Grito de Horror (1981)

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1981 / EUA / 91 min / Direção: Joe Dante / Roteiro: John Sayles, Terence H. Wikness (baseado no livro de Gary Brandner) / Produção: Jack Conrad e Michael Finnel, Rob Bottin (Produtor Associado), Daniel H. Blatt e Steven A. Lane (Produtores Executivos) / Elenco:Dee Wallace, Patrick Macnee, Dennis Dugan, Christopher Stone, Elisabeth Brooks, Dick Miller

Rapaz, se tem uma coisa dentro dos filmes de terror que eu goste são filmes de lobisomens. Simplesmente adoro essa mitologia do homem de dia e besta a noite. Não é só por ser do interior e tentar procurar lobisomem a noite quando criança ou também crescer ouvindo essas histórias. Mas adoro ver ou rever os filmes e ver a maquiagem ou até o CGI como ficou. Enfim sou um grande fã desses monstros.

Mas um que gosto bastante é “Grito de Horror” do Joe Dante e também suas continuações que é simplesmente genial. Uma coisa melhor que a outra. O filme foi escrito por John Sayles que foi também roteirista de “Piranhas“, “Mercenários das Galáxias” e “O Jacaré Assassino” e também conta com a mão no roteiro de Terence H. Winkless que dirigiu vários episódios de “Power Rangers” nos anos 90.

O começo do filme é bem pesado até, na trama acompanhamos a repórter Karen White (Dee Wallace) onde ela está participando de uma armadilha da policia para capturar um assassino. Assim ela marca de se encontrar o maníaco numa loja pornográfica, daquelas bem “underground” mesmo. Mas quando ela encontra o sujeito ela é atacada por ele.  Assim ela fica traumatizada pelo ocorrido e começa a ter uns sonhos bem loucos com tudo aquilo.

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Quando ela começa a fazer terapia para lidar com esse problema seu terapeuta indica para ela ir a um lugar onde ele coordenar e assim ela vai saber falar com as pessoas que passaram por algum tipo de trauma. Assim ela decide ir junto com o marido Bill (Christopher Stone), o lugar é um bosque numa ilha (lugar bem estranho na verdade). E logo ela conhece a população daquele lugar e seu marido Bill conhece Marsha Quist (Elisabeth Brooks) uma espécie de bruxa do local, onde seduz o marido de Karen.

O legal do filme é como ele desconstrói o mito do lobisomem, principalmente quando os amigos de Karen começa a investigar a fundo o maníaco e os leva ao assunto de lobisomens e também a uma loja onde eles descobrem esse mito dos lobisomens e assim eles descobrem também que os monstros podem se transformar na hora que quiser e tem consciência dos seus atos. Como eu disse que gosto de observar as maquiagens dos monstros e tal. Nesse eles chamaram Rob Bottin que foi responsável pela maquiagem e efeitos de “Enigma de Outro Mundo” e aqui ele simplesmente extrapola os limites da realidade ao construir um monstro medonho e realmente assustador. A ideia de deixar eles mais “Humanos” no quesito de serem bípedes com a aparecia de lobos e aquelas garras e presas. Realmente assustou e foi base para ideias de outros filmes de lobisomens como “Lua Negra, “Bala de Prata” ou até o mais recente “Lates Phases” que lembra muito esse filme do Joe Dante.

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Aos poucos Bill fica mais envolvido em Marsha que cai nas suas tentações e ele se vê transformando numa fera também. Assim Karen já descobrindo a verdade sobre aqueles local tentar fugir mas é capturada e é colocada numa espécie de tribunal onde ela percebe que vai morrer a qualquer momento. Mas quando ela consegue fugir e coloco isso entre aspas. Ela se transforma num monstro e afim de revela a verdade em rede nacional ela se transformar num lobisomem também. O jeito que fizeram a maquiagem dela ficou ótimo porque lembra um “Poodle” meio bombado é muito engraçado. Mas claro que ninguém acredita nela e todos da cidade pensam que aquilo não passa de produção do jornal.

Lembrando que os anos 80 foi palco para um monte de filmes de lobisomens. Seja pelo próprio “Um Lobisomem Americano em Londres“, “A Hora do Espanto 2“, “Bala de Prata“, “A Companhia dos Lobos” e depois claro as continuações de “Grito de Horror” que como disse é uma coisa maravilhosa. Mas a partir dos anos 2000 pouca coisa boa foi feita com o tema de lobisomens. O ultimo que vale a pena mesmo como eu tinha dito antes é “Late Phases” que vale a pena ver e agora é esperar para ver se é lançado algo bom com esses monstros que tanto gosto.

