Sob o domínio do Medo (1971)

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1971 / Reino Unido / 113 min / Direção Sam Peckinpah / Roteiro: David Zelag Goodman, Sam Peckinpah e Gordon Williams (Livro) / Produção: Daniel Melnick e James Swann / Elenco: Susan George, Dustin Hoffman, Peter Vaughan, T. P. McKenna, Del Henney

Sam Peckinpah é conhecido como “o poeta da violência”, isso é por causa de seus filmes consagrados que trazem o pior do ser humano, seja em obras como “Meu ódio será tua herança”, “Cruz de ferro” e o ótimo “Traga-me a cabeça de Alfredo Garcia”.

Em “Sob o domínio do Medo” ele não faz diferente ao mostrar uma violência crua e chocante. O legal dos filmes de Sam Peckinpah é como ele consegue fazer despertar o instinto de sobrevivência, ou da violência de qualquer pessoa. Coisa que vemos também em “Violência Gratuita” de Michael Haneke, que como Peckinpah gosta de explorar o lado negro da humanidade.

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No filme temos Dustin Hoffman em começo de carreira, ele é um americano que se muda com a esposa para a cidade natal dela. Ele decide ir para lá para trabalhar em seu novo livro e também para ter paz e sossego longe de cidades grandes. Quando ele se muda para uma cidade no interior da Inglaterra, ele é visto com desconfiança por todos, e ao mesmo tempo sua esposa é assediada por um grupo de conhecidos dela. Esse grupo vai trabalhar na casa do casal, e David Sumner (Hoffman) começa a ver a verdadeira “persona” deles, e também coisas estranhas começam acontecer dentro da casa, como o gato da sua esposa aparecer enforcado no armário deles. Esse thriller psicológico que o diretor coloca é claustrofóbico, primeiro por mostrar como o casal está indefeso dentro da casa e também pela montagem do filme onde ele coloca cena sobre cena.

Ao passar do filme David e sua mulher Amy (Susan George) são iscas desse grupo. Quando David é convidado para caçar ele deixa sua mulher sozinha em casa. Amy está brava com David, já que ele não pressionou o grupo para saber quem matou o gato dela. Assim começa uma guerra conjugal entre eles. Quando Charlie Venner (Del Henney) invade a casa e Amy começa a seduzi-lo, ele a violenta, mas logo vira uma coisa compassiva. E o sentimento de agonia que você vê pela aquela cena, vira raiva. Mas um amigo de Charlie chega a casa e violenta Amy novamente.  Você começa a ficar com raiva já que ela decide não contar para David o que aconteceu.

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Aquela relação e o sentimento que o diretor coloca em quadro viram um barril de pólvora. Em uma determinada cena aonde David e Amy vão até a igreja da cidade para a festa anual, a cena é chocante. Primeiro porque temos crianças brincando e cantando e nisso Amy, está sentada e começa a lembrar do estupro. Então você tem em cena crianças brincando e cantado e você vendo em flash ela sendo violentada. E isso coloca um sentimento de angústia fora do comum. É raro diretores conseguirem invocar tantos sentimentos em uma única cena e uma montagem tão simples para invocar isso no telespectador. Quando eles vão para casa, ela é invadida por Charlie e seus amigos que ameaçam o casal. Assim o pacifico e ingênuo David, se transforma num monstro e impede que eles invadam sua casa e o mate um a um.

O filme tem suas surpresas, que valem ser conferido e abordado. Principalmente com a violência tão gratuita que somos cercados hoje em dia e a cultura do estupro que infelizmente é uma realidade chocante no Brasil. Mas a maestria de Sam Peckinpah na direção é soberba e válida de admiração e você conclui que o título de “o poeta da violência” não é atoa.

Nota:     

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