Os 10 Melhores filmes de Terror de 2015

Confira aqui os melhores filmes de terror desse ano que passou. Lembrando que alguns filmes marcam que estrearam ano passado, mas tratando de Brasil, os lançamentos são tardios.

Mas vamos lá..

1º Corrente do Mal, 2014, Dir: David Robert Mitchell

Basicamente uma história sobre o DST do inferno. Um bom filme que marca um terror independente bem contado com atores desconhecidos e que tem um bom roteiro e uma ótima direção.

2º Garota Sombria Caminha pela Noite, 2014, Dir: Ana Lily Amirpour

Filme iraniano, preto e branco e com um ar todo cult. Poderia ser um porre! Mas sério um dos melhores do ano. Para mim marca o ano das mulheres no cinema Ana Lily Amirpour fez um filme elegante, misterioso e soube como ninguém como usar o mito do vampiro em tela.

3º Sobrenatural: A Origem, 2015, Dir: Leigh Whannell

Esse foi um dos lançamentos mais duvidosos do ano. Mas para mim sinceramente foi perfeito. Adoro os filmes do James Wan, gosto muito da trilogia “Sobrenatural” coloco de forma interessante esse terror mais moderno.

4º A Colina Escarlate, 2015, Dir: Guillermo del Toro

Del Toro é um amante do terror clássico, daquela época dos monstros da universal como Frankstein, Lobisomem e o Drácula. Em “A Colina Escarlate” ele volta com essa paixão, que é um romance gótico. Lembrando bastante aqueles filmes da “Hammer” da década de 70. Com um elenco foda e efeitos de primeira, ele detonou ao contar essa excelente história de terror.

5º Como Sobreviver a Um Ataque Zumbi, 2015, Dir: Christopher B. Landon

Esse com certeza foi um dos lançamentos mais engraçados do anos, talvez com “Final Girls” esse “terrir” e brincou muito com a temática apocalipse e zumbis. Lembrou bem “Zumbilandia” e aquela zoeira de quando você tem 16 anos e se vê numa situação em que você não tem adultos perto e zumbis querendo te comer. O que você faz? Bem você vai num inferninho.

6º Late Phases , 2014, Dir: Adrián García Bogliano

Esse filme pode ser resumido como “Grand Torino” com lobisomens. Que filme foda! Os efeitos são todos práticos e não tem nada daquelas merdas de CGI e etc.. Os monstros são todos feitos a mão e também o roteiro é bem feito para caramba. O ator principal é um ex-soldados aposentado, cego e que mata lobisomens. PQP não tem como esse filme ser melhor.

7º Terror nos Bastidores , 2015, Dir: Todd Strauss-Schulson

Mais um “terrir” que saiu do nada e logo agradou e desagradou quase todo mundo. Achei esse filme muito bom, brinca com várias coisas do gênero de “slash” e coloca um Jason fictício. Gostei de como eles não esquecem de nada, como os “flash-backs” que são bem montados. E quando a galera de 2015 se encontra com o pessoal do filme que se passa nos anos 80, é muito foda. Zoar com as roupas, modo de falar e a tecnologia. É tudo muito bem feito. Um filme que vale muito a pena ver.

8º Howl , 2015, Dir: Paul Hyett

Terror britânico de primeira. Lembrando algumas vezes “Um Lobisomem Americanos em Londres”. Mas claro que sem as partes de comédias. Aqui é massacre atrás de massacre. E o clima claustrofóbico é muito foda porque o filme se passa todo num trem. Um dos melhores do ano que tem no gênero monstros da ficção e não assassinos ou demônios. Gostei muito desse filme.

9º Ainda Estamos Aqui , 2015, Dir: Ted Geoghegan

Lançado no começo do ano, esse “horror house” foi uma das melhores coisas já lançadas. Ele pega muita influencia daqueles filmes clássicos de terror dos anos 80 tanto americano como italiano. Por várias vezes lembrou os filme de Lucio Fulci, mais especificamente “A Casa do Cemitério”. Lembrando que esse filme tem musa do horror que é a Barbara Crampton que fez vários filmes de terror nos anos 80 e 90. Um excelente filme que merece ser visto e estudado.

