A História de Ricky (1991)

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1991 / China / 1h 31 min / Direção: Lam Nai-choi/ Roteiro: Lam Nai-choi e Tetsuya Saruwatari/ Produção Chan Tung Chow, Lam Chua e John Sirabella/Elenco: Fan Siu-wong, Fan Mei Sheng, Ho Ka-kui, Yukari Oshima e Frankie Chen

É Morte do Demônio 2, Fome Animal e Matrix potencializado 10 vezes, vezes 11.” Com essa frase que aparece na capa do filme de “A História de Ricky” já é uma coisa para se preparar para o que vai vir. Se em “Fome Animal” os cinemas distribuíam sacos de vômitos no cinema, nessa produção que é uma parceria entre a China e o Japão é uma coisa que ninguém pode esperar.

Lembrando alguns filmes que se alugava sobre “kung-fu” naquelas locadoras onde o cara distribuía os VHS piratas e achávamos ícones do cinema asiático como “18 Homens de Bronze“, “O Templo de Shaolin em Chamas“, “O Mestre Invencível” e também o máximo que é o próprio “Operação Dragão“. Onde temos um jovem que fica um fodelão nas artes marciais e acaba com todo mundo. Mas ” A História de Ricky” é baseado num mangá chamado “Riki-oh“, Tetsuya Saruwatari que é o criador dessa perola costuma fazer uns trabalhos que mistura a violência, artes marciais e criminosos em suas obras.

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Se você quiser saber do que se trata o filme é só perguntar para qualquer fã do trash e ele vai endeusar o filme. E com razão, os efeitos do filme são muito bons, o gore rola solto numa proporção maravilhosa e digna daquelas bagaceiras asiáticas. Quem é fã também do Takashi Miike pode se comprovar do que estou falando. O filme foi dirigido por Ngai Choi Lam que não fez muitos filmes conhecidos, mas se podemos eleger um “canto do cisne” de cada diretor, com certeza “A História de Ricky” é o dele.

A história começa quando Ricky (Siu-Wong Fan) é preso e já vemos que ele é fodão quando no raio-x da cadeia mostra que ele ainda tem 5 balas dentro do peito e as deixou alojado como um souvenir. Quando ele entra na cadeia várias coisas acontecem como uma gangue que quer controlar o tráfico de ópio dentro do lugar, mas Ricky quer se segurar que isso não aconteça. Mas as atitudes dele prova a ira de outros chefões da cadeia. E assim começa o balé do gore.

O sistema da cadeia é dividida por 4 chefões e lembra muito aqueles videogames de fases e tal. Mas o nosso herói é do tipo vingador do bem. Então ele sofre por cada morte que faz. Ricky vai enfrentar o primeiro chefão e nossa que cena foda. Com um tapa na nuca do cara, ele arranca seus olhos e quebra os braços do cara. Sabendo que vai perder, o chefão faz um haraquiri e ele tira suas tripas fora e tenta enforcar Ricky. Realmente é uma forçação de barra cada cena, mas isso que é maravilhoso e deixa cada cena mais linda ainda.

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Outro problema para o nossos herói é o vice-diretor que é um escroto. Ele tem uma coleção de fitas pornôs e sua sala e guarda drogas em seu olho falso. Realmente é uma pessoa muito do bem. Para Ricky poder acabar com o tráfico de vez ele enfrenta os 3 últimos chefões de cada bloco e assim temos um show de “splatter” em cada cena e as cenas de “gore” deixa um brilho especial no filme. A cena final é digna de “Yu Yu Hakusho” onde o diretor do presídio começa a se transformar num monstro de 2 metros de altura e todo musculoso. Você deve pensar que ai a treta fica difícil para Ricky. Mas que nada com 3 golpes ele derrota o maldito.

A História de Ricky é para aquele típico fã que adora um gore e também ama toda aquele exagero em cena que é como a própria frase da capa do filme fala: Fome Animal, Matrix e A Morte do Demônio. Se você ama essas produções esse “splatter” asiático vai te agradar e muito. Que alias essa é uma especialidade do terror japonês como vemos em outras produções fodas que é “Tokyo Gore Police“, “Ichi The Killer” e ” Zombie Ass“. Cada um segue um gênero mas todos determinados a mostrar o melhor do gore em todas as suas produções. Realmente fantástico.

