O Bordel de Sangue (1996)

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1996 / EUA / 1h 27 min / Direção: Gilbert Adler / Roteiro: William M. Gaines (Baseado nos quadrinhos “Contos da Cripta”), Baseado na história de Bob Gale e Robert Zemeckis / Produção: Gilbert Adler, Alexander B. Collett, Dan Cracchiolo, Richard Donner, David Giler, Walter Hill, A L Katz,Richard Mirisch,Scott Nimerfro,Joel Silver,Robert Zemeckis / Elenco: John Kassir, Dennis Miller, Erika Eleniak, Angie Everhart, Chris Sarandon, Corey Feldman

Confesso que me lembro pouco de “Contos da Cripta” principalmente porque era criança quando passava e claro era na HBO e não era alta renda suficiente para assistir na tv paga. Alias até  hoje não sou. Lembro que o máximo que via de terror em séries era o “Cine Band Trash” por causa dos filmes e a fora que era apresentado e os mais infantis que passava na globo como “Goosebumps” e “Clube do Medo” que eram histórias até que legais de medo. Só mais velho comecei alugar os VHS da série e me simpatizar com os contos do coveiro. Que alias teve várias pessoas famosas que passaram pela série até surpreendentemente falando o mito vivo Arnold Schwarzenegger dirigiu um episódio da série. E agora vão renovar a série com a produção de M. Night Shyamalan. Mas o legal da série é como foi lançado alguns filmes da série.

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Lançado em 1995 e depois em 1996 e o ultimo que me lembro foi em 2001. Mas as produções sempre falavam de algo especifico normalmente com monstros clássicos como demônios ou vampiros. E é isso que “Bordel de Sangue” com um elenco repleto de referencias o filme muito divertido e também tem pagação de peitos fodidos. Uma delicia para os olhos.  O filme começa no Peru onde uma pequena excursão ocorre para achar um tesouro enterrado, que na verdade se trata de um cadáver enterrado, e quando Vincent (Phil Fondacaro) coloca um coração no defunto e ele começa a voltar a vida. Essa parte os efeitos realmente foram muito bons. O coordenador de efeitos especiais é Charles Belardinelli que foi responsável pelo primeiro “A Hora do Pesadelo”, “O Massacre da Serra Eletrica – Parte 3”, “Jogos Mortais” e o “Mascara” que tem excelentes efeitos.

A história em si é muito legal, depois que Lilith (Angie Everhart) vem dos mortos e se torna a rainha dos vampiros, ela começa um estranho bordel, onde todas as “meretrizes” são vampiras e ela come o coração de suas vitimas. Mas quando o rebelde Caleb (Corey Feldman) some sua irmã contrata um detetive para procura-lo e assim começa um quebra-cabeça primeiro para entender porque um bordel funciona numa casa funerária e depois para entender toda a trama com vampiras e como um pastor está envolvido nisso tudo. O pastor não é nada mais nada menos que Chris Sarandon o grande vampiro Jerry Dandrige de “A Hora do Espanto”. Gostei do filme que tem várias referências a filmes de vampiros e também a outra produções de terror.

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O desfecho final que fica bacana quando os vampiros são confrontados por Rafe (Dennis Miller), o detetive e Curret (Sarandon) que invadem o local armados com arminhas de água benta e assim começa a detonar essas sugadoras de sangue de satanás. Até que Curret morre e Rafe enfrenta Lilith. Com plot twist digno de Shyamalan, e por isso entendi o porque dele produzir a nova série, o filme é cheio de humor negro que da um toque mais “cool” a produção e também os efeitos são maravilhosos e invocar todos os elementos clássicos do vampiro antigo de morrer com crucifixo e também a luz do sol sempre foi legal. E esse filme honra isso.

“Contos da Cripta” foi uma série muito foda que embalou os anos 90 e que com certeza vai voltar com tudo para esses novos tempos e gerar fãs saudosistas e também novos fãs. Agora é esperar e ver o que o coveiro trás para nós.

Nota:    

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Ring – O Chamado (1998)

 

 

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1998 / Japão / 96 min / Direção: Hideo Nakata / Roteiro: Hiroshi Takahashi (baseado no livro de Kôji Suzuki) / Produção: Takashige Ichise, Shin’ya Kawai  e Takenori Sentô, Makoto Ishihara (Produtor Associado), Masato Hara (Produtor Executivo) / Elenco: Nanako Matsushima, Miki Nakatani, Yûko Takeuchi, Hitomi Satô, Hiroyuki Sanada

 

Confesso que demorei muito para ver a versão original de “O Chamado”. A versão americana que lançou em 2002 e conta com a Naomi Watts foi um arraso. Adorei o filme e o lance de integrar a tecnologia com o sobrenatural foi um lance muito legal, não é  uma coisa nova mas é genial. O filme americano foi dirigido por Gore Verbinski, ele conseguiu pegar muito bem o que o diretor japonês Hideo Nakata quis colocar em plano.

