Morte no Lago (2013)

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2013/ Canadá / 1h 31 min / Direção: Peter Wellington / Roteiro: Jeremy Boxen / Produção: Paul Gross e Frank Siracusa / Elenco: Malin Åkerman, Tyler Labine, Dan Petronijevic, Lucy Punch, Sabrina Grdevich,Jonathan Crombie, Kenneth Welsh, Benjamin Ayres

Ultimamente não tenho tido tempo para escrever no blog ou até assistir algum filme. O nome disso se chama “ULTIMO ANO DA FACULDADE“. Mas pois bem, aproveitando o feriado acordei meio cedo e assisti algo que estava na minha lista da Netflix. Confesso que sempre gosto de ser surpreendido com algum filme desconhecido que aparece no catálogo deles, isso pode se confirmar com a ótima trilogia “Presos no Gelo“.

Morte no Lago, que foi recém adicionado no catálogo segue uma formula muito legal. Uma comédia de erros, com humor negro e um “thriller” muito legal. Claro que tem várias coisas que prejudicam o filme, mas mesmo assim consegue ser uma produção tranquila para assistir e se divertir. Gosto muito do elenco principal formado pelo Tyler Labine que é aquele tipo de ator que você gosta por ser ele mesmo, lembrando que ele fez um filme muito foda que é “Tucker & Dale vs Evil” e claro a belíssima sueca Malin Akerman que recentemente fez o terrir “The Final Girl“.

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O filme é dirigido por Peter Wellington que é mais diretor de séries do que filmes e escrito por Jeremy Boxen que também trabalha mais com seriados do que no cinema. Como estava dizendo o humor negro que o filme carrega é bem legal e gostoso de assistir para você realmente sofrer com os personagens quando eles tentam escapar de um assassinato. Tudo começa quando o pau mandado Todd Chipowski (Labine) vai para o lago para pedir sua namorada em casamento e no meio dessa viagem já percebemos a personalidade de cada pessoa. Cammie (Akerman) é uma controladora, o legal é como vemos a personalidade dos dois se aflorando aos poucos ao longo do filme.

Quando o casal finalmente chega na casa do lago que é da família de Todd. O seu irmão preguiçoso chega junto e começa a enfrentar e também a brigar sem parar, as provocações são constantes. Mas quando Todd conversa com Salinger (Dan Petronijevic) vazar da casa, que ele queria um final de semana romântico com sua namorada. As coisas se complicam e num ataque de fúria ele mata o irmão. Gostei de como o roteiro sai do “convencional” nesse momento e começamos a ver que o casal gosta daquela matança e como o problema deles começa ficar maior ainda. Uma verdade bola de neve

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Mais pessoas começam a ser mortas como a namorada de Salinger e o seu amigo. O humor negro e também os constrangimentos ficam cada vez mais fortes e claro as expressões deles ficam cada vez mais preocupantes quando a policia tenta descobrir a verdade. Gostei de como o tom do filme aponta para uma comédia de erros igual a “Fargo“. Claro que não nas mesmas proporções. Porque no terceiro ato o filme se perde e muito.

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O final de “Morte no Lago” é aquele final tipico que você não esperava e esperava também ao mesmo tempo. Realmente não sei explicar, só sentir. Mas é de explodir a cabeça. O diretor Peter Wellington conseguiu fazer uma boa obra com essa produção. Escolha de elenco legal, os atores entraram fácil no personagem e tal. E também o roteiro foi bem trabalhando no primeiro momento, mas como disse escorregou bastante no seu fechamento. Mas é um excelente filme para você assistir bem de boa e sem preocupações.

Nota: 

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Chocolate (2008)

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2008/ Tailândia / 110 min / Direção: Prachya Pinkaew / Roteiro: Chookiat Sakveerakul e Nepali / Produção: Prachya Pinkaew e Sukanya Vongsthapat/ Elenco: Yanin Vismitananda, Hiroshi Abe, Pongpat Wachirabunjong

O Oriente sempre nós proporcionou os melhores filmes de ação e pancadaria desde Bruce Lee, Jackie Chan e Jet Lee. O Ocidente tentou criar esses heróis da pancadaria e conseguiu com Chuck Norris e Steven Seagal. Mas comparar Bruce Lee com Steven Seagal além de ser uma grande ofensa a esse que foi um dos maiores lutadores que o mundo e o cinema já viu, séria também ofender as artes marciais em si.