Nota: 

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A Maldição (1996)

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1996 / EUA / 93 min / Direção: Tom Holland / Roteiro: Michael McDowell, Tom Holland (baseado no livro de Stephen King) / Produção: Mitchell Galin, Richard P. Rubinstein; Randy Jurgensen, A. Welch Lambeth (Produtores Associados); Andrew Golov, Stephen F. Kesten (Produtor Executivo) / Elenco: Robert John Burke, Joe Mantegna, Lucinda Jenney, Michael Constantine, Karl Wuhrer, Bethany Joy Lenz, Sam Freed, Time Winters, Howard Erskine

 

Falar de Stephen King é falar do terror, ou melhor, o começo da explosão do terror. Já viu “Cemitério Maldito“, “A Espera de um Milagre” ou até “O Iluminado“? Bom então você viu obras essenciais de King. Sem falar dos mais “desconhecidos”, mas que são fodas ou até quanto. Se pudesse fazer um “top 5” de filmes baseados na obra de Stephen King, colocaria “Louca Obsessão“, “O Nevoeiro“, “Conta Comigo“, “Carrie – A Estranha” e “1408“. Fora também “Colheita Maldita“, “It – A Obra prima do Terror” e “Salem Lot“. Ou até um que passava sem para no SBT que é maxi foda que é “A Hora do Lobisomem“. Mas bem dentro do universo King, tem vários desconhecidos como “Cujo” ou até “A Criatura do Cemitério” e também “A Maldição“.

Tom Holland o diretor do filme mais foda dos anos 80 “A Hora do Espanto” dirigiu e escreveu junto com Michael McDowell essa obra do mestre do terror. O filme em si é bem legal e para quem já leu alguns livros de Stephen King vai ver que Holland pega alguns jeitos que King detalha em suas obras e coloca minuciosamente no filme. A vários escorregões que é típico tanto da parte do autor como do diretor, algumas soluções incríveis é colocado na obra, mas claro que isso não tira todo aquele brilho da produção que tem desfechos interessantes e um final muito foda.

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A maquiagem de Greg Cannom que é idealizador de vários filmes fodas que ganharam até Oscar como “O Curioso Caso de Benjamim Button” ou “Uma Mente Brilhante“. Filmes fodas que conta com um maquiagem muito bem desenvolvida. Principalmente o primeiro que citei que é sensacional em todos os seus quesitos. Mas o filme começa com o advogado Billy Halleck (Robert John Burke) em sua casa vendo uma caravana de ciganos chegando na cidade. Billy é obeso e luta contra a balança, sua mulher e filha tentam ser o incentivo para ele perder peso, mas não consegue. Ele vai defender o mafioso Richie Ginelli (Joe Mantegna), no meio disso percebemos que Billy é uma pessoa corrupta e defende interesses próprios e isso vai ser sua “maldição”.

Quando Billy vai sair para comemorar que ganhou o caso junto com a sua mulher Heidi (Lucinda Jenney) e o sócio da sua firma. Billy também não consegue se controlar e come demais. Na mesma hora em que vemos os quatros no restaurante, o cigano chefe Tadzu Lempke (Michael Constantine) está na farmácia e o farmacêutico não é ninguém menos que Stephen King. Mas a filha do cigano sai para pegar uma blusa no carro e nessa hora Billy está passando pelo local e está distraído porque Heidi está fazendo um “bolagato” no seu marido. Depois do atropelamento e Billy é indiciado e fazendo assim mais um julgamento comprado. Ele sai livre, mas claro que o cigano não poderia deixar barato e assim ele é amaldiçoado a emagrecer sem parar.

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Nos próximos dias ele vai enxugando sem parar. A maquiagem é realmente perfeita a encenação Robert John Burke deixa o filme mais foda. O legal também é que a personalidade de Billy também vai mudando até o ponto dele querer matar sua esposa porque ele desconfia que sua mulher o está traindo. Outras pessoas são amaldiçoadas também como o juiz que vira  literalmente um lagarto ou o policial que liberou Billy que vira uma espécie de porco (essa parte ficou foda). Eles custam a acreditar que o problema de tudo isso é a maldição do cigano, assim custa para que o advogado ache a caravana dos ciganos e quando encontra tudo sai errado.

