Alguém Me Vigia (1978)

Watching-11

1978 / EUA / 96 min / Direção: John Carpenter / Roteiro: John Carpenter / Produção: Anna Cottle, Robert Kobritz, Warner Bros., NBC / Elenco: Lauren Hutton, David Birney, Adrienne Barbeau, Charles Cyphers, Grainger Hines, John Mahon

Os anos 70  e 80 foi um ano maravilhoso para o terror. Além de conhecermos filmes como “O Exorcista“, “Halloween” ou “Alien- O Oitavo Passageiro“. Abriu porta para grandes diretores, e um dele é claro John Carpenter. Que merece ser reconhecido como um mestre da sétima arte. Fazendo filmes simplesmente fodas como “O Enigma do Outro Mundo“, “A Bruma Assassina” ou até um que para mim é espetacular que é “Os Aventureiros do Bairro Perdido“, que é um misto bem legal da aventura com o terror e elementos místicos.

Mas “Alguém Me Vigia” que foi feito para a televisão, ou melhor, foi pensando para fazer no cinema, já que percebemos nisso no roteiro foi prejudicado pela ação do filme. Explico isso vendo a filmografia de Carpenter, a ação e o espaço são coisas fundamentais no cinema dele. Mas aqui, apesar de termos isso no qual sabiamente Carpenter trabalha com isso e transforma cada parte do apartamento, onde se passa a maioria das cenas em um elemento de tensão. É impossível você não assistir esse filme e não fazer uma comparação a “Janela Indiscreta” de Alfred Hitchcok.

nNvY0ZASCq07E5hRsL2kuFmEwsB

O problema é que como o filme foi pensado para a televisão e claramente vemos que o olhar do diretor é exclusivo para o cinema, toda hora temos a quebra da ação e assim “Alguém Me Vigia”, fica uma coisa monótona e com  um ritmo estranho que beira a “chatice” na verdade. Mas claro que estamos falando de John Carpenter, um diretor que não fica na normalidade, com o seu olhar único ele consegue tirar grandes momentos do filme. Mesmo com o seu orçamento claramente limitado. O gozado que o filme foi feito na época de “Halloween” onde mandaria ele de vez para o sucesso. Os momentos únicos do suspense e também como o diretor constrói cada peça do quebra cabeça é uma coisa sensacional.

A história como disse é bem parecida com “Janela Indiscreta“, claro que nas suas devidas proporções. Acompanhamos a história de Leigh Michaels (Lauren Hutton) uma mulher que se muda de Nova Iorque para Los Angeles. Carpenter sempre trabalhou com mulheres fortes, tirando claro quando ele trabalhava com Kurt Russel no qual participou das duas partes de “Fuga de Nova Iorque” e depois a de Los Angeles. A partir disso vemos que Leigh que é produtora de televisão, começa a se acomodar dentro da cidade. Mas ao mesmo tempo que estamos dentro do apartamento dela ficamos com uma sensação de insegurança. O cenário foi muito bem pensado, porque como vemos que o “plot” do filme todo se trata de um “stalker” que sempre persegue moças e as leva ao limite, como percebemos no começo do filme.

FI9Qo2fcrZOucf_1_a

Assim Leigh, trabalha e quando chega em casa recebe sempre presentes estranhos, cartas e telefones bizarros de madrugada. No começo ela acha que se trata de brincadeiras, mas quando a perseguição começa a ser levado para fora do apartamento ou seja aquelas coisas de cartas e presentes, viram perseguições mesmo ela começa a ficar paranoica. Assim aos poucos o filme vira um jogo de “gato e rato“. Mas como disse a quebra continua da ação deixa a produção arrastada, essa quebra continua da ação e Carpenter preparando o suspense toda hora, onde claramente vemos que vai demorar para ser revelado algo. Fica uma coisa previsível e boba de certa maneira.

Como tinha dito no começo, o que salva claramente a produção e o filme todo é dedo de Carpenter. Certamente ele teve uma parcela de controle na produção e assim vemos em momentos exatos onde ele pode jogar tudo na cara do espectador. Como na cena referencia “A Janela Indiscreta” onde Leigh invade o apartamento de um suspeito e vemos que Sophie (Adrienne Barbeau) a monitora de longe usando um “walk-talk” referencia clara a James Stewart e Grace Kelly. E também outra cena muito bem feita que é puro “hitchcockiano” é a cena onde Leigh finalmente confronta seu “stalker” é levada até a sacada do apartamento e uma briga se inicia lá, que novamente vemos a influencia do mestre do suspense que leva a filmes memoráveis como “Intriga Internacional” e “Um Corpo que Cai“, principalmente quando Carpenter faz um efeito muito foda que lembra aquelas vertigens do James Stewart.

somebody3

Em geral “Alguém Me Vigia” é um filme bom, que naquilo que está disposto consegue entregar. Mas claro que o suspense como elemento principal fica muito prejudico pelo claro baixo orçamento e também os atores não ajudam. Mas como tinha dito se não tivesse o dedo do John Carpenter tudo iria realmente para o brejo. Mas como um dos primeiros filmes de sua carreira é interessante fazer essa analise. Vale como titulo de curiosidade.

Nota: 

Baixe o filme com  legenda aqui

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s