10º Creep, 2014, Dir: Patrick Brice

Lançado ano passado, mas apareceu aqui pela “Netflix” esse terror independente é uma das melhores coisas do ano. Ele usa o “found-footage”, tem só dois atores e um suspense que meu deus do céu. Te faz subir pelas paredes. Nunca imaginei que o Marck Duplass, conhecido por fazer vários filmes indies, conseguisse assustar tanto como esse psicopata que mata sem motivos e só quer aterrorizar as pessoas. Esse diretor Patrick Brice que atua e escreveu junto com Duplass o “Creep” mandou bem e também é uma pessoa para ficar de olho daqui para frente.

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TerrorCast 02 – Os filmes de Wes Craven

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Nessa segunda edição do TerrorCast prestamos uma homenagem (atrasada) a Wes Craven que faleceu nessa segunda metade de 2015. Criador de ícones do terror como “A Hora do Pesadelo” e a séries de filmes “Pânico”. Craven foi também um visionário ao criar um dos melhores filmes e também polêmico que foi  “Aniversário Macabro” de 1972 .

Acompanhe aqui nossa singela homenagem..

Quem participa dessa edição: JoãoRolf  e Rogerio 

Comentários:

Are You Ready For Freddy? (Clipe dos Fat Boys)

Clipe Freddy Krueger da banda Stormtroopers of Death

ANIVERSÁRIO MACABRO: Os Filmes Mais Perturbadores do Planeta #21

 John Carpenter fala sobre Wes Craven

Baixe o programa aqui.

 

Deathgasm (2015)

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2015 / NZ / 86 min / Direção: Jason Lei Howden / Roteiro Jason Lei Howden / Produção: Ant Timpson, Morgan Leigh Stewart, Tim Riley, Craig Jackson, Sarah Howden, Robyn Grace, Andrew Beattie e Hamza Ali / Elenco: Delaney Tabron, Daniel Cresswell, Sam Berkley, Kimberley Crossman, James Blake e Milo Cawthorne

Metal! Horror! Amizade e Demônios. Isso séria mais um titulo de um livro ou filme inspirado em algo do Stephen King, se não usasse o gore. Pouca gente deve conhecer filmes da Nova Zelândia onde essa perola moderna do terror nasceu que é o “Deathgasm”. Mas se voltarmos um pouco, vamos lembrar e muito de um diretor muito consagrando hoje em dia que nos seus aureos tempos fez muito filmes do caralho de horror. É claro que estou falando de Peter Jackson! Porra que nunca viu “Fome Animal” ou o mais underground ainda que é o “Trash – Náusea Total”. O filme foi inspiração para outros clássicos modernos do gore que temos hoje. O diretor estreante Jason Lei Howden, fez uma baita homenagem a Jackson nesse filme. Além de um gordinho que usa a camiseta do “Trash – Náusea Total”, o diretor é muito fã de Metal, coisa que fica evidente no filme e também trabalhou tanto com Peter Jackson para criar os efeitos especiais na trilogia do “Hobbit”.

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Uma coisa que sinto falta nos filmes de hoje em dia é como a música pode ser combinado com os elementos do terror. Temos o “Horror Rock Picture Show” que é um musical foda e soube combinar as músicas com seus elementos em cena, como também um filme B que é o “Heavy Metal do Terror” que usa a mística desse gênero musical para montar seu roteiro. “Deathgasm” conseguiu fazer isso. Eles usam toda essa mística do metal para falar sobre as lendas de invocar o demônio e também fazer um passeio pela história do gênero.