Mas bem “A Maldição” é daquele típico filme que você não espera nada e sai surpreendido pelo final do roteiro, porque bizarramente as coisas dão certo para o advogado, mesmo que seja pelo lado errado da coisa. Mesmo assim a trama não atrapalha o final que acelera para terminar o filme de um modo estranho, mas mesmo assim legal de certa forma. Esse filme apresenta aquela aura dos anos 90 onde o bizarro não é tão bizarro assim. A explicação lógica para tudo aquilo, mesmo que seja bizarro. Não é o melhor livro de King e também não é o melhor filme de Holland, mas mesmo assim consegue arrancar algumas cenas de gore e até de terror. Um filme legal para completar as obras que King lança sem parar, seja para os seus sensacionais livros ou para o cinema.

Nota: 

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12 filmes bagaceiras para ver nesse feriado

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Feriado religioso o escambau! Acompanhe aqui os filmes para se ver nesse feriado.

A Coisa (1985)

A Coisa é o tipico filme bagaceira para você ver nesse feriado. Produção incansável que passava sem parar no SBT  e tem várias cenas gores que é digna das artes Henry Larrecq que foi o diretor de arte do “Enigma do Outro Mundo”. “A Coisa” foi dirigido por Larry Cohen o mesmo diretor de “Q” e “Nasce um Monstro”. Filme imperdível para nunca mais comer danone.

Zumbi Holocausto (1980) 

O circulo de filmes canibais com zumbis dos italianos são incontavéis. Tivemos vários nos anos 80 e foi cada trasheira sem fim. Temos vários responsáveis por isso como Lucio Fulci, Ruggero Deodato (Holocausto Canibal e Inferno ao Vivo) e Joe D’Amato. Mas bem assim os anos 80 foram invadidos por vários filmes com um alto teor de gore, horror, splasher e um teor erótico que os italianos gostam de colocar nos filmes. No filme de Marino Girolami temos um misto de tudo isso, podemos ver o gore e o horror que está presente em “Holocausto Caninal” com o próprio “splasher” em “Zombie” do Fulci que nos EUA virou “Zombie 2” um tipo de continuação desse filme dos anos 80 que na verdade ele saiu primeiro em 1979. Vai entender?

Street Trash (1987)

Acho que é um dos filmes mais desconhecidos da lista. O primeiro filme de James M. Muro que é mais conhecido por outras coisas como diretor. Ele foi o câmera de várias produções como os primeiros X-Men e também Titanic. Mas o filme de Muro apresenta várias questões legais como uma denuncia social e informal de desabrigados nos EUA e também sobre o consumo desenfreado de bebidas, que podemos fazer uma ligação com o próprio suicídio.

Demons: Filhos das Trevas (1985)

“Demons” é um dos primeiros filmes de Lambento Bava, filho do genio do cinema de horror Mario Bava. Pena que Lambento não tem a metade do talento do pai. Coloquei “Demons” nessa lista porque é o filme menos pior da sua carreira. “Demons” que tem o roteiro e a produção de Dario Argento, deixa as coisas boas até a esse ponto. A produção invoca toca aquele bagaceira tosca que comentei sobre os filmes splatters italianos sem falar na continuação que é uma das coisas mais horrorosas que já assisti.

Zombeavers: Terror no Lago (2014)

Zombeavers é o filme mais idota e genial nessa lista. Um terrir divertido pra caramba, imagine um lixo toxico, um lago e castores.. Bem o que pode dar de errado? Simples! CASTORES ZUMBIS. Simplesmente genial. Dirigido por Jordan Rubin, ou melhor, seu primeiro filme. Ele é mais conhecido pelas vários roteiros de séries que ele faz, mas como filme de estreia ele simplesmente arrasa.

Contos do Dia das Bruxas (2007)

Umas das coisas que mais gosto são séries de terror, ou melhor, coisas do tipo “Creepshow” e “Contos da Cripta” etc.. Bem em “Contos do Dia das Bruxas” ele pega esse mesmo espirito e transforma em várias histórias que se passam no mesmo universo e assim aterroriza e ao mesmo tempo invoca um terror mais fantástico que não se via presente desde os anos 70 e 80. O filme foi dirigido Michael Dougherty que é mais conhecido também por ter escrito os roteiros de “Superma – O Retorno” e dos “X-Men 2”. Ano passado ele dirigiu um filme de natal “Krampus” que apresenta esse mesmo tipo de humor negro e o gore de “Contos do Dia das Bruxas”.

