Raiva (2010)

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2010 / Israel / 1h 30 min / Direção: Aharon Keshales e Navot Papushado/ Roteiro: Aharon Keshales e Navot Papushado/ Produção Shraga Bar, Tami Leon, Chilik Michaeli, Avraham Pirchi, Julia Schifter, Eyal Tassa e Yafit Tassa/Elenco: Ania Bukstein, Lior Ashkenazi, Yael Grobglas, Ran Danker Menashe Noy e Danny Geva

Raiva” é vendido como o primeiro terror israelense. Bom o filme tem seus momentos legais, mas logo cai no acaso. Ele brinca muito com o “slasher“, mas não cai na rotina de filmes com essa temática. Parecendo mais um filme do Michael Haneke, mais especificamente o “Caché” de 2005. Onde temos um dia normal onde ele se transforma num caos. Particularmente gosto de filmes assim. Estilo “Doonie Darko“, “Efeito Borboleta” ou até “Magnólia” do diretor Paul Thomas Anderson. Esses filmes tem em comum a  normalidade como disse e de repente tudo se muda, num simples bater de asas de uma borboleta.

Mas ainda tentando sair dos clichês que esse tipo de filme carrega, eles voltam dão meia volta mas cai novamente. Mudam alguma coisa como contar várias histórias onde pessoas são introduzidas pelo acaso mesmo. E outros personagens eles simplesmente abandonam no meio do caminho. O que falta mais é uma atmosfera do terror, coisa que eles deixam de lado para investir em “jump scares” e também em alternativas mais simples para assustar o publico.

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O que torna os “slashers” famosos é o próprio assassino como o Jason, Leatherface, Michael Myers de Halloween e o próprio Freddy Krueguer que são especialistas em ser marcantes dentro de tela e também pelas suas mortes criativas que deixa o publico preso dentro daquela atmosfera de medo.

Dirigido, escrito e editado pela dupla Aharon Keshales e Navot Papushado, que vão voltar a trabalhar juntos depois em “ABC da Morte 2“, eles tentam criar algo novo dentro do cinema. Mas pena que esse novo é mais velho que andar para trás. As tentativas de “desarmar” o publico com o inesperado deixa a história forçada em vários aspectos como a dupla de amigos que brigam por nada por causa de uma mulher ou as próprias mulheres no filme onde são feitas de reféns e suas mortes são bobas e sem sentido. Isso chega a beirar a misoginia em certos aspectos. O próprio “assassino” que é colocado em cena não mostra o motivo e ainda deixa sem responder quase todas as cenas. O que realmente a dupla de diretores tentam inovar é deixado como algo bobo e muito preguiçoso.

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Mas defendendo o filme, não posso negar que ele é legal em várias cenas. Como as mortes que são bem realizadas, o gore que também é muito bem feito. E os atores escalados que realmente estão ótimos. Infelizmente pouco conhecidos, mas mesmo assim dentro de cada estrutura que os diretores fazem, os atores se destacam. Em poucos “takes” conseguimos já perceber a personalidade de cada um e esse desenvolvimento é ótimo para trama.

Mas como o “primeiro filme de horror israelense” ele é passável. Não é uma produção que você vai lembrar como uma grande obra, mas dentro do que está proposto chega a ser criativo e legal em certos pontos. Apesar de ficar cansativo ao longo da trama toda. O jeito é esperar para ver o que mais Israel vai lançar  de horror além de bombardeios na palestina.

Nota: 

Baixe o filme com  legenda aqui.

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