A história do filme é muito legal também, conta sobre um garoto metaleiro que tem sua mãe presa e com isso vai viver com seus tios numa cidade no interior da Nova Zelandia. Mas ele não é nem um pouco aceito pelo seus tios mega-religiosos e pelo seu primo bullying. Então Brodie (Milo Cawthorne), fiz descolado no meio daquela galera. Ele encontra um pessoal nerd na escola que o faz se sentir aceito, mas é numa loja de discos que ele encontra Zakk (James Blake), um metaleiro que assim como ele, odeia aquela cidade e as pessoas. Unidos eles foram uma banda com os dois nerds da escola. Aos poucos eles vão se sentindo mais fortes, já que estão em união. Mas quando Zakk leva Brodie na casa de um antigo metaleiro e roubam uma letra de música antiga, eles invocam o demônio que faz a cidade toda ficar possuída pelo mochila de criança.

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Mas o que vem depois é umas das coisas mais loucas que senti falta nos filmes de hoje em dia. Que é aquele gore e também splatter maroto que tinhamos em filmes como “Evil Dead” ou até os filme de Peter Jackson e também “Demons” do Lambento Bava. Os demônios alias parece muito do Evil Dead, aqueles que não sabemos o que eles querem, só estão lá para provar o caos e assim matar o que vem pela frente. E nossa senhora as mortes são fodas. Temos mortes que vão com “consolos” entrando no ouvido de senhorias, até cabeças saindo junto com a espinha toda e a melhor morte é quando o amigo dos dois o gordinho escroto Giles (Daniel Cresswell) , tem os braços arrancados é espancado por até a morte pelos seus proprios braços. Caralho! que morte criativa. Realmente sentia falta desse tipo de filme, despreocupado, nojento e também com uma trilha sonora muito boa.

Nota:    

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Aniversário Sangrento (1981)

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1981 / EUA / 85 min / Direção: Ed Hunt / Roteiro: Ed Hunt e Barry Pearson / Produção: Max Rosenberg, Daniel H. Blatt, Gerald T. Olson e Steven R. McGlothen / Elenco: Susan Strasberg, Billy Jayne, Julie Brown, Joe Penny, Melinda Cordell e Lori Lethin.

Aniversário Sangrento é aquele típico filme que você não faz idéia que existe mas quando assiste, logo pensa porque não vi essa porra antes? Acredito que o titulo confunda aqui no Brasil porque ele lembra muito o filme de Wes Craven que foi “Aniversario Macabro”, no qual é mais cruel que esse dos anos 80.

Mas gostei muito desse filme pela realidade que ele passa como, temos crianças psicopatas, assassinas, sem remorsos e que desejam só fazer um massacre. O que mais pode dar errado nessa produção? O roteiro do filme foi escrito por Ed Hunt, o filme todo é em baixo orçamento. Muitas vezes rodada a noite e nas cenas diurnas foi filmada em lugares isolados para economizar com elenco e também com efeitos. O que o filme tem de “B”, sobra para as mortes e também o desenvolvimento da história entorno das crianças. O que o diretor errou e errou rude, foi tentar explicar o do porque do comportamento das crianças. Ele quis inventar uma coisa mística de dizer que as três crianças são as assassinas e nasceram num eclipse misterioso e por isso do comportamento delas.

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Tirando toda essa bobagem, vemos crianças simplesmente como malvadas e com consciência do mal que elas estão fazendo. Elas são sádicas e metódicas, em uma cena onde Debbie (Elizabeth Hoy), uma das criança premedita a morte do pai que é policial. É muito bizarra porque ela atrai o pai para fora e depois com a ajuda dos amigos mata ele. E achei legal como o diretor coloca ela sofrendo depois no enterro pela morte do pai. Ela é uma psicopata por completa, além de matar ela simula o sofrimento. Essa mascara social é uma coisa que quase poucos filmes lembram de abordar, ou melhor, mostrar como esses psicopatas são na verdade. Lembro que dois filme que mostraram e bem essa relação de crianças malvadas, assassinas e tal foi o cult “Precisamos falar sobre o Kevin” e também um que me marcou por muito tempo que foi o excelente e as vezes esquecido “O Anjo Malvado” que teve uma produção muito boa e foi lançada em 1993 e tinha como astro principal Macaulay Culkin.

