. É bem legal mesmo, ou melhor, aquele maniqueísmo puro que esses filmes trazem com as suas regras. Principalmente quando de um lado temos a Lauire que não fura nenhuma regra do filme e suas amigas morrem uma por uma e do outro lado que é Michael que simplesmente é uma força de matar, ele só quer isso. Não sabemos sua motivação e não sabemos quase nada dele. O final que John Carpenter deixa para o filme é um claro ponto para a continuação da parte 2 que tem um começo de filme bem interessante.

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Gosto muito de “Halloween” e gosto tanto que assisti todas as sua sequencias e até aquele coisa dolorosa que foi a parte 6 e claro os “remakes” de Rob Zombie como eu disse. Bom a prova das continuações é como os estúdios conseguem ser mais cruéis que os próprios “serial-killers“. Mas a primeira parte que é o original é simplesmente fantástica e ainda tem aquele fôlego dos anos 70 do John Carpenter que empolga e deixa tudo mais gostoso de assistir. E ainda apresenta aquele vilão que ia ser marcado para sempre na cultura POP e influenciar tantos filmes fodas de “slasher’s” nos anos seguintes. Realmente um filme que merece ser apreciado várias e várias vezes e esquecer as continuações e “remakes“.

Nota:  5 Caveiras

Baixe o filme com  legenda aqui

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