Thriller – Um Filme Cruel (1973)

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1973 / Suécia / 104 min / Direção: Bo Arne Vibenius / Roteiro: Bo Arne Vibenius /Produção: Bo Arne Vibenius / Elenco: Christina Lindberg, Heinz Hopf, Despina Tomazani, Per-Axel Arosenius, Solveig Anderson

Se tem um filme entre muitos que inspirou Tarantino a realizar “Kill Bill” foi “Thriller – Um Filme Cruel“. Primeiro porque temos todos os elementos que vão ser a base para essa obra como o gênero “rape and revenge“, onde basicamente a mulher se vinga do seu agressor que a tinha estuprado, assim isso fica evidente para que ele faça a base de toda a vingança de Beatrix KiddoA noiva” de “Kill Bill” que também virou um ícone da cultura POP.

Mas “Thriller – Um Filme Cruel” é um filme muito, mas muito pesado comparado a “Kill Bill“, principalmente onde temos uma menor viciada em heroína, prostituta e também torturada e caolha! O filme foi lançado na Suécia, mas logo foi proibida pelo seu conteúdo de sexo explicito e também muito coisa teve que ser cortada para que ele possa ser liberada para outros países. A produção que teve um “boom” junto com a onda do “sexploitation” que começou no final dos anos 60 e teve uma duração nos anos 70. Principalmente com a quebra de valores e o amor livre que se seguia no mundo. Então vários filmes foram lançados com essa temática um dos filmes mais famosos dessa época é Emmanuelle e depois outro que ficou mais famoso dentro dos estados unidos que foi “A Vingança de Jeniffer” e “Aniversário Macabro“, mas esse ultimo que foi um dos primeiros trabalhos de Wes Craven, tiramos a moça que foi abusada e colocamos a família que se vinga por ela.

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Bo Arne Vibenius que é o diretor desse filme trabalhou com Ingmar Bergman em outros dois como “Persona” e “A Hora do Lobo“. Nisso percebemos algumas coisas semelhantes na hora das filmagens como as câmeras e também o ritmo que sai do lento para o desenfreado sem tempo para um intervalo. “Thriller – Um Filme Cruel” tem um ar todo cult por conta do diretor e também pelo seu roteiro apelativo mas centrado na medida certa. A história do filme acompanha uma jovem camponesa chamada Frigga (Christina Lindberg) que sofreu um abuso na infância e por isso ela não fala. Um dia quando ela caminha pelos campos, ela conhece Tony (Heinz Hopf), que a convida para entrar no seu carro. Aceitando ela logo começa a viver um inferno, porque ele a sequestra e a vicia na heroína e também a deixa caolha como uma forma de vingança por não se comportar com um cliente.

Uma coisa interessante no filme é como a direção joga toda aquela perversão na nossa cara sem piedade mesmo, as cenas de sexo são reais mesmo como eu disse. O diretor contratou prostitutas para encenar as cenas. Quando Friggie perde olho,ela recebe o nome de “One Eye“, que vira também um dos nomes do filme. Quando procuramos o nome do filme aparece “The Revenge of One Eye“. Mas outros lance legal é sua vingança, porque primeiro ela descobre que seus pais se mataram depois que a filha desapareceu e a forma que o Bo Arne filma a morte dos pais é muito aterrorizante. Assim a caolha começa a planejar sua vingança contra seus clientes e contra o Tony. Nos seus dias de folga ela tem aulas e se especializa em cada coisa. Como karatê, aulas de direção defensiva e aulas de tiro.

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Assim depois que sua amiga Sally (Solveig Andersson) é assassinada por Tony. A caolha coloca em prática sua vingança. O interessante é que a direção muda muito a partir dai, e fica aquele lance mais experimental com a câmera principalmente e os diálogos também. Primeiro a caolha começa a matar os clientes que transavam com ela, as mortes em câmera lenta tem um ritmo todo experimental que confesso que é legal durante um tempo, mas simplesmente enche o saco depois e principalmente no final do filme que fica o tempo todo assim.

Como eu tinha dito “Thriller – Um Filme Cruel“, foi banido de vários países e também censurado em outros. A atriz Christina Lindberg que interpreta a caolha é o ponto alto do filme. Ela começou sua carreira aos 18 anos pousando nua para revistas europeias e depois veio para a America e claro estrelou vários filmes com essa estrutura sexual, erótica e também os “sexploitation“. Mas aqui nesse filme ela é um arraso em todo tempo de duração do filme, ela não fala nada e suas reações são as que mais conta o tempo todo.

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Vários filmes beberam da fonte dessa produção. Podemos pegar desde o aspecto da vingança como também das mulheres “badass” como a própria Sarah Connor, a noiva de Kill Bill e outras. “Thriller – Um Filme Cruel“, está na lista de produções mais polemicas de todos os tempos. O filme por várias vezes foi considerado “trash“, do lado negativo e pejorativo. Mas querendo ou não o filme é foda para caralho, um lance experimental que mostra aquele gore de primeira e também mostra aquela subversão das produções pós-censura dos anos 60. Uma obra-prima que merece ser e muito admirada.

Nota: 

Baixe o filme com  legenda aqui

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