Mas bem o filme que foi rodado em 1981. Marca uma era onde crianças pegavam em arma de fogo para matar outras pessoas, ameaçava também outras crianças e tinha uma nudez, que era das mais sem vergonha possível. Tudo que enche um bom prato do “trash” e “slash b” mesmo. Uma pessoa que merece destaque e bastante fica tanto por conta da atriz Elizabeth Hoy como também do outro menino assassino que é o Curtis (Billy Jayne), o ator fez uma série de outros filmes, mas nenhum que deu um destaque maior em sua carreira. O que é uma pena, porque os jeitos que ele interpretava seu personagem que ia do limite da filha da putice e parava na inocência de uma criança. Foi muito bem desenvolvida todos os personagens.

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Outro ponto alto do filme é como o diretor conseguiu equilibrar e muito bem outros personagens para serem vitimas das crianças. No caso os adultos, a mãe de Debbie é um exemplo claro daquele tipo de pessoa que passa a mão na cabeça do filho para tudo, deixa ele fazer tudo e também santifica o filho. E claro que o resultado não poderia ser outro. Vai se transformar num monstro psicopata como o próprio filme mostra. Aniversario Macabro é um excelente filme que deve ser analisado olhando pelo ponto da psicopatia e atitude das crianças. Quem é fã do assunto que é mais ligado com a psicologia ou até a pedagogia vai se deliciar com esse filme dos anos 80 e que é um perola daquela década esquecida que deve ser lembrada sempre.

Nota:    

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Força Sinistra (1985)

 

 

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1985 / Reino Unido, EUA / 116 min / Direção: Tobe Hooper / Roteiro: Dan O’Bannon e Don Jakoby, Michael Armstrong e Olaf Pooley (não creditados) (baseado no livro de Colin Wilson) / Produção: Yoram Globus e Menahem Golan, Michael J. Kagan (Produtor Associado) / Elenco: Steve Railsback, Peter Firth, Frank Finlay, Mathilda May, Patrick Stewart, Michael Gothard

Tobe Hooper talvez seja o diretor mais esquecido dentro de Hollywood e sempre caracterizado como o diretor de “O Massacre da Serra Elétrica”. E não estou dizendo de forma alguma que o massacre é um filme ruim e muito pelo contrario. É uma obra-prima! É meu filme favorito de horror junto com “Evil Dead”. Mas Hooper é um diretor muito versátil, conseguindo fazer vários gêneros de filmes dentro de um só. Temos por exemplo “Poltergeist” de 1982 que é uma produção de terror e mescla com um drama familiar e também “Pague Para Entrar, Reze Para Sair” de 1981 que faz uma analogias com filmes de aventuras que ia dominar os cinemas nos anos 80 como “Goonies” e também o esquecido “Uma Babá em Apuros” que é muito foda.

Mas “Força Sinistra” é aquele tipico filme que quem viu nunca esquece. Simplesmente porque temos uma vampira/alien que fica nua o tempo todo. Mas a exposição da nudez não é gratuita e faz parte da história. A alienígena que é interpretada pela bela atriz francesa Mathilda May, faz um misto de “Drácula” com “Alien – Oitavo Passageiro”. É muito legal essa analogia que Hooper faz no filme. O roteiro que fica por conta de Dan O’Bannon e isso fica evidente não só porque ele escreveu “Alien” como também ele tinha dirigido no mesmo ano aquele que coloco como melhor filme de zumbis juntos com o do Romero que é “A Volta dos Mortos Vivos”. Você percebe traços de O’Bannon no roteiro e também na parte criativa da direção, quando temos aqueles zumbis, bonecos estranhos voltando a vida. Quem já viu os dois filmes vai sacar na hora que estou falando.