Mas assistindo ao filme original que por sinal está na netflix, ou melhor, a trilogia toda está online é fácil de se ver agora. E quando eu assisti o original! Fiquei assustado com a alta qualidade do filme e como ele não é tão explicito como o remake e o que deixa mais tenebre em vários momentos. “Ring – O Chamado” abriu as portas para outras produções do JHorror (Horror Japones) abriu para nos ocidentais. Já que a asia produz ótimos filmes de terror a tempo como “Onibaba – A Mulher Demônio” ou “House” uma produção terrir dos anos 70 que é muito bem feita. Mas aqui para nos chegou obras-primas como “Audition”, “O Grito”, “O Pacto” e um filme que é uma obra-prima na minha opinião que é “Batle Royale” que é baseado num livro e num mangá.

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Quando você assiste por primeiro o remake e depois vê o original você consegue notar várias coisas, seja pelo atuação, as cenas, o que faltou no original e o remake melhorou ou vice-versa. Isso torna o filme mais rico e interessante de se analisar. Mas outro ponto interessante é como as atuações mudam e também toda história muda. Começamos com duas estudantes dizendo que viram uma fita e depois receberam um bizzaro telefonema dizendo que você tinha 7 dias de vida. Claro que de começo você não acredita em nada disso, mas o suspense que é colocado nas primeiras cenas e qualquer coisa banal deixa tudo assustador como um toque do telefone ou a televisão que se liga sozinha. Isso tudo constrói um cenário de suspense.

Depois que temos a primeira vitima do filme a repórter Reiko (Nanako Matsushima) começa a fazer uma investigação profunda sobre aquela estranha fita. Então ela vai até um camping onde sua sobrinha, a vitima do começo do filme estava. Lá ela acha a fita que ela viu com os amigos e coisas bizarras acontecem quando ela assiste. Confesso que o remake nessa parte é mais rico em detalhes mas o VHS japonês da um “cagaço” por ser tudo num tom “dark” e sombrio. As investigações leva Reiko pedir ajuda para o seu ex-marido que é professor e também um paranormal  Ryuji Massam (Hiroyuki Sanada). Assim eles partem e buscam pistas que levam a esse estranho e bizarro caso.

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O final do filme achei sensacional principalmente com a melhor cena que é a Sadako (Samara) saindo da televisão, essa cena é muito bem feita e ainda melhor que o remake. Toda a lenda por trás dela e de sua familia e o que a levo a morrer num poço é muito bem elaborada e pensada num rigor de detalhes é sensacional. O filme tem algumas falhas que o remake conseguiu de certa forma aproveitar. Mas claro que não se compara ao original que é uma obra-prima. Confesso que fiquei curioso para ver a trilogia do “Chamado” e também para ver a filmografia do diretor Hideo Nakata. Lembrando que ele também dirigiu “Água Negra” filme que o Walter Salles foi convidado para dirigir na versão ocidental. Mas vamos ver o que as produções dele aguardam e também o que cinema oriental de terror nos reserva.

Nota:    

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Espírito Assassino (1986)

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1986 / EUA / 98 min / Direção: Kevin Tenney / Roteiro: Kevin Tenney / Produção: Gerald Geoffray; Donna Reynolds, Bolton Sullivan, Roland Carroll, Patricia Bando Josten (Produtores Associados); Ron Mitchell (Supervisor de Produção); Walter Josten (Produtor Executivo) / Elenco: Todd Allen, Tawny Kitaen, Stephen Nichols, Kathleen Wilhoite, Burke Byrnes

Kevin Tenney é um dos melhores diretores dos anos 80. Tanto por fazer esse que é um dos filmes que passavam direto no “Cine Trash” da Band, tanto por ter feito duas produções maravilhosas um que é “A Noite dos Demônios” e aquele que é o melhor filme de bonecos assassinos que é “Pinóquio – O Perverso”.

O bom desses filmes dos anos 80 são os efeitos, a história e claro as atuações, mas  isso “Espírito Assassino” tem de sobra o problema que ele se perde no meio de tudo isso. O que começa com uma história legal vira um tropeço e daqueles no filme. O plot do filme é aquela brincadeira do “ouija” que é aquela mesa para falar com os mortos, no Brasil ficou conhecido como “a brincadeira do compasso”. E ficou muito famoso nos anos 90.

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A história começa quando Jim (Todd Allen) e sua namorada Linda (Tawny Kitaen) fazem uma festa e a brincadeira começa com a tabua. Um espírito que aparece é de um menino de 10 anos que morreu tragicamente. O que parece interessante para Linda, logo vira uma obsessão e contra todos os conselhos que ela recebe. Ela brinca com o tabuleiro e começa a falar com outro espírito. A partir dai coisas estranhas começam a acontecer e podemos colocar essa coisas estranhas no roteiro também. Algumas coisas não tem explicação e é apenas colocado como titulo de curiosidade, ou melhor, simplesmente aceitamos para acabar logo o filme.

