A Bruxa (2016)

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2016 / EUA, Canadá / 90 min / Direção: Robert Eggers / Roteiro: Robert Eggers / Produção: Daniel Bekerman, Lars Knudsen, Jodi Redmond, Jay Van Hoy, Rodrigo Teixeira / Elenco Anya Taylor-Joy, Ralph Ineson, Kate Dickie, Harvey Scrimshaw, Ellie Grainger, Lucas Dawson

Todos sabem do reboliço que “A Bruxa” trouxe nos últimos meses. Uns dizendo que era um dos melhores filmes de terror da última década, até Stephen King elogiou e muito o filme. Mas realmente o filme é tudo isso? Eu sou um daqueles infelizes que esperou o filme vir para a internet para eu poder assistir. E confesso que vi com uma emoção pura e esperando muito do filme. Claro que ele apresenta coisas boas e muitas até, mas a construção do seu roteiro é fraco e o esquema de deixar tudo para o terceiro ato, prejudicou muito o filme e o fez ficar cansativo.

O diretor “semi-estreante” Robert Eggers, escreveu e dirigiu o filme. Ele se baseou no folclore da “Nova Inglaterra” e não é atoa que o filme chama “The VVitch: A New-England Folkta“. Assim ele teve uma base legal para construir um mundo particular em seu roteiro, e realmente foi muito bem pesquisado todos os processos do filme. Desde a construção da casa, até o modo de vida e a escolha dos atores, todo aquele aspecto muito religioso que se tinha e claro o puritanismo que foi “desculpa” para os famosos casos de Salém e a queima das mulheres em fogueiras e etc. Mas estamos falando de 1630, uma família é expulsa de uma colônia na America e começam a morar numa clareira numa floresta. O motivo da expulsão não fica bem clara. E aos poucos coisas estranhas começam a acontecer naquele local.

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Acho que a produção deu certo por causa dos atores. A escolha do núcleo familiar dentro daquele universo foi muito bem construído. A mãe dominadora e o pai submisso. Temos um aspecto legal nesse sentido. E claro toda aquele misticismo em volta da religião que deixa todos cegos.

Thomasin (Anya Taylor-Joy) é a mais velha dos filhos e ela está tomando conta do bebe, quando ele misteriosamente some e assim as coisas começam a se complicar. Nessa cena também temos uma das primeiras cenas que mostram as bruxas. O legal é pensar o que são as bruxas? São mulheres de verdade ou só demônios. E se são mulheres como elas chegaram lá? Essa não explicação e o contexto de mistério deixa o filme mais empolgante. Mas o que deixa a desejar depois dessa cena de suspense, é que o ritmo do filme cai e muito e o filme se foca na vida da família. Talvez a intenção do diretor de mostrar o tédio de todos em relação ao lugar onde vivem, tenha sido exagerado demais.

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Outro ponto interessante são as crianças que atuam muito bem. Um dos destaques é Harvey Scrimshaw que interpreta o jovem Caleb. O garoto manda muito bem e digo que ele rouba unas 90% da cena quando aparece. Aos poucos que o filme vai adiantando e vemos o “mal” tomando conta daquele lugar o interesse no filme vai aumentando. Mas o diretor Robert Eggers opta por deixar a monotonia mais evidente que o ar de misticismo que ronda aquele lugar. E o que era para ser mais empolgante fica um tédio só.

Quando Thomasin é acusado de bruxa pela sua família. Vemos que na verdade quem fez um pacto com “pata rachada” foi os caçulas da família. E eles conversavam com o bode que se chama Phillip. As cenas onde o bode aparece são muito fodas, e principalmente na parte final onde a família toda vai a merda e a menina começa a conversar com o bode e ele responde e finalmente vemos que na verdade o bode era o demônio e ele faz um pacto com a menina e ela é levada a floresta junto as outras bruxas é muito bem realizada. O clima de terror, suspense e horror é comprovado e vemos uma ótima finalização de filme e também a justificativa do mistério e misticismo a cerca da família e etc.

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Ainda acho o diretor Robert Eggers muito esperto ao realizar uma obra complexa e inteligente dentro do que ele se propõe, mas sinceramente os ajustes no roteiro deveriam ser mais consciente e explorado mais o horror do que simplesmente esse terror psicológico que ele deixou para as cenas.”A Bruxa” não é um dos melhores filme desse ano. Colocando o que já vi, coloco fácil “Boneco do Mal” e “Cabana do Inferno” na frente dele. Mas é aquilo o jeito é o “hype” do filme passar para ver se ele vai sobreviver realmente.

Nota: 

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