Pink Flamingos ( 1972)

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1972 / EUA / 85 min / Direção: John Waters / Roteiro John Waters / Produção: John Waters / Elenco: Divine, Danny Mills, Cookie Muller. Edith Massey, Mink Stole, David Lochary, Channing Wilroy

Acho que não existe filme mais criativo, de mal gosto e também mais ousado no cinema como “Pink Flamingos“.  Acho que não existe pessoa, ou melhor, cinéfilo que não conheça esse filme. Um clássico! É claro que a produção é para lá de amadora, com muito cortes brusco, atuações péssimas, um roteiro que pelo amor de deus. Mas quem se importa? Quem conhece John Waters sabe que estou falando, ele um conhecedor e aprofundador do trash, além dessa perola de 1972, ele fez uma outras séries de filmes de baixo orçamento. E mesmo ele ficando mais “POP” por assim dizer, ele continuou fazendo outras produções para lá de bizarra. Como “Cry Baby” com um Johnny Depp começo de carreira e ainda um que é meu favorito que é “Mamãe é de Morte” com Kathleen Turner.

Mas o filme é cercado também por vários significados. Estamos falando dos anos 70, um movimento da contracultura está se erguendo forte entre o “american dream”  e os outros valores que não se encaixam mais num mundo que tirou a venda do capitalismo. Então de certa forma a minoria se sentiu representada, claro que estou falando de gay’s e todo aquele “white trash” americano. É nitido que o filme sobrevive por causa dos amigos de Waters que toparam fazer esse filme e mais ainda a Divine que é a pessoa mais grotesca do mundo. Um titulo que ela recebe com orgulho. Mas a “drag queen” amiga do diretor se dedica de corpo e alma para esse filme e digo isso porque durante a pré-produção do filme ela foi presa porque tentou roubar um mercado, ela lambe um vomito seco que ganhou de presente de aniversario, faz um boquete no próprio “filho” e também come coco de cachorro de verdade. É uma pessoa que se entrega a arte mesmo.

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Divine que está foragida da policia, mora com o filho Crackers (Danny Mills), sua amiga Cookie (Cookie Muller) e sua mãe (a coisa mais bizarra que já vi) Edie (Edith Massey). Eles vivem num trailer rosa no meio do nada. Mas um casal invejoso que deseja o titulo de pessoa mais grotesca do mundo, faz de tudo para acabar com a pobre Divine. Connie Marble (Mink Stole) e Raymond Marble (David Lochary) também não fica muito atrás nesse titulo. Os dois tem vários negócios pela cidade e um deles é seqüestrar e engravidar jovens para vender os bebes para casais de lesbicas. Tudo fica cada vez mais bizarro, principalmente quando parece as cenas do mordomo Channing (Channing Wilroy) que tem a responsabilidade de engravidar as moças e tem uma das cenas mais bizarras, que é quando ele goza na mão e coloca dentro de uma seringa o sêmen para engravidar uma das mulheres e a outra que está sequestrada vomita em cima do mordomo.

Outra cena clássica é o aniversario da Divine, onde com certeza se passa metade das bizarrices. Ela ganha várias coisas estranhas de aniversário, incluindo  uma cabeça de porco e claro uma performance única de um cu piscando. Mas a inveja de Connie e Raymond não tem limites e eles chama a policia para prender Divine, mas ela e os convidados se escondem e quando aparecem eles matam os policiais e começam a comer a carne deles. É claro que eles tinham que ser canibais também.

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Posso ficar citando todas as coisas que Divine faz no filme, mas é claro que é melhor ver por vocês mesmo. Lembrando sempre que esse é um dos filmes mais perturbadores da história do cinema, não é uma coisa fácil de se assistir e também precisa ter um estomago forte. Mas tirando esses detalhes essa  “comédia B” com  um misto de trash e horror é magnífica do começo ao fim. John Waters é um gênio que tem um misto criativo simples magnífica e é uma obra que merece ser vista sempre. Divine é uma rainha e é um grito de um movimento esquecido e sufocado por um cultura mentirosa dos anos 70.

Nota: 

Baixe o filme com  legenda aqui.

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