Mr Pickles (2013)

A unica série que coloquei na lista. Poderia ter colocado algumas séries de terror, mas não teria graça. “Mr. Pickles” é a coisa mais engraçada que não via a tempos num desenho. Pense num cão demoníaco que tem como melhor amigo um menino de aleijado e eles vagam pela cidade toda matando pessoas e também “ferrando” prostitutas. Simplesmente genial.

A Visita (2015)

M. Night Shyamalan realmente não solta nada bom a tempos. E “A Visita” fica no meio termo de um filme bom ou ruim para cacete. Se você analisar friamente o roteiro você cai naquela que ele deveria rever seus planos de continuar na industria ou simplesmente deixar se levar pela história do filme e ai ele fica bom. Bom, eu tentei fazer essas duas coisas e ele fica um filme bem legal. De longe o melhor dele, mas mesmo assim para quem é está bom.

Canibais (2013)

Filme foda do Eli Roth, um projeto ambicioso e também muito bem feito. Não é novidade para ninguém que Roth ama filmes de terror como ninguém. Ainda mais ver aqueles ciclos do macabro que tivemos nos anos 80 e 90 com filmes como “Tesis”, “Holocausto Canibal” ou até o alemão “Nekromantic”. Quem viu filmes como “O Albergue” concorda comigo. E bem “Canibais” não é muito diferente. Nesse filme ele faz uma baita homenagem a filmes de terror canibais italianos como o próprio Holocausto ou até Canibal Ferox. Realmente um excelente filme.

Joelma 23º Andar (1979)

Filme nacional dirigido por Clery Cunha e tem como roteiro do próprio Chico Xavier. Esse filme foi baseado no famoso acidente que ocorreu no edifício Joelma. Quem assistia “Linha Direta” no final dos anos 90 e começo dos 2000, não vai se esquecer das várias reportagens que se passava nesse famoso caso. No filme temos uma jovem que morre no incêndio e a mãe vai procurar a ajuda de Chico para aliviar a sua dor e de sua filha.

Mangue Negro (2008)

Filme nacional e independente de terror. Podemos colocar “Mangue Negro” junto com essa nova safra do terror nacional onde temos também “A Noite do Chupa Cabra” ou até os mais recentes “Condado Macabro”. Filme dirigido, escrito e também produzido (efeitos e maquiagem) por Rodrigo Aragão, da um novo ar para o terror nacional. Na história se passa numa comunidade de manguezal onde um maldição ocorre a pessoas viram zumbis e assim a matança começa.

Exorcismo Negro (1974)

Filme foda do José Mojica dos anos 70, Aqui temos uma presença mais forte do gore e da fantasia que toam o enredo da história. Bem a contribuição do Zé para a história do cinema nacional e também do cinema internacional é simplesmente magnifica. Seus filmes foram sempre de baixo orçamento e um edição limitada de vários recursos mas o que sobra de pouco se tem em muito talento para contar histórias macabras e também perplexas que é o caso do próprio “Exorcismo Negro”. Filme imperdível para que gosta de terror ou simplesmente gosta de cinema.

 

 

Fome Animal (1992)

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1992 / Nova Zelândia / 104 min / Direção: Peter Jackson / Roteiro: Stephen Sinclair, Frances Walsh, Peter Jackson / Produção: Jim Booth, Jaime Selkirk (Produtor Associado) /Elenco: Timothy Blame, Diana Peñalver, Elizabeth Moody, Ian Watkin

Acho que uns filmes mais fodas dos anos 90 seja  “Fome Animal” do Peter Jackson. Antes dele resolver filmar trilogias sem fins como o “Senhor dos Anéis” que é foda para caralho ou também “O Hobbit” que é bem mais ou menos. Jackson se aventurou em fazer muito filmes gore, splasher e bagaceira de baixo orçamento. Outro caso foi o ” Trash – Náusea Total” de 1987. Mas esse filme apesar de bem nojento na verdade, nada nos preparou para o que ia vir.

