The Last of Us (2013)

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Antes, de começar a crítica devo relatar que não estou escrevendo sobre jogos e também que não vai ser exatamente uma crítica e sim um relato.

“The Last of Us” foi lançado no ano passado e logo virou uma febre. Assim veio vários “gameplayers” do jogo e trailers na TV o que é raro hoje em dia, se não é um canal especializado nisso. E assim também vieram os prêmios que conquistou tudo ano passado e ainda está conquistando esse ano. Geralmente não gosto de jogar ou ver alguma coisa quando está muito popular, primeiro porque não gosto de ficar correndo atrás das coisas quando está lotado de gente “guspindo” suas opiniões ou também porque prefiro ver o que ainda não vi ou não joguei. Bem confesso que fui um babaca e me arrependi muito disso.

Quando finalmente peguei o jogo em mãos, digo sem sombra de duvidas que minha vida parou em uma semana. É incrível ver aquele mundo e toda sua concepção tanto da arte e o enredo que são fascinantes. Daí você entende o porquê desse jogo ser tão bem falado e ter ganhado cada premio que recebeu.

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A trama é simples, baseado no famoso “survivor” que está meio saturado no mundo dos games e no cinema, filmes como temáticas de zumbis, monstros e assassinos exploraram bastante isso. Alguns ficam bem cansativos como a maioria dos filmes de hoje em dia, e como nos games também não é diferente visto no caso de “Silent Hill” e “Resident Evil”, que mostraram tanto do mesmo que ficou muito cansativo aquele universo. Mas é incrível como esse jogo conseguiu mudar essa temática e a visão do que se pode fazer dentro desse gênero.

O jogo começa com um cenário comum, um homem está com a sua filha em casa. Vemos os problemas dele e sua filha que está deitada no sofá o esperando chegar em casa. Eles têm um bom relacionamento e mesmo com alguns segundos de jogo você consegue ficar apegado naquele ambiente familiar. Uma noticia diz que uma estranha doença está deixando as pessoas fora de si, mas como no próprio jogo mostra, isso não é bem verdade. Então vemos Joel e sua filha fugindo de sua casa, e as proporções desse evento vão crescendo e também vamos mudando o ponto de vista dos personagens. Primeiro jogamos com a filha de Joel e depois com ele mesmo. Ao longo dessa introdução, descobrimos que o exercito pode estar por trás desses estranhos eventos. Numa cena que corta o coração, um soldado atira na filha de Joel. O legal é como o jogo não fica apegado naquela cena, mas ele consegue te deixar mal por alguns segundos, mas isso é cortado e a cena pula 20 anos no futuro.

Outro ponto é arte do jogo e toda a construção do roteiro. Como vemos no “futuro” onde temos um apocalipse verde! O que já difere da maioria dos filmes no qual o mundo passa por um grande trauma e tudo vira um deserto como visto em “Mad Max”. Mas esse apocalipse verde deixa o mundo um lugar selvagem, a civilização moderna não existe mais, e vemos isso no cenário ao longo do jogo. Cidades demolidas, prédios, casas e arvores crescendo dentro de vários lugares, animais selvagens em todas as partes. E o perigo maior que é o próprio homem, como lembrado no “O Nevoeiro” que depois que a ordem passa só sobra à barbárie. E isso deixa o jogo tão bom. Mercenários e os “Vagalumes” que é o próprio exército dificultam a vida das pessoas, e sem falar nos infectados que são os “zumbis”, que quando transformados viram monstros horríveis.

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Joel agora vive só por viver, ele não tem mais esperanças de uma vida melhor ou algo bom para o seu futuro. Ele acompanha Tess, outra sobrevivente que também como Joel só se interessa em poucas coisas como se der bem em cima de pessoas poderosas. No meio do caminho eles encontram Marlene uma amiga que promete um caminhão de armas e também outros suprimentos se eles levarem Ellie uma menina órfão para os “vagalumes” em outro estado. Eles concordam e assim começa toda a jornada. No meio do caminho alguns desafios e sacrifícios são feitos com que faz você perceber que aquilo não é um jogo comum, e que mexe tanto com o seu personagem quando com o jogador.

Outro ponto é o poder de escolha. O que você faz em cada ação, vai mudar sua rotina naquele momento ou na “quest”. É incrível aquele ambiente de mundo aberto, ele deixa você insaciável e ao mesmo tempo triste sabendo que aquele jogo vai ter um final. “The Last of Us” se apresenta em “arcos” e são as estações do ano. Um dos mais legais é o inverno, quando você é a Ellie, por causa de um acidente que Joel sofre e também porque você joga com ele o tempo todo. Essa mudança de personagens e até de personalidade é muito bacana e evita que o jogo fique cansativo. Você começa caçando um veado nas montanhas e Ellie está com o arco e flecha de Joel, e não sabemos bem se ele está vivo ou morto. Mas ao longo do caminho ela se depara com outras pessoas, no primeiro momento a pessoa que fica com Ellie se mostra legal e aos poucos ela vai revelando sua personalidade, até chegar à terrível verdade que foi ele que estava tentado matar os dois na cidade e ao longo do jogo todo.

Algumas “idas e vindas” fazem que eles se separem dos seus objetivos, e também os dois começam a criar uma forte relação paternal, tanto ele que mesmo não explicitamente vê Ellie sua filha, como ela que vê nele uma ausência paternal, e os dois meio que se ajudam nessa ausência. Mas o que mais ficou grandioso nessa obra é como o jogo fica denso com os personagens secundários, a trama que da suas reviravoltas e também a esperança que no final de te destrói.

“The Last of Us” vai ser o melhor jogo ou filme que você vai ver na sua vida. Com um final poderoso, e um dialogo que lembrou muito o final de “Poderoso Chefão parte 1” e “Onde os fracos não têm vez”. O game se encerra maravilhosamente e com uma musica que parte o coração, um bom jogo que sabe o que faz, com pessoas muito criativas que arriscaram bastante e acertaram muito nessa franquia e que vai para sempre me marcar. Um filme e um jogo perfeito sem sombras de duvidas.

Nota:     

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