Quentin Tarantino é um dos maiores fãs dos “filmes B” orientais desde seu primeiro filme “Amor à queima roupa” que ele presta uma homenagem no roteiro colocando uma cena do filme “O Lutador de Rua” com Sonny Chiba até seu mais querido e consagrado filme “Kill Bill” que faz uma homenagem aos seus filmes favoritos de artes marciais como os de western que fica mais forte em “Django” que é uma homenagem ao western spaghetti.

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Em Chocolate o experiente diretor Prachya Pinkaew de filmes como “Ong-Bak”, “O Protetor” e “Elefante Branco”; Dirigi esse excelente longa-metragem que mostra uma criança autista que passa seus dias comendo chocolate e vendo filmes de kung-Fu. Até ai seria uma história interessante, mas entra novamente a criatividade do roteirista em dar vida a historia que envolve os personagens. Ele começa abordando a vida de Zin (Ammara Siriphong) uma espécie de “faz-tudo” da máfia tailandesa que se apaixona por um chefão da yakusa (máfia japonesa), Masashi (Hiroshi Abe). Eles vivem um romance proibido e desse romance nasce Zen (JeeJa Yanin). Zin foge e cria sua filha sozinha, mas desde cedo ela apresenta problemas e que mais para frente fica claro que é o autismo, aos poucos Zen apresenta certas habilidades como uma audição apurada e uma incrível memória para repetir as cenas de seus filmes de luta favoritos.

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Ao longo da trama sua mãe adoece e seu amigo/primo Moon (Taphon Phopwandee) toma conta de Zen, ele descobre que certas pessoas devem dinheiro para Zin e eles vão cobrar essas pessoas que são comerciantes envolvidos com a máfia, os comerciantes se recusam a pagar e isso provoca a fúria de Zen que em cada cena mostra sua habilidade na luta.

As cenas de luta são incríveis. Melhor ainda quando no final do filme mostra o “making of” e aparece como as cenas foram feitas e sem dubles que só realça a perfeição em cada cena.

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Chocolate é um filme muito bom que só realça a ótima qualidade dos cinemas orientais.

Nota: 

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O Cemitério Maldito (1989)

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1989 / EUA / 103 min / Direção: Mary Lambert / Roteiro: Stephen King (baseado em seu livro) / Produção: Richard P. Rubinstein; Mitchell Galin (Co-produtor); Ralph S. Singleton (Produtor Associado); Tim Zinnermann (Produtor Executivo) / Elenco: Dale Midkiff, Denise Crosby, Fred Gwyne, Brad Greenquist, Miko Hughes

Lembro quando eu via a capa assustadora de “Cemitério Maldito” nas locadoras. Aquele VHS sinistro com uma criança e um bisturi em mãos. Simplesmente era apavorador para uma criança de 10 anos. Mas lembro bem que a primeira vez que eu assisti ao filme, foi por causa dos “Ramones“. Sabia que eles tinham um música que fazia muito sucesso que se chamava “Pet Semetary“. Mas será que era por conta do filme? E fiquei bobo quando descobri que era sim! E quando finalmente aluguei o DVD agora em 2003. Grata foi a surpresa que o filme não se tratava de um horror total e sim um puta de um drama.

Quem escreve o roteiro é o próprio Stephen King. Sabemos que ele é velho de guerra em escrever seus próprios roteiros por conta da treta que teve com o Stanley Kubrick. Mas nesse filme ele teve aquela velha coisa que também estamos acostumado em seus livros. No começo temos um grande suspense que vai crescendo e tal, mas dai ele se perde em seu final. Claro que não é todo livro ou filme que acontece isso como o próprio “O Nevoeiro” que é um final desesperador e muito foda. Ou próprio “A Hora do Lobisomem” que já tinha dito aqui no blog.

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A direção fica por conta de Mary Lambert. Acho que a escolha de colocar uma mulher na direção foi acertada, porque ela soube colocar em cheio algumas situações e deixar em detalhe alguns sentimentos que não ficam explícitos. E essa carga dramática que a produção carrega, ao falar de perdas e também escolhas, ficou muito bem resolvida. O que se perde e muito é o terceiro ato onde tudo fica muito corrido e temos uma tentativa de levar o filme para uma escolha pífia para um terror mais escachado que não fica legal com o que estávamos vendo nos outros atos.

