A Noite do Terror Cego (1972)

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1972 / Espanha, Portugal / 101 min / Direção: Amando de Ossorio / Roteiro:Amando de Ossorio / Produção: José Antonio Pérez Giner, Salvadore Romero (Produtores Executivos) / Elenco: César Burner, Lone Fleming, María Elena Arpón

Acho que se tem algo que temos que ficar eternamente gratos é pela “Versátil” e seu ótimo catalogo de filmes. Além de lançar as incríveis “obras primas do terror ” ela também conta com gêneros específicos como o “giallo” e zumbis!  Que conta com clássicos como “A Noite dos Mortos Vivos” o próprio “A Noite do Terror Cego” e meu favorito que é o “Night of the Creeps” que tem a crítica no blog.

O que é legal nessa variedade de filmes é como eles misturam os gêneros de vários países como a Itália que é o expoente de filmes de qualidade de terror e o próprio filme abordado agora que é uma produção Espanha e Portugal. Amando de Ossorio que tem em seu currículo alguns filmes dedicado ao gênero do terror e mais aos zumbis, dirige de mão cheia esse ótimo filme que mistura terror, história e ação. É muito legal como ele inventa uma história do nada e mistura as próprias lendas locais para dar um tempero a mais no filme e também o filme é agraciado pelas atrizes. Destaco Lone Fleming e María Elena Arpón, as atrizes são lindas e tem uma cena de lesbianismo que nossa senhora, vale o filme para mim.

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Legal que o filme já começa com “frame in” final. A cena é com Betty Tuner (Fleming) se assustando e de cabelo branco. Aos poucos o filme volta para o começo e somos apresentados para os atores iniciais. Betty que está num hotel saindo da piscina e Virginia (María Elena Arpón) a chama. Percebemos que elas não se vem algum tempo e aos poucos o filme vai revelando o porque. Roger Whelan (César Burner) seria tecnicamente o “final hero”, mas ao melhor estilo “Mad Max” a história se inverte e Betty torna a sobrevivente.

O filme pega o lance de zumbis templários, confesso que quando li a sinopse,  achei que fosse “Noites de Terror” de 1981. Pelo lance de zumbis com títulos, coisas que aqueles splatter italianos inventaram. Mas no caso do filme do Andrea Bianchi são os zumbis etruscos, que claro não deixa de ser uma obra muito foda, apesar da picaretagem toda.

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Aos poucos somo envolvidos em toda a trama de “A Noite do Terror Cego”, até o lance da sobrevivência é legal. O filme é bem polemico por ter um estupro. É bem chocante na verdade e agressivo. O agressor tem um final bem gore e merecido, o resto da galera também. Temos crianças mortas dentro de um trem por causa dos templários zumbis do mal. Gosto desses terror europeus por causa disso, eles não poupam para serem agressivos, nojentos e também quebrar tabus quando se trata da matança desenfreada.

Recomendo para todos que vejam mais filmes de terror italiano e também os europeus. É maravilhoso como eles dão outra cara para o terror, pensem em coisas originais e mais ainda mudem a forma de se realizar as produções dentro desse gênero tão mal tratado pelos americanos e seus “remakes” horrorosos.

Nota:     

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