Braindead” ou “Dead Alive” como foi vendido para o resto do mundo, teve vários problemas na sua divulgação. Primeiro que ele foi proibido em vários países e outra o filme era tão nojento que cinemas como da Suécia por exemplo vendia os ingressos e junto vinha um saco de vomito. Essa publicidade gratuita do filme, fez com a que fama crescesse ainda mais. Algumas curiosidades fazem com que a produção do filme seja mais incrível, como o fato de ser usado mil litros de sangue de porco para o filme e ainda que ele não possui cortes, o que Jackson filmou está passando. Ele não cortou nada.

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O gore apresentado no filme faz com que ele fique com um tom de comédia também. Lembra muito as produções da “Troma“, os efeitos exagerado cria e aquele gore todo, faz que as risadas e o mal gosto explicito na tela seja uma delicia para os fãs do terror em geral. O filme lembra muito outras produções que tem a mesma aparência como “O Vingador Tóxico“, “A Volta dos Mortos-Vivos” e “Re-Animator“. Produções que tem um “splasher” danado mas mesmo assim conseguimos rir muito de suas cenas absurdas.

Lembro perfeitamente a primeira vez que vi “Fome Animal” foi em 2008 ou 2007. Passava no extinto “Darkseid” no canal GNT ou CNT. Não me lembro bem, mas era cada bagaceira. O melhor do extinto “cine trash“. Via muita coisa lá como os próprios filmes da “Hammer” e a série também da produtora britânica. Mas realmente a nojeira da produção de Peter Jackson não é para quem tem estomago fraco. É uma coisa para te deixar assustado com suas cenas.

Tudo começa quando um explorador está fugindo de uns nativos com um animal o famoso “Macaco Rato de Sumatra” um animal tão perigoso que todos fazem de tudo para ele não ir para a Nova Zelândia. E quando o explorador é mordido, logo ele tem que ser morto. Mas quando finalmente chega em Wellington, conhecemos também nosso herói. Lionel (Timothy Balme), uma espécie de Ash. Ele é super comandado pela sua mãe possessiva que ao longo do filme que ela é uma verdadeira vaca, mas quando Paquita (Diana Peñalver) se apaixona por Lionel, as coisas mudam. Aos poucos os dois vão se aproximando, até que a mãe de Lionel começa a seguir os dois e ela é mordida no zoológico pelo macaco rato e finalmente vemos o porque não devemos mexer com esse animal tão peçonhento. Porque viramos zumbis! E assim Lionel tenta cuidar de sua mãe morta, que vai provocando outros acidentes e transformando várias pessoas.

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Aos poucos vemos as conseqüências de ter uma pessoa morta em sua casa. Ele tenta de tudo para controlar sua mãe, até investir em tranquilizantes, que leva a outra cena bizarra. Que é quando ele procura um veterinário alemão bizarro e nazista. Esse humor negro que Jackson apresenta em suas obras é simplesmente demais. Como também uma das melhores cenas do filme, ou melhor, melhor cena na história do cinema que é quando sua mãe é enterrada e ele tenta aplicar o tranquilizante novamente no cemitério e uns “punk’s” zoam com ele. Até que sua mãe sai do tumulo e vai para cima dos vândalos e o padre aparece e diz a melhor cena de todos os tempos que é “Eu chuto bundas em nome do senhor“. Simplesmente é incrível. O padre luta kung-fu e arrasa nuns combates animal. Mas infelizmente ele é mordido e Lionel o leva para a casa.

A vários pontos bizarros no filme como a enfermeira  e o padre transarem e nascerem um bebe morto vivo. Um dos personagens mais geniais do filme, um verdadeiro diabo em forma de guri. Mas as coisas não ficam fáceis para o nosso herói, principalmente quando ele tem que encarar uma festa, onde todos viram mortos-vivos. A melhor cena bagaceira, principalmente quando ele pega um cortador de grama e começa a festa matando todos. Quase os mil litros de sangue de porco foi usado nessa cena e com direito a um humor negro foda, quando um estomago ganha vida e tenta matar Lionel.