Tudo começa quando vemos uma família se mudando para a beira de estrada. O doutor Louis (Dale Midkiff) é o novo médico da faculdade local e assim sua família vai para esse lugar. Acho já errado você ter crianças pequenas e morar num local aberto onde facilmente crianças podem correr para estrada. Mas quem sou eu para julgar né? Rachel (Denise Crosby) é sua mulher e junto temos a filha do casal Ellie (Blaze Berdahl) e Cage (Blaze Berdahl), as crianças dão um show de interpretação. E claro para completar como todo filme dos anos 80, precisamos do velho que explica os perigos da região. Essa parte ficou com Jud que é interpretado por Fred Gwynne, o Hermann de “A Família Monstro”, que da um show de atuação também.

O legal do filme é como vemos as coisas acontecerem com a família e como eles se relacionam ao falar de coisas como a morte ou também recomeço. E King gosta muito de falar de segredos em seus filmes. E temos isso com Ellie, quando ela conta de sua irmã que tinha problemas de saúde e assim foi um alivio para ela morrer. Esses segredos e também o não enfrentamento de certos assuntos é o que vai levar essa família para a ruína. Aos poucos vemos que a região também tem seus segredos. Quando Jud leva a família Creed para um passeio, eles conhecem o cemitério de animais. A palavra “Semetary” está escrita errada e percebemos que foi crianças que escreveu essa palavra. Achei legal essa parte porque vemos um enfreamento que passamos ao lidar com a morte e aceitação que nada é para sempre.

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Temos uma passagem de tempo no filme e logo a família vai se acostumando ao local onde moram. Assim quando Ellie e as crianças vão passar o dia de ação de graças com os pais dela. Louis decide ficar e numa manha Jud liga para ele e avisa que o gato de sua filha foi atropelado. Antes sabemos que a um perigo além do “cemitério de animais“, quando um fantasma que Louis tentou salvar em vida, volta e tenta ajudar ele dizendo para ele não ir no cemitério indígena. Mas claro que ele não houve isso e vai com Jud até o local e enterra o gato e assim o bicho volta.

Várias coisas acontecem e fazem que a sanidade do próprio Louis seja colocado em cheque, principalmente quando Cage é atropelado (olha o que disse sobre segurança) e assim ele decide enterrar o filho no “CEMITÉRIO MALDITO“. Mesmo quando Jud o alerta sobre esses perigos e ele diz que certas coisas é melhor “continuar morto” ele ignora e enterra o garoto. Mas aquilo não é o filho dele e sim um criatura do inferno? Um zumbi? realmente não sabemos. Quando finalmente chegamos na parte final, acontece o que disse o filme se perde e muito. O guri que volta dos mortos e vira uma maquina assassina fica estranho e também  a condução do filme fica muito fora da realidade proposta até ali. E assim ele mata o velho Jud, que é uma morte legal e depois sua mãe. E uma coisa que realmente não entendo é como uma criança de 6 anos consegue carregar uma mulher adulta até o sótão e fazer uma corda para enforcar ela. Essas coisas que podem parecer pequena, mas não são. Fodem e muito o filme e também o deixa como mais um filme bobo de terror.

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Cemitério Maldito tem seus erros e claro se perde muito no seu final bobo e infantil. Mas mesmo assim é uma puta de um filme, os primeiros atos do filme comprova isso e também a escolha do elenco que foi uma sacada muito importante para condução da trama e também sentirmos uma empatia pelo casal e as crianças realmente mandaram bem. King e Lambert mandaram bem em quase tudo no filme. E não é atoa que ele é um dos principais filmes que logo fazemos uma ligação quando falamos de Stephen King e Ramones. E isso engrandece e muito essa obra.

