The Blackcoat’s Daughter (2015)

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2015 / E.U.A / 1h 33 min / Direção: Oz Perkins / Roteiro: Oz Perkins /Produção Chris Armogida, Bryan Bertino, Adrienne Biddle, Carissa Buffel, Sarah Deline, Arianne Fraser, Alphonse Ghossein, Kevin Matusow, Robert Menzies, Rob Paris / Elenco: Emma Roberts, Kiernan Shipka, Lauren Holly, Lucy Boynton, James Remar

Bom não é segredo para ninguém que uma das minhas maiores influencias para criar o Terror Mania, foi o site 101 Horror Movies. Adoro o site do Marcos Brolia! E uma das melhores coisas que o site produz é o “Horroview“. São dicas de filmes novos, e vi muita coisa nova por conta dos videos e também esse nova safra “indie horror movies“, se pode falar assim. Pela quantidade de filmes novos que sai de horror é bom ter que ajuda você a separar o joio do trigo.

Mas nessa jogada eu assisti ao filme “The Blackcoat’s Daughter” ou ” February” mas acredito que vocês encontrem o filme por esse dois nomes. Uma coisa curiosa é que ele é dirigido por Oz Perkins! Sim o filho de Antonhy Perkins, o nosso querido filhinho da mamãe Norman Bates. Oz escreve, produz e dirigi esse thriller, que toma de assalto pelo suspense que ele consegue se transformar e também como o filme consegue ser natural em alguns aspectos, como não precisar utilizar explicações para o espectador entender o que está acontecendo.

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Outra coisa que simplesmente é sensacional é a sua fotografia que fica por conta de Julie Kirkwood, confesso que só assisti um filme em que ela é diretora de foto, que é o desconhecido e maravilhoso “Hello I Must Be Going” de 2012. Um filme indie, totalmente desconhecido. Mas voltando a fotografia de “The Blackcoat’s Daughter” a escolha das cores frias combina muito com o cenário sombrio e também pelo tom de abandono das meninas que ficam no internato. E o legal que as cores quentes como o laranja e o vermelho, em todo momento coloca aquele perigo iminente. Coisa que já vimos em “O Iluminado” do Kubrick ou “O Sexto Sentindo” do Shyamalan.

A história é meio confusa no começo, deixando várias coisas jogadas o que é realmente uma aposta arriscada que o diretor coloca no filme, mas não consegue prender muito a atenção do publico. Aos poucos vamos percebendo algumas coisas como que a história se passa num internato católico e para meninas. E elas vão entrar em férias e no feriado apenas duas meninas ficam lá, uma que está esperando seus pais. Kiernan Shipka, a Sally de Mad Men. É legal ver uma atriz que você viu crescer praticamente e agora arrasa como atriz. Ela está simplesmente genial no filme. Outra atriz que compensa por sua beleza e também por uma representação over que cai como uma luva é Lucy Boynton. No meio disso tudo, a história se divide e vemos que temos uma outra garota que é Joan (Emma Roberts).

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Mas calma, essa confusão toda é explicada aos poucos e vemos isso se desenrolar muito bem ao longo do filme todo. Primeiro vemos que Kat (Shipka) é uma menina muito estranha em alguns aspectos. Ela sempre está sozinha o tempo todo e passa muito tempo com o padre da escola. E também numa apresentação que ela vai se apresentar os pais dela faltam, aos poucos vemos coisas erradas. Numa cena onde Kat está com Rose (Boynton)  no escritório do diretor. As duas ficam na escola, Kat porque seus pais se atrasam para pegar ela e Rose que decide ficar para resolver algumas coisas, que mais para frente sabemos que ela está grávida. Na verdade já sabemos pelo conteúdo da conversa que vemos ela com as amigas quando a personagem é apresentada. Na verdade nenhum mistério. O legal é como as coisas se invertem ao longo do filme. A Rose começa a ser a protagonista do filme e Kat a menina misteriosa simplesmente some aos poucos na produção.

Enquanto isso o Joan (Roberts) é uma guria que descobrimos que ela foge de um hospital e tem um passado estranho que sabemos por “flash-backs“.  A história começa a ficar mais envolvente dentro da escola na verdade e quando vemos que coisas estranhas acontecem com Kat e a sua fisionomia começa a ficar pesada e todo o ambiente fica estranho, uma mudança de ares pesados e claro que a direção de Oz Perkins e a excelente fotografia de Julie Kirkwood colabora para o crescimento do suspense e desse thriller, simplesmente genial. A fotografia certeira e também a ótima atuação das atrizes deixa “The Blackcoat’s Daughter” num “top 10” de melhores filmes do ano fácil!

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Claro que não vou contar o filme todo, principalmente com seu final arrebatador e as descobertas que fazemos ao longo da história. Mas é para roer as unhas e também se ligar nas mensagens que o filme da, principalmente no seu final no qual tive que voltar umas duas vezes para entende-lo. Um bom filme que merece ser visto e entendido, apesar de suas pequenas escorregadas de roteiro.

Nota: 

Abaixe o filme com legenda aqui.

 

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2 pensamentos sobre “The Blackcoat’s Daughter (2015)

  1. Cara asssiti o filme e gostei bastante. Gostaria de saber o q vc entendeu do final.
    Vou assistir de novo pra perceber coisas novas.
    Gostei do site e dos seus comentários.

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