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Nota: 

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Brinquedo Assassino (1988)

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 1988 / EUA / 87 min / Direção: Tom Holland / Roteiro: Don Mancini, John Lafia, Tom Holland / Produção: David Kirschner, Lauro Moskowitz ((Produtora Associada), Elliot Geisinger (Co-Produtor Executivo), Barrie M. Osborne (Produtor Executivo) / Elenco:Catherine Hicks, Chris Sarandon, Alex Vincent, Brad Dourif

Acho que um dos filmes que mais as pessoas da minha geração viram, ou seja, final dos anos 80 e começo dos 90 seja “Chucky” ou “Brinquedo Assassino“. Quem nunca assistiu no SBT tarde da noite o filme ou viu na locadora aquela capa de um brinquedo com um olhar psicótico fazendo algo? Lembro que foi o primeiro filme que levei na casa de uma amiga (tinha 10) e o pai dela falou para tirar porque depois ele não ia conseguir dormir por conta da filha que ia ter pesadelos. O pior que foi a parte 2 que tinha alugado. Hoje esse filme não assusta em nada, talvez pelas horríveis sequencias, mas nossa o primeiro filme é muito bem feito. Roteiro, elenco, efeitos a direção do Tom Holland está excelente.

Mas claro que bonecos ou brinquedos e etc. Assusta e é um tema pesado na infância principalmente quando vamos lembrando do boneco do fofão que tinha um punhal dentro dele ou até a história da boneca da Xuxa que queria tomar o corpo de uma menina (Olha o Charles Lee Ray fazendo história ai), mas enfim bonecos assustam para caramba. Lembrando as dezenas de filmes que veio depois com a levada de Chucky como “Bonecas Diabólicas“, “Dolls“, “Mestre dos Brinquedos“, “A Vingança de Pinóquio” e é claro o meu favorito que é “Master Puppets vs Demonic Toys“.

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Enfim “Brinquedo Assassino” é um sucesso em seu lançamento e ainda trouxe novamente esse elemento sobrenatural para as histórias de terror que ia alimentar os filmes de terror dos anos 90. O filme queria invocar tanto o medo nas pessoas e também surfar na onde de outras produções do gênero que um dos slogans do filme era esse: “Quando as pessoas têm pesadelos, sonham com Freddy, mas quando Freddy tem pesadelos, sonha com Chucky.” Incrível né?

A história que foi escrita por Don Mancini que escreveu o roteiro de todos os filmes da série. Usou elementos legais para dar vida a sua história. Tudo começa quando um famoso assassino/assaltante está fugindo da policia e ele vai parar numa loja de brinquedo. Charles (Brad Dourif, que também é o dublador do boneco) entra em conflito com a policia e assim ele é morto, mas um pouco antes de morrer ele faz um vodu muito loco, no qual passa sua alma para o boneco. Quem estava na loja e começou a perseguir Charles e vê que algo está errado é Mike Norris (Chris Sarandon).

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Ao mesmo tempo temos vemos a história de uma família no qual Andy (Alex Vincent) que é um menino que vive com a mãe solteira em Chicago. Ele gosta muito de um programa que passa na televisão que chama “Good Guys” e assim como está chegando seu aniversário ele pede para a sua mãe Karen (Katherine Hicks), mas como esse boneco é caro para caramba ela diz que não vai comprar. Mas quando ela chega no trabalho sua amiga fala que tem um mendigo que tem um “cara legal” atrás da loja onde trabalha vendendo. Assim ela decide comprar. Mas por acaso é o boneco possuído pela alma de Charles Lee Ray.

Uma coisa que é legal é como “Brinquedo Assassino” segue a mesma linha de outro filme do diretor que é “A Hora do Espanto” onde temos o personagem principal que presencia o sobrenatural e ninguém acredita nele. É a mesma coisa nesse filme onde Andy  é a principal vitima, no caso ele some de casa, começa a mudar o palavreado e também pessoas perto dele começam a morrer. Assim ele é internado e jura que Chucky está vivo. O legal do filme é isso porque as coisas começam a se complicar tanto para o boneco quanto para a criança e ao mesmo tempo é um caçada contra o tempo para que a mãe de Andy e o policial consiga deter Chucky.

