Carmilla, a Vampira de Karnstein (1970)

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1970 / Reino Unido, EUA / 91 min / Direção: Roy Ward Baker / Roteiro: Tudor Gates, Harry Fine, Michael Style (baseado na obra de Sheridan Le Fanu) / Produção: Michael Style, Harry Fine, Louis M. Heyward (Produtor Associado) / Elenco: Ingrid Pitt, George Cole, Kate O’Mara, Peter Cushing, Ferdy Mayne, Douglas Wilmer

A “Hammer” talvez seja o estúdio mais foda que existe direcionado para ao publico de terror. A história do estúdio é clássica! Começou nos anos 30, mas só conseguiu o auge na década de 60. Quando tinha aqueles clássicos de filmes como as mil versões de Drácula e etc. Mas os anos 70 foi uma época escura para a “Hammer”. Os monstros clássicos estavam esgotados e também era a época que o terror mais comum dominava. A época do “slasher“, como “O Massacre da Serra Elétrica” ou até “Halloween“.  Só nos anos 2000 voltou com tudo como “Deixe Ela Entrar” ou “A Mulher de Preto“.

Mas os anos 70 foram loucos para a produtora. Primeiro porque os bons costumes ingleses foram para o inferno. Tanto que podemos ver em vários pontos nesse filme, como também a série de televisão no qual abordava vários temas polêmicos. O escritor Sheridan Le Fanu no qual o filme é baseado na sua obra sobre essa vampira lésbica. Escreveu várias coisas no misto do gótico com o terror sobrenatural.  Mas o filme consegue deixar ainda mais sensual as cenas de vampirismo, gostei como ele quebra o tabu sobre os vampiros serem sedutores. E porque não uma vampira que seja lésbica. Assim temos Carmilla.

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O apuro técnico do diretor também é muito bom! Roy Ward Baker, já fez alguns filmes de terror para a Hammer como “Uma Sepultura na Eternidade” e “A Lenda dos Sete Vampiros” onde a produtora britânica faz uma parceria com a “Shaw Brothers” e também Baker volta a parceria com Peter Cushing, o eterno Van Helsing. O que é mais legal é como o próprio Baker explora toda a sensualidade de suas atrizes, lembrando que temos uma nudes que traz aquele ar mais inocente as cenas e também aquele clima de sedução. É como se fosse  uma brincadeira o tempo todo. A maravilhosa Ingrid Pitt que faz Marcilla / Carmilla / Mircalla Karnstein, deixa explorar esse lado todo sensual. Quando ela está na banheira ou até quando ela seduz as outras vitimas, tudo transborda me sensualidade e também uma envolvimento único com a trama.

O filme começa com um barão contando de suas lembranças e como infelizmente teve que matar a irmã que se transformou em vampira. Diferente de outros filmes antigos da produtora. Esse temos uma exploração do gore e daquele sangue vivo e pulsante que vai acompanhar a trama toda. Depois de um tempo estamos num baile na casa do General (Peter Cushing), no qual ele está fazendo um aniversario para a sua sobrinha, logo chega uma condessa com a sua filha. Marcilla (Ingrid Pitt) deixa todos os jovens bobos por ela, mas como próprio vemos no filme ela só tem olhos para a sobrinha do General.

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Quando Marcilla é convidada a ficar na casa do General, as coisas começam a ficar meio estranhas. Primeiro porque a sobrinha dele tem uma grave anemia e também porque o que parece, os sonhos dela ficam piores. O diretor usou e abusou também do expressionismo alemão em algumas cenas como o próprio sonho e o posicionamento de câmeras. O que achei legal em todas as seduções de Marcilla é como ela chega chegando em suas vitimas, uma sedução fora do normal mesmo. Mas depois que ela faz sua primeira vitima, ela parte para outra e assim conhece Roger Morton (George Cole), um aristocrata que convida Marcilla para ficar em sua casa por alguns dias, até que novamente ela tenta seduzir a filha de Roger, a inocente Emma (Madeline Smith).

 

Acho que as cenas desse segundo ato são as mais provocantes. Primeiro por trazer toda aquela inocência que estava falando no começo da crítica, como também a sedução que fica muito clara em pequenos pontos. Como a brincadeira que elas fazem, beijos e caricias. É tudo muito simples no ponto de vista visual, mas que no decorrer da trama atinge um ponto alto e ocorre uma transa camuflada. A partir dai o cerco de Marcilla começa a cair, primeiro porque outras pessoas começam a desconfiar como o mordomo. A trama da algumas reviravoltas interessantes. E principalmente quando Roger e o General, acompanhados pelo barão do começo do filme vão atrás do esconderijo de Marcilla para tentar exterminar de vez a concubina de satã.

Carmilla, a Vampira de Karnstein” é um clássico porque marcou uma época onde os filmes britânicos estavam em baixa, onde tínhamos o verdadeiro monstro. Mas claro que depois de “O Bebe de Rosemary” e até “A Noite dos Mortos Vivos” esses filmes iam ficar ultrapassados e também bobos na tela do cinema. Mas o roteiro desse filme foi muito bem feito, apesar de algumas escorregadas e a direção de Roy Ward Baker, é simplesmente fantastica. E novamente tiro o chapéu para a interpretação de Ingrid Pitt que voltou a ser uma vampira em “A Condessa Drácula” de 1971. Lembrando que “The Vampire Lovers” o nome do original tiveram mais duas sequencias que fazem parte de uma trilogia sobre a vampira Carmilla. Onde temos “Luxúria de Vampiros” e “As Filhas de Drácula“, todos saíram no ano de 1971. Mas infelizmente não temos a Ingrid. Mas o filme se compensa pela nudes geral e também pelas cenas de gore.

Nota: 

Baixe o filme com  legenda aqui

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