Talvez “Fome Animal” seja o melhor filme de Peter Jackson. Antes dele ser aquele chato de galochas que faz filme de 12 horas, ele fez clássicos. E clássicos autorais e muito bem realizados que deixa sua marca nos filmes. Como foi o caso do Sam Raimi em “Evil Dead” e levou o que aprendeu para os filmes do “Homem-Aranha“. Mas uma produção foda! Que merece ser vista e revista. E claro para quem não é um chato que reclama do mal gosto e também não é um puritano de plantão por ele ter usado sangue de porco nas suas produções. Um cinema de verdade que merece ser prestigiado de todas as formas.

Nota: 

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Palhaços Assassinos do Espaço Sideral (1988)

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1988 / EUA / 88 min / Direção: Stephen Chiodo / Roteiro: Charles Chiodo, Edward Chiodo, Stephen Chiodo / Produção: Charles Chiodo, Edward Chiodo, Stephen Chiodo; Paul Manson e Helen Szabo (Produtores Executivos); J. J. Lichuaco e Christopher Roth (Produtores Associados) / Elenco: Grant Cramer, Suzanne Snyder, John Allen Nelson, John Vernon, Michael Siegel, Peter Licassi

O que se pode falar dessa trasheira “sci-fi“, que mistura horror e comédia. Só dizer que é uma das maiores perolas dos anos 80 e 90. Lembro de assistir algumas vezes no extinto “Cine Trash” e também me assustar com aquelas caras de borracha bizarras e cheias de dentes. Depois de mais velho vemos toda a história por trás desse filme e também o que eles tentam fazer. Essa produção foi escrito e produzido pelos irmãos Charles Chiodo, Edward Chiodo e Stephen Chiodo e dirigido por Stephen Chiodo. Que trouxeram aquele horror espacial da década de 50 como o clássico cultPlano 9 do Espaço Sideral” e “Os Invasores de Marte“.

Mas o importe é como “Palhaços Assassinos do Espaço Sideral” coloca o nonsense em jogo nessa produção, ele brinca muito com um assunto já abordado várias vezes no cinema que são as “invasões”. E porque não colocar palhaços dentro da trama como sendo alienígenas. O legal também é como no próprio filme os atores desenvolvem essa teoria da conspiração sobre o porque dos palhaços virem a terra para se alimentar, abastecer e etc. E colocando uma fobia comum em pessoas que é “coulrofobia“, ou seja, medo de palhaços como uma coisa a se levar em conta na hora de ver o filme. Lembrando que temos vários filmes que tem os palhaços como elemento de medo. O próprio “It- A Obra prima do Terror” usa essa fobia como uma defesa do medo ou até “Palhaços Assassinos“, aquele clássico que também  é o primeiro filme do Sam Rockwell. E o mais recente que é o “Clown” que foi dirigido pelo Jon Watts e produzido pelo Eli Roth.

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Os irmãos Chiodo são massa velha dentro do universo do horror, principalmente na parte dos efeitos especiais. Apesar dos efeitos desse filme ser bem datado, ele diverte e isso que importa. Mas eles também trabalharam nos efeitos de “Criaturas” do primeiro até o quarto filme e depois o “Team America” que é um dos filmes mais fodas que já vi. Esse é o primeiro filme que Stephen Chiodo faz junto com a sua família e também escreve o filme junto com o seus irmão Charles. É curioso pensar como foi o processo criativo deles para chegar até a essa obra trash, e isso se reflete dentro do filme.

É uma sexta feira a noite em uma daquelas cidades americanas do “cu do judas” e o policial Mooney (John Vernon) já está de saco cheio da molecada. Então tempos a trilha sonora do filme que é um dos elementos mais fodas também. E assim um cometa cai e um casal vai ver o que era aquilo. Assim  quando Mike (Grant Cramer) e Debbie (Suzanne Snyder) chegam no local, eles vem um tenda de um circo. Entrando para investigar eles percebem que tudo é estranho lá dentro. Como uma sala de maquinas cheia de algodão doce e quando eles abrem vem um corpo lá dentro. Tudo é bizarro dentro da nave dos palhaços, como as armas que são bem geniais na verdade. Temos uma arma que atira algodão doce e outra pipoca. Sinceramente é mais bizarro que os desenhos do Pernalonga.