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Acho que uma das partes mais legais do filme é seu final quando finalmente temos o confronto esperado e a verdade é revelada e assim o brinquedo quer matar Karen e finalmente possuir Andy. Mas claro nada sai como planejado então ele é queimado e é simplesmente genial os efeitos que fizeram e também como o filme funciona, ou melhor, o medo de você acreditar que um boneco está te perseguindo e você consegue ficar com medo daquilo.

O filme foi muito lucrativo, ele custou só 9 milhões de dólares e faturou 33 milhões apenas nos Estados Unidos. Isso foi a porteira para as continuações onde saiu 7 filmes da franquia onde o ultimo “A Maldição de Chucky” e agora vai sair o “remake” que está prometido. As continuações foram bombas mas daquelas pesadas das “trasheiras“. Principalmente com a “Noiva de Chucky” que é engraçado se pensar só como um filme de comédia, mas mesmo assim desastroso. Tom Holland que é um diretor que gosto muito foi muito esperto em tirar seu nome dessas bombas desastrosas. E claro os filmes seguintes seguiram o que Holland tinha construído. Assistam as continuações por curiosidades, mas já fiquem sabendo que são filmes bem ruins mesmo e fique com o primeiro filme no coração porque ele é bem foda mesmo.

Nota: 

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O Dia dos Mortos (1985)

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1985 / EUA / 103 min / Direção: George A. Romero / Roteiro: George A. Romero /Produção: Richard P. Rubinstein, David Ball (Coprodutor), Ed Lammi (Produtor Associado), Salah M. Hassanein (Produtor Executivo) / Elenco: Lori Cardille, Terry Alexander, Joseph Pilato, Jariath Conroy, Anthony Dileo Jr., Richard Liberty, Sherman Howard

“Dia dos Mortos” foi o primeiro filme que assisti do George Romero. Lembro bem da capa, onde Bub (Sherman Howard) está parado com aquele maquiagem de zumbi já em decomposição e aquelas fontes escritas “Dia dos Mortos“. Nossa até me arrepio quando me lembro. Alguns filmes te marcam por conta de situações que você passou. Lembro que meus pais foram viajar e deixaram eu e meu irmão na casa da minha vó quando éramos pequenos e aluguei o VHS desse excelente filme do Romero. Vi que na verdade não se tratava de um terror que “zoeira” como tinha assistido em “A Volta dos Mortos-Vivos” e falava de situações de uma sociedade.

Anos mais tarde quando aluguei novamente o filme agora em DVD entendi o que a obra do Romero dizia e principalmente quando você começa a interpretar suas produções e vemos que na verdade ele está fazendo uma analise da nossa sociedade e como está indo para os “caralhos” mesmo. Mas o que mais Romero deu para a nossa sociedade atual foi o conceito, ou melhor, reinventou o conceito de zumbis. Aquelas pessoas contaminadas que andam devagar mas não se cansam e sempre procuram carne humana e também uma coisa que gosto muito dos filmes dele é como sempre ele coloca uma sensação de conforto pelos zumbis andarem devagar, mas na verdade é só uma falsa sensação. Aquelas coisas não são mais humanas e só querem comer. Isso serviu para influenciar a cultura POP em geral. Só ver as dezenas de filmes de zumbis que saíram depois como quadrinhos, séries, videogames, músicas (Michael Jackson) e etc.

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Uma coisa interessante que vemos é a diferença também na maquiagem e o comportamento dos zumbis entre “O Despertar Dos Mortos” de 1978 e o “Dia dos Mortos” de 1985. Desde que saiu no mundo esse conceito do zumbi do Romero, os italianos adoraram os filmes de terror americanos e assim inventavam seu próprio conceito do macabro. É só assistir filmes como “Demons“, “Alien – O Monstro Assassino” e claro o melhor que é “Zombie 2” do querido Lucio Fulci. Aquele conceito do zumbi decrépito, faltando parte do corpo e necrosado, serviu para deixar os zumbis mais temidos ainda nos filmes do Romero.

