Herança Maldita (1995)

 

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1995 / EUA / 90 min / Direção: Stuart Gordon / Roteiro: Dennis Paoli, Stuart Gordon (baseado no conto de H.P. Lovecraft) / Produção: Maurizio Maggi; Michael J. Mahoney (Coprodutor); Albert Band, Charles Band (Produtores Executivos) / Elenco: Jeffrey Combs, Barbara Crampton, Jonathan Fuller, Jessica Dollarhide, Massimo Sarchelli, Elizabeth Kaza

Como eu adoro os filmes do Stuart Gordon! Primeiro por adaptar os contos de Lovecraft de uma forma sensacional, mesmo que seja do jeito dele. As produções que ele comanda são fodas. Podemos citar alguns filmes que são simplesmente “massareal” que ele dirigiu, começando com o “Re-Animator” que reacende o legado de zumbis e de uma certa forma tem um morto-vivo diferente dos demais que foi o caso dos filmes do Romero que tinha um teor mais político ou até dos zumbis do Dan O’Bannon que são os icônicos “A Volta dos Mortos Vivos” do mesmo ano de “Re-Animator” 1985. Sem esquecer os zumbis italianos de Fulci, Claudio Fragasso, Bruno Mattei e Umberto Lenzi.

Mas Stuart Gordon fez vários filmes muito fodas e um deles é “Herança Maldita” que conta com a velha parceria dele com o ator Jeffrey Combs que além de participar de “Re-Animator” e a seqüência “A Noiva de Re-Animator”, fez o “Do Além” outra obra que foi adaptada do universo de Lovecraft.

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O começo do filme lembrou aqueles filmes clássicos do Roger Corman onde habitação era num castelo e primeiro se apresentava o problema e depois vinha a história. E isso é que ocorre, primeiro vemos um idosa no castelo ela está cortando alguns alimentos e depois leva até um parte escura daquele lugar e de lá uma criatura surge das trevas. O spoiler é inevitável porque desde capa do filme temos a imagem da criatura estampada. Então o que seria uma surpresa se estraga por conta desse problema de produção. Claro que isso não tira toda a graça. Jeffrey Combs é John que herda o castelo na Itália e assim viaja até lá para avaliar essa herança e vender. levando toda a sua família, a esposa Susan (Barbara Crampton, outra colaboradora de Gordon em vário de seus filmes) e sua filha Rebecca (Jessica Dollarhide) que ficou cega provocado por John que matou seu filho pequeno e cegou sua filha, ele tenta superar isso com novos ares. O filme em si é muito trágico e flerta muito com o terror, mais voltado para o suspense e drama do que outras produções de Stuart Gordon.

A família tem vários problemas e a sua mulher o culpa pelo acidente e depois de uma treta bem safada, John vai para o bar e fica bêbado e pega uma puta no bar (quem nunca). Assim temos a primeira transa do filme, lembrando que a criatura que estava no castelo se solta arrancando seu polegar, a coisa mais incrível é que na cena final do filme a mão do monstro está inteira novamente. Mas a criatura que na verdade é meio irmão de John tenta estuprar a cunhada e sua sobrinha por essa lógica de linhagem. O que acontece é que num ato heróico John se mata e salva assim sua família do seu meio irmão.

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Uma pena esse filme ser tão restrito porque ele é muito bom, sofremos mais pelas emoções de seus personagens do que outra coisa. Todos tem um certo problema psicológico e uma dificuldade de aceitar a realidade que os cerca. “Herança Maldita” saiu diretamente em video e uma curiosidade é que o castelo usado nas gravações é do dono da Paramount. Esse com certeza é um grande filme que merece ser revisto e colocado nas obras-primas do horror e também um destaque a mais na excelente filmografia de Stuart Gordon.

Nota:    

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Sexta-Feira 13 (1980)

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1980 / EUA / 95 min / Direção: Sean S. Cunningham / Roteiro: Victor Miller, Sean S. Cunninggham e Victor Miller (história) / Produção: Sean S. Cunningham, Steve Miner (Produtor Associado), Alvin Geiler (Produtor Executivo) / Elenco: Betsy Palmer, Adrienne King, Jeannine Taylor, Robbi Morgan, Kevin Bacon

Acho que um dos filmes mais legais e com uma história muito foda é a primeira parte de “Sexta Feira 13”. Claro que com alguns furos no roteiro, mas não podemos julgar esse excelente filme por esses tropeços. E nem vou colocar isso aqui. Porque o filme realmente é massa real e merece um respeito impar, além de ter uma excelente produção, roteiro e atuações formidáveis, ele tem o Tom Savini que da um show de maquiagem e efeitos especiais.