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Quando eles fogem da tenda e vão procurar a policia para resolver essa estranha situação. Ninguém acredita neles e para piorar o policial Dave (John Allen Nelson) é o ex de Debbie. Quando Mike e Dave vão investigar aquilo logo descobre que tudo é um plano de invasão. E a forma como os palhaços fazem essa “invasão” que é o bizarro. Usado desde mímica até um caminhão que recolhem as pessoas, tudo é valido dentro dessa bizarrice. Mas acho que o momento mais valido dentro dessa trama, é nos momentos finais onde os “aliens” chegam na nave deles e matam um segurança de parque com tortas na cara. E lembrando que eles brincam com o clássico carro de palhaço e assim uma trupe sai dentro de um bizarro carrinho.

As partes finais é clássica daqueles filmes de ficção cientifica B dos anos 50. Temos um momento de reflexão do porque da invasão, tudo parece perdido e depois tudo se resolve de forma bizarra. Como o aparecimento de um palhaço enorme que captura Dave e ele mata aquele monstro circense literalmente estourando o nariz do palhaço. Sinceramente um filme genial. É inevitável falar que o terror dos anos 80 e 90 são os melhores. O processo criativo de vários diretores é simplesmente incrível. Podemos falar sem parar de vários filmes como “Vingador Tóxico“, “O Homem Rato“, “A Volta dos Mortos-Vivos” ou próprio “Evil Dead” que mista o humor com o horror. Então é justo colocar ” Palhaços Assassinos do Espaço Sideral” no hall de grandes filmes cult, mas também bem bagaceira. Que da aquele toque ao filme.

Nota: 

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A Hora do Terror (1985)

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1985/  EUA / 1h 34min/ Direção: Jack Bender / Roteiro: William Bleich / Produção Ervin Zavada / Elenco: Lee Montgomery, Shari Belafonte, LeVar Burton,Peter DeLuise, Dedee Pfeiffer, Jonna Lee, Jonelle Allen, Kevin McCarthy, Cindy MorganDick Van Patten, Mark Blankfield

A Hora do Terror” talvez seja um daqueles filmes que mais se passaram no “Cinema em Casa” no “SBT“. Aquele que te pega pela nostalgia mas quando você revê, se surpreendente pela grande porcaria que é. Um filme diferente de por exemplo,”A Hora do Espanto“. Um bom filme que apesar de seus clichês marcados que foi a década de 80, é uma produção que sobrevive pelo seu ótimo roteiro e também por elementos clássicos do terror.

Mas defendendo essa obra, podemos colocar ela mais como um “terrir“. E nessa parte surpreendente, ela invoca risos. Como na parte que rola uma festa e temos vampiros no meio dos convidados e também zumbis e todos se reúnem para dançar numa forma de “triller” sem noção. O ponto é que diverte bastante em todos os pontos. O diretor responsável é Jack Bender que fez vários trabalhos para a televisão como “Sopranos” e “Game of Thornes” além também de dirigir “Brinquedo Assassino 3“. O roteiro fica por conta de William Bleich, que também trabalhou bastante para a televisão.

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O filme começa com uma narração de rádio chamado “A Hora do Terror” ou no original “The Midnight Hour“. A estação vai tocando ao longo do filme todo, é o que da a trilha sonora do filme também. Depois disso vamos conhecendo nossos personagens um grupo com cinco garotos, onde temos aquela fauna que estamos acostumados. O nerd, a gostosa, o piadista e o atleta. Phil (Lee Montgomery) se prepara para o halloween e assim apresenta também seu trabalho de escola, no qual fala da lenda local da sua cidade e do seu ancestral que era um caçador de bruxos. Assim a turma tem uma ideia de ir até o museu da cidade e roubar as roupas antigas para ir numa festa. Quando eles chegam no museu, se deparam com um baú no qual um pergaminho lacrado segura que a maldição da cidade retorne. Mas claro que isso vai ser quebrado nessa noite de dia das bruxas.

Quando eles chegam no cemitério para invocar os mortos, algo acontece e Melissa (Shari Belafonte) que é parente da bruxa local, invoca os mortos, como também vampiros e um lobisomem. Se você assistir pela primeira vez o filme, você vai pensar que se trata de um daqueles filmes infantis de halloween. Mas a proposta é mais brincalhona em todos os sentidos. O que deixa o filme um pouco arrastado e também chato em algumas partes, se ele conseguisse manter mais sério em alguns momentos e mostrar um pouco do horror ou até um terror psicológico e talvez uma proposta mais adulta no roteiro, séria uma decisão melhor.