Se pegar todos os filmes do Romero vemos que aos poucos vamos percebendo que a hecatombe zumbi é mundial. Até chegar em seu filme mias “recente” que é “Terra dos Mortos“, onde os mortos-vivos dominaram o mundo todo. Mas nessa produção a humanidade também está perdida, mas não sabemos a distancia desse “perdido” assim só sabemos que na verdade poucas pessoas sobreviveram e uma delas é que temos o ponto de vista, vive num forte debaixo da terra onde alguns militares comandam com mão-de-ferro e os cientistas tentam ajudar a melhorar a humanidade ou tentar fazer voltar as coisas ao normal. Nisso acompanhamos a médica Sarah (Lori Cardille) que sendo a única mulher naquele “banker” tem que bater de frente com os militares. Principalmente com o capitão Rhodes (Joseph Pilato), que se mostra uma pessoa autoritária quase um ditador.

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O interessante nesse filme e diferente dos outros do Romero é como se mostra o que a humanidade pode faze quando não se tem mais regras ou a conduta social foi para o saco mesmo. Então eles estão o tempo todo na linha da barbárie dentro daquele lugar. Aos poucos vamos percebendo que o inevitável acontece. O responsável pelos médicos é Dr. Logan (Richard Liberty) que é mais conhecido pela acunha de Dr. Frankenstein. Assim é pelo meio deles que percebemos que os zumbis estão evoluindo para um estágio de inteligência e também é o doutor que vai profetizar o fim de Rhodes. Os filmes do Romero são muito detalhistas com os diálogos, já que é ele mesmo que escreve então ele consegue unir tudo num universo só.

Aos poucos vemos que os planos para salvar a humanidade vai para o ralo, muito pelo próprio egoísmo humano como também pelo ego. Assim os milicos começam a matar os cientistas e quando Bub vê que o Dr. Frankenstein está morto ele começa uma vingança pessoal contra Rhodes . Assim os zumbis entram dentro do quartel e o caos se estoura e assim o gore também fica a solta. Que é uma das melhores coisas do filme aquele final com os militares morrendo. Gregory Nicotero que foi o responsável pela maquiagem da um show como também fazendo os efeitos da maquiagem no longa.

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Dia dos Mortos” não foi um sucesso como seus outros filmes. A crítica arrasou o filme e muito disso foi por culpa dos zumbis estarem caindo como um gênero mais de comédia do que terror. É só lembrar como eu tinha dito do clipe “Thriller” de Michael Jackson e “A Volta dos Mortos-Vivos” do diretor Dan O’Bannon que contava com a história do ex-parceiro de Romero, John A. Russo. Assim o filme não agradou em nada e serviu para deixar George Romero uns bons anos no ostracismo. Assim ele só voltou a usar o tema de zumbis em 2005 como famigerado “Terra dos Mortos“. E muito por conta dos filmes do Edgar Wright como “Todo Mundo Quase Morto” e o “remake” de “Madrugada dos Mortos” que ficou por conta do Zack “visionário” Snyder. Mas claro que toda essa galera nova ai tem que agradecer e muito a George Romero que foi um pai para esses novos diretores.

Nota: 

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O Enigma de Outro Mundo (1982)

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1982 / EUA / 109 min / Direção: John Carpenter / Roteiro: Bill Lancaster (baseado na história de John W. Campbell Jr.) / Produção: Davis Foster e Lawrence Truman, Stuart Cohen (Co-Produtor), Larry J. Franco (Produtor Associado), Wilbur Stark (Produtor Executivo) / Elenco: Kurt Russel, Wilford Brimley, T.K. Carter, David Clennon, Keith David

Acho que um dos diretores mais competentes e geniais que existem  são poucos e podemos contar nos dedos quem podemos analisar seus filmes como produção, atores, roteiros e dizer “nossa esse cara é simplesmente foda” e um desses poucos é John Carpenter que se destaca facilmente no cinema de terror como no cinema no geral. Responsável por vários filmes geniais como “Halloween“, “A Bruma Assassina“, “Assalto ao 13º distrito” ou até o mais aventura que é “Os Aventureiros do Bairro Perdido” e também o “Eles Vivem” que é um filme tão crítico que é “atemporal” em qualquer tempo ele é atual.

Mas um dos meus filmes favoritos de Carpenter fora “Halloween” é o incrível “O Enigma de Outro Mundo“, que faz parte da “trilogia do apocalipse” onde ele monta um cenário apocalíptico não para a população em geral. Mas sim para os seus personagens que conseguem frear a situação de caos total. Tirando claro “A Beira da Loucura” que ai sim é o caos total. Mas a trilogia é formada por “O Enigma de Outro Mundo“, “O Príncipe das Sombras” e “A Beira da Loucura“.