Nota: 

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Assassinato em Gosford Park (2001)

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2001 / ING / 82 min / Direção: Robert Altman / Roteiro: Julian Fellowes , Robert Altman e Bob Balaban / Produção: Robert Altman e Bob Balaban / Elenco: Maggie Smith, Ryan Philippe, Michael Gambon, Kristin Scott Thomas, Camilla Rutherford, Bob Balaban

Robert Altman talvez seja considerado um dos melhores diretores americanos de todos os tempos. E não é atoa; Com um alto grau impecável que apresenta em seus filmes. Ele influenciou também um dos melhores diretores dessa nova geração que é Paul Thomas Anderson, que fica bem claro essa referencia artística em sua obra prima que é “Magnólia”.

Assassinato em Gosford Park” que foi lançado em 2001 pode ter um titulo errado, já que ele se vende como um filme policial, parecendo bem alguma obra de “Agatha Cristie”, no contexto de que sempre no final do livro ela nos surpreende e nos tira da linha de raciocino que tínhamos montado ao longo do livro todo. Com a ideia e produção de Altman com ajuda de Bob Balaban (Simplesmente Alice, Desconstruindo Harry e Moonrise Kingdon), o filme é na verdade um drama muito bem resolvido em si. É incrível como Altman usa os planos para construir os detalhes do filme, além de planos sequências e os planos detalhes, ele usa o espaço do cenário para construir uma ideia de insegurança e medo.

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O filme é todo focado na aristocracia inglesa dos anos 30, antes do começo da segunda guerra mundial. Num final de semana um rico dono de empresas chama alguns amigos para caçar em sua mansão no interior. Aos poucos quando os hospedes vão chegando e seus criados também, se têm uma separação de classes. É bacana como ele mostra que na parte da “criadagem” temos mais histórias, personagens mais desenvolvidos e mais ação também, do que na parte da alta sociedade, onde tudo era escondido e o rigor e os bons modos os impediam de cometer certos deslizes na vida.

Com um elenco quase todo inglês, Altman aproveita isso para aplicar os conceitos de comportamento da época e também para mostrar o humor negro e o sarcasmo comum em séries e filmes ingleses.

William McCordle (Michael Gambon) o anfitrião, é o moinho daquilo tudo, ele que faz girar os principais interesses dos seus hospedes, seja pelo passado, presente ou o futuro. E quando ele convida seus “amigos” para passar o final de semana naquela pequena sociedade, ela é apresentada com máscaras, ou melhor, camadas e nas intimidades deles, eles vão se revelando a verdadeira “persona” de cada um, até o desfecho final que é a morte de William. Mas como eu disse isso não é o importante na trama. O filme pode ter sido vendido assim, mas ele é mais profundo do que um simples jogo de detetives. Visto pela cena em que o detetive Thompson (Stephen Fry) investiga e abordam alguns suspeitos, as cenas são cômicas e quase sem importância para a cena, porque o que queremos ver na verdade são as relações daquelas pessoas e até os motivos, apesar de que Altman já nos apresenta nos primeiros minutos do filme tudo que queremos saber.

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Outra coisa que é genial no filme e enriquece ainda mais a trama é que sempre que vemos ou testemunhamos alguma coisa, sempre estamos na companhia de alguém, então não descobrimos nada sozinho. Quando citei que Altman cria um clima de medo e mistério no cenário, é quando vamos para parte de baixo da casa onde fica os empregados e ação é divida, ele constrói o mistério desde a primeira cena, de um mordomo que fica parado atrás de uma pilastra e ação continua e o vemos ainda parado lá e depois ele sai de cena de uma forma suspeita, ou como são apresentadas as armas do crime, quando a câmera faz um plano sequencia e passa perto de um veneno ele faz por várias vezes um plano detalhe e se segue a trama. E isso é apresentado em vários objetos como facas, armas e etc… Tudo que poderia a ser um motivo para o crime.

As tramas paralelas também são muito eficientes e divide o filme, de um lado temos os criados que tem como uma ação principal ser só os ouvidos da alta sociedade, já que eles não interferem em assuntos de cima. Helen Mirren interpretada a “chefa” das criadas uma mulher fria, sabe se posicionar naquele mundo e ao mesmo tempo fica em choque com a chegada de outro criado que é interpretado por Clive Owen. A história dos dois é um drama que vai crescendo até chegar num momento ideal em que é resolvido tudo, inclusive o verdadeiro motivo da morte de William. Já que ele foi envenenado e esfaqueado. A trama da sociedade é uma crítica a própria aristocracia, já o que influenciou a trama foi o dinheiro e o fato do filho de William o matar. Essa cena da revelação é numa cena muito bem detalhada e sutil, já que o pai ia parar de dar dinheiro para ele, então o diretor da algumas dicas e deixa para você interpretar o resto.