A primeira sequencia pega carona e deixa estabelecido o que já conhecemos nos próximos filmes da série. O acampamento “Crystal Lake” vai ser reaberto depois de várias tragédias que aconteceram aos longos dos anos. O legal desse primeiro filme que os eventos acontecem num período de um dia e você fica sintonizado rapidamente com os jovens do acampamento.

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Lembrando que esse é um dos primeiros filmes do Kevin Bacon que mais tarde voltaria ao gênero de terror com a primeira parte também de “Vermes Malditos”, um clássico dos anos 80. E depois o galhofa o “Homem sem Sombra” que traz um Kevin Bacon perturbado e também mais ousado quando fica espiando a mulherada tomando banho. Tirando toda essa babação de ovo por ele, essa produção de Sean S. Cunningham conta com um dos melhores “plot twist” do cinema. Que sinceramente ficou muito manjado principalmente para quem já viu os outros filmes do Jason e sabe que ele está vivo. Mas na verdade na primeira seqüência, não sabemos quem é o assassino e ficamos surpreendidos quando se revela que na verdade o assassino, ou melhor, a assassina é a mãe do Jason. Acho que para o começo dos anos 80 e para quem viu esse filme no cinema deve ter sido muito foda,mas agora é um típico filme que você já sabe o final. É uma cena icônica, como o final de “O Planeta dos Macacos”.

Acho o suspense desse primeiro filme muito mais explorado e também da mais certo do que o resto da franquia toda, apesar que a segunda parte ainda tem algumas formulas do primeiro. O que deixa claro a produção muito boa e de certa forma mais inteligente. Vemos um assassino mais cauteloso que joga nas horas certas e garante os sustos e até as cenas gore. Esse é outro ponto, esqueça as mortes do resto da franquia. Jogar a cabeça de alguém numa lata com um soco é para o Jason boladão da parte 8. Nesse os assassinatos são bem mais sutis e até mais legais se for pensar. Temos mortes mais reais e sanguinárias. Uma das minhas preferidas é a do Kevin Bacon no qual depois de uma transa gostosa com outra monitora, ele leva uma flechada no pescoço e uma outra que achei muito boa é da atriz Jeannine Taylor, onde ela leva uma machadada na cara. Os efeitos são espetaculares e engrandece e também enobrece essa primeira parte da serie.

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A primeira parte de “Sexta Feira 13” pegou uma carona com o “slasher” que foi desenvolvido em 1978 que foi “Halloween” do John Carpenter. Um assassino mascarado que vai atrás de sua vitima. O filme original surpreendeu por sair desse método, mas logo no ano seguinte voltou com o Jason mascarado com um pano na cara. Eu escrevi algumas críticas de outros “Sexta Feira 13” e disse qual é o meu favorito. Mas para mim esse já ocupa o primeiro lugar de longe. E para o seu próprio bem, tente ver esse filme sem “spoilers”. Você vai ficar o cu na mão.

Nota:    

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Holocausto Canibal (1980)

cannibal-holocaust-movie-poster-1980 1980 / Itália / 95 min / Direção: Ruggero Deodato / Roteiro: Gianfranco Clerici / Produção: Franco Di Nunzio, Franco Palaggi / Elenco: Robert Kerman, Francesca Ciardi, Perry Pirkanen, Luca Barbareschi, Gabriel Yorke

Acho que muito pode ser dito sobre “Holocausto Canibal” e um dos mais famosos é sobre a veracidade do filme. Como animais mortos de verdade e também como o diretor italiano Ruggero Deodato conseguiu criar um filme tão perfeito usando o “found footage”. Podemos até dizer que foi ele que criou esse gênero das filmagens perdidas.  Mas se olharmos bem a obra e ter estomago para ver as cenas. Se bem que as cenas de “gore” de verdade são bem fracas comparadas com filmes que temos hoje em dia como “Jogos Mortais”, “Centopéia Humana”, “Mártires” e até “Serbian Film”.

Lançado em 1980 o filme conta sobre uma equipe de filmagens que desapareceu dentro da Amazônia Peruana, quando iam fazer um documentário sobre uma tribo canibal.O professor Harold Monroe (Robert Kerman) é chamado pela TV para descobrir o que aconteceu com a primeira turma de cinegrafistas. Assim  ele entra dentro do “green inferno” e parte para dentro da selva. Aos poucos vemos que não se trata de um filme tão ruim assim. Ruim que eu digo de polemico, talvez só pelos animais. Mas vemos tantas coisas gratuitas sobre morte de animais que vira até uma banalidade se for pensar. Quando você documentários mais fortes como “A Carne é Fraca” você percebe que na verdade o filme pega até leve com essas mortes.