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Carpenter enfrentou vários problemas para o lançamento de “O Enigma de Outro Mundo” como o orçamento que foi grande e depois que ele foi um fracasso de bilheteria. Nos anos 80 e até parte dos 90 os filmes de horror espacial, mudou de forma a ser apresentado. Então semanas antes do lançamento de John Carpenter aos cinemas o filme de Steven SpielbergE.T – O Extraterrestre” tinha lançado e claro conquistado famílias, adultos, crianças e a crítica. Não tirando o mérito de “E.T” que também é um filme foda e fez muito para a ficção cientifica também. Mas infelizmente o filme de Carpenter caiu no ostracismo e ninguém queria ver um “alien” malvado. Mas graças aos “home-videos” e depois com internet e etc. O filme de John Carpenter ficou “cult” e consagrado de certa forma.

O filme que foi todo produzido num lugar gelado no ártico conta com uma fotografia maravilhosa Dean Cundey que foi responsável pela direção de fotografia de “Halloween” também como clássicos que vai de “Jurassic Park” até “Apollo 13“. Fora também os efeitos especiais Rob Bottin que dispensa comentários como outra pessoa também que dispensa que é o próprio Ennio Morricone.  A história começa já mostrando o cenário onde vai ser ambientado aquela história de horror. Um lugar inóspito e gelado. Porque mesmo com espaços grande os sentimento de clausura é enorme também. Assim no meio daquela paisagem vemos um cachorro correndo pela neve e um helicóptero atrás dele.

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O clima de suspense criado por Carpenter é genial como também a forma como vamos aos poucos conhecendo os personagens também. Porque o “plot” do filme é saber em quem você pode confiar, ou melhor, quem você não pode confiar. Assim vemos aos poucos o mistério sendo aberto. O personagem principal é R.J. (Kurt Russel) que consegue colocar um olhar de mistério naquilo tudo, mas ao mesmo tempo temos a equipe de ciências dentro daquele lugar, as coisas ficam mistas entre a fantasia e o concreto. Então tudo que acontece tem uma explicação lógica. E assim aquele medo pode ficar real a qualquer momento. A temática da confiança coloca no roteiro, ou melhor, montada no roteiro pelo Bill Lancaster é uma excelente comparação com o comunismo como o caso da confiança, que aquela pessoa que você está vendo na verdade não é ela. Ou até o lance da AIDS com o teste do sangue.  Mas mesmo assim a representação é consequência da ressaca dos anos 70 que os americanos enfrentavam com a destruição do estilo de confiança no governo, vizinhos e etc.

Gosto muito do desenrolar do filme, mas principalmente nas partes finais quando vemos que não tem mais jeito para sair vivo daquilo que estamos vendo. Assim aos poucos vemos que ninguém é de confiança. Principalmente na tensa parte onde a um teste de sangue para saber quem é o monstro na verdade. E mais ainda eles percebem que se o alienígena sair vivo daquilo ele pode matar a população da terra em pouco tempo. Assim eles não deixam que “A Coisa” saia vivo da base. O final é clássico e funcionou para um monte de filmes que viam depois e até um episódio especial de “Arquivo X

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O Enigma de Outro Mundo” é mais uma prova da longa filmografia de Carpenter que mostra a pessoa talentosa que ele é. Fora a produção que ele faz com os seus filmes, roteiro e a trilha sonora que ele mesmo faz para os seus filmes. Ele é simplesmente genial e assim é visto pela sua filmografia depois com excelente filmes como o próprio “Christine – O Carro Assassino” que é lançado um ano depois que “O Enigma de Outro Mundo” é exibido. Mas enfim um excelente diretor e genioso de todas as formas possíveis que merece ser visto e apreciando toda a sua filmografia.