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A literatura é mais explicita no filme que vira uma linguagem polifônica, onde se tem um texto introduzido dentro de outro texto. “Assassinato em Gosford Park” é uma obra-prima do mistério querendo ou não, e até do drama já que ele consegue ser sutil e ao mesmo tempo revelador dentro de algumas cenas. Não cabe a nos decifrar o mistério já que Altman muda isso nos minutos finais do filme, somos apenas mais um quebra-cabeça dentro daquele mundo regrado, metódico e elitista. Somos os ouvidos daquela sociedade como os criados eram, um mistério que nunca vai se resolver ou chegar aos ouvidos da sociedade que prisma mais o conforto do que a verdade.

Nota: 

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Deu a Louca nos Monstros (1987)

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1987 / EUA / 82 min / Direção: Fred Dekker / Roteiro: Shane Black e Fred Dekker  / Produção: Keith Barish, Rob Cohen, Peter Hyams, Neil A. Machlis e Jonathan A. Zimbert / Elenco: Andre Gower, Robby Kiger, Stephen Macht, Duncan Regehr, Tom Noonan, Brent Chalem, Ryan Lambert, Ashley Bank, Michael Faustino, Mary Ellen Trainor e Leonardo Cimino   

Deu a Louca nos Monstros talvez seja o filme mais genial dos anos 80. Claro com uma cacetada de outros filmes. Mas esse filme reúne tudo que uma criança gosta como “Goonies” e “Monstros“. O diretor Fred Dekker foi muito feliz na realização desse filme. Primeiro por mostrar como eu disse um coisa legal que é a junção num elenco “Goonies”, onde temos crianças ao meio daquele ambiente fantasioso, mas ao mesmo tempo muito sério e também pelos monstros.

Inicialmente era para o filme ter ficado somente no VHS, mas graças a repercussão do publico ao meio do filme. Ele foi lançado para os cinemas e assim ele se tornou um clássico cult. Para quem não se lembra, ele passava direto na “Sessão da Tarde” e isso queria dizer alguma coisa. A maquiagem do filme que é uma coisa a parte e muito bem feita, ficou por conta de Stan Winston que foi nada mais e nada menos do que o responsável pela maquiagem e efeitos de “O Enigma do Outro Mundo“, “O Exterminador do Futuro” e “Inteligência Artificial“.

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O roteiro foi escrito por Dekker que tinha realizado em 1986 o excelente e mega foda “A Noite dos Arrepios” que é um puta de um filme “sci-fi” que mistura elementos de terror. E já é crítica aqui no “Terror Mania“. Mas em “Deu a Louca nos Monstros” ele escreveu com Shane Black que é o mesmo diretor de “Homem de Ferro 3” e roteirista da quadrilogia “Maquina Mortífera” e também do subestimado “O Ultimo Grande Herói“.

A história por mais simples que seja, consegue invocar um estado de alegria, colocando assim e também de emoção ao vermos as crianças dos anos 80 e a comparação das de hoje. O filme começa quando Van Hellsing está na Transilvânia caçando o poderoso Drácula (Duncan Regehr). O famoso matador de monstros consegue capturar os monstros e assim os aprisionam. Mas passando séculos. Estamos nos E.U.A dos anos 80 e assim temos alguns garotos que tem um “clube de monstros” e conhecemos a cabeça da turma. Sean (Andre Gower) sabe tudo sobre monstros, terror e fantasias. O filme faz referência a um monte de coisas como a camiseta que ele usa com os dizeres “Stephen King Rules” e também quando ele tenta ver um filme de terror que é uma clara referencia a “Sexta Feira13“, quando pensamos que o assassino está morto mas ele volta no outro filme.