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Para quem espera um daqueles excelentes filmes de terror dos anos 80 que nos acostumamos com os famosos “A Hora” que marcou uma geração, pode ficar decepcionado. É legal apresentar esse tipo de filme para crianças com seus 12 anos e pouco. Como eu vi, mas duvido que com o acesso que eles tem hoje em dia, ficariam chocado com alguma coisa. Principalmente quando se tem um lobisomem que lembra mais o fofão que outra coisa. Mas “A Hora do Terror” é aquele típico filme para você ver com os seus amigos e rir de cada cena absurda que essa perola apresenta.

Nota: 

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Os Caça-Fantasmas 2 (1989)

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1980 / EUA / 1h 48min / Direção Ivan Reitman / Roteiro: Dan Aykroyd e Harold Ramis / Produção: Bernie Brillstein, Michael C. Gross, Sheldon Kahn, Joe Medjuck, Ivan Reitman e Gordon A. Webb / Elenco: Dan Aykroyd, Harold Ramis, Ernie Hudson, Bill Murray, Annie Potts, Ernie Hudson, Rick Moranis e Sigourney Weaver

Os Caça-Fantasmas 2 é o filme mais nostálgico que lembro da minha infância. Talvez porque seja o que mais passava na “Sessão da Tarde“. Bom o filme não é melhor que o primeiro ” Caça-Fantasmas“, mas diverte muito. Principalmente pelas piadas que nenhum criança até os 14 ou 15 anos ia entender. Mas do mesmo jeito assistíamos e achávamos divertido. O roteiro ainda fica por conta de Dan Aykroyd e Harold Ramis que escreveram o primeiro filme também. A direção também é de Ivan Reitman que já tinha trabalhado com Bill Murray em “Almôndegas” e “Recrutas da Pesada“.

O segundo filme não iria acontecer mas sendo “Hollywood” nunca diga nunca. A primeira produção foi um sucesso e também recorde de bilheteria. Mas depois do sucesso da série animada “The Real Ghostbusters” que tinha estreado em 1986. Os investidores da “Columbia Pictures” investiram mais dinheiro no projeto e fez com que todos voltassem para a continuação.

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No começo do filme se passa 5 anos depois dos eventos de 1984. E os “Caças-Fantasmas” estão em desgraça. Ray (Dan Aykroyd) e Winston (Ernie Hudson) agora animam festas infantis, enquanto Egon (Harold Ramis) trabalha em um laboratório. Um antiga amiga deles Dana (Sigourney Weaver) sofre novamente pelos problemas sobrenaturais. Agora ela tem um filho, um bebe que se chama Oscar. Pedindo ajuda aos seu antigos amigos, ela entra em contato novamente com Peter Venkman (Murray). No qual apresenta um programa de televisão voltado ao sobrenatural. Novamente Murray é o centro da coisa, ele tem um humor para poucos que deixa o filme hilário.

Apos investigar algumas coisas eles chegam a central do problema que é uma gosma rosa que está infiltrada por toda Nova Iorque e é carregada por energias negativas, e assim faz com que os nossos heróis voltem novamente ao combate. Quando eles chegam no museu onde Dana trabalha eles encontram seu chefe o excêntrico Janosz (Peter MacNicol), onde agora hospedam uma obra de arte horrível Vigo, o destruidor.  O legal é como o filme invoca novamente algumas coisas do primeiro filme, como a prova do sobrenatural e aquele sentimento que o próprio Murray tem de não acreditar que estão caçando fantasmas.

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A segunda parte do filme tem seus problemas, como a própria trilha sonora que é muito fraca e não se compara com a trilha de Ray Parker Jr. Mas claro que ela se salva pela comédia que usa o horror como base. É um “terrir” bem mais light se comparado com outros filmes de terror. Posso dizer que a parte dois é muito fraca em relação ao primeiro. E deixar a desejar em algumas coisa. Mas claro que ainda é um grande filme, principalmente se temos deuses da comédia como esse próprio elenco. Coisa que infelizmente não vemos mais e parece que nunca mais vamos ver.

Nota: 

Baixe o filme com a dublagem clássica aqui