Nota:  5 Caveiras

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Os Estranhos (2008)

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2008 / EUA / 88 min / Direção: Bryan Bertino / Roteiro: Bryan Bertino / Produção: Doug Davison, Nathan Kahane, Roy Lee; Thomas J. Busch (Coprodutor); Joseph Drake, Marc D. Evans, Kelli Konop, Trevor Macy, Sonny Mallhi (Produtores Executivos) / Elenco: Scott Speedman, Liv Tyler, Gemma Ward, Kip Weeks, Laura Margolis, Glenn Howerton

Os Estranhos” é um dos filmes que mais gostei nessa “nova onda ” de filmes de terror. É o típico filme que você não da nada e se surpreende bastante pelo seu teor temático. Ele é dirigido e roteirizado por Bryan Bertino (Perseguidos pela Morte), o legal é como ele foi vendido como uma história “baseada em fatos reais“, mas no melhor estilo “O Massacre da Serra Elétrica” ele é falso. Mas na verdade o diretor se inspirou no culto da família Mason! Que causou um pânico monstruoso nos californianos dos anos 60. Já que os assassinos entravam no nada na casa das vitimas e a matavam. Visto pela Sharon Tate que estava grávida do filho do Roman Polaski e foi morta friamente pela família Mason.

Com uma história muito simples na verdade esse filme da muito arrepio. Principalmente se você esta sozinho ou se você tem uma certa fobia social, mas realmente essa ideia de pessoas invadido a sua casa sem um real motivo é de arrepiar. Lembra bastante o “Violência Gratuita” do Michael Haneke, que pega essa ideia de uma violência “não justificada” aparentemente, ou melhor, no bom português “tacar o puteiro” mesmo.

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O diretor soube construir muito bem o filme com um suspense visceral, que começa do nada e vai aumentando e sem deixar tempo para o espectador ter esperanças que as vitimas vão conseguir sair vivos daquilo. Tudo começa quando James (Scott Speedman) está saindo de um casamento com a sua namorada Kristen (Liv Tyler) e ele tenta pedir ela me casamento também, mas assim vão até a casa de campo dos seus pais. Mas chegando lá eles brigam e se separam. Assim ele vai embora e ela fica.

Como eu disse Bryan Bertino consegue nos transportar para o meio daquela casa de campo, assim o suspense de não sabermos nos localizar quando os assassinos começam sua empreitada para transformar a vida do casal num inferno começa. Aquilo tudo fica tão real, que os medos não transforma ninguém numa maquia de matar, como o “Você é o Próximo” que também é muito foda, mas bem forçado. Então aquela situação fica real em vários sentidos. Os assassinos também que não tiram as mascaras que é um recuso muito bem utilizado, que serve para não termos empatia com os personagens, ou seja, não ver ele como humanos funciona perfeitamente então o tempo todos vemos um cara de máscara branca que lembra aqueles capuzes da KKK, uma mulher com uma máscara Betty Boop e outra com cara de boneca, eles não tiram o filme todo.

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A partir disso que temos os personagens apresentados e também o ambiente. Começa aquela perseguição pela sobrevivência. Aos poucos vemos que eles não tem muita saída para sair vivo da casa. O filme não foge muito de thrillers que já estamos acostumados. Então vemos aquele jogo psicológico de sobrevivência, torturas e etc. Mas o que muda aqui é como encaramos aquilo tudo. Como o diretor coloca uma situação incomum de não sabermos o que aqueles assassinos aparentemente querem, não sabemos também que atitudes eles vão tomar.

Gosto muito do jeito que o diretor lida com a direção usando vários recursos de câmeras para deixar o espectador mais tenso com as cenas e claro o roteiro que é maravilhoso. Os Estranhos também teve uma bilheteria satisfatória já que ele custou 8 milhões de dólares e lucrou 82,3 milhões no mundo todo. Recentemente foi divulgado que talvez saia a segunda parte do filme. Que não vejo muito sentido disso acontecer na verdade. Mas o jeito é esperar para ver o que vai acontecer e também ver os próximos filmes do Bryan Bertino já que ele só lançou 3 até agora.

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Nota: 

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Viagem Maldita (2006)

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2006 / EUA, França / 107 min / Direção: Alexandre Aja / Roteiro: Alexandre Aja, Grégory Levasseur / Produção: Wes Craven, Samy Layani, Peter Locke e Marianne Maddalena, Cody Zwieg (Produtor Associado), Frank Hildebrand (Produtor Executivo) / Elenco: Aaron Stanford, Kathleen Quinlan, Vanessa Shaw, Emilie de Ravin, Dan Byrd

Eu tinha escrito que na critica de “A Noite dos Mortos-Vivos” de 1990 que poucos “remakes” conseguem se aproveitar  alguma coisa ou dar uma nova visão a um filme já datado, e fiz uma lista de “remakes” bons. Um dos primeiros filmes que me lembro bem de ter alugado na escola ainda (lá se uns 10 anos) foi o “Viagem Maldita” do diretor Frances Alexandre Aja que dirigiu o “Piranha 3D” que adoro bastante esse filme e também outro que foi escachado pela crítica que é o “Amaldiçoado” que é outro que tenho um carinho especial por esse filme e claro o “Alta Tensão” que ele fez na França ainda.