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Todos esses elementos enriquecem a trama o deixando mais gostoso de assistir.  Quando Drácula chega para colocar o caos, ele convoca novamente os monstros clássicos da universal. Assim temos a “Múmia“, “O Lobisomem“, “Frankstein” e claro “O Monstro do Lago Negro“. Aos poucos vemos que a cidade vai virando um caos, principalmente quando Drácula tenta recuperar um artefato que vai dar poderes ilimitados. Únicos que podem deter os planos deles são os meninos. E assim temos aquela fauna dos anos 80. O garoto que só pensa em mulheres Patrick (Robby Kiger), o gordinho Horace (Brent Chalem) e o valentão carinhoso que é Rudy (Ryan Lambert). Assim temos aquela fauna que vão se unir para caçar e frustrar os planos dos monstros.

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Os pontos legais do filme como abordei é a nostalgia ao vermos os monstros e também aquela garotada da hora que você queria andar quando tinha uns 11 ou 12 anos. Gosto muito do diretor Fred Dekker porque ele consegue atingir todos os grupos e também fazer filmes mas muito fodas. Uma pena não vermos mais filmes com essa temática e também com essa descontração A rumores de um “remake“, mas né? O que esperar? Infelizmente não estamos mais nos anos 80.

Nota: 

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A Hora do Lobisomem ( 1985)

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1985 / EUA / 95 min / Direção: Daniel Attias / Roteiro: Stephen King (baseado em sua obra) / Produção: Dino de Laurentiis e Martha de Laurentiis, John M. Eckert (Produtor Associado) / Elenco: Gary Busey, Everett McGill, Corey Haim, Megan Follows, Robin Groves, Leon Russom

Acho que um dos filmes que mais assisti na minha infância na televisão foi “A Hora do Lobisomem“. O SBT passava incansavelmente esse filme, que na verdade é um puta de um filme. Um dos meu “monstros” favoritos dentro do terror é o Lobisomem, sempre adorei essa mitologia do homem que se transforma numa fera. Como já dizia Thomas Hobbes “O Homem é o Lobo do Próprio Homem“.

O livro é baseado na obra de Stephen King que deixa tudo ainda melhor. Na minha opinião esse também é umas das grandes adaptações do mundo literário de King. Adoro muito o livro e o filme, Não é atoa também já que o próprio Stephen escreveu o roteiro. A direção de Daniel Attias é precisa, divertida e também faz crescer o suspense  na hora certa e também o terror ainda mais. A escolha do elenco foi sensacional. A cara de “normalidade” que fica dentro dos personagens e sente o terror quando descobre a verdadeira face da criatura é simplesmente genial.

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A produção não é grande é singela e deixa a desejar em alguns aspectos como explorar mais o terror com a criatura e não os efeitos que ela traz. Mas claro que isso não complica o filme em grandes coisas. Lembrando que nos anos 80 foi o ano dos “licantropos” na telona. Tivemos em 1981 dois grandes filmes como “Grito de Horror” de Joe Dante e também o clássico cult “Um Lobisomem Americano em Londres” de John Landis. E fora outros filmes legais como “Deu a Louca nos Monstros” que traz aquele lobisomem clássico dos filmes da Universal e a segunda parte da “A Hora do Espanto” com aquele lobisomem desnutrido e bizarro.

Uma das coisas legais que podemos tirar de “A Hora do Lobisomem” são os efeitos que ela traz para a própria vitima. Agora vem o SPOILER! Na verdade o padre é a fera! Então ele não curte ser amaldiçoado, mas ao mesmo tempo ele não quer ser pego por conta disso. E numa excelente cena onde vemos esse reflexo do medo dele, é quando ele está em uma missa e ele começa a sonhar que a população toda está se transformando. Essa cena é simplesmente foda e confesso que me dava um cagaço quando era criança.

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A história começa quando temos um garoto de 11 anos e paraplégico que se diverte por ai com a sua cadeira de rodas motorizada que ganhou do seu tio Red (Gary Busey), que sofre por beber muito e também por não ser muito estável. Marty (Corey Haim) é poupado de várias coisas por conta da sua deficiência. Mas vemos que esse quadro muda quando ele descobre quem é o lobisomem, assim temos um jogo de gato e rato. Seus pais não acreditam nele. Então ele conta com a ajuda de seu tio para que ele acabe com essa ameaça.