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Mas vamos abordar as polemicas. Deodatto foi condenado e preso por ter feito um filme “real” de mortes, ou melhor, os famosos “snuffs”. Boatos diziam que atores foram mortos de verdade nas filmagens e que também pelo alto grau de violência sexual, isso é chocante na verdade porque em certo ponto do filme vemos um estupro coletivo em uma indígena e também outras atrocidades que esse grupo comete como colocar fogo numa aldeia e matar alguns nativos.  Holocausto Canibal foi proibido em centenas de países e sua fama foi mais longe ainda.

O roteiro foi escrito por Gianfranco Clerici, que também trabalhou no roteiro de “O Estranho Segredo do Bosque dos Sonhos” e “Nova York – Cidade Violenta” ambos do diretor Lucio Fulci . Mas o que gostei particularmente nesse filme é como o roteiro se divide pelo começo, meio, final e depois o começo novamente. O filme é montado junto com as cenas em que o professor consegue recuperar as filmagens do primeiro grupo e assim ele volta para a rede de televisão e monta o filme.

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E afinal as polemicas em torno de “Holocausto Canibal” tem fundamento? Não! o filme apesar de cenas chocantes é leve comparado com as produções de hoje e sobre as cenas de mortes de animais. É aquilo tem documentários piores que mostram a verdade sobre a industria do alimento. E no próprio filme eles não torturam os animais e sim matam para comer. Apesar de chocante em primeiro momento a produção é bem legal, o roteiro é bem construído e as atuações estão ótimas.

Holocausto Canibal é um excelente filme, claro que não é para todos. Mas nossa é um filme foda. Que merece respeito e estar nos clássicos do terror e sim merece ser dado uma outra olhada em suas estrutura e esquecer essa polemicas. Gosto de como o filme é tratado no final e coloca como uma grande duvida. Quem são os selvagens na verdade o homem branco que destrói tudo que não conhece ou o nativo que tem uma paz de equilíbrio com a natureza?

Nota:     

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A Noite dos Demônios (1988)

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1988 / EUA / 90 min / Direção: Kevin Tenney / Roteiro: Joe Augustyn /Produção: Joe Augustyn, Jeff Geoffray (Supervisor de Produção), Don Robinso (Linha de Produção), Walter Josten (Produtor Executivo), Michael Josten, Patricia Brando Josten, Rene Torres, Doug Yerkes (Produtores Associados) / Elenco: Hal Havins, Allison Barron, Alvin Alexis, Billy Gallo, Cathy Podewell, Lance Fenton, Linnea Quigley

Cabelos ultrajantes, nudes a vontade, mullets e o rock como trilha sonora! Sim… Estamos nos anos 80! E o que tem de melhor nos anos 80 fora adolescentes com hormônios e peitinhos a vontade? Os melhores filmes de terror! Mas fora os que já coloquei aqui no blog esse em particular é um filme que me deixava curioso, sua capa no qual tinha um demônio chupando um pirulito de caveira. Na época não sabia que se tratava da parte 2 e que anos depois iria ver a primeira parte e nossa que filme foda.

“A Noite dos Demônios” foi dirigido por Kevin Tenney, que tem em seu currículo o excelente filme “Pinóquio – O Perverso”. E que também tem na “Netflix” os dois filmes do diretor. Então já temos o que fazer no final de semana. Mas a “Noite dos Demônios” é uma obra-prima. É divertido, tenso e tem uns picos de tensão que nossa senhora. Apesar de ser datado e apresentar vários clichês dentro do gênero de terror o filme consegue nos divertir.

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Uma das primeiras cenas é quando um velho está levando um pacote de compras e adolescentes assustam ele. Vocês ficaria com pena do senhor se não fosse divertido. Essas quebras do politicamente correto para hoje em dia seria uma grave pena. Mas claro que estamos falando dos anos 80, onde usar seu corpo para distrair funcionários de mercadinhos para roubar a loja é uma coisa super normal. E xingar sua amiga de “vadia” a cada 1 minuto também e claro transar num caixão também, parece que tudo é permitido nos anos 80. Aquela aura de filem podreira com jovens só aumenta ainda mais aquele sentimento de nostalgia de bons filmes.

Angela (Amelia Kinkade) é a dona da festa onde o pessoal vai passar o Halloween. A casa tem várias maldições, parece que tudo de ruim passou por lá. Porque além de ser um necrotério, uma família foi morta lá, uma antiga lenda indígena diz que um guerreiro ficou maluco e comeu a sua noiva no mesmo local onde a casa foi construída. Realmente uma casa com história. A partir desses contos bizarros e mais o clima da festa as coisas ficam armadas. Primeiro é Suzanne (Linnea Quigley) que enlouquece e quer fazer uma suruba na festa. Aos poucos cada integrante da festa fica dominado por um demônio.