Foi graças ao “Alta Tensão” que ele foi convidado por ninguém menos que Wes Craven para dirigir seu consagrado filme “Quadrilha de Sádicos” e já digo que ele consegue ser bem mais legal que o original. Como eu tinha dito alguns “remakes” conseguem dar uma nova cara para o filme e foi isso que Aja fez ao assumir a direção e roteiro. Deixou o filme com um ar mais tenso, o suspense é espetacular e sem falar nas cenas de gore que estão de parabéns. A história é praticamente a mesma com uma família viajando pelas estradas até chegar a Califórnia.  Mas eles pegam um desvio que foi dado por um dono de posto e são levados a uma cilada, ou melhor, um matadouro.

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Mas as comparações com o filme para ai porque depois o filme vai tornando mais sombrio e bem mais pesado.  Aja que escreveu o roteiro junto com o seu parceiro Grégory Levasseur, conseguiu deixar mais sutil algumas coisas e isso o deixou bem mais “hardcore”. Principalmente com insinuações de estupro que eles deixaram mais sutil e toda a bagagem de mostrar como eles não estão enfrentando pessoas e sim animais em certos pontos. O que fica diferente do original do Craven. O começo do filme já da uma introdução do que vai acontecer, porque tudo se passa como eu tinha dito no deserto e aquelas regiões ficaram famosas pelos testes atômicos. Visto o Hulk que foi criado nessas famosas explosões testes.

Mas como eu tinha dito, o filme apresenta a família Carter. Eles são surpreendidos no deserto quando sofrem um acidente, assim o patriarca Big Bob (Ted Levine) decide voltar para o posto de gasolina para buscar ajuda. É interessante como o diretor do filme coloca o ponto de vista sempre masculino no enredo, aquele ar de americanos como sempre ter o diretor a usar uma arma e a fé em Deus e claro o homem no centro de tudo. Então são os homens que tomam as decisões e deixa aquele núcleo a mercê da vontade do patriarca. E o único que não tem a mesma voz do Bob que é um democrata o seu genro Doug (Aaron Stanford), assim a família que é composta por três mulheres ficam sentados enquanto eles vão buscar ajuda. Assim várias coisas acontecem. Mas o mais interessante é com as mulheres, o irmão que fica para proteger elas Bobby (Dan Byrd) que é um banana (da uma raiva dele).

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Como eu tinha dito o filme todo vemos as coisas como uma cilada, o que aproxima a trama bastante com o original. Então a cena que é mais tensa deixa  a Irma mais velha morta que nessa parte o roteiro foi sensacional ao deixar tudo pesado com a morte da mulher e a mãe que também morre de forma brutal e ainda eles sequestram o bebe do casal. É tudo para você pegar raiva do pessoal do das montanhas. O que não gostei muito foi o papel menor que deram para o Júpiter (Billy Drago), lembrando a importância dele no original de Craven.

Viagem Maldita”é um excelente exemplo “remake”, porque pega tudo que tinha dito no começo alem de atualizar o filme ele consegue dar uma cara nova a uma história também muito bem realizada. Fora a produção do filme que é excelente o diretor Aja acertou em tudo. Fora a maquiagem que ficou por conta do Greg Nicotero que fez uma caralhada de filmes fodas e também foi diretor de alguns episódios da ultima temporada de “Walking Dead”. A produção de Craven está excelente e você percebe a liberdade criativa que ele deixou para Aja trabalhar no roteiro e direção. Um excelente trabalho e também excelente filme / “remake” (deem mais chance para remakes bons)

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Nota: 

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Poultrygeist: A Noite dos Frangos Mortos (2006)