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Mas a direção de Hooper é impecável. Gostei muito desse filme, ele começa com uma viagem espacial que lembra e muito “2001” do Kubrick não só pelos ângulos de câmera como também pelos atores. O elenco do filme é excelente. A mistura de ficção e terror encaixo muito bem no filme todo. A história também é muito boa, quando uma tripulação a bordos de uma missão espacial compartilhada entre Inglaterra e E.U.A encontram uma nave alienígena, eles decidem explorar dentro do conteúdo da nave. Lá eles acham morcegos gigantes mortos e no interior da nave, uma cúpula com três humanóides e em estado de coma profundo. Assim eles decidem levar essa cúpula para dentro da nave. A partir disso o filme da um salto de um mês. E a nave agora está vazia, todos estão mortos dentro dela. E numa base na terra, a cupula dentro da nave é preservada e nisso a alienígena mulher, pelada e muito gostosa por sinal começa a andar peladona pela base e sugando a força vital das pessoas e a transformados em vampiros igual a ela.

Essa analogia do vampiro clássico com essa ficção de aliens e tal ficou muito bem sacada, como também os efeitos especiais que foram muito bem trabalhados. Lembrando muito os efeitos de “Poltergeist” no qual Hooper tinha trabalhado no ano passado, esses elementos ficaram perfeitos para esse filme de ficção. Junto com as cenas de gore ao extremo que vai de explosões de corpos, vísceras escorrendo e muita areia jogada nos cenários. Lembrando muitas vezes episódios de “Arquivo X” e também várias vezes o filme faz referências a segredos do governo ocultados e etc.

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Mas a parte final do filme é o supra-sumo, quando o coronel Carlsen (Steve Railsback) o único sobrevivente da nave começa a ter efeitos de poderes por conta da alien que ele libertou, ele se envolve numa espécie de amor espacial estranho. É aquele velho truque do vampiro que seduz sua vitima. Os mesmos truques para matar um vampiro é colocado no filme também como estacas, ou no caso uma parte da nave que eles vieram para matar eles. Baseado no livro do escritor inglês Colin Wilson que tem o titulo de “The Space Vampires” eles foi tentado ser adaptado várias vezes, mas só conseguiram pelas mãos habil de Hooper. Que mais uma vez coloco o dedo na ferida e digo que ele é um dos melhores diretores de terror que esse mundo já teve e que merece de todo jeito ser revisitado várias vezes e claro redescoberto.

Nota:   

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O Trem do Terror (1980)

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1980/ EUA, CANADÁ / 87 min / Direção: Roger Spottiswoode / Roteiro: T.Y. Drake / Produção: Harold Greenberg/ Elenco: Ben Johnson, Jamie Lee Curtis, Hart Bochner, David Copperfield, Derek McKinnon, Sandee Currie, Timothy Webber, Anthony Sherwood, Howard Busgang, Steve Michaels, Vanity

Depois de estrelar “Halloween”, “A Bruma Assassina” e “A Morte Convida para Dançar”, a “scream queen” Jamie Lee Curtis, que teve sua cara relacionada a filmes de terror e também de ser uma “final girl” que em bom português é a garota final dos filmes de horror, slash e etc. Enfim é aquele que consegue sobreviver ao massacre e geralmente sobrevive a todas as franquias. Caso foi de Neve Campbell na quadrilogia “Pânico”. Mas enfim o “Trem do Terror” teve sua estréia em 1980, a história é muito bacana e coloca uma espécie de “Halloween” com “A Morte Convida para Dançar” num trem cheio de jovens bêbados com um psicopata em busca de vingança a bordo. O que poderia dar errado né?

O filme começa três anos antes dessa viagem de ano-novo. Lá numa espécie de festa de fraternidade no natal. Alguns jovens estão comemorando o fato deles serem veteranos agora e decidem fazer uma brincadeira sadia que é aprontar com o virgem da galera. Assim eles fazem com que Kenny (Derek McKinnon) vá tentar transar com Alana (Curtis) e numa espécie de brincadeira sem noção mesmo, e digo isso porque invés dela estar deitada na cama, quem está é um defunto. E assim Kenny se apavora e entra num trauma. Três anos se passam e na viagem de formatura, onde eles alugam um trem para comemorar o ano novo também, coisas começam acontecer.