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O que mais deixa “A Noite dos Demônios” um filme massa é como ele não se preocupa em criar um clima clássico de terror. Ele pode ser encarado como uma comédia e também com um “terrir” no melhor dos casos. O padrão das mortes são totalmente aleatórios. E na verdade ninguém se preocupa com esses detalhes a química que o elenco, roteiro e toda a produção carrega vale o filme todo e nossa seu resultado final é foda! Um grande filme dos anos 80 e que carrega com ele toda uma era de bons filmes de terror daquela época e também toda sua carga de liberdade de fazer o que quiser sem se preocupar. Que saudades dessa época.

Nota:     

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Jason Vai para o Inferno: A Última Sexta-Feira (1993)

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1993 / EUA / 87 min / Direção: Adam Marcus / Roteiro: Dean Lorey, Jay Huguey / Produção: Sean S. Cunningham / Elenco: John D. LeMay, Kari Keegan, Kane Hodder, Steven Williams, Steven Culp, Erin Gray

Eu acho que a saga “Sexta-Feira 13” é uma das coisas mais divertidas que o cinema já criou.  Com o seu entusiasmo para criar coisas novas como um assassino imortal que mata de várias formas criativas e tem como motivacional adolescentes que transam e fazem coisas erradas como se divertir, fumar maconha e nadar pelados no lago “cristal lake”. A verdade é que Jason é doutrinador dos bons costumes e bons valores e a sua punição só pode ser a morte.

Lembro quando estreou no Brasil a ultima sexta-feira. Aquele cartaz com uma cobra dos infernos saindo do capacete do Jason, aterrorizava qualquer criança que só tinha ido para o cinema ver “Toy Story”.  Mas claro que depois de uns anos aluguei o VHS do filme e nossa que trasheira. Esse filme é o esgotamento de ideias sobre a série. Claro que tudo que é bom se mexe novamente e nos anos 2000 surgiu o magnânimo “Jason X”, que mistura ficção no melhor estilo “Alien” com um terror espacial de primeira.

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Mas claro que o filme tem suas ressalvas, como fazer uma homenagem discreta alguns filmes de terror. O punhal do Evil Dead e o necronomicon que aparece na casa de Jason na parte final do filme. E quando a personagem principal cai no porão podemos perceber que aparece um caixote escrito “Carpenter” e embaixo com os dizeres “pólo norte” que é uma referencia a “O Enigma de Outro Mundo”. E claro a melhor cena que é quando Jason finalmente vai para o inferno e a mão de Freddy Krueger  aparece puxando a mascara de hóquei.

O filme começa com uma moça se hospedando num chalé no “Cristal Lake” e logo Jason aparece para matar a mulher, mas ai temos uma surpresa. A mulher é policia e leva o assassino de adolescentes para uma emboscada na floresta. Onde vários agentes do FBI aparece e destrói Jason com uma bazuca e vários tiros. Mas claro que isso séria fácil demais, então o corpo é destruído mas alma imortal da criatura continua viva em seu coração. E quando os restos do falecido é levado a autopsia temos a cena mais nojenta da série toda. Um cara come o coração de Jason e fica possuído pelo assassino,  assim ele ganha as habilidades de ser sorrateiro, força fora do comum e claro o maior mistério  de todos que é ser onipresente.

O legal do filme é como ele coloca um excelente mistério que não é Jason tentar matar um dos seus parente para reviver e sim como ele consegue no final do filme voltar a ser aquele zumbi de dois metros de altura se seu corpo foi totalmente destruído? Fazendo várias referencias a filmes, no qual já citei alguns. Mas tem a minha parte favorita que é da primeira parte do “Exterminador do Futuro”, onde o casal principal esta fugindo do Jason possuído e eles estão numa lanchonete e começa a perseguição. Os enquadramentos e claro a luz ficou perfeito para o momento. Acho que essa é a melhor parte do filme mesmo.

58Apesar do filme ser maravilhoso ter seus problemas de roteiro, mas se até “O Poderoso Chefão” tem seus problemas, que somos nós para criticar “Jason vai para o Inferno”.  A parte final de Sexta-Feira 13 teve a bilheteria mais baixa da história da franquia e também teve vários problemas de aceitação pelos fãs. Por isso demorou quase 9 anos para ser lançado outro excelente filme da franquia.

Valeu a pena rever o filme para o halloween e ter pegado aquelas referências maneiras que essa  obra proporciona. E também ver sobre uma outra ótica um Jason mais maneiro também e mexe com a mitologia dele. Acho que tosco por tosco essa seqüência “final” é a melhor sem sombra de duvidas.

Nota:     

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