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2006 / USA / 103 min / Direção: Lloyd Kaufman / Roteiro: Daniel Bova, Gabriel Friedman, Lloyd Kaufman Produção: Andy Deemer, Michael Herz, Lloyd Kaufman, Pat Swinney Kaufman, Kiel Walker / Elenco Jason Yachanin, Kate Graham, Allyson Sereboff, Robin Watkins

Se tem um estúdio americano que gosto muito é a “Troma“, simplesmente adoro todos os filmes deles. “Vingador Tóxico”, “O Monstro do Armário“, “Tromeo e Julieta“, “Redneck Zombies” e “Return to Nuke ‘Em High“. Acho que desde criança na verdade, lembrando que a maioria teve contato com o “Monstro do Armário” que foi uma produção dos estúdios da “Troma” e depois veio o clássico “Vingador Tóxico” que é um filme sensacional e obrigatório para qualquer fã de cinema.

Os estúdios do Lloyd Kaufman que é o faz tudo da “Troma” sempre teve problemas com orçamento, até chegou a declarar falência, mas com a ajuda de fãs eles puderam se reerguer. Lembrando também que todos os filmes estão de graça no Youtube em seu canal. Que é uma coisa sensacional! Mas o que é mais legal em seus filmes é a repetição de “coisas” como o erotismo (peitinhos), o gore extremo e a nojeira como vômitos e etc.

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Mas em “Poultrygeist” que sim é uma alusão a “Poltergeist” do Tobe Hopper é uma brincadeira porque a história do “fast-food” se passa quando ele é construído em cima de uma tribo indígena a “TromaHawk“. A história começa quando Arbie (Jason Yachanin) está com a sua namorada do colégio Wendy (Kate Graham) no antigo cemitério. Os dois estão conversando e ele confessa que não vai para a faculdade porque precisa tomar conta dos seus pais “retardados” as histórias da “Troma” sempre são de mal gosto, principalmente nesse ponto de piadas politicamente incorretas.  Assim eles começam a transar e coisas estranhas acontece. Principalmente quando mãos aparecem do chão e começam a passar a mão no corpo dos dois, até a principal parte onde um dedo entra no rabo de Arbie (essa cena simplesmente é maravilhosa). Mas o amorzinho gostoso dos dois é atrapalhado quando um maluco com um machado não mão aparece se masturbando.

Depois de um tempo Arbie volta ao mesmo local onde agora foi construído uma lanchonete “American Chicken Bunker“.” Poultrygeist: A Noite dos Frangos Mortos” vai usar de forma crítica para falar de assuntos polêmicos como as redes de “fast-food” estão acabando com os americanos e os engordando e também sobre a economia do tipo como vale tudo pelo dinheiro ou até como essas empresas são instituições venenos no mercado global. Mas na ACB (American Chicken Bunker)  está acontecendo um protesto contra a matança de animais e quando Arbie chega ele logo encontra Wendy que virou uma lésbica e namora Micki (Allyson Sereboff). Vale lembrar que o filme é um musical e a todo momento os atores param para cantar e é cada canção mais bizarra que outra.

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Irritado com a atitude da ex-namorada, Arbie começa a trabalhar na ACB assim ele conhece a fauna dos funcionários. Como a uma muçulmana a Hamas (Rose Ghavami), o mexicano Jose Paco Bell (Khalid Rivera)  e o caipira Carl Jr. (Caleb Emerson). Essa fauna de trabalhadores é simplesmente ótimo porque é cada piada errada que sai desse lugar. Mas nem tudo são flores dentro da ACB, a maldição da tribo indígena pega fogo quando os cliente começam a virar zumbis galinhas! E é claro que muita nojeira vem por ai.

Esse é um dos meus filmes favoritos da “Troma”que investiu quase tudo para lançar essa perola. Com um orçamento de 450,000 mil dólares, Lloyd Kaufman e seu sócio Michael Herz investiram tudo que tinham na produção de “Poultrygeist: A Noite dos Frangos Mortos” que dentro dos estúdios “Troma” é uma coisa normal se você acompanhar as entrevistas. Usando de vários voluntários  para fazer o filme, ele é um sucesso. Nesse aspecto o estúdio sempre foi assim e fez coisas incríveis em todos esses anos. Apesar de ser o mais aclamado, infelizmente é o menos conhecido. Mas esse filme é para ficar de olho e prestigiar sempre que tiver a oportunidade porque sinceramente é algo incrível.

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Nota:  5 Caveiras

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