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A primeira coisa que temos no filme é como o diretor Roger Spottiswoode começa a posicionar os personagens e vemos suas características e personalidades. Lembrando que o “Terror no Trem” é o primeiro trabalho do diretor que mais tarde iria dirigir filmes como “007 – O Amanha nunca Morre” e também “O Sexto Dia”. Spottiswoode faz um excelente trabalho com os quadros de câmera e também ao envolver os personagens na trama. Até os coadjuvantes tem um papel interessante dentro da história.

O legal e também o que diferencia esse filme de outros é a forma como o assassino age. Por vezes confundido todos no vagão. Se no começo temos ele com a máscara do “Grouncho Marx”,  ele vai trocando a máscara e também de roupa várias vezes para confundir aquela galera. As mortes são bem fracas e também muito mal produzidas. Não tem uma cena que você fica realmente chocado, o que deixa o filme legal é como ele aborda a astucia do personagem e também como o roteiro e também o diretor conduz toda a trama e faz o publico entrar de cabeça no filme e tentar achar o assassino.

A produção também é básica e não mostra “flash-backs” e sim eles investigam para tentar achar quem na verdade é o assassino. E até que kenny que já tinha uns problemas é colocado como principal suspeito. As mortes aumentam e também a vingança do personagem para chegar até Alana. O legal do filme acontece no ultimo ato, quando o assassino que acreditam ser o mágico que é contratado para animar a galera. E acreditem que esse personagem  fica por conta de David Copperfield, sim aquele mágico que aparecia no “Fantástico”. Num combate letal entre Alana e o assassino ela consegue jogar ele do trem. Mas claro que não é tão simples assim e na verdade o assassino ainda está vivo e numa das cenas mais fodas do filme, temos a revelação final.

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Na verdade Kenny é o assassino (como suspeitávamos), mas ele estava disfarçado da assistente do mágico. É uma baita de uma forçação de barra, mas temos que ter a suspensão de descrença e também deixa a parada mais divertida também. E como no começo do filme onde temos Kenny entrando em paranóia e se enrolando num lençol. A mesma coisa acontece no final do filme e ele morre.

“O Trem do Terror” tem uma produção singela e isso é fato e notorio também, mas não dispensável. Vários filmes foram feitos depois com a temática de terror no trem, ou algo nesse sentido e vê se algum vale a pena. Ultimamente vi um muito bom que se chama “Howl” que mistura lobisomens com esse drama de horror com pessoas, onde a verdadeira natureza deles vão se mostrando. A produção arrasou na maquiagem e também no roteiro que é muito gore, uma produção britânica que faz encher os olhos de orgulho. Vale muito a pena.

Nota:    

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Acampamento Sinistro (1983)

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1983 / EUA / 88 min / Direção: Robert Hiltzik / Roteiro: Robert Hilzik / Produção: Jerry Silva, Michele Tatosian, Robert Hilzik (Produtor Executivo) / Elenco: Felissa Rose, Jonathan Tiersten, Karen Fields, Christopher Collet, Mike Mellin, Katherine Kamhi

Se tem um filme que caracteriza e reformula o terror de tal modo é “Acampamento Sinistro”. Acho que nunca foi se pensado num filme tão foda como esse. A trama é super interessante, os personagens tem uma livre caracterização para ser eles mesmo, pelo menos é o que se nota dentro do filme. Mesmo as péssimas atuações que fica por conta de todos envolvidos na produção. E que se dane! Quem liga para isso quando se tem um roteiro muito bem desenvolvido com um “plot twist” que faz qualquer filme do Shyamalan cair de quatro.