Quando Linda fica cada vez mais estranha e também assassinatos ocorrem logo Jim é o suspeito e porque não né? Mas ele sai em busca da verdade junto com seu ex-melhor amigo Brandon (Stephen Nichols) e nisso ele descobre que na verdade sua mulher nunca falou com o menino e sim com um “serial killer” conhecido como “Carlos Malfeitor” (que de passagem é o melhor nome de vilão que já vi).

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“Espírito Assassino” presta homenagem a alguns filmes como podemos ver a premissa de “O Exorcista” quando a mulher brinca com o “Ouija” e é possuída ou também “Psicose” principalmente pela bela cena do final quando Jim cai da janela e a câmera acompanha ele até acerta um carro. Apesar de tosca, sim é muito tosca, gostei muito da cena e todo o contexto. O final do filme é esperançoso e da brecha para uma continuação que saiu depois em 1993. Mas é um filme interessante que está na Netflix e vale a pena conferir.

Nota:     

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Puppet Master vs Demonic Toys (2004)

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2004 / EUA / 88 min / Direção: Ted Nicolau / Roteiro: C. Courtney Joyner, Charles Band, David Schmoeller, David S. Goyer, Kenneth J. Hall/ Produção: Sven Clement, Cindy Carroll, Alan B. Bursteen e Charles Band / Elenco: Corey Feldman, Vanessa Angel, Danielle Keaton, Silvia Suvadová, Nikolai Sotirov

Todos sabemos que o canal “Sci-Fi” só produz clássicos de alta qualidade como a trilogia “Sharknado”, “Ghost Shark”, “Pegasus Vs. Chimera” e “Piranhaconda”. Filmes de ótimas qualidades que encantam os olhos de quem assiste. Mas devo ressaltar um excelente filme que saiu para TV (infelizmente) que é  “Puppet Master vs Demonic Toys”. O filme tem todos os elementos de uma ótima produção como duas franquias de sucesso que é “Mestre dos Brinquedos” e “Brinquedos Diabólicos” esse ultimo não tão famoso como o primeiro que passava direto no SBT. E também outro ator muito foda dos anos 80 que é o Corey Feldman que fez só perolas do cinema como “Goonies”, “Conta Comigo” e “Os Garotos Perdidos”.

Apesar do filme ter sido lançado para a época de natal, ele pega carona num roteiro bem vagabundo que é do “Halloween Parte 3”. Onde temos  uma mega corporação produzindo um produto para se vender numa época esp efica. Se em “Halloween” tínhamos aquelas mascaras que derretiam nas caras das crianças, nessa produção temos os brinquedos diabólicos que estão sendo vendidos para milhares de lares, onde eles vão acordar no dia de natal e matar as crianças. E assim o demônio e uma industrial Erica Sharpe (Vanessa Angel) podem dominar o mundo.

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Feldman  é Robert Toulon “O Mestre dos Brinquedos”, quem assistiu todos os filmes da franquia sabe que só um Toulon pode fazer com que os brinquedos voltem a vida e faça o que eles querem. Normalmente os brinquedos são inofensivos e quem é o verdadeiro mal são as pessoas, isso sim é um ótima reflexão sobre a sociedade em que estamos. Mas o filme demora para chegar até o ponto que queremos que é essa luta do século. Muita coisa acontece na verdade, vários diálogos absurdos e atuações fenomenais.

Mas para mim as melhores partes e inclusive o melhor personagem é o bebe que é um “Brinquedo Diabolico” que lembra muito o Eric Cartman em “South Park”, ele quer mamar nas vadias como ele diz e também matar geral. E claro ele tem o melhor “poder” se assim podemos dizer que é o propulsor de peido. Quando vi aquilo só poderia sair de uma mente genial. E eis que vou olhar no IMDB para ver quem escreveu esse filme e minha surpresa que David S. Goyer que é roteirista dos filmes do Batman junto com o Nolan e do “Homem de Aço” estava por trás do roteiro. Eu de longe acho esse o melhor filme que ele escreveu, pena que ele não foi creditado, ou melhor, se poupou de roubar o filme com seu nome envolvido nesse épico moderno.

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Já nas partes finais do filme onde finalmente temos o tão esperando encontro entre “Puppet Master vs Demonic Toys” é muito broxante e como começou o filme acaba com o demônio levando Erica Sharpe para o inferno junto com os outro brinquedos. O embate épico se caiu por terra. Mas nunca é tarde para torcer para sair uma parte dois, já que vários mistérios são deixados no final do filme.

Achei um filme legal, cheio de pontos interessantes e também conseguiu ganhar meu coração com o bebe “from hell” que tem um propulsor na bunda. Quem não queria isso? Claro que perde pontos já que o combate que tanto esperamos não acontece mas sempre é bom ver os brinquedos do “Puppet Master”, eles são fodas desde o primeiro filme. Agora realmente é torcer para o “Sci-fi” produzir uma sequencia para esse que sem dúvidas é um clássico do trash.

Nota: