A Maldição (1996)

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1996 / EUA / 93 min / Direção: Tom Holland / Roteiro: Michael McDowell, Tom Holland (baseado no livro de Stephen King) / Produção: Mitchell Galin, Richard P. Rubinstein; Randy Jurgensen, A. Welch Lambeth (Produtores Associados); Andrew Golov, Stephen F. Kesten (Produtor Executivo) / Elenco: Robert John Burke, Joe Mantegna, Lucinda Jenney, Michael Constantine, Karl Wuhrer, Bethany Joy Lenz, Sam Freed, Time Winters, Howard Erskine

 

Falar de Stephen King é falar do terror, ou melhor, o começo da explosão do terror. Já viu “Cemitério Maldito“, “A Espera de um Milagre” ou até “O Iluminado“? Bom então você viu obras essenciais de King. Sem falar dos mais “desconhecidos”, mas que são fodas ou até quanto. Se pudesse fazer um “top 5” de filmes baseados na obra de Stephen King, colocaria “Louca Obsessão“, “O Nevoeiro“, “Conta Comigo“, “Carrie – A Estranha” e “1408“. Fora também “Colheita Maldita“, “It – A Obra prima do Terror” e “Salem Lot“. Ou até um que passava sem para no SBT que é maxi foda que é “A Hora do Lobisomem“. Mas bem dentro do universo King, tem vários desconhecidos como “Cujo” ou até “A Criatura do Cemitério” e também “A Maldição“.

Tom Holland o diretor do filme mais foda dos anos 80 “A Hora do Espanto” dirigiu e escreveu junto com Michael McDowell essa obra do mestre do terror. O filme em si é bem legal e para quem já leu alguns livros de Stephen King vai ver que Holland pega alguns jeitos que King detalha em suas obras e coloca minuciosamente no filme. A vários escorregões que é típico tanto da parte do autor como do diretor, algumas soluções incríveis é colocado na obra, mas claro que isso não tira todo aquele brilho da produção que tem desfechos interessantes e um final muito foda.

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A maquiagem de Greg Cannom que é idealizador de vários filmes fodas que ganharam até Oscar como “O Curioso Caso de Benjamim Button” ou “Uma Mente Brilhante“. Filmes fodas que conta com um maquiagem muito bem desenvolvida. Principalmente o primeiro que citei que é sensacional em todos os seus quesitos. Mas o filme começa com o advogado Billy Halleck (Robert John Burke) em sua casa vendo uma caravana de ciganos chegando na cidade. Billy é obeso e luta contra a balança, sua mulher e filha tentam ser o incentivo para ele perder peso, mas não consegue. Ele vai defender o mafioso Richie Ginelli (Joe Mantegna), no meio disso percebemos que Billy é uma pessoa corrupta e defende interesses próprios e isso vai ser sua “maldição”.

Quando Billy vai sair para comemorar que ganhou o caso junto com a sua mulher Heidi (Lucinda Jenney) e o sócio da sua firma. Billy também não consegue se controlar e come demais. Na mesma hora em que vemos os quatros no restaurante, o cigano chefe Tadzu Lempke (Michael Constantine) está na farmácia e o farmacêutico não é ninguém menos que Stephen King. Mas a filha do cigano sai para pegar uma blusa no carro e nessa hora Billy está passando pelo local e está distraído porque Heidi está fazendo um “bolagato” no seu marido. Depois do atropelamento e Billy é indiciado e fazendo assim mais um julgamento comprado. Ele sai livre, mas claro que o cigano não poderia deixar barato e assim ele é amaldiçoado a emagrecer sem parar.

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Nos próximos dias ele vai enxugando sem parar. A maquiagem é realmente perfeita a encenação Robert John Burke deixa o filme mais foda. O legal também é que a personalidade de Billy também vai mudando até o ponto dele querer matar sua esposa porque ele desconfia que sua mulher o está traindo. Outras pessoas são amaldiçoadas também como o juiz que vira  literalmente um lagarto ou o policial que liberou Billy que vira uma espécie de porco (essa parte ficou foda). Eles custam a acreditar que o problema de tudo isso é a maldição do cigano, assim custa para que o advogado ache a caravana dos ciganos e quando encontra tudo sai errado.

Mas bem “A Maldição” é daquele típico filme que você não espera nada e sai surpreendido pelo final do roteiro, porque bizarramente as coisas dão certo para o advogado, mesmo que seja pelo lado errado da coisa. Mesmo assim a trama não atrapalha o final que acelera para terminar o filme de um modo estranho, mas mesmo assim legal de certa forma. Esse filme apresenta aquela aura dos anos 90 onde o bizarro não é tão bizarro assim. A explicação lógica para tudo aquilo, mesmo que seja bizarro. Não é o melhor livro de King e também não é o melhor filme de Holland, mas mesmo assim consegue arrancar algumas cenas de gore e até de terror. Um filme legal para completar as obras que King lança sem parar, seja para os seus sensacionais livros ou para o cinema.

Nota: 

Baixe o filme com  legenda aqui.

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