Apesar do filme ter sido lançado no começo dos anos 80 e depois ia ter a explosão de gêneros de “slasher”, ainda mais voltado para essa trama de acampamentos. Tínhamos já o “Sexta Feira 13” que invocava já esse espírito e claro aquelas produções B de terror dos anos 70. Mas passando o tempo, nenhum filme conseguiu superar “Acampamento Sinistro” como um filme de terror com um assassino que entrou na cultura POP e também deixou sua marca ao abordar como era os anos 80.

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O que mais me chocou no filme foi um cozinheiro pedofilo, as roupas “cola-saco” dos personagens, aqueles shorts da seleção de 70 que o Zico usava. Sério isso era uma moda que tinha que voltar e deixar o saco respirar. Quanta elegância para 88 minutos de filme. Antes temos a apresentação da trama, temos um lago, um pai com crianças e um acidente que mata o pai e depois uma das crianças. E depois se passa 8 anos e uma menina e um menino descem as escadas, pela lógica pensamos que a menina sobreviveu. Mas será? Eles vão a um acampamento de verão, onde tudo está errado. Começando pela mãe deles que deve ter exagerado na morfina. A mulher é maluca. Chegando no acampamento, as coisas se complicam onde as outras meninas começam a implicar com Angela (Felissa Rose) gratuitamente. Uma coisa é como o “bullying” agressivo é aplicado e também as formas como ele é colocado. Que vai de jogar a menina no lago mesmo ela não sabendo nadar ou até fazer um gordinho nerd beijar a bunda de outro garoto.

Mas “Acampamento Sinistro” apresenta mais coisas erradas dentro dessa sociedade liberal. Como também o dono do acampamento espancar o primo de Ângela. O boca suja Rick (Jonathan Tiersten) e claro o aliciamento de menores e a pedofilia correndo solto. Mas o que séria apenas mais um acampamento para as crianças terem problemas psicológicos no futuro. Se torna um verdadeiro massacre. Começando pelo cozinheiro que ia abusar de Ângela e tem a cara derretida quando empurram ele dentro de uma panela de sopão. Aos poucos outras coisas vão acontecendo e as mortes são muito criativas. Apesar do filme ter atores horríveis que vai até de bigode de fita isolantes, eles não economizaram na maquiagem e também nas mortes. Uma das melhores mortes e também uma das mais nojentas é quando um monitor que tinha aprontado com Ângela e seu primo Ricky morre com várias picadas de abelha.

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Depois de todas essas mortes, temos as revelações finais onde ai sim o filme vale muito a pena. Ângela arranja um namorado que é Paul (Christopher Collet). Ele começa errado e mete um chifre na pobre menina que é traumatizada. Percebemos por “flash-back” que ela e o irmão pegaram o pai dando para o amigo. Então ele era gay e nisso temos uma cena onde ela e o irmão estão na cama e fazendo aquelas brincadeirinhas de descoberta com o corpo. Depois que Ângela volta a si e foge de Paul, ela o reencontra e fala para eles se encontrarem perto do lago e nadarem nus. O garotão fica felizão, mas a verdade vem a tona e quando os monitores vão atrás do assassino. Eles encontra Ângela nua fazendo carinho em Paul e quando ela levanta a cabeça do menino rola no chão e ela na verdade é um MENINO! E numa espécie de urso machucado gritando ela ou ele levanta e se relava a tromba do garotinho. E a verdade é que a irmã morreu no acidente de carro e a mãe maluca de Ricky criou o menino como menina!

“Acampamento Sinistro” teve uma produção semelhante a “Evil Dead” de Sam Raimi. Amigos e pessoas ajudaram essa produção a ser realizada. Emprestando por vezes carros, uniformes, utensílios em geral. Percebemos q que grande parte do orçamento ficou para cobrir os efeitos especiais e as mortes em geral que são muito bem realizadas. O filme tem um ar “cult” apesar da pouco repercussão que teve, mas sinceramente esse é um dos melhores filmes de terror dos anos 80 e entraria fácil num top 20 de melhores filmes de horror de todos os tempos.

Nota:    

Assista ao filme legendando pelo Youtube aqui