A Hora do Lobisomem” toca em vários pontos interessantes como minorias e também se for analisar mais afundo os problemas da sociedade. Se de um lado temos um monstro vivido pelo padre Lowe (Everett McGill), pelo outro temos os desajustados, os que não encaixam como o próprio tio que é visto com desdém pela própria família, um menino deficiente e a irmã que por ser mulher não tem uma relevância na história. Mas são eles que acabam com o monstro. Essa parte do conflito final é realmente genial e um dos pontos alto do filme.

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A direção de Daniel Attias é bem executada e o roteiro de Stephen King é muito precisa e não enrola ao trazer o extremo do terror em várias cenas e também realçar a mitologia do lobisomem. Realmente um filme obrigatório para os fãs do gênero de horror e também para quem ama os livros de King.

Nota: 

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Halloween 4: O Retorno de Michael Myers (1988)

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1988 / EUA / 88 min / Direção: Dwight H. Little / Roteiro: Alan B. McElroy; Dhani Lipsius, Larry Rattner, Benjamin Ruffner, Alan B. McElroy (história) / Produção: Paul Freeman; M.N. Sanousi (Produtor Associado); Moustapha Akkad (Produtor Executivo) / Elenco: Donald Pleasence, Ellie Cornell, Danielle Harris, George P. Wilbur, Michael Pataki, Beau Starr, Kathleen Kinmont

Se tem uma coisa que resume jogar uma boa franquia no lixo é “Halloween“. Todos sabem o sucesso que foi o primeiro filme que conta com a direção brilhante de John Carpenter e também o sucesso que foi as franquias do “slasher” e sua fama.

Apos o fracasso de “Halloween III“, que tem uma proposta interessante mas o sucesso com Michael Myers, fez com que a sequencia levasse um tiro no pé. O produtor Moustapha Akkad decidiu ressuscitar nosso “serial- killer” favorito. Originalmente o filme era para ser escrito por Carpenter e sua sócia  e produtora Debra Hill, mas sábio como é ele saiu fora dessa bomba. Deixando o trabalho para Dhani Lipsius e Larry Rattner que na verdade era o primeiro trabalho deles como roteirista e assim assumir um clássico desse foi  um erro.

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Assim o filme começa logo depois do segundo filme, onde descobrimos que Michael sobreviveu ao incêndio e também o doutor Sam Loomis (Donald Pleasence), na verdade a melhor coisa no filme é sempre o Donald Pleasence. Até na sexta parte que uma bosta completa. Ele consegue salvar por algumas cenas. Mas enfim Myers está de volta e assim quer massacrar novamente. E dessa vez ele vai atrás da sua sobrinha ( que não tem pé e nem cabeça, já que ele matou a irmã adolescente e sem filhos). Enfim ele vai até ela e descobrimos que a pequena Jamie (Danielle Harris) foi adotada e também que ela é parente do temido assassino Michael Myers.

Depois dos eventos que aconteceram no hospital se passa 10 anos e assim em 31 de Outubro de 1988 ele está de volta! A cidade de Haddonfield vive sobre o mito de Myers e assim temos essa fauna sobre o assassino. E quando Loomis vai atrás dele na cidade o terror começa. Muitas coisas que o diretor Dwight H. Little usou no filme, foram aspectos que Carpenter usou no primeiro filme. O assassino imortal, a frieza dele e também como ele é esperto em armar suas matanças.

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Aos poucos vemos que na verdade o filme é mais uma furada das continuações que saíram no final dos anos 80 e começo dos anos 90. A parte final do filme é legal e consegue segurar aquele suspense que estávamos acostumado. Mas o mito de Myers ter esse super-poderes. Conseguir sobreviver a tanta coisa. Como uma “chuva’ de balas descarregando nele. Realmente não tem uma explicação e o roteiro se apóia em coisa que não tem sentindo dentro do universo de “Halloween”. Como ele ser quase invisível e também matar três cara dentro de uma picape. Como é isso possível?

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E claro que o final não tem sentindo nenhum. Quando Jamie, a sobrinha de Myers está a salvo em sua casa. claro que ela está vestida com a fantasia que seu tio usou para matar seu familiares. A pequena faz a mesma coisa e assim ataca sua tia. E no final temos o dr. Loomis tendo um ataque de pelanca quando ele vê que a menina virou  uma assassina igual ao tio.

Nota: 

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