O Dia dos Mortos (1985)

DAY OF THE DEAD - v6 - Silver Ferox Design

1985 / EUA / 103 min / Direção: George A. Romero / Roteiro: George A. Romero /Produção: Richard P. Rubinstein, David Ball (Coprodutor), Ed Lammi (Produtor Associado), Salah M. Hassanein (Produtor Executivo) / Elenco: Lori Cardille, Terry Alexander, Joseph Pilato, Jariath Conroy, Anthony Dileo Jr., Richard Liberty, Sherman Howard

“Dia dos Mortos” foi o primeiro filme que assisti do George Romero. Lembro bem da capa, onde Bub (Sherman Howard) está parado com aquele maquiagem de zumbi já em decomposição e aquelas fontes escritas “Dia dos Mortos“. Nossa até me arrepio quando me lembro. Alguns filmes te marcam por conta de situações que você passou. Lembro que meus pais foram viajar e deixaram eu e meu irmão na casa da minha vó quando éramos pequenos e aluguei o VHS desse excelente filme do Romero. Vi que na verdade não se tratava de um terror que “zoeira” como tinha assistido em “A Volta dos Mortos-Vivos” e falava de situações de uma sociedade.

Anos mais tarde quando aluguei novamente o filme agora em DVD entendi o que a obra do Romero dizia e principalmente quando você começa a interpretar suas produções e vemos que na verdade ele está fazendo uma analise da nossa sociedade e como está indo para os “caralhos” mesmo. Mas o que mais Romero deu para a nossa sociedade atual foi o conceito, ou melhor, reinventou o conceito de zumbis. Aquelas pessoas contaminadas que andam devagar mas não se cansam e sempre procuram carne humana e também uma coisa que gosto muito dos filmes dele é como sempre ele coloca uma sensação de conforto pelos zumbis andarem devagar, mas na verdade é só uma falsa sensação. Aquelas coisas não são mais humanas e só querem comer. Isso serviu para influenciar a cultura POP em geral. Só ver as dezenas de filmes de zumbis que saíram depois como quadrinhos, séries, videogames, músicas (Michael Jackson) e etc.

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Uma coisa interessante que vemos é a diferença também na maquiagem e o comportamento dos zumbis entre “O Despertar Dos Mortos” de 1978 e o “Dia dos Mortos” de 1985. Desde que saiu no mundo esse conceito do zumbi do Romero, os italianos adoraram os filmes de terror americanos e assim inventavam seu próprio conceito do macabro. É só assistir filmes como “Demons“, “Alien – O Monstro Assassino” e claro o melhor que é “Zombie 2” do querido Lucio Fulci. Aquele conceito do zumbi decrépito, faltando parte do corpo e necrosado, serviu para deixar os zumbis mais temidos ainda nos filmes do Romero.

Se pegar todos os filmes do Romero vemos que aos poucos vamos percebendo que a hecatombe zumbi é mundial. Até chegar em seu filme mias “recente” que é “Terra dos Mortos“, onde os mortos-vivos dominaram o mundo todo. Mas nessa produção a humanidade também está perdida, mas não sabemos a distancia desse “perdido” assim só sabemos que na verdade poucas pessoas sobreviveram e uma delas é que temos o ponto de vista, vive num forte debaixo da terra onde alguns militares comandam com mão-de-ferro e os cientistas tentam ajudar a melhorar a humanidade ou tentar fazer voltar as coisas ao normal. Nisso acompanhamos a médica Sarah (Lori Cardille) que sendo a única mulher naquele “banker” tem que bater de frente com os militares. Principalmente com o capitão Rhodes (Joseph Pilato), que se mostra uma pessoa autoritária quase um ditador.

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O interessante nesse filme e diferente dos outros do Romero é como se mostra o que a humanidade pode faze quando não se tem mais regras ou a conduta social foi para o saco mesmo. Então eles estão o tempo todo na linha da barbárie dentro daquele lugar. Aos poucos vamos percebendo que o inevitável acontece. O responsável pelos médicos é Dr. Logan (Richard Liberty) que é mais conhecido pela acunha de Dr. Frankenstein. Assim é pelo meio deles que percebemos que os zumbis estão evoluindo para um estágio de inteligência e também é o doutor que vai profetizar o fim de Rhodes. Os filmes do Romero são muito detalhistas com os diálogos, já que é ele mesmo que escreve então ele consegue unir tudo num universo só.

Aos poucos vemos que os planos para salvar a humanidade vai para o ralo, muito pelo próprio egoísmo humano como também pelo ego. Assim os milicos começam a matar os cientistas e quando Bub vê que o Dr. Frankenstein está morto ele começa uma vingança pessoal contra Rhodes . Assim os zumbis entram dentro do quartel e o caos se estoura e assim o gore também fica a solta. Que é uma das melhores coisas do filme aquele final com os militares morrendo. Gregory Nicotero que foi o responsável pela maquiagem da um show como também fazendo os efeitos da maquiagem no longa.

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Dia dos Mortos” não foi um sucesso como seus outros filmes. A crítica arrasou o filme e muito disso foi por culpa dos zumbis estarem caindo como um gênero mais de comédia do que terror. É só lembrar como eu tinha dito do clipe “Thriller” de Michael Jackson e “A Volta dos Mortos-Vivos” do diretor Dan O’Bannon que contava com a história do ex-parceiro de Romero, John A. Russo. Assim o filme não agradou em nada e serviu para deixar George Romero uns bons anos no ostracismo. Assim ele só voltou a usar o tema de zumbis em 2005 como famigerado “Terra dos Mortos“. E muito por conta dos filmes do Edgar Wright como “Todo Mundo Quase Morto” e o “remake” de “Madrugada dos Mortos” que ficou por conta do Zack “visionário” Snyder. Mas claro que toda essa galera nova ai tem que agradecer e muito a George Romero que foi um pai para esses novos diretores.

Nota: 

Baixe o filme com  legenda aqui

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