Suspeita (1941)

suspicion

1941/ E.U.A / 99 min / Direção: Alfred Hitchcock/ Roteiro: Samson Raphaelson, Joan Harrison, Alma Reville  e Anthony Berkeley (Livro)/ Produção: Harry E. Edington/ Elenco: Nigel Bruce, Cedric Hardwicke, Joan Fontaine e Cary Grant

Hitchcock talvez seja o sinônimo de perfeição no cinema. Nunca um diretor soube como equilibrar a trama, com boas atuações e uma direção incrível. Acho que sua filmografia já fala por si só como os clássicos absolutos como “Psicose”, “Janela Indiscreta” e “Um Corpo que Cai”. Além de saber se equilibrar no suspense, daí que vemos seu apelido como “Mestre do Suspense”. Alfred Hitchcock também vai para outros gêneros como a comedia e também sabe como fazer um excelente filme.

cTsyH7vT4h5qLFhecJ6CdYpPg5S

Em “Suspeita” temos várias assinaturas pessoais que vão seguir em sua carreira. Como sua obsessão pelo assassinato, a culpa, mulheres fortes e também como somos enganados facilmente em vários momentos. Esse é o primeiro filme em que Hitchcock aparece como produtor. O filme foi escrito com a ajuda da sua mulher Alma Reville, Samson Raphaelson que tinha escrito também “O Cantor de Jazz” e “A Loja da Esquina” do diretor Ernst Lubitsch. Joan Harrison outra roteirista que completa esse time criativo já trabalhou anteriormente em alguns filmes do mestre do suspense como “Rebecca, a mulher inesquecível” e “Estalagem Maldita”. Podemos notar várias referencias ao “noir”, mas talvez um “noir” inverso. Inves da “dama falta” temos um homem que é interpretado por Cary Grant, num excelente papel de um playboy falido que tenta manter as aparecia, mas mesmo assim só se mete em confusões e por outro lado temos sua esposa Joan Fontaine, uma mulher forte e inteligente que aos poucos vai descobrindo a verdadeira face de seu marido. E claro outra referencia é como o perigo é mostrando em tela. Temos as cortinas que forma na sombra o aspecto de uma grade de prisão e como a palavra ou até o sentindo “murder” é colocado em cena. Na parte em que ela está jogando “scrubes” com o marido e um amigo dele e os dois discutem sobre um terreno e o que aconteceria se o seu sócio morresse, vemos como as engrenagens começam a se encaixar na mente de Lina (Fontaine) e ela forma “assassino” no jogo e ela percebe que seu marido talvez seja um “serial killer”.

Os diálogos precisos e também as atuações completa dos personagens fazem o filme girar de um modo criativo e também inesperado, visto pelo seu final apreensivo e revelador. É gozado como algumas decisões podem alterar para sempre um filme. Caso é em “A Suspeita” onde no roteiro Johnnie (Grant) era para ser um assassino cruel e o estúdio decidiu mudar essa parte. O que foi muito bem colocado e que deixou o filme mais leve e muito mais real com as situações propostas. Uma curiosidade é que Joan Fontaine foi à única atriz a ganhar o Oscar num filme de Hitchcock.

Suspicion-1941-classic-movies-16283193-1286-1600

Em “A Suspeita”, mostra todo o conteúdo criativo de Hitchcock, como sua facilidade em lidar com questões humanas como o egoísmo e também as ações das pessoas com outras e a tolerância, assunto que fica ainda mais palpável em outro filme do diretor que é “Marnie – Confissões de uma ladra”. Acho que o começo do diretor em seus filmes é um gigante começando a andar com passos grandes e que aos poucos começa a correr para nunca mais parar. É incrível como os filmes do diretor conseguem ser atuais e também deixar o publico tenso não importando quantas vezes você já viu o filme. Acho que esse é o mérito do “mestre do suspense”.

Nota:     

Baixe o filme com Legenda + Filme 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s